Skate
1 One Shot
Notas iniciais
Pois bem, espero que gostem dessa one que eu meio que tinha arquivada, e que eu estava escrevendo com a princesa (acho que essa vocês não conhecem) da Mrs. Stoll, outra menina que escreve Tratie e pela qual eu sou COMPLETAMENTE viciada pelas fanfics *--*
Agora eu tenho que ir :D
Kisses, Mayy ♥
Eu poderia estar matando, ou roubando, mas tudo que eu quero fazer é dormir até que eu não suporte mais o cheiro da minha baba, e nem as marcas de travesseiro da minha cara.
Uma dica de ouro é nunca, nunquinha mesmo, esquecer que fazer pegadinhas com o chalé de Hefesto é bem perigoso, quando contamos com o fato de que lá é tão preparado quanto um campo militar. Não que seja impossível, porque pra nós, filhos de Hermes, o céu é o infinito. Só que, cara, isso é mais cansativo do que segurar o céu.
Não era tarde, na verdade não passava de cinco da tarde, mas aposto que se eu deitasse agora conseguiria dormir até amanhã, quando seria acordado pelo barulho insuportável da sirene do acampamento.
Agora, da próxima vez, eu terei um cuidado redobrado, porque, cara, a dor nas costas que eu estou sentindo de tanto ficar com as costas eretas prendendo aquele sistema de balões de confete rosa perfumado, não é nenhuma brincadeira. Pra falar a verdade, acho que a única coisa que me melhoraria era uma massagem da minha mãe e seus dedos praticamente mágicos.
As vezes eu sinto falta dela nas férias, mas sei que aqui é o único lugar em que eu poderia estar completamente protegido. Ainda mais, eu poderia ser eu mesmo sem ter que ser expulso, porque todo mundo aqui é como eu: um problema ambulante.
Abri a porta do meu chalé, mesmo sabendo que ia estar sozinho. Acho que a esse ponto do dia todos deviriam estar muito ocupados fazendo pegadinhas com qualquer outro semideus que não fosse filho de Hermes. Tudo o que eu queria agora era enfiara a cabeça no travesseiro e passar o resto do dia sozinho, assim como já estava acostumado.
Retirei a minha camiseta do acampamento e troquei por uma regata, deixei as calças e retirei os sapatos. Que se dane as cobertas, porque, por mais que o dia estivesse congelante, o chalé era quente o bastante para eu sobreviver sem coberta com o meu nível de sono crônico.
Não sei quanto tempo era depois, mas senti duas mãos me balançarem de um lado para o outro de modo frenético. Podia conhecer aquelas mãozinhas pequenas de praticamente qualquer lugar do mundo, mas hoje elas pareciam mais desesperadas enquanto enlaçavam a minha regata e me balançavam pra cima e pra baixo.
— Trav, seu idiota, acorda agora!
Vou falar que pensei que fosse um pesadelo, com aquela menina insuportável me acordando do meu sono de beleza. Cara, por que ela só tem que aparecer nessas horas inoportunas?!
— Qual é, Kitty, sua retardada, o que você quer?
— Me ensina a andar de skate?
Tá bom. Respira, inspira, respira. Essa pirralha nojenta não me acostou às seis horas da tarde, no meio de um cochilo aproveitador, pra eu ensinar ela a andar de skate, né? Isso só pode ser um sonho, ou um pesadelo bem tosto, cara.
— Fumou, cara?
— Fala a palavra “cara” mais uma vez e vai ser eu que vai fazer uma ação nessa sua cara de bosta. Vamos! Levante-se! É pra ontem!
— Pra que merda você quer aprender isso, sua tosca? Me dá pelo menos três merdas de motivos.
— Um, eu acho maneiro aquelas meninas que saem por aí encima de um skate. Dois, eu acho que seria interessante aprender. Três, o novo campista bonitão do chalé de Apolo sabe, ora essa.
— Me poupe das suas paqueras, Gardner. Sinceramente, a única coisa em que estou interessado no momento é o meu tão necessitado descanso nesse momento. Sabia que dormir faz bem pra saúde física e mental? Pois bem, eu tenho que ficar lindo e inteligente pras gatas pirarem em mim.
