Skyrim - Das cinzas
13 Capítulo XIII - Tocando os Céus (Parte I)
Notas iniciais
As tropas de Harkon desceram com uma ferocidade bestial. Sequer perderam tempo com as escadas: saltaram sobre Duncan e Serana. Não que isso fosse intimidar a dupla, mas eles estavam em grande número. Duncan tentou se focar nos vampiros mais fortes enquanto Serana já havia conseguido uma maneira de lidar com as gárgulas. O rapaz grisalho já estava se cansando. Desde que entrou para a Dawnguard, matar tropas de Harkon virara rotineiro, estava ficando fácil. A Dawnbreaker se provava uma ótima arma contra eles, mesmo em situações como essa.
Mas ele mudara tanto desde o início disso tudo que nem ele mesmo se reconhecia. Antes ele era uma pessoa fria, movida pelo ódio e pelo interesse. Com Serana ao seu lado, porém, isso começou a mudar. A imagem de sua irmã no Soul Cairn também ecoava em sua mente de forma insistente.
Sobrara só um último vampiro, que tentava escapar. Duncan atirou com a besta em sua perna e caminhou até ele, pegando-o pelo pescoço e levantando-o.
—Olha, — disse ele — eu já estou começando a cansar de vocês nos perseguindo por toda Tamriel. Portanto, vou deixar você vivo para entregar uma mensagem ao seu mestre: deixem-nos em paz.
—Isso nunca vai acontecer — retrucou o vampiro — Lorde Harkon vai arrancar suas tripas e beber o seu sangue, então vai usar o arco para explodir o sol e reinar para sempre!
—Então você não é muito útil, concorda?
Duncan enfia a Dawnbreaker no coração do vampiro e não se importa de sentir a ponta de seus dedos fervendo enquanto a pele da criatura se transformava em cinzas.
Serana olhou para Duncan com um misto de preocupação e desaprovação. A expressão de Duncan se tornara nula. Era como se ele não se importasse mais em tirar vidas de pessoas que estavam sendo controladas por Harkon. Como se, para ele, a distinção entre eles e os Draugr ou os Falmer estivesse lentamente desaparecendo.
***
A viajem para Darkfall não foi longa, mas com certeza perturbadora. Silenciosa. Incômoda. A caverna era muito escura, mas nem isso pareceu incomodar Duncan. Obviamente, Serana conseguia enxergar no escuro, mas ele apenas parecia não se importar. Apenas seguia o caminho, passando por uma aranha congelada até chegar a uma ponte e o que parecia ser um beco sem saída.
Mesmo assim, atravessaram a pequena, velha e desgastada ponte de madeira. Claro que uma ponte tão velha não tinha por obrigação aguentar dois adultos, suas armas e suas armaduras. E não aguentou.
O colapso da ponte os derrubou em um rio subterrâneo cuja correnteza era tão forte que os levava jusante, sem que eles pudessem resistir. Depois de duas pequenas cascatas, eles foram jogados para fora da corrente por uma cascata um pouco maior.
Duncan chamou desesperadamente por Serana enquanto tossia água. Talvez o banho frio o tenha acordado do transe. Bem a tempo de ele se ver cercado aranhas gigantes. Ele conseguiu despachar duas menores, mas a grande conseguiu pular sobre ele que, sem ação, viu as enormes presas se aproximando de seu rosto quando um espinho de gelo atingiu a testa da aranha, jogando-a para o lado. Duncan suspirou de alívio.
—Você está bem? — perguntou ele.
—Eu é que devia perguntar.
—Estou… ela não conseguiu me tocar.
—Não estou falando disso. Você estava estranho desde a clareira.
—Estou só… cansado, Serana. Tudo isso não parece estar levando à lugar algum. Apenas estamos viajando por toda Skyrim com os ajudantes do seu pai nos caçando como animais, mas quase sem nenhum progresso.
—Eu… sei o que quer dizer. Mas temos que continuar. Os seus amigos na Dawnguard são céticos de mais para acreditar no Arco e se meu pai puser as mãos nele, é fim de jogo.
