Notas iniciais
Quinto capítulo? Oi? Sério?! Bem, aqui está mais um capítulo para vocês. Esperamos que gostem.

Charlie POV.

Quando Allan abriu a porta, havia um papel ali. Estava escrito “sempre observando, sem olhos”. Aquilo foi muito estranho! Eu olhava para as meninas, que olhavam para Allan, que olhava para mim. De repente, um barulho ecoou pela cabana. Era alto e ensurdecedor.

– Vamos! Entrem num quarto. – Gritou Débora.

Fechamos a casa toda e nos juntamos num cômodo. Apagamos as luzes e ficamos em silêncio. Escutávamos passos na casa, ou seja, algo realmente estava ali e tinha conseguido entrar de alguma forma. Estávamos quietos prestando atenção em cada detalhe, quando...

...A porta se abriu lentamente!

Anna se desesperou e começou a dar gemidos de pavor. Hazel fez um sinal com o dedo na frente da boca dizendo para ela continuar quieta. Mesmo com a porta aberta, nada entrou no quarto.

Allan então resolveu sair e ver o que estava nos esperando. Nada, absolutamente nada estava dentro da casa. Exatamente, dentro da casa!

Ainda escutávamos um barulho, e vinha da sala. Fomos então atrás do tal som, e quando chegamos no cômodo, avistamos a maçaneta se mexendo sozinha. Era o que achávamos.

Eu então, impulsionado pelo medo, tive uma ação precipitada e abri a porta. Lá estava, diante de todos nós, um monstro comprido. Eu sabia seu nome, era Slenderman!


Lembrei que quando eu era pequeno e vinha nessa cabana, meus tios me contavam histórias terríveis sobre esse cara, mas confesso que eu nunca levei a sério. Quando o vi pela primeira vez, senti algo familiar... mas eu não lembrava como chamá-lo. Agora eu sei quem você é!

Anna gritava mais ainda. Allan colocou seu braço em volta das meninas e eu, bem, eu estava caído no chão apenas olhando para AQUILO.

– Mas que porra é essa? – Gritou Hazel.

– Slenderman é seu nome!

Quando terminei a frase, o tal começou a entrar na cabana. Percebi que aquilo não iria embora até que ele não cumprisse seu plano, seu plano de matar alguém. Então, foi o que eu fiz. Empurrei Allan e as meninas para o quarto que estávamos antes, pois lá havia uma janela maior onde eles poderiam sair e correr por suas vidas.

– Não cara! – Allan gritou.

Eu só o olhei, do mesmo jeito que ele me olhava. No mesmo instante, percebi que Allan entendeu o que eu estava fazendo pelo grupo. Era minha deixa.

– Adeus galera! – Gritei.

Minha última visão foi a do grupo saindo pela janela e do monstro subindo em cima de mim, e no mesmo instante, tudo ficou escuro.

Hazel POV.

Quando Charlie abriu a porta, lá estava aquele bicho medonho. Anna chorava no ombro de Allan e Débora arregalou os olhos. Charlie estava caído bem na frende da porta.

– Mas que porra é essa? – Gritei.

Charlie o olhava fixamente com uma cara de que estava lembrando de algo.

– Slenderman é seu nome!

De repente, Slender começou a entrar no cômodo. O medo se espalhava em todo o meu corpo. Imagine uma cena de terror, o monstro entrando pela porta, nosso amigo no chão e nós observando tudo, quietamente. Ninguém sequer se mexia, a não ser o cara.

Charlie então empurrou nossas pernas para dentro do quarto, já que não conseguia se levantar. Então, ele e Allan se olharam e nada pode ser feito. Então, entramos no quarto e escutamos Charlie dando seu grito de adeus. Aquilo me doeu, pensar em um amigo morrendo e não poder ajudar...

Assim que saímos da cabana, começamos a correr o mais rápido possível até cansarmos. Anna começou a ficar histérica. Ela ria, chorava, colocava a mão na cabeça e se encolheu no chão.

– Anna?

– Eu vi... eu vi. – Dizia freneticamente. – Ele estava lá...

Nós nos olhamos um para o outro. Ela estava com crise ou algo do tipo?

– Anna, o que você viu? – Perguntou Allan.

– Durante a presença daquele monstro na cabana, minha cabeça doía e eu parecia ver algumas coisas se passando na minha mente, como se eu fosse uma câmera de vigilância. Eu estava em terceira pessoa...

– Ta, mas viu o que??

– Minhas visões mostram aquela noite em que Allan e eu estávamos na barraca. Mostra a barraca e aparentemente há duas pessoas nela, no caso, nós. Mas, atrás da barraca... ele está lá, olhando tudo como se fosse normal. Isso está me atormentando, está doendo minha cabeça.

