Sky Of Love
1 Capítulo 1 - Minha paredes são de vidro.
Notas iniciais
Essa historia é toda escrita no ponto de vista de Sam Puckett.
Toda a minha vida. Eu sempre acreditei em minhas próprias mentiras. Eu vivia apenas no meu próprio mundo cor de rosa. Onde tudo era seguro. Eu tinha o controle de tudo. Até conhecê-lo. Ele veio como um rio, me engolindo com suas águas turvas e me puxando cada vez mais com suas fortes correntezas. Nada fora planejado, nada fora escrito. Apenas Sentido.
SHY OF LOVE
22 de março de 2007.
É uma linda manhã. O céu está mais azul do que o normal e os passarinhos mais felizes do que nunca, para todos apenas um dia comum e para mim também, assim eu pensava até aquele momento.
– Bom dia! – eu me referi a todos que estavam na cozinha, mamãe, papai e minha irmã mais velha Melanie. – Papai! Sua gravata está torta outra vez. – eu comentei e ouvi mamãe e Melanie rirem da minha cara. – o que foi?
– quando eu estava no colegial. – comentou Melanie. – papai deixava a camisa para fora todas as manhas. – um ponto de interrogação se formou na minha cabeça.
– ele está desesperado. – comentou mamãe colocando a jarra de suco de laranja sobre a mesa e se sentando. – não agüenta a idéia se que seu bebezinho está crescendo e tenta desviar sua atenção dos garotos apenas para ele.
– isso é verdade. – eu bati de leve em seus ombros.
– pode até ser. – ele respondeu meio desconcertado.
– não se preocupe com isso papai. Posso ter 16 anos mais ainda assim serei a mesma garotinha do papai que toma chocolate quente com ele nas noites frias de natal. – Oh Cara! Eu estava completamente enganada.
Mais tarde na escola eu me encontrei com a minha melhor amiga. Ela estava radiante e quando isso acontecia só podia ser uma coisa...
– eu acho que estou apaixonada! – ela disse toda sorridente para o meu lado.
– Carly! – segurei seus ombros a encarando. – você diz isso toda semana.
– mais dessa vez é pra valer... Não é mais um romance bobo de criança eu estou falando serio, minha barriga até dói quando eu falo nele. – suspiros e mais suspiros eu podia até ver as borboletas voando sobre a cabeça dela.
– e quem é o homem de honra desta vez. – eu perguntei com meu interesse de sempre “ pobre coitado” era apenas o que eu pensava.
– Brad! – “ O que?” deixei meu livro cair instantaneamente.
– você não pode estar falando serio. – eu disse rapidamente. – Carly, ele é da turma dos malvados, você não pode gostar dele.
– Sam! Não fala assim dele e afinal não se escolhe que se ama. – E pior que ela tinha toda a razão. Eu mesma seria prova viva desta teoria. – depois da escola você vai comigo até a sala dele. E pedir pra ele sair comigo.
– nem de brincadeira. – “ta me achando com cara de pombo correio” – dá ultima vez que eu fiz isso pra você... Riram da minha cara.
– por favor. Por favor.
– não! – Ela me olhou com aquela cara de cachorrinho pidão. Droga! – Tudo bem! Mas você vai falar eu apenas vou com você.
– Tudo bem! – O sino da escola tocou anunciando que a aula ia começar. – vamos pra aula.
Às vezes me pergunto, será que a nossa vida já fora escrita antes de nascermos? Não é possível? Não se pode escrever tudo que acontece tão rápido. Esse destino que nos prega peça. Depois da aula como eu havia prometido, acompanhei Carly até a sala da nova paixonite dela.
– é aquele ali. – Ela me apontou ele quando olhávamos da porta. Ele era loiro e de cabelo liso. Estilo Bad boy. E estava com uma guitarra na mão parece que ele tem uma banda e estava cercada de meninos a sua volta todos com instrumentos e cantavam uma musica. Parecia um ensaio. – Ai ele é tão lindo.
– se controla garota. E ele está ocupado no momento não está vendo? – eu mostrei o ensaio. – depois você fala com ele. – eu disse me virando pra sair.
– mais Sam... – Ela me disse antes de ser interrompida por nada mais nada menos que Brad. Ai tomara que a Carly não demore com essa nojeira. Ele tirou sua guitarra e veio na nossa direção. Mais o seu caminho não foi direto para Carly e sim para mim.
– Ei, qual é o seu nome docinho? Podemos trocar telefone? – “ Que?” por que eu? Eu imediatamente olhei para Carly e pude ver em seus olhos pequenas lagrimas se formando. Mais será possível? Ela não me esperou apenas saiu correndo dali. E eu fiquei parada ali parecendo uma múmia em choque.
– Brad é a sua deixa. – uma voz soou de dentro da sala... Só ai eu percebi a nova pessoa na porta. Um menino. E não sei por que meu corpo se arrepiou toda apenas com o som daquela voz. E que bela voz. Pelo que eu percebi ele era o vocalista, mais eu nunca tinha o visto na escola antes. Como será o nome dele? Mal sabia eu... Que ali tinha surgido uma conexão que duraria para sempre.
Sai dali correndo a procura de Carly. Ela deve estar um caco e pensando que eu a trai. O que não era a verdade afinal nunca tinha falado com ele antes. Mais eu não tenho culpa de aquele maluco queria meu numero. Eu a encontrei no pátio perto da nossa arvore favorita na hora do almoço. E como eu temia ela estava chorando.
- Carly? – Seus olhos me encararam naquele momento e eu a abracei. – não chora.
- c-como não v-vou chorar. – Ela estava soluçando. – se o meu amor te escolheu.
- Ele não me escolheu. Estava apenas brincando comigo. – Eu menti.
- verdade? – ela levantou e me encarou.
- é. – eu menti outra vez. – e depois que você saiu correndo ele me pediu seu E-mail e eu passei. – e menti outra vez. Meu deus eu sou uma péssima amiga.
- Brad quer sair comigo? – ela se levantou rapidamente. – Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh
-Carly, não grite. Acho que fiquei surda agora. – disse acariciando minha pobre orelha.
- Ai.. Eu to tão feliz. Você é a melhor amiga do mundo. – ela me abraçou e saiu. OhOh eu tinha feito uma cagada.
No mesmo caminho de sempre, onde os ventos sopram
Eu posso me encontrar com você.
ai no uta.
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