Sleeping With Ghosts
3 Capítulo 3 - A dream. A horse.
Tudo estava muito estranho. Eu estava deitada em uma floresta. Havia um lago perto e a grama era bem verde. Estava ensolarado e eu vestia um vestido rosa de princesa. Me sentei e esfreguei os olhos. Alguém chamou meu nome e eu me virei para ver quem era, mas ninguém apareceu. Me levantei e me apoiei em uma árvore. Nela havia uma corda amarrada e na corda havia um cavalo branco. Só pode ser brincadeira –pensei. Comecei a caminhar em frente e o cavalo começou a me seguir.
- O que há com voce? Vá embora, eu não posso cuidar de voce. – Disse essas palavras para um... Cavalo, que continuou me seguindo. – O que você quer? – Quando olhei nos olhos dele, eles me pareceram muito familiares, só não conseguia saber de quem eram. Tinham um tom castanho.
- Você – O cavalo respondeu e eu me assustei.
- O que você disse? – Respondi, mas me achando muito tonta por estar falando com um cavalo, eu devo ter ouvido coisas. – Deixa para lá.
O cavalo continuou me seguindo. Quando cheguei no lago e encostei minha mão na água, algo frio a agarrou e eu tentei puxar, mas sem sucesso.
- Filha – Minha mãe saiu da agua se contorcendo, seu rosto era palido, tinha cabelos loiros emaranhados e olhos desesperados sem sangue em volta
- Me larga! – Eu gritei apavorada. O céu começou a escurecer e o lindo lago azul, agora era sangue.
- Vá com ele, vá com o cavalo – Ela dizia numa voz rouca, como a de uma velha no fim da vida.
- Não! Me larga, por favor! Se não fosse por você eu não iria sofrer agora
- Vá com o cavalo, filha, por favor! – Ela agora ia perdendo as forças
- Mas um cavalo não pode me ajudar, mãe, eu sei que isso é um pesadelo.
O rosto de minha mãe ficou roxo e ela veio para cima de mim, agora rugia como um monstro, então eu acordei gritando. Minha blusa estava molhada de suor e eu de volta ao meu quarto. Era de manhã, sexta-feira, 13. Ótimo. Fui até a varanda e peguei algumas roupas limpas e as vesti. Peguei meu material e saí de casa rumo à escola. Quando cheguei, Thor estava em frente a classe de física.
- Que bom que chegou, eu estava te esperando. – Ele disse isso com um sorriso radiante.
- Por que? – Eu perguntei seria.
- Porque... Sim?
- Isso não é bem uma resposta.
- Porque voce é minha amiga e eu gosto muito de voce.
- Nossa! Estou surpresa que, mesmo eu te ignorando, sendo mal humorada e me conhecendo apenas há dois dias, me considere sua amiga. Obrigada! – Eu sorri.
- Você é legal, Jan, você é a única pessoa aqui que me deixa ouvir meus próprios pensamentos. Você, por não falar, por me escutar, se torna uma pessoa legal.
- Hum, que bom! Vamos entrar agora.
Aula de Inglês.
- Mas então, qual sua cor favorita? – Thor perguntou do nada
- Eu não sei. Acho que cinza. E a sua?
- É azul, da cor dos seus olhos. Eles parecem dois oceanos.
Sorri e desviei o olhar para minha apostila de Inglês.
- Que tipo de música você ouve?
- Não escuto música – Respondi enquanto eu respondia minha apostila.
- Sério?
- Sim!
- Nossa! Por que?
- Porque eu... Não tive a chance. Já ouvi algumas músicas em alguns lugares, mas eu nunca parei pra ouvir mesmo e dizer se gosto ou não. Eu não tenho rádio, nem esses iPod’s
- Caramba! Você precisa escutar, a música ela... Transforma sua vida, leva você pra outro mundo. Faz você viajar, você se esquece da sua vida e só pensa... Na música e nas sensações boas que ela faz você sentir.
- Nossa, é tão bom assim? – Eu levantei uma sobrancelha e olhei para ele.
- Desculpe me empolgar, é que amo música.
- Você canta?
- Sim! Quer dizer, eu canto sozinho, mas não tenho uma banda e nem nada.
- Hum, interessante. Você parece cantar bem, sua vóz é... – Então eu parei. Eu ia dizer uma coisa que nem eu tinha parado para pensar e eu ia dizer por... Instinto. Como sua voz era gostosa de ouvir. Ela me causava boas sensações. Acorda Janine. Ele é bom de mais para você e você não pode se apaixonar por ele. – Ela é bem legal.
- É mesmo? – Agora ele levantou uma sobrancelha.
- É! – Eu balencei a cabeça afirmando e desviei meu olhar para a professora.
- Obrigada! – Ele deu de ombros e começou a fazer sua lição.
Ao fim da aula.
- Jan – Este agora era meu novo e primeiro apelido.
- Sim? – Eu me virei
- Por favor, venha comigo ao shopping?
Minha tia estava viajando. Eu não tinha compromissos e nunca conheci o shopping.
