Slave to Love
4 AMor'te do Amor
Notas iniciais
A morte veio, e te levou,
Tão de repente quanto chegou.
Te levou nessa inconstante e invariável onda de dúvida e dor.
Veio sorrateira, até levar o seu valor.
De mansinho foi se instalando nas paredes do seu coração.
Degradando os sentimentos de mais pura emoção.
A dor foi tomando lugar da paz,
Foi se tornando cada vez mais rarrefeito esse sentimento capaz.
A insegurança e o medo deram as mãos,
Entrelaçaram os dedos, aptos a interferirem nessa nossa união.
O amor estava relutante e persistente,
Mas foi ficando cada vez mais desobediente.
A evasão o pegou e o arrancou de seu coração.
Acabou ficando doente.
Foi se afastando e se distanciando devagarinho,
Quase que imperceptível aos olhos.
Mas a alma como é esperta,
Sentiu tudo,
E viu que havia algo de errado com o encanto daquele coração desavisado.
Ela tentou ajudar, mas sem sucesso.
Ele não queria ser ajudado por um retrocesso.
A morte, por sua vez, ficou cada vez mais próxima.
Se aproveitou dessa cilada e ficou cada vez mais aliada.
E, quando a alma se deu conta,
O amor já tinha ido, sem que ao menos ela pudesse vê-lo uma última vez.
Oh! Um instante,
Um segundo que alma adormeceu,
E eis, que num piscar de olhos,
O amor ali desfaleceu.
Fale com o autor