Notas iniciais
Boa noite! Sendo bem breves, esperamos muito que vocês gostem desse capítulo e já deixamos aqui o spoiler de que o 13 tá pegando MUITO fogo *---* Boa leitura! ♥

— Que tipo de algo diferente? – Will perguntou, me fazendo sorrir talvez de uma maneira muito pervertida.

Eu não podia evitar, não é como se eu fosse sugerir que olhássemos um filme.

— Não quer ver até onde se sente à vontade para ir? – Perguntei com a testa colada na sua, estando um pouco curvado para isso.

— Mas... – Ele estava incerto e nervoso. – Tudo bem...

Sorri para ele, o puxando pela cintura e colando nossos corpos. Levei minha mão até sua nuca e o beijei ternamente, não iria ganhar nada sendo afobado, pelo contrário, arriscaria assustá-lo e eu não queria isso. Queria que aos poucos ele se permitisse fazer outras coisas.

É óbvio que eu pararia se ele quisesse, não sou nenhum tarado também.

Ainda beijando Will, fui andando com ele até a minha cama, onde sentei e o puxei para o meu colo. Quando o ar infelizmente nos forçou a interromper o beijo, desci a carícia para seu pescoço, passeando com minhas mãos por seu corpo, invadindo lentamente sua camiseta e sentindo-o arfar em cima de mim.

— Posso tocar por aqui? – Perguntei enquanto acariciava seu peito e suas costas por baixo da camiseta, ele apenas assentiu e levou suas mãos aos meus cabelos. Gostei daquilo. – E aqui, Will, eu posso tocar? – Encostei em seu membro por cima da calça de moletom que ele usava, vendo que ele parecia querer recuar.

— A-aí não... – Murmurou com a respiração já ofegante.

— Mas você parece gostar, Will... não vou te machucar... – Tentei, mas aquele olhar já me dizia que nada aconteceria. – Então tudo bem. Vamos fazer outra coisa.

— Sim, vamos. – Concordou ele. – Precisamos conversar.

— Sobre?

— Eu estou te deixando frustrado, sei disso, acho que você merece uma explicação. – Fiz menção a interrompê-lo, mas ele me impediu. – Eu pareço uma criança, sei disso, eu fico vermelho por qualquer coisa, não deixo você me tocar e fujo quando você tenta algo a mais, mas eu te juro que eu não faço de propósito. Eu gosto mesmo de você, Elli, e eu quero mesmo que isso dure, entende? Só que eu travo, porque eu tenho medo.

— Medo de que? – Era bom mesmo ter uma conversa com ele.

Não chegaríamos a lugar nenhum com nosso relacionamento se não conversássemos e disséssemos um ao outro o que está bom e o que não está. Relacionamentos não existem sem conversas. Diálogo sempre é importante, sempre. Mesmo quando uma das pessoas dessa relação é péssima com palavras.

— De não ser bom o suficiente para você... você tem um corpo tão bonito e eu sou todo magrelinho e pequeno, sou bem menor que você, provavelmente em todos os aspectos. – Ele pareceu tímido ao completar sua frase, o que me fez sorrir. – E eu sei que você pode arranjar alguém bem melhor, então se você acha que não consegue aguentar, eu vou entender.

— Acha mesmo que vou te trocar? – Acariciei seu queixo, o olhando fixamente e sorrindo. – Acha mesmo que vou te trocar por sexo? Seu sorriso vale muito mais do que esse tipo de prazer, Will.

— Mas eu ainda tenho medo, porque eu não sou nem um pouco bonito, principalmente se comparado à você e... – O interrompi com um beijo.

Não podia acreditar que ele tenha mesmo toda essa insegurança. Será que ele não conseguia enxergar o quão lindo ele era? Será que ninguém tinha nunca o dito o quão adorável é cada detalhe dele? Tudo sobre o Will me encanta, sempre que o olho sinto como se estivesse me apaixonando de novo.

— Você é lindo, Will. Para de dizer que não.

— Eu não sou.

