Skyrim - Das cinzas

18 Capítulo XVIII - O Cerco de Volkihar


Notas iniciais
Eeeee estamos na reta final do Livro um: "Das Cinzas"! E aí, o que estão achando até então? Estão curtindo? Espero que sim! Esse Capítulo pareceu meio corrido, eu sei, mas é que essa missão não é lá muito longa. Anyway, sem mais delongas, espero que curtam!!

O Forte Dawnguard estava em polvorosa. Sorine e Gunmar trabalhavam juntos para desenvolver novas armas, mais eficientes, enquanto Gunmar continuava treinando os Trolls e a matilha de cães que Duncan trouxera de Ruunwald. Florentius e Duncan (e Arkay) desenvolviam poções e óleos para espadas baseadas nas anotações de Duncan. Vex, Dexion, Serana e Celann treinavam tanto os soldados da Dawnguard quanto os voluntários da Guilda dos Ladrões para um combate rápido e eficiente contra vampiros, enquanto Durak e Karlaiah — uma elfa serva de Nocturnal e também uma Nightingale — treinavam-os para usar as bestas e os arcos de maneira mais letal e dinâmica. Israan e Brynjolf trocavam informações e tentavam entrar num acordo quanto à melhor tática de ação. Havia gente andando para lá e para cá o tempo todo. A ansiedade havia tomado conta de todos, pois nenhum deles ali havia lutado nua batalha de tamanha magnitude.

Pelo que Serana adiantara, o pai dela podia conseguir hordas de servidores em menos tempo do que eles, e provavelmente já estava fazendo isso. Mesmo assim, havia um sentimento de companheirismo mútuo. Os poucos intervalos, como as refeições e descansos entre treinos eram recheados de risadas e bom humor. Após algum tempo, até mesmo Isran passou a se juntar ao pessoal, mesmo que brevemente e não falando muito. Geralmente, ele preferia observar de longe, mas, como Duncan mesmo dizia, “esse é o jeito dele”.

Uma semana se passou e com pouquíssimos imprevistos. Claro, alguns agentes de Harkon apareciam vez ou outra tentando roubar o arco, que estava devidamente protegido, ou até mesmo tentando atacar o Forte, mas eram dizimados antes mesmo de alcançar os portões.

Serana e Duncan estavam na cama de um dos quartos. Pela primeira vez puderam se amar sem pressa, sentindo um ao outro, afinal estavam todos descansando para o dia seguinte: o dia em que marchariam até o castelo de Harkon.

Duncan estava deitado, com os braços cruzados atrás da cabeça e o peito desnudo, pensando no que acabara de acontecer. Comparava aquilo como o mar. Hora calmo e delicado, hora imprevisível, tempestuoso, agitado. Serana estava deitada ao seu lado, quase dormindo. Ela se pôs a acariciar o peito de Duncan, então soltou um risinho.

—O que foi? — perguntou ele.

—Os pelos no seu peito.

—O que tem eles?

—A maioria dos Nórdicos que conheci tinham peitos extremamente peludos, com pelos grandes, grossos e enrolados. É até meio nojento. Os seus, não… eles crescem pouco. E são gostosos de passar a mão.

—Meio irônico, levando em conta o que eu sou, não?

Ela soltou mais um leve risinho.

—É… o mais engraçado é que só o seu cabelo e a sua barba são brancos.

Duncan riu.

—É sério! — Serana afirmou — E…. haja cicatriz, hein?

—Ah… Quando se lida com monstros, bandidos, demônios…. se torna difícil não se machucar.

—Acho que devíamos dormir um pouco… amanhã será um dia cansativo. Sairemos de madrugada para tentar chegar em Volkihar na manhã daqui três dias, certo?

—Vai correr tudo bem.

Serana deitou-se no peito de Duncan e suspirou, enquanto o Nightingale a envolvia com o braço. Ele dormiu ouvindo a respiração dela. Ela dormiu ouvindo o arrítmico e melodioso coração dele.

***

Algumas horas depois, ainda de noite, eles acordaram. Após um curto beijo de “bom dia” Duncan e Serana se vestiram com suas armaduras de batalha e prenderam a capa aos ombros. Assim que saíram, Isran os aguardava.

—Preciso falar com você, Duncan. — disse Isran. Então olhou para Serana — em… particular, se não for incômodo.