— Que se dane o seu fã-clube de meninas desesperadas que pensam ter alguma chance com você, oh grande rei da paquera.— ironizou.— Agora levanta já daí e me ensina, seu porco nojento.
— Você não vai me deixar mesmo, né cara? Você sabia que um cara charmoso como eu tem todo o direito de rejeitar o seu pedido. Só que o problema é que eu sou um cara muito legal, gentil, e sabe como é levar um fora de alguma cria de Apolo. Coloque a sua armadura, porque esse é só o começo da guerra, soldado.— ironizei, me levantando e colocando um boné para trás na cabeça.
Ela começou a dar pulinhos, na forma mais infantil da coisa, junto com uma dança tão estúpida que eu achei que fosse pegar diabetes mais cedo que eu pensava.
Peguei o meu skate, conferindo se ela já estava com o dela, e fomos juntos para uma parte bem atrás dos campos de morangos, onde geralmente ficavam os skatistas e contrabandeadores de Coca Cola. Aqui não tinha muitas pessoas, já pelo fato que hoje tínhamos outras aulas que também interessavam os frequentadores daqui.
Talvez eu estivesse com eles, mas o meu sono era demasiado, então a minha meta era dormir. Pela que tinha que ter uma menina insuportável pra tirar a minha paz.
Por isso que eu tinha que terminar isso tão rápido como havia começado. Precisava acima de tudo voltar a dormir naquele momento exato, antes que ficasse com olheiras.
— Me mostre o que sabe fazer.
— Bem...
— Gardner, eu não tenho o dia todo, minha querida.
— Não sou sua querida.— resmungou.
— Mas aposto que adoraria ser. Milhares de meninas ajoelham aos meus pés pra que eu as chame de “querida”. Você não passa de uma mal agradecida.
— Hoje seu ego acordou inflamado? Quer saber, Stoll, pega esse skate e enfia...
— Olha o palavreado, Gardner.
— Vai a merda.— e assim ela se foi.
Tá, eu acho que não estava muito bem acordado. Só ela, a menina que, sei lá, eu gosto desde que me entendo por... tá, eu realmente nunca a achei atraente, nem nada do tipo. Mas ela sempre esteve lá. Sempre do meu lado, mesmo que fosse pra me encher. Quando eu estava triste ou feliz. Era quase um contrato de casamento, sem a noiva, o noivo, o contrato e a festa.
Fui atrás dela com o meu skate debaixo dos braços. Quando a vi que, puxei-a para mim, fazendo com que ambos andássemos na mesma prancha.
Nem preciso dizer que a sua cara foi surpresa. Seus olhos arregalaram e ela, com medo, puxou a minha blusa pra si, de forma em que ela não cairia se eu tivesse bom equilíbrio, coisa que sempre tive por sorte.
— Olha, cara, eu sei o que eu vou fazer agora, mas sei lá. Geralmente eu vou só lá e beijo a garota. Só que com você é diferente. Você sempre sorri, não importa o que aconteça. Sempre me põe pra cima. Sempre está do meu lado. Não sei se o que eu estou sentindo agora é amor, mas se for você será a primeira a descobrir.
—Me desculpe, mas eu tenho certeza. — falou e mordeu a lateral da boca.
— Não quero te magoar, mas não sei o que fazer. Sabe, eu queria te pegar, te beijar até amanhã, mas, sei lá, eu estou com uma séria dúvida.
— O que foi Travis? Pode falar quem é a outra, eu não ligo.
— Você ou a minha cama? Não sei, mas é muito difícil.
— Vai a merda, Stoll.
E, falando isso, ela me puxou para mais perto. Alguns tendo seu primeiro beijo de casal em um hiate, na luz da lua, mas aqui estou eu, beijando Katie Gardner, encima de um skate com o sol batendo na minha cabeça e fazendo um frio insuportável.
Só que, mesmo assim, é o melhor beijo de todos.
Notas finais
Kisses sabor Travis Stoll, Mayy
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