Slender: O Diário.

1 Prólogo –Alemanha XIII


Notas iniciais
Tomarem que gostem *--*

Prólogo –Alemanha XIII

Acordei com uma voz me chamando:

Stela

Acorde Stela

Acorde AGORA

Me levantei em um pulo que me fez cai da cama, estava suada e ofegante, olhei pra cima e vi Sorina ao meu lado me ajudando a levantar, me levantei e olhei em seus olhos, ela estava chorando.

-o que houve Sorina? –perguntei abraçando ela

- nada –disse entre os soluços

-me fale agora! –gritei com ela

-estou assustada Stela... o sonho está me deixando louca! –respondeu limpando as lágrimas.

Quando mamãe disse que íamos vir morar em uma floresta distante da cidade, ficamos alegres, mas quando viemos morar aqui, tudo parecia errado, sonhos horríveis sempre vinha para nós assustar, a escuridão nós perseguia e a morte andava no nosso lado.

-calma estou aqui Sorina –falo abraçando ela –nunca vou te abandonar viu –digo dando-lhe um beijo na bochecha.

-está certo –ela sai do meu abraço e senta na cama

-vai te lavar –ela se levanta e vai se lavar.

Enquanto ela está se lavando, pego nossos vestidos rosa que mamãe comprou de uma senhora, eles são iguais como nós duas. Somos gêmeas idênticas, temos cabelos negros como a escuridão, olhos verdes e pele branca igual a neve.

Depois que Sorina termina, vou me lavar também. Quando termino e vejo Sorina já pronta, vestida com o vestido e seus cabelos preso em um chapéu, me visto e coloco meu chapéu. Pego a mão de Sorina e saímos, o dia tá nublado e frio. O céu está com nuvens carregadas, logo escuto um barulho. Sorina e eu saímos em disparada para o quintal. Quando chegamos lá vejo papai cortando madeira para fazer lenha, enquanto olho papai corta a árvore vejo um vulto perto dele, pisco uma e mais uma vez, meu corpo congela, eu sei que ele está aqui e não vai embora tão cedo.

Sorina me empurra, fazendo com que eu saia do transe:

-nem me pega Stela –ela sai correndo e vou atrás dela.

Quando chego perto dela puxo-a pelo o vestido, fazendo com que ela caia e me levando junta. Começamos a rir, estamos distantes. Nossos risos cessam quando escuto uma voz;

STELAA

A voz vem na minha cabeça, uma voz rouca e sombria que me faz tremer. Olho em direção a floresta e vejo ele.

A CRIATURA

Ele está aqui, se camuflando entre as copas das árvores. Não penso duas vezes pego a mão de Sorina e saio correndo dali, quando vejo minha mãe agarro suas pernas, tentando me acalmar. Mamãe me abraça e dá um beijo na minha testa, sai. Olho para Sorina, que está a limpar suas lágrimas.

Saímos dali e entramos em casa, mamãe está fazendo algo que não consigo ver. Papai está arrumando as lenhas, mamãe se aproxima e ajeita meu chapéu:

-meninas vem ai uma tempestade vamos comigo lá na cidade comprar suprimentos? –ela fala delicadamente.

-vamos pela a floresta? –Sorina pergunta e aperta a minha mão

-e existe outro caminho So? –ela fala terminando de se ajeitar

-mamãe tenho medo, nós duas temos por favor não nós faço ir –falo já com lágrimas nos olhos

-querida mamãe vai ficar com vocês o tempo...não precisa ter medo –ela fala e beijo a minha testa e a de Sorina –vamos? –fala e beija o meu papai

Nós despedimos do papai e vamos em direção a floresta, que estava mais escura por causa da tempestade que se aproxima.

Durante todo o caminho sinto algo nós seguir, braços tentando me pegar. Sorina também sente e logo começa a chorar. Quando mamãe ia se virar para ver como estávamos, algo pulou na nossa frente.

Era Ele

Ele estava vestido com uma roupa negra, era bastante alto e magro. Seu rosto era alvo, sem olhos, sem nariz e nem ao menos uma boca. Ele só tinha feições. Da sua costa saia braços longos como serpente. Quando saiu do transe vejo que mamãe está pulando em cima da criatura e nós mandando correr. Corro, corro como nunca corri em toda a minha vida. Logo em frente vejo Sorina correr. Vejo um arbusto cheios de espinhos mais não consigo desviar. Caiu em cima do arbusto e sinta os espinhos entrar na minha pele, tento me ergue mais não consigo, a dor é muito grande. Grito por Sorina, choro e vejo que estou sozinha. Quando consigo me levanta, sinto algo pegajoso e molengo se enrolar nas minhas pernas.

Em um momento sinto meu corpo tremer, ele me puxou e cai. Sinto meu tronco doer, chamo por Sorina, mas ela deve estar longe. Sinto algo me puxar como uma corda e me levanta e me manda pro alto, grito e choro como nunca.

-Stelaa –olho para baixo e vejo minha irmã com o seu vestido sujo e rasgado

-Sorina socorro –falo entre os soluços.

Vejo Sorina procurar algo, logo vejo que ela está procurando uma pedra, quando encontra atira na escuridão e logo a coisa molenga me solta e caiu em cima de Sorina.

Me levanta e corro, quando olho para atrás vejo que a criatura pegou Sorina, não queria vê. Corro entre as relvas e logo avisto minha casa.

Bato na porta loucamente, papai abre a porta e se espanta com o que vê

-Stela o que houve? –falou me analisando

Não consigo falar apenas aponto para a floresta

-me mostre onde –me nego e corro para dentro de casa.

Me tranco no quarto e me olho, estou imunda, suja de sangue, meu vestido rasgado e preto de sujo.

Escuto um grito, me escondo debaixo da cama. Tento parar minhas lágrimas até que adormeço.

Acordo com uma batida na porta, me encolho mais ainda debaixo da cama.

Stelaa abra sou eu sua mãe

A voz apareceu na minha cabeça, ela é sombria e rouca que faz meu corpo treme todo. Me nego o tempo todo de ir até a porta, mais uma ideia vem a minha cabeça.

Saiu de mansinho e vou até a janela da sala, quando olho para o lado de fora tento conter um grito mais é em vão.

A criatura tem as três cabeças em suas mãos brancas e largas.

Minha mãe, meu pai e minha irmã.

A criatura se vira para mim e tento encontrar os seus olhos em sua face alva.

Agora se importa com eles, abandonou eles, entregou eles a morte menina burra

Uma raiva cresce dentro de mim, em uma parte ele está certo, mais não sou burra. Vou até a porta abro e fico cara a cara com a criatura

-me mate agora, não está vendo estou me entregando a morte –falo batendo no peito e vejando os olhos para não sentir dor

Não, como castigo vagará pela a eternidade sozinha sem nenhum amigo, a solidão será seu companheiro e a morte andara ao seu lado

-não por favor me mate –falo caindo de joelho e chorando, mais sinto algo me pressionar na cintura, olho para cima e vejo que é um dos seus braços que sai de sua costa. Ele me levanta e começo a me debater e a gritar, mais é tudo em vão.

Ele me coloca ao seu lado e caminha para a escuridão da floresta, o céu está nublado e escuro e começa chover o que eu mais quero agora é minha mãe.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.