Serana olhou para Duncan.

—Eu vou ver como Sorine está se saindo com as armas e alimentar os cães. Te vejo depois.

Assim que ela desceu as escadas para o pátio principal do Forte, Duncan se virou para Isran.

—Pode falar.

—Estive pensando, conversando com seus amigos da Guilda dos Ladrões. Sinto muito pela maneira com que duvidei tanto de você antes.

—Você? Pedindo desculpas? Isso parece muito fora do personagem. — Duncan apoiou-se no parapeito, olhando para o pátio vazio lá embaixo.

—Eu sei. Mas eles me contaram sua história. Somos parecidos, afinal de contas.

—Somos?

—Também perdi minha família para essas coisas. Minha esposa e minha filha. Ela teria sua idade hoje, se estivesse viva.

—Sinto muito.

—Já é passado. Eu já era um dos Vigilantes de Stendarr na época, talvez tivessem feito isso em retaliação. O problema é que, como você mesmo disse, eu deixei meu ódio me consumir e me cegar. O que me leva à pergunta: e quanto à Serana? Pode-se confiar em levantar uma lâmina contra o sua própria espécie? Sua própria família?

—Eu confio nela, Isran. Você também deveria.

—Suponho que eu deva acreditar em você, para variar. Deixe-me falar com a Dawnguard…. e seus voluntários da Guilda. Depois sairemos.

Duncan apenas assentiu e seguiu Isran até o pátio, onde ele chamou:

—Todos vocês! Venham até aqui! Vamos, não temos o dia todo!

Eles esperaram pacientemente até que todos se reunissem. Então Isran pirragueou e começou um pequeno discurso.

—Por muito tempo permitimos que esses vampiros envenenassem a noite e matassem nosso povo! Agora, finalmente temos os meios para atacar! Agora temos o Arco de Auriel. Os próprios deuses nos favoreceram e nós devemos responder com a ação! Chegou o tempo para finalmente pôr um fim a Harkon e a sua maldita profecia! Vamos marchar em sua cova e destruir essas abominações miseráveis para que eles não possam mais corromper nosso mundo! Esta é a nossa luta e este é o nosso destino!

Todos desembainharam suas armas e bradaram.

***

A caravana saiu na calada da madrugada. Karlaiah se despediu do Grupo voltando para o Santuário de Nocturnal, perto de Riften, visto que ela era a única guardiã do local. Marcharam juntos, usando seus números para trocarem de turnos e permitindo que os cavaleiros cochilassem em seus cavalos quando o cansaço da viagem batesse.

A viagem seguiu com pequenos intervalos para comida e, próximo ao crepúsculo do penúltimo dia, montaram acampamento e descansaram, comeram, conversaram e revisaram as táticas. Ajudaram também os feridos de uma sangrenta batalha entre os Stormcloacks e os Imperiais. Aparentemente Ulfric decidira colocar um acampamento próximo de Solitude numa tentativa de espionar e provocar Elisif, mas a Duquesa se mostrava com paciência de ferro.

Duncan particularmente pouco ligava para a guerra, ou para política num geral. Apenas não gostava da proposta de Ulfric, de querer que apenas os Nórdicos tenham direitos em Skyrim e que todos os outros povos sejam banidos ou vivam em condições sub-humanas, mas também não concordava com a posição de Elisif e do Império em seguir a risca um tratado de paz com os Thalmor, que os apunhalavam pelas costas sempre que possível.

Ao anoitecer, voltaram a marchar.

—Estamos próximos agora. — afirmou Isran, que já tinha seu martelo de guerra em mãos.

—Isso que me preocupa. — comentou Celann — Estamos perto demais para não termos dado de cara com nenhum vampiro.

Florentius pirragueou.

—O que é? — perguntou Isran, em um tom ríspido.

—Arkay me disse que há uma emboscada logo à frente, no meio dessas árvores. — respondeu o monge.

—Ah, de novo com essas suas bobagens? — Isran perguntou, irritado — Não temos tempo para essas gracinhas, Florentius.

Brynjolf resolveu intervir.

