Notas iniciais
♦ OneMoreWriter: E chegamos ao final... Capítulo dedicada à Clara, que tá de aniversário hoje ♥ Eu já te dei feliz aniversário duas vezes, mas mais uma não faz mal nenhum ♥ Parabéns ♥♥ ♦ TheOnlyOne: Parabéns para a nossa leitora aniversariante, haha. Tudo de bom para você. Feliz Aniversário. E boa leitura. Fabi: Desenho que ganhamos de presente da Gabi ♥ Obrigada, meu amor ♥♥♥

— Agora você vai ter seu presente de formatura! – Um colega meu gritou e eu me assustei.

Um corpo sentou-se sobre as minhas pernas. Droga, como eu vou rejeitar alguém se estou amarrado? Não quero ninguém me tocando!

— Olha, não me leva a mal, mas...

Fui bruscamente interrompido por um beijo. Agora sim estou perdido em uma confusão sem tamanho. Aquela boca, aqueles lábios, aquele beijo. Eu não consegui fazer outra coisa que não fosse aproveitar, ainda que agora eu fosse repleto de milhares de incertezas e perguntas que eu talvez nunca soubesse quais eram suas respostas.

Senti-me tão pequeno perante o mundo naquele instante, entretanto tão feliz que a alegria aparentava não caber em meu peito. Eu sou pequeno para o que eu mesmo sinto.

Quando a pessoa se afastou de mim, rapidamente senti saudade do seu toque, por isso eu queria puxá-lo de volta para mim o mais rápido que conseguisse. Mas agora eu estava impossibilitado de fazer algo, tendo em vista que minhas mãos estão amarradas.

— Will... – Eu sussurrei, sem acreditar naquilo.

Suas mãos pequenas desataram o nó das minhas mãos enquanto ele ainda permanecia em meu colo, tirando em seguida a venda. Meus olhos marejaram e eu o puxei para um abraço repleto de saudades.

— Você reconheceu o meu beijo. – Sua doce voz murmurou em meu ouvido enquanto eu ainda o abraçava.

— Eu sempre vou reconhecer você. – Pus meus olhos nos seus.

William estava totalmente diferente, mas eu ainda enxergava em minha frente o meu Will. O meu pequeno estava ainda com a mesma altura, mas estava sem o aparelho nos dentes e sem os usuais óculos. Sorri melancólico com aqueles olhos coloridos dos quais eu tanto sentia falta.

Mas algo ainda me incomodava e isso me fez fechar o sorriso. Will saiu do meu colo e eu acabei levantando junto com ele, ficando em sua frente.

— Temos muito o que conversar, Elli, mas não aqui. – Will me disse, esticando a mão para que eu a segurasse.

Não segurei, apenas o segui para onde quer que ele fosse me levar. Acabou que entramos em uma lanchonete próxima ao local da festa de formatura. Will pediu dois sucos de morango e logo já estávamos tomando a bebida.

— Eu te devo muitas explicações. – A seriedade naquele doce olhar era assustadora, mas eu ainda conseguia ver através disso e enxergar a doçura que me fazia falta todos os dias. – A primeira é que eu fui obrigado a terminar com você e ir embora.

— Isso eu entendo. – Resmunguei, tentando não ser tão ríspido quanto eu estava sendo. – O que eu quero saber é o motivo de você ter descumprido sua promessa.

— Vou chegar nisso. – Tomou mais um pouco do seu suco, ajeitando-se no seu lugar e me encarando fixamente. – Quando eu cheguei por lá, tudo estava estranho aos meus olhos. Revi alguns primos e tios, vi também meus padrinhos e passei a maior parte do tempo na casa da minha tia por ser mais perto da escola. O colégio de lá era muito bom, mas eu também fui excluído enquanto estudei lá. Eu podia ser excluído por aqui, mas eu já estava acostumado com as pessoas daqui de Orlando e era mais fácil de lidar. Lá não e nas primeiras semanas eu chorava o tempo inteiro pela saudade que eu sentia dos meus pais, da minha casa, da escola e de você.

— Sentiu minha falta? – Por algum motivo demorei para acreditar naquelas palavras.

— É óbvio que sim, Elli. Falando assim até parece que você acredita que eu te esqueci. – Fiquei em silêncio, porque eu acreditava mesmo nisso e me senti mal por ter pensado que fosse verdade. – Eu fiquei muito triste por muito tempo, até que nos falamos por Skype e eu consegui até sorrir de novo, coisa que eu não fazia há muito tempo, Elli. Eu sorri por causa sua. Mas então tudo deu errado de novo.

— Sim, porque você enfiou sua língua na boca de outra pessoa. – O ciúme era mais que visível em minha voz, mas nem mesmo me importei.

— Elli... meus avós são muito preconceituosos, por isso mandaram eu terminar com você antes de eu ir embora para Chicago. Quando eles viram que eu estava sorrindo de novo, pegaram meu computador e meu celular e leram nossas conversas. Eu não beijei ninguém, Elliott. Fui obrigado a te dizer isso. E eu contei para o Dalton qual era a verdade para que ele não deixasse você ficar muito triste. Eu quis morrer por ter te dito aquilo, a sua voz de decepção acabou me destruindo. O único motivo de eu não ter desistido da minha vida, foi porque eu precisava vir até você para te dizer a verdade.

