Situações Percabeth

1 Capítulo 1- O Pedido


Notas iniciais
Olá, pessoas. Resolvi postar essa história porque estava sem nada pra fazer, desculpe se ela não ficar boa.Se quiserem, leiam minha outra Fanfic "Thak you, Internet!"

Pov's Percy

Bom, depois de anos de namoro aqui estou eu tentando tomar coragem para pedir o amor da minha vida em casamento. Nós já namoramos a sete anos, isso mesmo, SETE ANOS! E eu ainda não à pedi em casamento, sabe por que? O medo. Você deve estar pensando "Nossa, Percy Jackson, o cara que derrotou o Minotauro aos 12 anos, que derrotou Cronos e Gaia está com medo de pedir sua namorada em casamento?" Bom, o problema não é pedi-la em casamento, e sim da resposta dela. Não importa quanto tempo nós namoramos, ou quantos "Eu te amo" nós já dissemos um ao outro, sempre fico nervoso só de pensar que ela pode simplesmente dizer "Não".

Já devia ter feito esse pedido a muito tempo, ano passado eu ia fazer isso mas o medo me dominou completamente. Fui covarde, eu sei. Durante todo o ano antes das férias, eu conversei sobre tudo isso com a minha mãe, ela me deu aqueles conselhos de mãe que todo filho precisa e disse que queria que eu mandasse uma MI pra ela contando tudo. Ela disse também que eu teria que começar a guardar dinheiro pra pagar as coisas do casamento, porque já sou "adulto", segundo ela. Agora estamos no Acampamento Meio-Sangue, o lugar que costumo chamar de minha segunda casa, todos estão agitados e hoje é um dia importante.

Antes que pergunte, sim, todos já sabem o que eu pretendo fazer nesse dia e todos concordaram em me ajudar, alguns com preparativos, ideias e outros guardando segredo. Annabeth não sabia de nada e nem desconfiava, até Thalia tinha vindo passar algumas semanas no acampamento por causa disso e eu à agradeço muito por isso porque ela me ajudou com coisas que eu nem imaginava, já que conhece Annabeth a mais tempo que eu. Estava no meu chalé esperando o tempo passar, quando lembrei do dia em que fui pedir permissão para o pai dela.

**FlashBack On**

Era uma manhã comum em NY e eu tinha que fazer algo muito importante nessa tarde: Tinha que ir na casa do meu sogro pedir permissão pra casar com a filha dele. Depois do almoço eu chamei Blackjack para me levar até a casa dele.

"Oi, chefe. Me chamou?"

– Oi, Blackjack. Eu te chamei sim, gostaria que você me levasse em São Francisco na casa do pai de Annabeth. Tenho que tratar de um assunto com ele.- Disse ao meu pégaso.

"Huuuuuum, tratar de um assunto com o sogrinho... okay, pode subir chefe. Mas, tem torrões de açúcar ai pra mim?"

– Sim, eu tenho torrões de açúcar- Eu disse já acostumado com isso- Te dou quando chegarmos lá e quando voltarmos.

"Okay, vamos lá."

Assim que subi em Blackjack e me segurei nele, saímos voando de NY para São Francisco. Até que foi rápido, assim que desci de Blackjack em frente a residência dos Chase, respirei fundo e toquei a campainha. Quem atendeu foi a madrasta dela.

– Ooh, olá Percy- Disse ela confusa em me ver e ao mesmo tempo procurando Annabeth.

–Olá, senhora Chase. O senhor Chase está? Preciso falar com ele- Eu disse o mais educado possível.

–Está sim. Frederick, querido, é pra você- Ela chamou, e pude ouvir alguém respondendo, algo como "Estou indo"- Percy, só me responda uma coisa... é algo com Annabeth ela está bem?- A senhora Chase me perguntou, visivelmente preocupada.

– Aah, ela está bem sim, não se preocupe. Só tenho que conversar algo importante com o pai dela- Disse eu, provavelmente corado, sabendo que ela já descobrira sobre o que se tratava pelo seu sorriso.

– Não acredito! Você é tão fofo, Percy. Não se preocupe com Frederick, ele não morde- Disse ela com um sorriso enorme no rosto, me fazendo rir com o comentário. Até que alguém chega do lado dela.

– Olá, Percy. O que está fazendo aqui? Pensei que estaria com Annabeth numa hora dessas.- Disse o pai dela, com uma cara ainda mais confusa que a de sua esposa.