—Acalme-se, amigo. Ele está certo. Essas árvores dão uma vantagem tática aos vampiros que nós, da Guilda, também usaríamos caso fossemos fazer uma emboscada. A situação também é propícia: chegamos tão longe sem nenhum tipo de ameaça que, teoricamente, ficaríamos confiantes de que eles ficariam lá, na frente do Castelo, paradinhos esperando que a gente chegasse. Fora que tem outro fator importante. Eles não teriam como saber qual rota tomaríamos, e cobrir toda Skyrim seria muita burrice, porque dispersaria as tropas e isso ia diminuir os números deles na hora da batalha. Já que temos a vantagem da luz do dia, eles tiveram que ser ligeiros em manter a vantagem numérica.

—Certo, certo. — disse Isran — Qual a melhor tática, então? Mudar a rota? Dividir o grupo e rezar pra que pelo menos uma parte de nós chegue intacta?

—Não vai adiantar. — afirmou Serana — Eu conheço esses bosques como a palma da minha mão. Não importa que rota tomemos, em algum momento seremos cercados, nem que isso aconteça na margem do rio. E se nos dividirmos, nenhum dos dois, três, quatro, ou qualquer número de sub-grupos vai chegar. Eles vão nos cercar e nos matar.

—E o que você sugere, sugadora de sangue? — perguntou Isran de maneira ácida — Sentar e esperar sermos mortos?

Serana respirou fundo.

—O que estou dizendo é que temos que nos manter atentos e ficar juntos. De todo jeito seremos emboscados, mas com certeza eles vão menosprezar nossos números. Além do que, vocês têm armas especiais para matar vampiros, e eu conheço os pontos fracos deles.

—Hm…. muito bem…. vamos, então.

Eles seguiram para o meio das árvores. ao longe, o Castelo Volkihar já podia ser visto.

Seguiram mais alguns passos, então Florentius, que estava atrás do resto do grupo subitamente parou, desembainhou sua massa, deu meia volta e atacou o ar. Mas o ar soltou faíscas e brasas fumegantes. Logo, se materializou um vampiro cambaleando, com o rosto queimado.

Todos desembainharam suas armas ao notar que estavam cercados. Ali, as árvores presenciaram um massacre, com sangue manchando seus troncos e folhas. Sangue de vampiro.

—Há mais deles! — gritou alguém na confusão

—Estão nos cercando!

Duncan, Isran e Celann tiveram a mesma idéia: conjuraram a aura de Stendarr. Serana tentou manter-se entre os círculos, para não correr o risco de se queimar, reanimando os inimigos que caíam e usando-os contra os ainda “vivos”. O resto usou os campos de força como vantagem tática: atacavam os vampiros e voltavam para dentro de seu alcance. Logo, todos vampiros estavam no chão.

—Essa foi por muito pouco. — disse Isran, ofegante, assim como todos — Alguém aqui foi mordido?

Todos negaram.

—Certo. Vou ter que acreditar por agora.

—Esperem. — pediu Florentius. — Arkay, meu amigo, por favor, faça o que deve fazer. Abençoe a todos aqui presentes, para evitar que caiamos em algum mal.

Todos, exceto Serana, brilharam.

—O que foi isso? — perguntou Vex.

—Arkay os abençoou para que fossem curados de quaisquer doenças que tenham contraído. Todos, claro, exceto nossa amiga vampira, pois seu vampirismo já não é mais uma doença e a faz imune de outras doenças que algum de nós possa ter contraído.

Vex ficou em silêncio. Ela nunca ligou muito para religião, mas talvez isso algum dia mudasse.

Continuaram sua caminhada a pé, a maioria dos cavalos havia fugido com o ataque dos vampiros, e Shadowmere, apesar de ter ajudado na batalha, estava agitado e assustado. Logo chegaram à margem e avistaram, do outro lado, o comitê de boas vindas. Haviam arqueiros e magos postados na praia esperando o grupo, preparados para atacar.

—Certo. — disse Brynjolf. — Duncan, é hora de você fazer aquele truque que você disse ter na manga.

—Com prazer. — o rapaz respondeu. — DUR…. NEHVIIR!!! — ele chamou.

Logo o enorme dragão apareceu, pousando próximo ao grupo.

—Salve, Qahnaarin. — saudou a fera.

—Pelos divinos…. — disse Isran.

Serana apenas sorriu. O resto do grupo estava sem palavras.

Duncan deu um sorriso de canto.

