Notas iniciais
Ei caro leitores, esperamos que gostem do primeiro capítulo! Abraços de Renan e Clara.

Charlie POV.

Bem, as férias estavam começando. Era tempo de curtição então decidi ligar para Allan e ver onde iríamos no final de semana.

– Alô? Allan! E então cara, bora sair no final de semana?

Allan deu a ideia de irmos passar as férias na cabana que era dos meus tios que faleceram ano passado. Felizmente eles deixaram a chave pro sobrinho aqui, então não vi problema, afinal, a casa agora era minha. Concordei.

– Quando partimos? – Perguntei.

– Logo chego na tua casa com Hazel e Anna. Arrume as malas! – Disse como suas últimas palavras antes de desligar o telefone em minha cara.

Allan era um cara bem decidido, e quando ele quer sempre consegue. Deixei o telefone na base e fui ao meu quarto arrumar as malas. Roupas, sapatos, camisinhas. Ah, não tem curtição se não tem sexo. E fala sério...NUMA CABANA ABANDONADA! Animal cara!!

Mais ou menos depois de uma hora e meia, escuto passos na frente de minha casa. Era Allan e as meninas.

– E ai gente!? Estão prontos?? – Perguntei.

Fizeram que sim com a cabeça. Reparei que Anna nunca tinha viajado na vida ou não sabia onde estávamos indo. Ela levava três malas nos ombros!

– Anna, pra quê tantas coisas? Vai morar lá na cabana?

– Apenas para precaução, idiota!

Enfim, peguei as malas e as coloquei no carro. Antes de partimos, fui interrompido por Hazel.

– Espere! Débora está chegando.

– Débora? – Perguntei.

– É a namorada da sapata aqui. – Respondeu Allan, zoando a cara da melhor amiga.

Mais uma hora de espera e a tal menina chega. Colocamos todas as bagagens no carro, e partimos.

Allan POV.

Era uma tarde normal, eu estava entediado pensando em como minha vida estava um cu e como tudo estava tão chato. Porém, a inesperada ligação de Charlie me chamando pra sair me surpreendeu, afinal, era inesperada.

– Alô? Allan! E então cara, bora sair no final de semana? – Disse em um tom de “quero sair de casa!”.

– Claro cara! Que tal irmos naquela cabana abandonada pelos seus tios? Levamos as meninas com a gente e botamos medo nelas!! Haha.

– Ótimo!! Quando partimos? – Perguntou.

– Logo chego na tua casa com Hazel e Anna. Arrume as malas!

Desliguei o telefone e fui logo pegar minhas coisas. Obviamente, as camisinhas e as bebidas não poderiam faltar. Pronto! Peguei minha mala e fui direto pra casa de Hazel.

– Hazel! Abre aqui, é o Allan. – Disse, apertando a campainha.

Eu e Hazel nos conhecíamos a 16 anos. Éramos tipo irmãos, então passarmos um tempo juntos era normal. Hazel veio pra fora e me deixou entrar. Na sala, expliquei tudo à ela.

– Mas e meus pais? Nunca irão deixar!!

– Diga que vai dormir em casa!!

Vi ela pegando um papel e escrevendo um bilhete a seus pais. Saímos o mais depressa para não sermos pegos.

– E seus pais? – Perguntou.

– Disse a eles que eu iria dormir na sua casa.

– O que? Agora fodeu. Torça pra eles não falarem com os meus pais!!

Corremos em direção à casa de Anna, a minha paixão secreta. Tocamos a campainha e lá fui eu, mais uma vez, explicar o que estava havendo. Por fim, tudo deu certo e fomos para a casa de Charlie. No caminho, ouvi Hazel conversando com Débora para ela ir conosco. Que saco! Essa menina só fazia mal para Hazel, mas ela não percebe. Espero que não dê pra ela ir.

Chegamos na frente da casa de Charlie. Logo, sem nem mesmo chamarmos, Charlie aparece na porta com sua pequena mala no ombro, diferente de Anna, que estava com três malas enormes!

