Sixteen

10 "Temperance, my love, where are you?"


Notas iniciais
Primeiro gostaria de pedir desculpa pela demora, a faculdade anda tomando todo o meu tempo. Segundo, eu gostaria de agradecer o carinho de vocês, que leem Sixteen e me mandam reviews, mensagens tanto aqui quanto no twitter, e até mesmo quem não manda nada haha, é por causa de vocês que continuo a escrever. Muito obrigada, de coração.

Bem, dedico esse capítulo a minha sis linda, Cath-cat. E ao meu amor, Sabrina. Que julho não demore a chegar ♥

Enjoy.

Hank pegou o caderno, decorou o número e discou. A cada toque o coração de Seeley batia mais rápido.


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Do outro lado do bairro, Will dirigia a todo vapor enquanto falava ao telefone.


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– Alô?

– Boa tarde. Com quem eu falo?

– Carie. Quem é?

– Boa tarde senhora Carie, você seria a responsável por Temperance Brennan?

Ela gelou ao ouvir o nome da menina.

– É... Sim... Sou eu... – Disse insegura. – E você, quem é?

– Ah, desculpe não me apresentar, sou Terry, assistente da biblioteca. Gostaria de falar com a senhorita Temperance, por favor. – Hank dominava a situação com maestria.

– Ela... Ela não está. Ligue outra hora. – e desligou.

Hank pôs o telefone no gancho e virou-se pra Seeley.

– É baixinho, não vou esconder o jogo de você. Você tem razão em se preocupar, ela não está em casa.


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Na parte mais distante e deserta da cidade, Temperance acordava com a cabeça latejando. Ela sentia que estava em algum lugar abafado, amplo e fechado. Sentia um calor absurdo como se estivesse exposta ao sol, e estava. Ela tentou abrir os olhos, mas a forte claridade a impediu. Tentou inutilmente sair daquele calor, daquela luz, mas estava sem forças e com algo prendendo suas pernas e mãos. Com muito esforço ela se virou de costas para a claridade e abriu os olhos lentamente. Cinza. A primeira coisa que viu foi um chão cinza empoeirado. Ela tentou lembrar se conhecia o lugar, mas ao se esforçar mentalmente, sua cabeça doeu. Fechou os olhos.

Ela sentiu algo em seus lábios, estava amordaçada e seu estomago roncou de fome. Há quanto tempo estava ali? Onde estava? Porque estava? Eram perguntas demais que rodavam em sua cabeça. Com muito esforço ela conseguiu sentar, ainda de costa para a luz, e se arrastar lentamente para trás, até recosta-se de leve em uma parede de metal. A parede estava morna, mas ela não se importou.

Ela sentiu que estava na sombra e abriu os olhos. Aos poucos sua visão foi ficando nítida e ela se viu em um galpão de metal. Ele era alto e continha janelas de vidros sujos em seu topo. O galpão estava praticamente vazio, com exceção de alguns latões velhos num canto, uma mesa de metal prata e umas lâmpadas que ficavam em lustres simples e com longos fios. O lugar estava empoeirado, abafado e o ar dentro dele era seco. Temperance pensava em como havia chegado ali, o que estava fazendo ali e na fome que tinha.

Anoiteceu. Temperance não conseguira mais dormir nem cochilar, apesar de ter ficado ali sentada um bocado de horas até escurecer. Estava com medo, assustada. Pudera, estava em um lugar desconhecido, levemente desidratada, com fome e machucada. Eis que ouve vozes vindas da rua. Seu corpo fica atento. A essa altura o galpão estava tomado de uma escuridão, e somente uma fraca luz entrava pela janela, vinda da rua. Ouve barulho de chaves na porta e vê-a abrir-se. Dois homens entram no galpão rindo e conversando algo que ela não conseguia entender. Um deles continua a andar em sua direção e o outro fica para trás. As luzes se acedem fazendo os olhos de Temperance doerem de novo. Ela esconde o rosto em suas mãos, que estavam amarradas.

– Ora, ora, ora, há quanto tempo está acordada Temperance?

Ao ouvir a voz de Will, Temperance arregala os olhos, ainda cobertos pelas mãos. Medo. Uma corrente de medo perpassa-lhe o corpo.

– Ela já acordou Will?

Temperance escuta outra voz, masculina também, porém desconhecida. Ela lentamente levanta o rosto.

– E então Temperance, como você está? Confusa, com fome, com medo, não é? – Will tinha um sorriso nojento no rosto, que fez Temperance sentir mais asco dele ainda.

Ela não esboçou nenhuma reação perante a ele. Ela só queria estar nos braços de Seeley, no seu abraço quente e aconchegante.

– Então Temperance, esse aqui é o James, um dos meus amiguinhos taradinhos de quem lhe falei. – Eles gargalham. Temperance treme de medo.