— Quem é seu namorado? Hum? – Perguntei com ar superior, o fazendo rir. – Quer ouvir música?

— Quero. – Concordou, sorrindo mais ainda.

Me deitei melhor na cama já com os fones de ouvido e o celular em mãos. William se deitou aninhado em mim, a cabeça escorada em meu peito e o braço por cima de mim. Ele estava com um dos lados do fone de ouvido e eu com o outro. Coloquei uma playlist aleatória para tocar e fiquei ali, cantarolando as músicas e em alguns momentos simplesmente jogando conversa fora com ele.

As músicas tocavam aleatoriamente, tocando de vários artistas que eu gostava. Will não pareceu se incomodar com nenhuma das músicas que tocou. Quando Let’s Hurt Tonight, da minha banda preferida começou a tocar, sorri feito um idiota.

— Lembra do dia que eu cheguei na escola que eu era o novato? – Indaguei e Will assentiu para mim, me olhando com um pequenino sorriso nos lábios. – Eu ‘tava ouvindo essa música e eu te vi e quase babei te olhando... eu não conseguia pensar em nada além do quanto eu queria te beijar.

— Mas você nem me conhecia. – Pareceu descrente perante aquilo.

— Mas sabia que essa música era algo que significava muito. Agora vejo o quanto.

— Me empresta o celular que vou ler a letra. – Me pediu, então o entreguei o aparelho. – Quando, quando voltamos pra casa, cansados até os ossos, eu disse a mim mesmo: isso pode ficar intenso, e quando, quando eu estava fora, o que acontecia bastante, você veio e me disse: isso é o bastante.

— Eu sei que esse amor é doloroso, mas nós não podemos simplesmente tirar ele de nós, não. – Completei a letra, que eu sabia de cor e salteado, de tantas vezes que tinha escutado enquanto devaneava sobre eu e William e as coisas que podiam acontecer. – Então eu vou apagar as luzes e você vai trancar as portas, nós não vamos sair desse quarto até nós sentirmos algo mais, não fuja, não fique rolando os olhos, eles dizem que o amor é doloroso, então, querida, vamos nos ferir esta noite.

— Quando, quando você voltou pra casa, cansada até os ossos, eu disse a mim mesmo: isso pode ficar intenso. – Continuou lendo em voz alta, me encarando e sorrindo de uma maneira tão linda, que eu tinha vontade de agarrá-lo. – Eu sei que você está se sentindo louca, diga-me algo que eu consiga explicar.

— O que achou? – Perguntei quando ele terminou de ler.

— É linda, muito linda.

Nós ainda ficamos um bom tempo ali, conversando, nos beijando e ouvindo música, sem nem percebermos o tempo passar, quase que sem perceber que tínhamos caído ao sono.

Uns dias depois, cheguei na escola andando de skate. Sentia muita saudade do meu bebê, ainda mais porque desde que eu fui levemente atropelado, não subia nele. Will morria de medo de eu me machucar novamente, então eu estava evitando me locomover com tal objeto, mesmo que eu sentisse falta.

Quando cheguei na escola com o skate, William me olhou horrorizado e seus olhos aparentavam tanta incredulidade, que eu tive quase certeza de que apanharia na frente de todo mundo.

— Eu não acredito que você está com esse maldito skate. – Ele praticamente rosnou aquela frase.

Eu nunca senti tanto medo de alguém quase vinte centímetros mais baixo que eu quanto senti naquele instante. Senti que meu skate se quebraria com o olhar dele. Tentei me abaixar para beijá-lo, mas ele me ignorou, virou as costas e saiu de perto. Acabei sorrindo com sua atitude. Peguei o meu skate e fui andando atrás do Will, que estava escorado na porta da sala de aula.

— Eu vou andar no cantinho, não vou me arriscar no meio da rua e vou te ouvir se você mandar eu ficar no canto. – Falei como se tivesse desobedecido meus pais e ele assentiu.