—Eu sei. Vamos.
Eles continuaram em frente, até chegar a o que parecia ser um pequeno acampamento. Os campistas jaziam no chão em um estágio ainda não muito avançado de decomposição.
—Essas pessoas estavam… por que alguém acamparia aqui? — Serana erguntou.
—Eu… não faço idéia.
Junto à um dos cadáveres, havia um bilhete, o qual Duncan leu em voz alta:
“Irmã, eu sei que você vai me encontrar, mas será tarde demais. Se você encontrar esta carta, saia dessa caverna abandonada o mais rápido possível. Nós fomos tolas por pensar que poderíamos viver tão perto de tais criaturas e viver de forma pacífica. Eu deveria ter voltado para acampar com você depois de colocar as tochas aqui embaixo. Eu pensei que esses trolls seriam diferentes, que eles de alguma forma entenderiam que não queríamos machucá-los. Estou agora encurralada e é apenas uma questão de tempo antes de um dos trolls decidir acabar comigo. Espero que seja uma morte rápida. Adeus, minha querida irmã.”
Serana fez uma expressão triste, mas não disse nada. Ao menos eles estavam avisados de um dos perigos que eles enfrentariam. O cadáver de outra mulher indicava que os trolls acharam a irmã antes que ela pudesse seguir o conselho de deixar o lugar.
Seguiram pelo caminho de túneis que eventualmente levariam a uma grande área aberta contendo dois trolls, provavelmente os que foram citados na carta. O olhar de Serana se encheu de fúria quando, numa velocidade incrível, ela correu até um dos trolls e pulou em seu pescoço, cravando ali suas presas.
O outro Troll, talvez numa tentativa de acudir seu igual, ou apenas pelo desejo de matar o novo alvo, partiu para cima de Serana, mas foi parado por uma parede de chamas. Chamas estas que saíram da palma da mão de Duncan. Duncan desembainhou a Espada dos Nightingales e girou-a ao lado do corpo. O troll tentou atacá-lo, mas se provou lento de mais. Duncan passou por debaixo do braço da criatura, deixando um corte profundo em sua axila e depois enfiando a espada em suas costas.
Serana saiu de cima do cadáver do outro Troll e limpou o sangue que escorria de sua boca. As mulheres haviam sido vingadas. E isso, na cabeça de Serana, era extremamente recompensador. Passaram pelo pequeno lago da caverna até que viram o que parecia ser um pequeno acampamento. E no meio do acampamento, os aguardava a figura de um elfo de cabelos brancos e penetrantes olhos azuis. Duncan se aproximou sem embainhar sua espada.
—Não há necessidade de violência — disse ele num tom calmo, com uma voz imponente, mas serena — Eu sou o Cavaleiro Paladino Gelebor. Bem-vindos à Grande Capela of Auri-El.
—Auri-El? — perguntou Duncan — O deus Auriel?
—Auriel, Auri-El, Alkosh, Akatosh ... tantos nomes diferentes foram dados pelos diferentes povos para o soberano dos elfos das neves.
Duncan o observou mais cautelosamente. Lembrou-se da grande estátua na câmara onde enfrentara Mercer Frey.
—Você… é um Falmer.
—Prefiro o termo “elfo das neves” se não se importar. O nome Falmer geralmente tem um significado negativo para a maioria dos viajantes. Essas criaturas distorcidas às quais você chama de Falmer, eu chamo de Traídos.
—Traídos? Por que?
—Veja bem. Nós já fomos uma sociedade rica e próspera que ocupava uma porção de Skyrim. Infelizmente, estávamos constantemente em guerra com os Nords, que reivindicavam a terra como sua “casa ancestral”. Sempre mantivemos uma aliança incômoda com os Dwemer, elfos da habitação subterrânea, e quando encaramos a extinção, buscamos ajuda. Surpreendentemente, eles concordaram em nos proteger, mas exigiram um preço terrível … cegar toda a nossa raça. Havia grupos dissidentes que resistiam ao acordo, e mesmo alguns que buscaram alianças alternativas. Mas quando tudo foi dito e feito, esses elfos foram abatidos, desaparecidos ou desistiram e aproveitaram os negócios dos Dwemer.
