Notas iniciais
Ei caro leitor, aqui esta o terceiro capítulo. Esperamos que gostem!!!

Anna POV.

Ouvimos um grito ensurdecedor na floresta, então eu e Allan saímos da barraca e fomos ver o que havia acontecido, e então demos por falta de Débora.

Saímos em busca dela por um bom tempo, mas tivemos que parar por um momento até Charlie recuperar o ar. Porém, não foi uma boa ideia ficar parado naquele lugar. Quando Charlie levantou seu rosto e olhou para atrás de nós, seu rosto se transformou numa feição assombrada jamais vista antes. Num segundo, Charlie nos fez correr numa direção oposta de onde estávamos, sem mais nem menos.

– Não olhem para trás!! – Gritou

Porém, era impossível! Ao mesmo tempo em que eu corria, me virei para trás pois eu não resisti. Dei de cara com um tipo de monstro muito estranho. Era sem face e andava com roupas e sapatos sociais. No mesmo instante eu tropecei em um galho, mas não foi tempo suficiente para o tal ser me pegar, então Allan me puxou e continuamos correndo até que conseguimos despistá-lo.

Após muito tempo correndo, nos deparamos onde havíamos parado. Avistamos uma caverna e fomos para dentro dela. Com certeza era mais seguro que lá fora com aquele "cara".

– É horrível! É horrível! – Eu ficava repetindo.

– O que é horrível Anna? – Allan perguntou.

Eu o olhei de uma forma espantosa. Aquilo me deu muito medo!

– Não tem face. Não tem expressão... ele vai nos matar! – Gritei.

No mesmo instante Allan colocou sua mão na minha boca.

– Eu não faço ideia do que seja o “ele” de quem está falando, mas sei que temos que nos abrigar em algum lugar em que estejamos escondidos. – Allan falou preocupado.

Decidimos então ficar ali naquela caverna, onde o ser não havia nos achado inicialmente. Acomodamo-nos ali mesmo. Allan e Charlie ficaram acordados pra vigiar o local, já Hazel e eu nos deitamos até pegarmos no sono.

Charlie POV.

No dia seguinte, esperamos as meninas acordarem e então voltamos para o acampamento onde estávamos antes. Decidimos pegar nossas coisas e nos acomodar melhor na caverna que tínhamos achado. Concordamos que era um lugar mais seguro de ficarmos até a gente descobri o que era que estava atrás de nós. De repente, ouço passos vindo em nossa direção.

– Entrem na barraca. – Murmurei baixinho.

– O que ouve? – Hazel perguntou.

– Ouvi passos vindo em direção à nós.

Vimos uma sombra passar do lado de onde estávamos e ficamos quietos. Sem falarmos uma única palavra, ficamos olhando atentamente para a entrada da barraca, até que ouvimos uma voz chamar nossos nomes.

– Fiquem aqui, vou ver o que é! – exclamou Allan.

Allan saiu e tudo ficou em silencio, até que ele abre a barraca bruscamente nos dando um baita susto.

– Venham, é a Débora! Ela está muito nervosa!! – Disse Allan.

– Débora!! – Hazel gritou, correndo em direção a ela e dando um abraço bem apertado.

– O que aconteceu Débora? – Perguntou Anna.

– Eu saí da barraca para pegar água durante a noite, e me deparei com uma coisa estranha grande e sem face... Ele andava em minha direção, então corri o mais rápido que pude e gritei o mais alto que conseguia! – Disse Débora, aflita.

Todos se olharam uns para os outros. Estavam com medo nos olhos.

– Temos que sair daqui... – Disse Hazel.

– NÃO! Vamos ficar aqui até a gente descobrir o que esta nos seguindo. – Disse Allan cortando bruscamente Hazel.

– Vamos nos mudar para um lugar melhor então. – Falou Débora.

Pegamos nos coisas e fomos para a caverna da noite passada.

Hazel POV.

Quando acordamos no dia seguinte, fomos para o acampamento arrumar nossas coisas e voltarmos para a caverna pois achamos que fosse um lugar com melhor segurança até a descobrirmos o que estava atrás de nós. De repente, Charlie para e fica prestando atenção nos sons do ambiente.

– Entrem na barraca. – Murmurou ele.

– O que ouve? – Perguntei.