Anna se contorcia no chão, com as mãos na nuca.

– Dói! – Ela gritava.

Allan então a carregou e continuamos a correr. Encontramos a caverna que ficamos da outra vez, só que sem árvore na frente. Algo passou por lá e deixou o caminho livre. Resolvemos então nos acomodar lá pela noite, e depois acharíamos um lugar melhor e mais protegidos.

No dia seguinte, não acreditamos.

Anna POV.

Quando paramos de correr, eu ainda estava tendo aquelas “visões” que começaram na cabana. Aquilo fazia eu me contorcer, doía muito. Era como se alguém puxasse meu cabelo para cima. Me deitei no chão, encolhida.

– Anna? – Hazel me chamou.

– Eu vi... eu vi! Ele estava lá...

– Anna, o que você viu? – Perguntou Allan.

– Durante a presença daquele monstro na cabana, minha cabeça doía e eu parecia ver algumas coisas se passando na minha mente, como se eu fosse uma câmera de vigilância. Eu estava em terceira pessoa...

– Ta, mas viu o que?? – Disse Hazel.

– Minhas visões mostram aquela noite em que Allan e eu estávamos na barraca. Mostra a barraca e aparentemente há duas pessoas nela, no caso, nós. Mas, atrás da barraca... ele está lá, olhando tudo como se fosse normal. Isso está me atormentando, está doendo minha cabeça.

Eu chorava enquanto me encolhia mais ainda no chão. Eu gritava. Estava me corroendo por dentro. Allan então me levantou e me pegou em seus braços. Fomos então em direção à cabana que achamos antes. Estava com o caminho livre para nós. Decidimos então dormir.

No dia seguinte quando acordamos, nos deparamos com mais um papel pendurado na parede bem em cima de nossas cabeças. Desta vez, estava escrito “segue”, juntamente com a imagem do ser.

Obviamente a gente sabia disso senhor! Enfim, preferimos relevar aquilo e irmos em busca de algo para comer, e de algum lugar mais protegido. Ele sabia onde estávamos.

Fomos então andando pela floresta. Quando estávamos fugindo da cabana, por sorte Débora pegou a bolça que estava no banco do lado de fora. Lá havia garrafas, barrinhas de cereal e também uma lanterna.

A noite caía e nós ainda não tínhamos achado um lugar para ficarmos.

– Vamos continuar! – Disse Allan.

De repente, paramos. Porém, os passos não. Nos entre-olhamos. Ele estava entre nós.

Um barulho vinha da árvore, parecia algo pesado se apoiando nos galhos. E então, uma folha cai em cima de Débora. “Não pode correr”.

Rapidamente, fizemos o oposto do que estava escrito.O pânico e a lamentação de não termos ido embora quando pudemos era enorme. Quando nos demos conta, Débs já tinha sumido. Uma tristeza me bateu forte no peito, porém continuei correndo junto com os outros.

Paramos em frente a uma plantação de milho que havia ali perto, e então, sinto algo em meu pé. Era um dos tentáculos de Slenderman. Logo gritei e saí correndo. O casal me acompanhou rapidamente e então fomos parar novamente da cabana. Algo estava me dizendo que aquela floresta era só dele! Na verdade, uma folha me disse. Encontramos o papel colado na porta quando voltamos, e estava escrito “me deixe sozinho”.

Aquilo não queria a gente ali, e aposto que estava tentando acabar com nossa presença. Então, Allan sugeriu sairmos de lá de manhã.

– Ah, agora quer sair?!

Allan estava furioso. Anna, bem, ela estava em choque.

– Não achava que era tão sério!

– Claro, Charlie e Débora tiveram que morrer pra você perceber isso.

Anna se levantou e foi pro quarto. Allan a seguiu, saindo furioso.

– Mas que saco! – Gritei.

Me deitei ali no sofá da sala e fiquei pensando. Adormeci, mas acordei quando me dei conta que algo me observava. Eu sentia um clima frio, como se uma corrente de ar estivesse entrando no cômodo. Me sentei, e vi a porta aberta. Fui no quarto falar com Allan, e quando entrei, lá estava ele chorando.

– Allan? O que houve?

Allan POV.

Depois que enchemos as garrafas de água e comemos algumas barrinhas, continuamos nosso caminho. Quando nos demos conta, estávamos sendo seguidos por ele. O que realmente me assustou foi quando, de lá de cima caiu uma folha, e nessa folha estava escrito: “não pode correr”. Ele estava certo. Depois de um período de tempo em que estávamos correndo, demos por falta de Débora.

Continuamos correndo até que a canseira deixou nosso ar por um fio. De repente, Hazel grita desesperada.

– Ele está aqui! – Disse ao mesmo tempo em que saiu correndo.