—Salve, Durnehviir. Então, temos que chegar ao outro lado, mas está vendo que temos problemas ali na outra margem? Acha que pode fazer algo a respeito?

—Claro, Qahnaarin. Será um prazer ajudá-lo. Permita-me.

O dragão alçou vôo, então soltou um bafo de gelo na água, voando e criando uma estrada de gelo por onde a hansa da Dawnguard poderia passar com segurança. Ao chegar perto da borda, desviando-se de alguns projeteis, mágicos e não mágicos, ele soltou o Thu’um para invocar os esqueletos do Soul Cairn, que começaram, sem hesitar, a atacar os vampiros, dando tempo da Dawnguard fazer a travessia. Voltando até duncan e Serana, ele pousou sobre o gelo, provando que este era firme para aguentá-lo.

—Qahnaarin, vampiresa, voemos juntos?

Os dois se entreolharam. Durnehviir abaixou a cabeça. Duncan notara que haviam mais lugares cobertos de escamas e menos lugares com feridas. De alguma forma, Durnehviir estava se curando a cada vez que vinha para Nirn. Ambos montaram no dragão, que ergueu vôo novamente quase de imediato.

Serana gargalhou.

—Faziam milênios que eu não me sentia tão viva! — disse ela.

Duncan sorriu. Então olhou para a cabeça do dragão.

—Vamos, Durnehviir! Vamos mostrar a esses desgraçados quem manda!

O dragão rugiu ferozmente em resposta.

Durnehviir usava todos os Thu’ums em seu acervo, fosse o bafo de gelo, o de conjurar os esqueletos negros ou um que aparentemente retirava o vigor dos vampiros.

—Qahnaarin, — advertiu Durnehviir — as defesas deles estão se enfraquecendo, e logo eu estarei acertando seus aliados sem que eu queira.

—Muito bem, meu amigo, muito obrigado por tudo. Pode descer aqui, levaremos a batalha para dentro do castelo agora.

O dragão obedientemente pousou, permitindo que Duncan e Serana descessem. Serana escolheu como oponente uma gárgula que estava dando problemas a Agmaer. Já Duncan foi enfrentar os guerreiros que eram tolos o suficiente de enfrentá-lo de perto, cortando e queimando sem dó, nem piedade.

Ele notou que grande parte do exército de Harkon sequer eram realmente vampiros, mas sim guerreiros que foram encantados com o “charme vampírico”. Provavelmente, o maior desafio os aguardava dentro do castelo, onde os reais membros do Clã Volkihar se encontravam. Mas se preocupar com um problema maior, pelo menos, em número.

—Duncan! — chamou Serana. — Lembra daquelas coisas do cemitério?

—Da ilusão do seu irmão? Lembro! O que tem eles?

Ela apenas apontou para as paredes do castelo, onde quatro deles estavam. Mas dessa vez Duncan tinha a Dawnbreaker. Isran ordenou que Durak e Agmaer atirassem nas criaturas, que apenas caíram, mas não morreram.

—Serana, como se mata eles? — perguntou Duncan.

—Teoricamente a luz do sol devia matá-los!

Mas o céu estava nublado, e somente por isso aqueles vampiros não estavam no chão.

—Só?

—Cortar a cabeça também deve ser um ponto fraco. E fogo.

—Aí a coisa melhora.

Duncan então parte para cima das criaturas, seguido por Celann e Vex. As outras duas criaturas, que ainda estavam grudadas na parede do castelo, saltam de lá, tentando acertar qualquer um dos dois. Uma delas é empalada na parede por um dardo de gelo de Serana antes mesmo de tocar o chão. A outra é habilmente cortada por Vex, que enterra suas adagas na cabeça da criatura logo depois.

A batalha parecia não ter fim. Eles estavam esgotados e já tendo que recorrer à poções e magias de cura e restauração de energia, enquanto os vampiros pareciam nunca se cansarem. Isran, acima de todos, sabia que se essa situação se mantivesse até o anoitecer, eles estariam correndo grave perigo. Mas se tentassem avançar para dentro dos muros, também estariam em uma situação, no mínimo, grave, pois estariam cercados e fora da luz do sol. Ele conjurou uma vez mais a Aura de Stendarr. Duncan, vendo o que ele ia fazer, foi atrás.