– Ouvi passos vindo em nossa direção. – Charlie falou.

Vimos uma sombra passar do lado da barraca e ficamos quietos sem falar nada. Após um silêncio tomar a caverna, ouvimos uma voz chamar nossos nomes.

– Fiquem aqui, vou ver o que é! – exclamou Allan.

Ele saiu da barraca e todos nós continuamos num silêncio. Quando menos esperávamos, Allan voltou com tudo, nos assustando sem piedade.

– Venham, é a Débora! Ela esta muito nervosa. – Disse.

– Débora!! – Gritei correndo em sua direção dando-lhe um forte abraço.

– O que aconteceu Débora? – Perguntou Anna.

– Eu saí da barraca para pegar água durante a noite, e me deparei com uma coisa estranha grande e sem face... Ele andava em minha direção, então corri o mais rápido que pude e gritei o mais alto que conseguia! – respondeu, com uma voz chorosa.

Nós nos olhamos com uma cara de medo.

– Temos que sair daqui... – Falei.

– NÃO! Vamos ficar aqui até a gente descobrir o que esta nos seguindo. – Disse Allan me cortando.

– Vamos nos mudar para um lugar melhor então. – Falou Débora.

Pegamos nos coisas e voltamos para onde achávamos mais protegido, a caverna.

Débora POV.

Lembro-me de ser pega por aquele monstro horrível. Quando acordei no dia seguinte, me deparei num lugar estranho. Tinha um certo cheio de morte. Me levantei logo dali e fui em busca de meus amigos. Não demorou muito até que avistei uma barraca dentro de uma caverna.

Quando eu estava perto, percebi um movimento. Imaginei que meus amigos estivessem assustados, então fui devagar. Me surpreendi quando Allan saiu da barraca com uma cara de caçador.

– Débora! Finalmente. – Disse ele indo em direção à barraca para chamar todos.

Hazel veio em minha direção com lágrimas nos olhos e me abraçou bem forte. Anna perguntou o que havia acontecido, então expliquei o que eu tinha visto na noite passada. Todos estremeceram de medo. Tínhamos que sair daquele lugar o mais depressa!

– NÃO! Vamos ficar aqui até a gente descobrir o que esta nos seguindo. – Disse Allan

– Então vamos ficar em um lugar seguro! – Respondi.

Todos nos olhamos e voltamos para dentro da caverna. Aquele era o melhor lugar para ficarmos por enquanto. Era um abrigo contra o frio, contra animais e contra aberrações.

No dia seguinte, fomos procurar alimento por toda a região, e infelizmente o que achamos foram frutas. Nada de carte, o que era bom apenas para Hazel.

O dia passou rápido, e quando fomos voltar para a caverna, nos deparamos com uma árvore caída bem na entrada. Era só o que nos faltava!

Allan POV.

Chegando na caverna depois de uma busca por alimentos, vimos que ela estava bloqueada por uma árvore na entrada.

– E agora o que a gente faz? – Perguntou Anna.

– Eu não sei. – Disse Hazel.

– Vamos voltar para a cabana. – Sugeri.

– Também acho que devíamos voltar pra lá, já que sabemos que o que nos assombra não depende do lugar onde estamos.

Voltamos para a cabana e ela estava do jeito que a gente a deixou quando saímos para acampar. Desta vez, Hazel e Débora foram para o quarto maior e eu e Anna fomos para o outro quarto. Charlie mais uma vez ficou sozinho, então decidimos que ele iria fazer um rodizio de quarto. Um dia dormia com as meninas, e outro comigo e com Anna.

Ficamos a tarde inteira conversando de como a gente podia pegar o tal monstro e descobrir o que ele era. A noite caía e resolvi fazer um yakisoba, pois fazia tempo que não comíamos comida boa. Fomos para os quartos e hoje era dia de Charlie dormir comigo e com Anna. Ficamos acordado um bom tempo contando piadas e demos muitas risadas, até que Charlie faz um gesto pra gente ficar quieto.

– Vocês estão ouvindo? – Charlie perguntou.

– Não. – Falei.

– Ouça com atenção.

Ficamos em silêncio na espera de algum movimento sequer ou um simples suspiro diferente no ambiente. Depois de algum tempo, nos olhamos com uma cara de alívio. Era Hazel e Débora se divertindo no quarto da frente, se é que me entende.