Eu e Anna corremos atrás dela. Fomos parar novamente na cabana. Ele queria que ficássemos presos ali para sempre, e fazia com que nós soubéssemos. Quando chegamos lá, havia mais um papel. Tínhamos que sair daquele lugar!

– Vamos ir embora de manhã...

– Ah, agora quer sair?! – Retrucou Hazel.

– Eu não achava que era tão sério!

– Claro, Charlie e Débora tiveram que morrer pra você perceber isso.

Anna se levantou e foi pro quarto, então eu a segui. Eu não estava afim de falar com gente que ficava colocando a culpa nos outros

Nós então nos deitamos na cama e dormimos em pouco tempo. Depois de um tempo, senti falta de algo em meus braços, e era de Anna. Levantei as pressas e avistei uma nota no lugar em que ela dormia. Dizia “não não não não...”. Então, comecei a procurar no quarto. Nada! Comecei a entrar em desespero e então, senti minhas lágrimas caírem. Hazel entra correndo no cômodo.

– Allan? O que houve?

– Anna sumiu!

Coloquei minha blusa de frio e saí da cabana às pressas. Hazel ia me seguindo.

– Não! Fique aqui no caso dela voltar.

Fui então em busca de Slenderman. Aquele babaca ia ver o que eu iria fazer com ele por pegar minha mulher!! Passei a noite inteira buscando pelos dois, mas não encontrei nada, nem passos. Voltei então à casa para avisar a Hazel. Quando cheguei, não pude acreditar no que vi.

Hazel estava jogada no chão, toda espalhada. Eu torcia para que ela apenas estivesse desmaiada.

– Hazel? Acorde! – Eu gritava.

Mas nada me foi respondido. Percebi algo colado em sua nuca.

– Uma folha... “Não olhe, ou ele pega você”. – Disse em voz alta.

Isso já estava me deixando irritado. Saí então da cabana novamente, e me deparei com ele. Anna estava sendo puxada pelo cabelo por um de seus tentáculos. Ela gritava.

No mesmo instante, pulei atrás dele com minha estaca que ainda estava guardada. Aquele monstro não morria, e nem mostrava fraqueza. Porém, quando acertei um de seus tentáculos, ele soltou Anna e saiu lentamente pela floresta. Ele foi de ré, e devagar foi sumindo na escuridão das árvores.

– Anna, você está ferida?

– Ele me disse coisas horríveis. Aquela dor que eu te falei que eu estava tendo enquanto as visões vinham em minha mente. Bem, era como a de alguém puxando meu cabelo... Mais uma vez, era ele!

Entramos na casa e encontramos Hazel encolhida no sofá, chorando.

– Graças a Deus você acordou! – Exclamei enquanto lhe dava um abraço.

Hazel chorava desesperadamente como se nada pudesse consolá-la.

– Hazel? O que houve?

Ela olhou em meus olhos e pôs a mão em meu ombro.

– Ele... – Ela parou, e continuou chorando.

– Ele o que? – Gritei.

– Ele... ele me estuprou.

– O que? – Anna arregalou os olhos.

–Não, ele não pode ter feito isso...

– Sim, ele fez. – Confirmou.

Aquilo era o fim da picada! Tínhamos que fazer algo depressa.

– Aquele caminhão ali fora, que era dos tios de Charlie, bem... ele está funcionando? – Anna perguntou.

– Ótima ideia!

Lembrei-me então que Charlie havia avisado que estava com a bateria ruim fazia um tempo e ninguém levara para concertar.

– Ah, mas a bateria não funciona. – Mencionei.

As meninas desanimaram. Então, saí para a floresta e fui de encontro ao caminhão. Elas me seguiram.

– E agora? – Anna perguntou.

Mexi em algumas coisas dentro do carro. Confesso que eu não fazia a mínima ideia do que eu estava fazendo.

– Acelera Hazel! – Gritei.

Hazel então colocou o pé no acelerador, e o motor (por incrível que pareça) funcionou. Entramos todos no carro. Nos sentamos, e quando coloquei a mão pra por a chave, puxei um papel . Lá estava desenhado Slender entre várias árvores. Apenas continuei e liguei o motor. Quando eu liguei o farol, lá estava ele de frente com o caminhão. Nós apenas olhávamos ele. De repente, um de seus tentáculos aparece, segurando uma folha. Nela, encontra-se escrito “me ajude”.

Coloquei o pé na ré e dei meia volta até chegar na estrada. Dirigi até um ponto, onde o caminhão parou de funcionar. Olhamos em volta, e avistamos um cara sentado.

– Senhor, nos ajude! – Gritou Anna.

Quando chegamos perto do sujeito, ele se levantou e então eu falei.

– Você novamente!

[CONTINUA]

Notas finais
E então? Bem, esperamos que tenham gostado! Abraços, Clara e Renan.