Isran se atirou no meio dos vampiros, fazendo com que todos tocados pela aura pegassem fogo quase instantaneamente, mas isso não o impediu de receber golpes e até mesmo rajadas de magia. Duncan invocou sua própria Aura de Stendarr para manter os vampiros longe, invocando suas magias de fogo para lançar rajadas em quem quer que tentasse chegar perto. Ao chegar até Isran, viu que ele estava ferido, mas apesar de não mortalmente, era um ferimento que o deixaria fora de ação por um tempo.

—Precisamos de um médico! — gritou o rapaz — Isran foi abatido!

Florentius se aproximou o mais rápido que pode, acertando com sua massa todos os vampiros no caminho.

—O que houve?

—Isran está ferido e inconsciente. Acho que golpearam a cabeça dele.

—Ah… sim, sim… bom…. Arkay diz que ele ficará bem. Vá e deixe-o comigo. Arkay disse que esse é o momento propício para atacar o castelo.

—Mas ainda tem muitos deles!

—Tem razão… espere…. não, mas…. aaaaah, sim… entendi. — ele deu um sorriso leve e confiante — Arkay pediu para que você confiasse nele. Os vampiros daqui de fora logo não serão mais um problema.

—Ahm…. tudo bem, vou acreditar em você, dessa vez.

Ele logo se juntou aos outros, deixando Isran aos cuidados de Florentius, então gritou para que corressem para dentro. Como se tivesse sido cronometrado, assim que Serana entrou para a sombra da torre de entrada principal, o céu se abriu de maneira jamais vista. O sol, forte e aparentemente até maior, queimou os vampiros de forma dolorosa, fazendo-os entrar em combustão instantâneamente. Então, a forte luz cessou e as nuvens voltaram a cobrir o Olho do Dragão.

—Filho da mãe… — disse Duncan, para si mesmo — ele estava certo, afinal.

Talvez Arkay, e provavelmente Auriel estivessem do lado da Dawnguard afinal de contas.

Serana pegou o velho guarda, que se escondia atrás de uma mesinha.

—Onde está meu pai? — perguntou ela, ameaçadoramente.

—N-na catedral… — gaguejou o vampiro — na catedral de Molag Bal…

Ela arremessou-o contra a porta, fazendo a mesma se abrir com um forte estrondo.

—Serana me contou que há humanos feitos prisioneiros para alimentar os vampiros aqui no castelo. — disse Duncan — Se os acharem, soltem-os e tragam para cá para que saiam em segurança. Fora isso… Serana? Devemos poupar alguém?

—Não. Eu detesto ver meu clã ser dizimado dessa forma, mas eles não nos deixaram escolha. Vamos.

Eles avançaram pela entrada, chegando à grande mesa de jantar onde Harkon os recebera da última vez. Lá, a batalha começou, visceral como a do lado de fora. Haviam desnutridos acorrentados, como se fossem animais, que foram soltos junto dos cães. Cães, esses, que também entraram em um combate com a matilha de Huskies da Dawnguard. Duncan já sentia o impacto de cada arma batendo na sua. Ele estava realmente cansado. E no ritmo que a coisa andava, ele logo cairia, ou abriria sua guarda. Sentiu quando um golpe acertou-lhe as costas, batendo nas placas de metal da armadura sob a capa preta. Caiu de joelhos, mas conseguiu aparar com a braçadeira em seu pulso esquerdo, outro golpe, dessa vez de espada. Estocou, acertando um vampiro no peito, apenas para levar outro golpe pelas costas. Conjurou uma vez mais a Aura de Stendarr, mas magia dessa vez falhou. Ele já estava tão esgotado que não tinha mais forças.

Olhou para Serana, que veio para salvá-lo. Lembrou-se da ilusão de Arcinius, com a qual ainda tinha pesadelos. Tudo parecia em câmera lenta. Sua visão estava turva devido aos dois golpes que recebera e ao cansaço.

—Beba uma de suas poções. — disse Serana. — Eu te dou cobertura.

Enquanto Duncan obedecia a sugestão de Serana, essa estava determinada a matar os vampiros pelo menos o suficiente para abrir caminho até a catedral. Quando notou que tinha passagem livre, puxou Duncan pelo braço.

—Está pronto? — perguntou ela.

—Quando você estiver.

Os dois abriram a porta com um chute.