Continuamos conversando até o sono bater e então, Charlie e Anna adormeceram. Eu me deitei e fechei meus olhos, porém eu não estava conseguindo dormir. Saí do quarto e passei em frente ao quarto das meninas. Estava quieto, elas deviam estar dormindo, aliás, todos já deviam estar dormindo, mas algo me impedia.

Fui para a sala e me sentei no sofá. Fiquei olhando para o teto, para a porta, para todos os cantos da casa, buscando explicação em minha mente do que realmente estava acontecendo. Me levantei e reparei num vão que havia aberto depois que saímos da casa. O buraco dava vista para fora. Olhei, estava tudo muito escuro. Resolvi então ir deitar, mas um barulho me chamou atenção. Então, me esquiei em direção ao vão, e quando olhei, lá estava o ser comprido me observando silenciosamente.

Voltei para o quarto rapidamente e me deitei ao lado de Anna, pois Charlie estava na cama ao lado. Fiquei olhando para a porta do quarto atentamente, mas a cena terrível que eu havia presenciado não saia da minha cabeça.

No dia seguinte, bem de manha eu me levantei. Arrumei a mesa e preparei um café da manhã para todos da casa, fui os chamar. Quando entrei no quarto das meninas, encontrei os colchões vazios. Um desespero subiu em minha cabeça.

– Alguém viu Débora e Hazel? – Perguntei assustado enquanto abri a porta de meu quarto.

– Não. – Charlie e Anna responderam juntos.

Por um momento, todos nós pensamos em todas as possibilidades do que poderia ter ocorrido, e acreditem, não eram possibilidades boas. Decidimos ir resgatá-las, e quando estávamos prestes a sair, as duas entram na cabana sorrindo.

– Onde vocês estavam? – Perguntei aflito.

– Estávamos no lago nos divertindo um pouco, por quê? – Disse Hazel.

– Ficamos preocupados! Estamos sendo perseguidos por um monstro e vocês somem do nada.

– Desculpa, não queríamos deixar vocês preocupados. – Débora falou.

Sentamo-nos à mesa para tomar o café-da- manhã. Contei a eles o que tinha acontecido comigo na noite passada, mas fui interrompido por um barulho ensurdecedor na floresta.

Débora POV.

Quando voltamos à cabana, encontramos ela como a deixamos, tirando um buraco feito por algo grosso, perto da porta.

Definimos os novos parceiros de quarto. Allan ficou com Anna, eu fiquei com Hazel. Mais uma vez, Charlie foi quem pagou o pato. Durante a tarde, Allan preparou a nós um delicioso yakisoba, feito com a comida que tínhamos esquecido na casa. A noite foi aparecendo e eu e Hazel decidimos que, como talvez não saíssemos daquele lugar vivas, tínhamos que aproveitar cada segundo. A sorte foi que naquele dia, Charlie iria dormir no quarto do lado. Ficamos apenas conversando no quarto durante um bom tempo, até que eu precisei esquentar o clima. Comecei dando vários beijos em seu pescoço, até que desci em um lugar melhor, mas isso eu não vou comentar.

No dia seguinte, nós levantamos bem cedo e fomos tomar um banho de lagoa. Normalmente nós não saíamos pois nossos pais proibiam, mas agora não tinha quem brigar com a gente. Quando voltamos para casa, demos de cara com Allan e sua cara de enfurecido.

– Onde vocês estavam? – Allan perguntou.

– Estávamos no lago nos divertindo um pouco, por quê?

– Ficamos preocupados! Estamos sendo perseguidos por um monstro e vocês somem do nada.

Bem, na verdade ele estava certo. Quem, em sã consciência de que há um monstro a solta, sai com a namorada pra ir em uma lagoa nojenta?

– Desculpa, não queríamos deixar vocês preocupados. – Respondi.

Sentamo-nos à mesa junto com os outros e nos alimentamos. Allan estava nos contando sobre o terrível ocorrido durante a noite, quando ouvimos um barulho.

– É agora! Ele está vindo. Estejam preparados...

Todos pegamos algo que poderia nos proteger em caso de ataque. Não podia ser...

[CONTINUA]

Notas finais
Espero que tenham gostado do terceiro capítulo, logo logo vem o quarto! Abraços Renan e Clara