– E ai gente!? Estão prontos?? – Perguntou Charlie.

Todos concordamos que sim. Logo, Charlie retrucou à Anna.

– Anna, pra quê tantas coisas? Vai morar lá na cabana?

– Apenas para precaução, idiota! – Respondeu, com fumaças saindo de seus ouvidos.

Fomos colocando tudo no carro, e quando estávamos saindo, Hazel interrompeu dizendo que tínhamos que esperar Débora. Um séeeeeeeeculo depois, a menina chega toda destrambelhada e entra no carro. Agora sim, que comece as férias!!

Hazel POV.

Eu estava assistindo meus queridos desenhos japoneses quando fui interrompida pela campainha.

– Hazel! Abre aqui, é o Allan.

Allan? Mas o que será que ele quer a uma hora dessas? É muito cedo!! Coloquei meu roupão e fui abrir a porta. Quando entramos, Allan começou a falar que iríamos sair daqui a pouco e que era pra eu me arrumar e pegar minhas coisas e...e...e...ELE FALAVA MUITO! Por fim, entendi que ele e Charlie combinaram de ir a cabana abandonada que ficava na floresta, e que estávamos saindo logo.

– Mas e meus pais? Nunca irão deixar!! – Gritei.

– Diga que vai dormir em casa!!

Peguei uma folha sulfite, e deixei uma mensagem dizendo que eu iria dormir na casa de Allan. Bem, a letra ficou horrível, admito. Mas eu estava nervosa.

– E seus pais? – Perguntei.

– Disse a eles que eu iria dormir na sua casa.

– O que? Agora fodeu. Torça pra eles não falarem com os meus pais!!

Arrumei minhas coisas correndo e troquei de roupa. Era agora ou nunca pra sairmos, senão seríamos pegos, e minha mãe não ia gostar nadinha disso. Fomos em direção da casa de Anna. Chegando lá, Anna, com uma cara de sono, recebeu-nos em sua casa e Allan explicou tudo. Estava tudo tão depressa que admito que não entendi algumas partes do que estava acontecendo, mesmo com Allan explicando várias vezes. Saímos picando a mula da casa dela.

Chegamos em menos de 20 minutos na casa de Charlie. Nesses 20 minutos, consegui ligar à Débora e explicar tudo. Eu queria muito que ela viesse comigo! Chegamos na frente da casa, e saindo da porta com uma camisa vermelha e cara de chapado, Charlie perguntou se estávamos prontos.

Respondemos “sim” com a cabeça e começamos a ajudar a por as bagagens no carro. Todos entramos, ligamos o rádio e ficamos lá por um tempo. Nada de Débora chegar. O desespero me bateu quando percebi que Charlie havia ligado o carro e estava pronto pra sair.

– Espere! – Gritei. — Débora está chegando.

– Débora? – Perguntou Charlie.

– É a namorada da sapata aqui. – Respondeu Allan.

Esperamos, esperamos e nada! Uma hora depois, avistei Débora chegando. Juro, que naqueles segundos, meu coração ficou pulsando mais forte. Abri a porta, ela sentou ao meu lado e colocou sua mala atrás. Aquele carro estava muito apertado, mas tudo bem. Partimos em direção à cabana.

Mais ou menos quatro horas de viagem, chegamos a tal cabana. Era escura e inteiramente sombria, sem nada ao redor ao não ser, árvores.

– Mas que porra Charlie! — Disse Anna.

– Ué, estava esperando uma mansão querida?! — Retrucou.

Todos descemos, pegamos nossas malas e abrimos a porta da terrível e estranha cabana...Havia uma vibração negativa naquele lugar.

[CONTINUA]

Notas finais
E então? Bem, infelizmente chegamos ao fim do primeiro capítulo, mas não fiquem tristes. Aguardem que em breve o segundo sai no site. Abraços de Clara e Renan.