— Você não beijou garoto nenhum?

— Nem garoto, nem garota, nem ninguém. E olha que meus avós tentaram me atirar para cima de uma garota. – Seu tom risonho me agradou e fez com que eu também abrisse um sorriso. Ele ainda era o meu Will, só meu. – E foi isso que aconteceu.

— Como você veio parar aqui? – Agora minha mão pousava em cima da dele por cima da mesa. Pouco me importava se alguém quisesse reclamar disso.

— Me inscrevi para a faculdade daqui e eu estava quase me matriculando na lá de Chicago, onde passei para Engenharia, mas quando eu iria sair de casa para isso, recebi a carta da Universidade daqui informando que eu havia sido aceito para cursar Arquitetura que...

— Sempre foi seu sonho. – Completei sua frase, orgulhoso do meu menino. – Mas eles não implicaram com isso?

— Óbvio que sim, tentaram até me trancar no meu quarto. Mas eu fugi pela janela e fui até uma delegacia buscar por ajuda e eles me deram as instruções necessárias para abrir um processo contra os meus avós, já que eles não tinham o poder de fazer algo assim com o próprio neto. Expliquei toda a situação para eles, desde o começo, tudo que eles fizeram, de tirar meu computador e o celular, e também contei sobre como me obrigaram a falar com você e sair com a garota que queriam. Um advogado me ajudou sem cobrar nada. Quando chegou no dia do “julgamento”, eles negaram o tempo inteiro e disseram que não tinham feito nada disso comigo, mas eu tinha provas, pois gravei uma conversa nossa e assim eles foram condenados. Claro que ninguém os prenderia, pois o que eles fizeram não foi considerado um crime grave, mas a pena deles é pagar a minha faculdade toda e qualquer custo com os meus estudos. – Will continuava sorrindo, mas parecia decepcionado por as coisas terem tomado tal rumo. – Dalton me disse que você passou em Artes. Eu fiquei muito orgulhoso de você.

— Dalton me ajudou muito a estudar, da mesma forma que você me ajudou pelo Skype naquela vez. – Informei, não conseguindo mais tirar os meus olhos dos dele. – É provável que estudemos na mesma Universidade.

— É provável mesmo. – Sorriu largamente. – Eu comprei um apartamento! Sim, eu sei que é meio estranho eu dizer que simplesmente comprei um apartamento, mas o mesmo advogado que me ajudou com o caso lá em Chicago, me ajudou a ter o direito sobre o dinheiro que era dos meus pais. Acredita que até isso meus avós tentaram tirar de mim? – Encarei-o totalmente incrédulo com aquilo. Como alguém podia fazer isso com o próprio neto? – Pois é! Aí eu comprei um apartamento perto da faculdade, as minhas coisas já estão lá, mas a única coisa que eu pedi para montarem foi a cama, porque passei essa noite lá. Queria ter vindo aqui te ver já ontem, mas eu estava cansado por toda a papelada que assinei e também por todas as malas que carreguei. Resolvi deixar para hoje e te fazer uma surpresa melhor.

— Eu te amo tanto, Will. Mesmo depois de dois anos eu ainda sinto o mesmo por você.

— Isso é ótimo, porque além de eu também te amar muito, eu queria que você aceitasse morar comigo. O que você acha?

A minha resposta era mais do que óbvia. Will até sugeriu que voltássemos para eu continuar comemorando minha formatura, mas eu disse a ele que tinha coisas mais importantes para comemorar e preferia que fosse apenas com ele.

Quando eu cheguei naquela simples escola, eu era apenas um garoto que andava por aí com suas roupas largas e cheias de rasgos, com os fones sempre no ouvido tocando OneRepublic, sempre com meu skate rolando sob meus pés. Mas foi no instante eu que eu adentrei aquela sala de aula e avistei aqueles olhos coloridos, que tudo mudou e eu deixei de ser apenas um garoto skatista. Eu virei um alguém totalmente diferente, mas me sentia sendo apenas eu mesmo de uma maneira que eu nem mesmo saberia explicar.

Aqueles olhos coloridos, as mãos pequenas, o sorriso que antes usava aparelho de borrachinhas coloridas, os óculos quadrados de armação preta e branca, os cabelos sempre arrumados para cima – que acordavam completamente desajeitados – e a maneira de sempre corar quando ficava sem jeito, tudo isso era um pacote que se chamava William Sebastian Mackenzie, o garoto que não apenas me mudou, mas que também me fez ser muito mais feliz.

E a felicidade estava apenas começando.

Notas finais
♦ OneMoreWriter: Muito obrigada a todos que nos acompanharam, amores ♥ Adorei escrever essa fic e vou sentir falta ♥♥ Mas... tudo que é bom dura pouco, infelizmente :/ Espero que tenham gostado desse final ♥ Apesar de alguns dramas, eles ficaram juntinhos no fim das contas ♥ Até mais, amores ♥ ♦ TheOnlyOne: Essa história marca não só o final para Elliott e William como também é o meu final como escritor. Prefiro ficar no mundo da leitura mesmo, haha. Tomara que vocês tenham gostado do final. Era para ter sido trágico, mas não me deixaram fazer a desgraça que eu queria, hahaha. Obrigado por terem acompanhado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!