Skyrim: Blood, blades and love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Após dois dias de caminhada além da cidade de Riften, Morrigan finalmente encontrou a incrível cachoeira que era sua referência. Eram os primeiros raios de sol do terceiro dia de caminhada quando avistou as enormes paredes com queda d'água que sinalizava início do território da Dawnguard, e lá, bem na beira do rio, um homem magricela a aguardava.
Morrigan se aproximou devagar sem fazer questão de anunciar sua chegada com antecedência, mas se a fama da Dawnguard valia de algo, então aquele cara já sabia que ela estava lá. Mesmo com o som ensurdecedor da quebra d'água.
Dito e feito.
— Ah, ai está você. — ele disse com um enorme sorriso quando a mulher em armadura completa parou ao seu lado — Vai se juntar à Dawnguard? Fui instruído a te aguardar.
— Sim, ao que tudo indica. Se eu decidir que não, pelo menos já sei a localização caso me torne uma vampira. — respondeu com um sorriso insolente que o homem não podia ver através da máscara que ela usava.
— Ah, um humor sombrio. Bom, você vai precisar disso para lembrar do que é importante. — ele a avaliou calmamente — Aliás, eu sou Ivarstuck. E você?
— Morrigan.
— Morrigan?... A Morrigan?
Ela respondeu com um dar de ombros indiferente.
— Uau... Você deve ter tantas histórias que eu espero...— ele se deu conta de que estava demasiado empolgado — Uh, desculpe. Você deve estar cansada e eu não posso levá-la a forte com essa aparência, não somos bárbaros. Então tome um banho enquanto provindencio algum alimento.
Morrigan tinha certeza de que de armadura ou não, sua aparência provavelmente estava péssima, então não deu a resposta espertinha que gostaria e apenas esperou que o homem pegasse suas facas de caça e fizesse seu caminho através das árvores que cercavam a trilha. Então, habilmente a mulher soltou as correias das bolsas que carregava, uma bolsa com vestes extras e poções; uma bolsa com ouro, algumas frutas, água e várias pedras de pequeno valor que lhe garantiam abrigo ou informação em cidades desconhecidas. Evitava carregar muitas armas, andava com um arco e aljava nas costas e uma espada de corte fino na cintura, uma adaga na bota apenas por precaução. Armadura completa era inevitável, uma verdadeira necessidade em tempos de guerra.
Desatou as presilhas da armadura, tirou as botas, as luvas e a máscara que protegia sua identidade e sacudiu os cabelos nos primeiros rios da manhã. A água não era tão fria, graças ao calor que Rift geralmente fazia, mesmo estando no vão de duas enormes montanhas a água estava morna. Depois de ter certeza que a maior parte da sujeira se fora, Morrigan se deu o luxo de relaxar apenas por poucos minutos e boiar na água. Os respingos da cachoeira adiante faziam sua pele formigar e a névoa matinal dava a privacidade que ela precisava. Apenas alguns minutos disso e então ela já estava se vestindo.
A mulher observava pacientemente os raios de sol dissipar a névoa e aumentar a luz no rio quando o seu guia voltou.
— Desculpa a demora, tenho uma cabana de caça aqui perto, mas na realidade sou um péssimo caçador. — sentou-se ao lado dela e começou a retirar as coisas de sua bolsa — Trouxe o que pude encontrar por lá, pão, queijo e vinho. No forte vão te oferecer uma refeição melhor e...
Ele parou de falar quando finalmente olhou para ela. Percebeu com algum choque que ela era jovem, com traços delicados para uma guerreira. E percebeu que naqueles trajes comuns e com o cabelo molhado emoldurando o rosto sua constituição não era exatamente o que a armadura indicava, na verdade, era... bem feminina. Imediatamente se envergonhou de seu pensamento e pigarreou.
— Você é jovem. — comentou.
— Surpreso?— ela perguntou ao se servir de pão e vinho.
— Bem, um pouco. Você tem uma fama, não é atoa que a Dawnguard está atrás de você.
A resposta veio acompanhada de um brilho malicioso no olhar:
— Estão correndo um risco ao dar crédito aos boatos.