– Não se preocupe gatinha, – Ele tinha a voz ainda mais nojenta que a de Will. – não farei nada sem a permissão de Will. – E continuaram a rir.

Temperance começou a pensar se sairia viva dali.


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– E então Pops, o que foi que ela disse? – Perguntou Seeley, visivelmente nervoso assim que Hank pôs o telefone no gancho.

– Bem baixinho, não vou mentir para você. A mulher ficou nervosa quando eu perguntei de Temperance, disse que ela não estava e desligou logo em seguida. -

– POPS! ELA ESTÁ MENTINDO! EU SEI QUE A BONES ESTÁ LÁ! E EU VOU LÁ PEGÁ-LA! – Ele disse chegando à porta em um salto e abrindo-a.

– Seeley Joseph Booth, pare onde estar. – Seeley sabia que quando Hank falava seu nome completo é porque ele tinha passado dos limites. – Você enlouqueceu? Perdeu a noção da realidade? Você entendeu bem o que ele falou caso você aparecesse lá?

Seeley fechou a porta e virou-se. Em seus olhos estava estampado o desespero, a angustia, a saudade do seu amor.

– Ok Pops, você venceu. Eu vou ligar para a Angie. Contar o que aconteceu e ver se ela tem alguma ideia. — Ele pega o telefone e disca. Ao terceiro toque ela atende. – Angie sou eu, Seeley.

Oi bonitão! Se você está procurando a Tempe perdeu seu tempo, ela não está comigo. – Ela diz em tom brincalhão.

– É exatamente sobre ela que quero falar.

– Aconteceu alguma coisa? – seu tom de voz mudou bruscamente para preocupado.

– Posso ir à sua casa conversar ou você vir na minha?

– Me dê 10 minutos e eu chego ai.


Obviamente em menos de 10 minutos o carro de Hodgins estaciona no portão, afinal era de Temperance que estavam falando, e quando ela não estava com Seeley ou com a Angie, significava que as coisas ficaram feias. Angela sai do carro as pressas, antes mesmo de Hodgins desligá-lo. Seeley abre a porta quando ela está próxima da pequena fachada da casa, seguida por Hodgins que vinha correndo.

– O que houve Booth? – Ela perguntou antes mesmo de cumprimentá-lo, logo após olhar em seus olhos e ver refletidos neles preocupação, angústia, medo.

– Entrem, por favor. Vocês todos estão muito tensos. Vou fazer um café para nós. Fiquem a vontade. – Hank apareceu atrás de Seeley, como sempre sendo cordial.

Eles entraram e, enquanto Seeley contava-lhes toda a história, desde o beijo interrompido, até a ligação para Carie, Hank foi preparar-lhes o café.

– Seeley nós temos que ir lá, agora! – Disse Angie, levantando-se.

– Eu não posso Angie, sabe lá Deus o que o Will faria com ela se me visse lá.

– Mas eu posso!

– Angie, não! Esse cara é perigoso, não quero que você vá lá, por favor.

– Hod ela é minha melhor amiga, minha irmã. Eu não posso ficar de braços cruzados enquanto ela sofre nas mãos daquele cara.

– Eu concordo com o Hodgins, Angela. É muito arriscado ir lá. – Disse Hank, trazendo uma bandeja com quatro xícaras de café.

– O senhor não compreende senhor Booth. Só eu sei o que ela sofre naquela casa. Talvez o Seeley saiba de algo, mas eu sei que ela não lhe conta tudo para não lhe preocupar. Quando eu a vejo com alguma marca, hematoma recente, eu quase brigo com ela até ela me contar o motivo real. – seus olhos brilhavam por lágrimas contidas. – Eu já pedi para ela conversar com a assistente social, mas ela não quer ir pro orfanato de novo, pois, com isso, ela irá se afastar de nós. Precisamos tirá-la daquela casa o mais rápido possível! Antes que ela não suporte mais!

As lágrimas antes contidas foram buscar consolo na camisa de Hodgins. Angela agarrou-se ao namorado e, apenas seu choro cortava o silêncio pesaroso que se instalou na sala.

“Temperance, meu amor, onde você está? Como você está? Por favor, não me abandone. Não me deixe sozinho aqui. Acredite, eu não sei mais viver sem você! Por favor, não me deixe, não me deixe”. Seeley, sentado num canto do sofá, pensava em Temperance, em como tirá-la daquela casa, e pedia-a, em pensamento para ser forte. Até que se levantou em um salto.

– Já sei! E se fossemos todos lá?

Notas finais
Então galera, não vou lhes prometer uma data para a continuação, mas.. To be continued.

Beijo grande.

Ah, deixem reviews! Posso não responder, mas sempre leio todas. :)