—Foi o que os transformou nos Falmer?
Gelebor tomou um ar um tanto pensativo.
—Muitas vezes eu me perguntei a mesma pergunta. A cegueira da minha raça foi supostamente realizada através do uso de uma toxina. Certamente não é suficiente para levá-los a se tornar os seres tristes e distorcidos que eles se tornaram. A capela é bastante isolada, então demorou algum tempo para a palavra da oferta dos Dwemer para nos alcançar aqui. No momento em que o pacto tinha sido concluído, era muito tarde para nós mesmos tentarmos intervir.
—Mas essa mesma demora foi o que permitiu que você mantivesse a visão, certo?
—Correto. Nós só numeramos talvez uma centena por vez, então nossa presença permaneceu um segredo para os Dwemer e os Nords. Ironicamente, nossa destruição veio nas mãos do nosso próprio povo.
—Os Traídos os acharam.
—Sim. — ele disse, melancolicamente — Eles invadiram a capela em grandes números até que estivéssemos completamente cercados. Nunca tivemos uma chance. Eu suponho que o Arqui-Curador foi corrompido por eles quando encontraram uma maneira de violar o Sanctum interno. — ele fez uma longa pausa -Mas suponho que você não esteja aqui para ouvir as tristes memórias de um velho elfo, e sim pelo Arco de Auriel, certo?
—Como pode ter tanta certeza? — perguntou Duncan, confuso.
A resposta do elfo veio num tom levemente debochado.
—Por que mais você estaria aqui? Durante os milhares de anos eu servi como sentinela da Capela, não houve um único visitante aqui por qualquer outro motivo. Eles pedem o Arco Auriel, e eu solicito sua assistência. Isso tem sido repetido tantas e tantas vezes, que não posso imaginar de outra maneira. Portanto, já lhe direi a resposta da próxima pergunta padrão que recebo: “tenho escolha?”. Sim, absolutamente. Você pode dar meia-volta e retornar ao lugar de você começou de mãos vazias, ou você poderia me ajudar.
—Não há outra forma de conseguir o arco, então, certo?
—Certo. Afinal, o mesmo direito que você tem de recusar ajudar-me é o direito que eu tenho de recusar a ajudar você.
—Uma mão lava a outra, entendi. E qual a ajuda?
—Preciso que você mate o Arqui-Curador Vyrthur ... meu irmão. Não se assombre. O parentesco entre nós se foi. Eu não entendo o que ele se tornou, mas ele não é mais meu irmão, o homem que eu conheci. Foram os Traídos ... eles fizeram algo com ele, eu simplesmente não sei por que Auri-El permitiria que isso acontecesse.
—Algo…?
—Como eu lhe disse antes, eles varreram a Capela sem aviso prévio e começaram a matar a todos sem pausa. A Capela era um lugar de adoração pacífica. Guiei um pequeno grupo de paladinos, mas não fomos páreo contra os números absurdos do Traídos. Eles mataram todos e invadiram o Santuário Interno onde eu acredito que corromperam Vyrthur. Ele está vivo. Eu o vi. Mas algo está errado. Ele nunca parece ter dor ou estar sob coação. Ele apenas fica... parado, observando, como se estivesse aguardando.
Serana pareceu perder a paciência.
—Por que você mesmo não vai até lá?
—Deixar as guias não protegidas violaria meu sagrado dever como Cavaleiro-Paladino de Auriel. E um assalto aos Traídos guardando o Sanctum interno só terminaria com a minha morte.
—Ahm… Guia?