- Ta bom! – Respondi
- Está falando sério?
- Estou.
- Obrigado – Ele chegou perto e beijou minhas mãos. Neste momento, uma onda elétrica atravessou meu corpo – Venha comigo.
Ele me levou até um carro preto e abriu a porta do passageiro para mim. Eu entrei e o carro era muito confortável, até mais que minha cama. Ele entrou depois e começou a dirigir.
- Quer passar na sua casa?
- Não, obrigada!
- Você mora com quem? Pais?
- Não, com minha tia.
- E seus pais?
- Eles morreram quando eu nasci em um... Acidente.
- Ah, sinto muito!
- Eu também sinto muito. Seria melhor se eu não tivesse nascido. Melhor para mim.
- Não diga isso, por que você pensa assim?
- Porque minha vida me faz pensar assim.
- E por que?
- Eu prefiro não falar sobre isso.
- Tudo bem. Desculpe, mas se quiser alguem pra conversar eu estarei aqui.
- Ok, obrigada!
Houve alguns minutos de silêncio.
- Jan, voce já foi ao pôr-do-sol de alguma praia?
- Não. – Eu respondi olhando a bela cidade de Orange Country pela janela.
- Você precisa ir. Se quiser, podemos ir hoje mesmo depois do shopping.
Eu entraria em uma rua sem saída se aceitasse o pedido. Eu não sei o que Thor estava tentando fazer. Me seduzir? Fazer de mim alguma garota de sua lista? Não. Ele não o faria.
- Bem, tenho que voltar para casa para fazer dever. Não vai dar.
- É uma pena. Podemos ir o dia que voce quiser.
- O que você...
Quando eu olhei a minha frente, vi um monumento enorme e ao que me parecia, e o que era obvio, era o shopping. Nós subimos uma rampa que dava em um estacionamento enorme de uns cinco ou seis andares. O shopping é um paraíso do consumo. Há lojas com roupas que valiam mais que eu. Roupas que eu nunca teria.
- Impressionada?
- Sim! – eu disse de olhos arregalados – Quer dizer, eu nunca vi antes, me sinto uma idiota.
- Não. Você não é. Mas por que nunca veio aqui?
- Bem, minha tia nunca me trouxe.
- Por que?
- Thor, voce quer saber o por quê de tudo – Soltei uma risada e ele também
- Bem, é que você é muito interessante.
Mordi meus lábios e olhei para meu tênis rasgado.
- Vamos comer!
- O que?
- No Mc Donald’s. Venha – Ele saiu andando e me puxou.
Depois de pegarmos o sanduíches, fomos sentar em uma mesa, um tanto quanto... Isolada.
- Coma e veja o que acha. – Ele mordeu seu sanduíche.
Quando mordi o meu, um milhão de sensações ótimas invadiram meu paladar. Eu nunca havia comido algo tão bom em toda a minha vida. Em meus dezesseis anos.
- Caramba! Isso é muito bom! – Eu exclamei
- Eu sei, eles devem colocar alguma coisa pra viciar, porque sempre da vontade de comer mais.
Depois que comemos, fomos em uns brinquedos do shopping. Em um play ground, mas com coisas mais adolescentes, tinha video-games e computadores. Fomos embora à noite e ele me deixou na frente da escola a um pedido meu.
- Tem certeza, Jan? Parece perigoso.
- Tenho. É melhor.
Quanto menos ele soubesse detalhes da minha vida, melhor. Quando eu ia saindo do carro, ele agarrou meu braço, me puxou para o banco de novo e fechou a porta. Eu, assustada, tentava retirar sua mão de meu braço e enfim ele tirou.
- Olha ali – Ele apontou para a esquina. Havia um grupo de homens chutando alguém e dois outros segurando uma bolsa.
- Oh, meu Deus!
- Pois é, Jan, eu disse para o seu bem. Fale onde é sua casa.
- Thor, não. Minha tia não vai gostar de saber que eu estava com um menino. Ela é... Religiosa – Este é um retrato totalmente diferente do retrato da minha tia.
- Eu te deixo na esquina.
Como eu ia explicar que a esquina dos bandidos era a esquina da rua da minha casa?
- Thor, eu sei me cuidar, deixe-me ir e não descutemos mais, por favor.
- Tudo bem!Só não quero que nada de mau te aconteça.
- Agradeço sua preocupação, mas agora teho que ir.
- Tá. – Ele se aproximou de mim e beijou minha testa. Aquilo fez quase eu sair de mim e agarrá-lo
- Tchau, Thor – Saí rapidamente do carro.
Ele não foi embora, então eu dei a volta em outra rua para ele não descobrir minha casa, o que foi um bom plano. Quando entrei, havia um nó na minha garganta e um pouco de medo. Noite. Sexta-feira, 13. Não sei o que poderia acontecer. O que eles iam fazer comigo. Droga! Por que eu nasci?
Notas finais
gostaram? *-* deêm reviews, por favor, mesmo se não gostaram, só pra incentivar. Sério =( quero terminar essa web gente, mas sem o incentivo de vocês não da mimi.
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