— Acho bom mesmo. Você não tem noção do quanto que eu sofri por te ver naquela maca, além de que eu pensei que tivesse te perdido quando eu vi você ser atropelado. Meu coração é frágil e não vai aguentar ver você quase morrer de novo. – Apertei de leve sua bochecha, achando aquilo adorável e levando um tapa. – Eu fiz manutenção nesse maldito aparelho ontem e está simplesmente doendo muito, parece que meus dentes vão cair e você ainda aperta minha bochecha? Você não tem coração, não, Elli?

— Você roubou ele de mim. – Soltei as palavras e o vi sorrir e soltar um suspiro.

— Você também roubou o meu...

— Atrapalho o casal? – Nosso professor perguntou, sorrindo. – Vamos para a aula, meninos! No intervalo vocês namoram.

Concordamos com a cabeça e entramos na sala de aula, sentando nos mesmos lugares de sempre. Estávamos na primeira fileira e meus olhos pareciam não enxergar direito as palavras. Normalmente eu enxergo tudo distorcido, mas agora além disso tudo parece meio borrado. Esfreguei meus olhos, achando ser sono, mas não mudou nada.

— Elliott, tudo bem? – O professor me perguntou e eu pisquei algumas vezes.

Há dias eu venho enxergando tudo meio borrado, mas não liguei muito, pois poderia não ser nada grave, não é?

— Não ‘tô conseguindo enxergar direito. – Confessei, sentindo Will me olhar de maneira preocupada. – Estranho...

— Como se você precisasse enxergar mesmo... nem ler você não sabe. – Uma garota da nossa sala de aula disse, me fazendo revirar os olhos.

— Talvez fosse melhor não enxergar mesmo, assim ele não teria que aguentar essa sua cara de sonsa! – Quase não acreditei quando ouvi Will dizer aquilo e o encarei sem entender. – Quer ir na enfermaria?

— Isso, leve ele, William, por favor. – Pediu o professor.

Levantei e peguei meu material, entrelaçando minha mão na de Will e o seguindo. Fomos até a enfermaria, mas ela disse que não via nada de errado com meus olhos. Will disse que eu deveria ir a um oftalmologista e eu entrei em pânico, odiava médicos, ainda mais algum que poderia arrancar meus olhos ou algo assim. Sim, eu fui bem exagerado, mas eu tenho mais medo desses médicos do que dentistas. E olha que dentistas arrancam dentes!

Mas eu marquei uma consulta após avisar meus pais, só que eu iria com a condição de que Will me acompanhasse e assim ele fez. Passei por alguns rápidos exames nos olhos e me sentei em frente ao médico, que sorriu enquanto anotava algumas coisas em um bloquinho.

— Você precisa usar óculos, Sr. Lincoln. – Avisou ele. Meu queixo caiu. – Mas não é um grau muito forte, não precisa se preocupar.

— Óculos? Não quero. – Fiz biquinho, vendo Will sorrir.

— Você não gosta de me ver de óculos? Então, agora quem vai tirar os óculos de alguém vai ser eu.

— ‘Tá tirando uma com a minha cara, né? ‘Tô sentindo. – Reclamei, o fazendo rir mais ainda.

O médico também riu, voltando a anotar algumas coisas em seu bloco, logo me entregando uma receita e dizendo que eu deveria fazer os óculos o mais rápido possível antes que eu arriscasse forçar mais ainda minha visão e aumentasse o grau que eu necessitava.

Quando saímos do consultório, encontramos Dalton, meu amigo, que acabou nos convidando para uma festa na sexta-feira seguinte à aquela. Prontamente aceitei, estava mesmo com saudade de ir em alguma festa. Will relutou um pouco, mas aceitou ir e ainda aceitou ir dormir na minha casa após a festa, algo que me agradou, era confortável e agradável dormir junto com ele, eu estava me acostumando com isso e adorando a sensação.

Namorar é ótimo, mas namorar com Will consegue ser melhor ainda.

Notas finais
O que acharam? Deixem no comentários opiniões, sugestões ou simplesmente digam o que acharam, por favor ♥ Até sexta-feira que vem ♥