—Sim, deixe-me mostrar-lhe. — o elfo caminhou até a estrada selada e lançou um feitiço, quase que um raio de luz do próprio sol, iluminando a parte superior e levantando a estrutura do chão. -Esta estrutura é conhecida como uma “Guia do Santuário” ou simplesmente “Guia”, ou até “Santuário”. Elas foram usadas para a meditação e para o transporte quando a Capela era um lugar de iluminação. Os prelados desses santuários foram encarregados de ensinar os mantras de Auri-El aos nossos Iniciados.
Serana ouvia atentamente, enquanto observava, intrigada, a estrutura erguida pelo Cavaleiro-Paladino. Só quando ele terminou que ela tornou a olhar para ele, dessa vez cheia de perguntas.
—O que essa bacia no centro significa?
—Uma vez que o Iniciado completou seus mantras, — explicou Gelebor — ele mergulharia uma alavanca cerimonial na bacia no centro do santuário e passaria para o próximo caminho.
—Então, esses Iniciados tiveram que carregar por aí um pesado jarro de água. Maravilhoso. Por quanto tempo eles teriam que fazer isso?
—Bem, uma vez que a iluminação do Iniciado estava completa, ele levaria a torre para o Santuário Interior da Chantry. Verter o conteúdo do jarro na bacia sagrada do Sanctum permitiria que ele entrasse para uma audiência com o Arqui-Curador.
—Tudo isso só para acabar descartando? Não faz sentido para mim.
—É simbólico. Não espero que você entenda. — apesar da resposta aparentemente grosseira, a voz de Gelebor trazia pesar ao invés de desdém.
—Então vamos fazer isso direto. Precisamos fazer todas essas bobagens para entrar no templo, então podemos matar seu irmão e reivindicar o Arco de Auriel?
—Eu sei como tudo soa, mas se houvesse outra maneira, eu já o teria feito há muito tempo. A única maneira de chegar ao meu irmão é seguindo os passos dos Iniciados e viajando de um caminho para outro, assim como eles. O primeiro está no final da Passagem Darkfall, uma caverna que representa a ausência de iluminação. Há cinco no total, espalhados por toda a Capela. Mas antes de enviar vocês em seu caminho, vocês precisarão do Jarro do Iniciado. — diz, entregando a Duncan um pesado jarro branco de um material que ele não reconheceu — Uma vez que você localizou uma estrada do caminho, haverá um Prelado Espectral que tende a isso. Eles permitirão que você desenhe as águas da bacia do santuário representando que você foi esclarecido e iluminado.
—Duas perguntas. — disse Duncan.
—Pois diga.
—A primeira é: como você espera que nós carreguemos esse jarro por aí? Quero dizer, entre Traídos e monstros, essa coisa vai quebrar ou acabar nos atrasando.
—Infelizmente, quando essas tradições foram criadas, não haviam tais ameaças por aí. Eram caminhos livres. Apenas uma peregrinação a caminho da iluminação. Não sei como ajudá-los.
—E quanto aos Prelados Espectrais? Eles não podem fazer nada?
—Infelizmente, creio que não. Eles são fantasmas dos sacerdotes dos Elfos das neves que cuidaram as guias antes de serem abatidos pelos Traídos. Através da graça de Auri-El, eles foram restaurados na sua forma espectral para permitir que eles continuem seus deveres. Temo que em sua forma atual, eles ainda acreditam que a Capela seja um centro de adoração ativo. Eles não responderão de você de forma alguma a não ser acreditar que você é um Iniciado e você está realizando a jornada para o Santuário Interior.
—Merda. Então é isso? “Se virem”?
—Não há outra opção.
—Há pelo menos uma tampa pra essa droga não ir esparramando água por todo lado?
—Não é uma “droga” como você se refere, e sim um símbolo antigo de uma religião perdida. Peço respeito. Quanto à presença de uma tampa, sim ela existe.
Gelebor então entregou algo semelhante à uma rolha adornada com vários símbolos.
Duncan olha para o elfo e encaixa a rolha na boca do jarro. Logo mais, eles se despedem e a dupla segue seu caminho, entrando na pequena estrutura oval e passando por algo similar à um espelho de água. Do outro lado se encontrava uma caverna extremamente escura, apenas iluminada por uma trilha de tubos cor-de-rosa bioluminescentes que, como os dois puderam perceber, se apagavam de acordo com o progresso deles.