*
O Forte Dawnguard tinha a aparência de um grande castelo com várias torres. O trabalho de alvenaria dentro do forte não é apenas muito preciso, mas as superfícies de pedra têm a aparência de um leve brilho para quem olha. Os corredores de arco alto são suportados por grandes e retangulares pêndulos decorativos. O interior do forte em si tem um tema arqueado, do teto para os arcos cegos nas paredes. Ivarstuck fez questão de levá-la pelo portão principal para que pudessem ter um tour antes de alcançar o pátio de treinamento, possível lugar onde o chefe estaria.
O
lobby principal era uma grande área circular cheia de barris e caixas. Oito banners adornavam as paredes exibindo o símbolo da Dawnguard. O piso composto por cascalho degradado e lajes decorativas que alinhavam as bordas de duas grades de ferro curvas.
— Em frente tem um corredor que leva a todos os principais quartos do piso térreo no forte. Quando está parado no meio do círculo de frente para a entrada principal, o segundo andar é para a direita, a pequena varanda é outra direita. A grande varanda é para a esquerda e para a esquerda novamente. E pra lá temos a sala de jantar, os quartos, a sala de treinamento interna, o laboratório, sala de tortura, bib....
Morrigan assentia para tudo, mas não estava realmente prestando atenção, então foi um alívio quando Ivarstuck abriu as portas e mostrou a ela o pátio de treinamento e as barricadas em volta do forte. Logo quando passara pelo arco da porta, um homem bem equipado e parecendo mal humorado caminhou para perto deles:
— Que Skyrim abençoe você, finalmente está aqui.
— Você mandou me recrutar? — Morrigan perguntou com o tom de voz baixo. O homem a sua frente já parecia bastante irritado.
— Todos escutamos muito bem sobre você, tão jovem e já cheia de histórias para contar... Claro que a queremos. — ele deu um olhar significativo para o guia de Morrigan e então sorriu sem mostrar os dentes — Venha, garota, me acompanhe.
Morrigan não ficou surpresa por Ivarstuck ter sumido.
— Você parece bem sério, então eu imagino que não vá ficar dando voltas para falar o que quer de mim, adianto logo que só tenho uma pergunta: o que é esse lugar?
O homem olhou-a longamente e então assentiu, uma aprovação silenciosa. Não era muito amistoso, mas era alguma coisa.
— Este é o Forte Dawnguard, o centro, por assim dizer, da guilda. Era um castelo em ruínas, mas foi reformado por mim durante a Segunda Era, escondido o suficiente para que os vampiros não se atrevam a vir aqui, mas também está exposto ao sol por precaução. Como tenho certeza que você já viu, o lugar é grande para abrigar todos os membros da guilda, mas temos muitos caçadores em Missões distantes.
— Isso é interessante. Você é tipo o chefe daqui?
— Podemos dizer que sim. Sou Isran, Durak encontrou você, certo?
Morrigan deu um sorriso indulgente.
— Está mais para eu tê-lo encontrado, ele estava sendo atacado por um grupo de vampiros. Acho que ele viu potencial em mim.
— Sim, estou certo de que ele viu. Mas esse não foi o único motivo para ele te recrutar, você não escolheu um lado na guerra, o que significa que você ainda pode transitar em todas as cidades de Skyrim. Mesmo as mais distantes, isso é um recurso muito útil nos dias de hhoje
— O que você precisa que eu faça?
— Desejando alguma ação? Isso aqui não é brincadeira. Tem um teste primeiro.
— Eu sei, mas se você realmente escutou falar de mim, então sabe que arriscar minha vida é minha maior aventura.
— Humpf. Pois bem, ouvimos indícios de movimentação intensa de vampiros na Caverna Dimhollow, é longe demais para enviar muitos caçadores, seria suspeito. Preciso que vá e investigue, explore a caverna e descubra o que tem de tão importante lá dentro.
— Onde fica essa caverna?
— Não está preocupada em virar uma vampira?
— Não serei mordida.
— Não precisa. Eles sugam a vida humana com magia e passam o vampirismo como uma doença. Demora dias para completar a transformação.
Morrigan ficou em silêncio por alguns momentos, avaliando as informações, pesando as possibilidades de ser transformada e a chance do homem estar brincando com ela. Decidiu arriscar.
— Para onde devo ir, exatamente?
— Corajosa. Te darei um mapa, mas se você vai mesmo aceitar o teste, tem uma ferramenta que pode te ajudar.
— Que tipo de ferramenta?
Ele ofereceu um sorriso medonho.
— Você tem boa pontaria?
Fale com o autor