Após seguir pela caverna despachando Falmers e as criaturas insetóides usadas por eles para caça, passaram por uma colméia Falmer de maneira silenciosa, tomando sempre cuidado para não chamarem a atenção e evitando armadilhas. Ali, Serana constatou o porquê de aquelas criaturas causarem pesadelos em Duncan. Ossos humanos e animais eram usados para decoração. Serana tabém se perguntou quantas ossadas não eram também de seus antigos irmãos, os Elfos das Neves da resistência de Gelebor. Após passarem por esse extenso acampamento de terror, morte e sangue, se depararam com uma parede com diversas alavancas.
Duncan rezou para Nocturnal para puxar a correta, visto que a outra provavelmente a outra dispararia outra armadilha. Ao puxar, a parede ao lado se abriu, revelando o que parecia ser um vale subterrâneo e, guardando sua entrada, um enorme tigre dente-de-sabre, mas com uma pelagem totalmente diferente da que os dois estavam acostumados. Era cinza com detalhes fluorescentes que emitiam um belíssimo brilho roxo com detalhes em verde. Seus olhos azuis também brilhavam. Serana preparou-se para soltar um espinho de gelo no animal, mas Duncan entrou na frente e fez um rápido sinal com a mão direita, que emitiu um leve brilho verde, assim como os olhos do tigre.
—Não há necessidade de violência. — disse o rapaz — Nos deixe passar e não o perturbaremos.
O tigre então deitou-se, voltando a mastigar um dos dois veados que caçara. Serana ficou pasma.
—Magia de calma da escola da Ilusão. Aprendi pouco depois de entrar para a guilda dos ladrões. Facilitava muito quando se precisava sair de algum lugar com testemunhas.
—Entendi… que bom que ela veio a ser útil, mesmo à essa altura do campeonato.
—Antes que você comece a reclamar de eu não ter usado antes, não funciona em Falmer e não sei se funciona nos vampiros do seu pai.
—E quanto ao Dexion?
—Funcionaria se eu soubesse magia melhor, mas eu só sei soltar algumas faíscas, controlar mentes mais fracas e estou aprendendo a fazer uma espécie de campo de força dos Vigilantes de Stendarr. Você disse que aquele vampiro, Malkus, era o melhor em controle mental que você conhecia. Duvido que minha magia funcionasse nele, então resolvi quebrar o feitiço na base do soco.
—Entendi. — riu Serana.
Após passar pelo pequeno vale que apresentava veados com a mesma pelagem bioluminescente do tigre de antes, chegaram à mais uma guia, onde um fantasma vestindo um manto os recebeu.
—Que o brilho de Auri-El ilumine seu caminho.
Duncan, sem saber muito o que fazer, se curvou brevemente. O fantasma continuou:
—Bem-vindo à Guia da Iluminação, Iniciado. Você está pronto para honrar os mantras de Auri-El e preencher seu jarro com a iluminação Dele?
—Não estamos aqui buscando por iluminação — cortou Serana — Estamos aqui tentando evitar que o sol seja destruído.
O elfo ficou em silêncio.
—Escute — disse Duncan — Há uma profecia de que se o Arco de Auriel for usado no sol, ele será destruído e o mundo ficará envolto em trevas. Temos que impedir isso, mas para isso, temos que entrar no Santuário Interior.
—A entrada no Santuário Interior é apenas permitida aos iniciados da Ordem Sagrada de Auri-El.— afirmou o elfo.
—Certo, certo. Vamos, estou pronto para receber a iluminação de Auriel.
—Então contemple o presente de Auri-El, meu filho. Que ele leve seu caminho enquanto busca a tranqüilidade dentro do Santuário Interior.— disse o elfo, trazendo do chão a estrutura da Guia como Gelebor fez antes.
Eles colheram a água com o jarro e adentraram em mais um espelho de água.
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