– Olá, senhor Chase. Eu vou me encontrar com ela mais tarde, só que antes eu preciso conversar com o senhor. Podemos dar uma volta? Vai ser rápido, eu prometo- Eu disse.

– Claro, rapaz, só um minuto, vou pegar meu casaco.- Ele entrou e depois de alguns segundos saiu com um casaco preto nas mãos- Tchau, querida. Volto logo- Disse ele se despedindo da esposa.

– Tchau, amor- Respondeu ela.

Caminhamos alguns minutos em silêncio, até que tomei coragem e me pronunciei.

– Então senhor Chase, eu gostaria de fazer uma pergunta ao senhor- Eu comecei, assim que sentamos em um banco num parque. Continuei- Como o senhor sabe eu amo muito sua filha, já fiz várias coisas por ela e se fosse necessário faria de novo. Eu e ela já namoramos algum tempo e minha mãe gosta muito dela, na verdade foi minha mãe que me deu coragem pra vir até aqui conversar com o senhor. E eu gostaria de saber se o senhor me daria a permissão para pedir Annabeth em casamento- Terminei com o coração na mão. Primeiro ele ficou em silêncio, só absorvendo minhas palavras, até que se pronunciou.

– Uau... olha, quando eu te vi na minha porta hoje, pensei que havia acontecido algo com Annabeth. Agora vi que é algo relacionado à ela, garoto, saiba que eu gosto muito de você, assim como a minha esposa. Já passei por isso que você está passando e sei como é, lhe agradeço por tudo o que fez por minha filha, ela mesma diz que sem você já estaria morta e sei que sem ela você também não estaria aqui me pedindo isso, então não posso deixar de agradecer. E antes que você morra de ansiedade, porque ela está bem visível no seu rosto, sim. Eu permito que você se case com minha filha- Ele disse, tudo o que eu pensei foi "Obrigado, deuses."

– Obrigado, senhor Chase. Muito obrigado, pode ter certeza que o senhor não irá se arrepender disso. Eu vou cuidar muito bem dela, pode ter certeza- Disse eu dando um abraço em meu sogro.

– Tudo bem, Percy- Disse ele após nos separarmos- Eu sei que você cuidará muito bem dela, assim como cuidou todos esses anos. Por isso não vou me arrepender. E não vou dizer coisas do tipo "Se você magoar minha garotinha é um homem morto" porque nós dois sabemos que você nunca faria isso.

–Exatamente, senhor Chase- Eu disse com um largo sorriso- Bom, agora que já fiz minha parte eu tenho que ir. Se eu me atrasar vou ter duas garotas querendo me matar quando eu chegar.

– Okay, Percy- Disse ele dando risada e eu não pude deixar de rir. O acompanhei até em casa e depois subi em Blackjack para voltar à NY.

**FlashBack Off**

Horas se passaram sem eu perceber, até que quando eu umas 18:00hrs fui tomar banho e me arrumar. Claro que já tinha marcado com Annabeth que as 19:00hrs passaria no Chalé 6 para darmos uma volta, também disse que não jantaríamos no Pavilhão Refeitório, ela ficou curiosa mas não perguntou nada.

Quando era umas 19:00hrs em ponto eu já estava na frente do Chalé 6. Bati na porta e ela atendeu.

– Oi, Percy- Disse ela dando um lindo sorriso. Ela estava tão linda com um vestido amarelo apertado na cintura e solto pra baixo, de alcinhas, até o joelho. Ela estava com uma sapatilha branca, cabelos soltos e uma leve maquiagem, com o colar de coruja que eu havia dado à ela algum tempo atrás. Sua aliança prata de compromisso, uma réplica feminina da minha, estava com a pedrinha em cima dela brilhando. Annabeth estava simplesmente perfeita.

– O-oi, Annabe-e-th- Droga! Eu gaguejei. O que fez ela dar um sorriso- Vamos?- Eu perguntei estendendo minha mão.

– Vamos- Ela disse.

Caminhamos em um silêncio gostoso até a praia, onde tinha montado uma mesa pra dois, com comidas e bebidas. Assim que nos aproximamos, Annabeth para e olha pra mesa com os olhos brilhando e as mãos na boca. O mesmo que ela havia feito no dia em que eu recusei a imortalidade por ela. Isso fez tudo valer a pena.

– Percy...- Ela disse- É lindo, perfeito. Não acredito que você fez tudo isso sozinho.

– Bom- Eu comecei- Não que eu não queira levar os créditos por tudo, mas eu não fiz isso sozinho, os nossos amigos ajudaram.

– Hum, alguma ocasião especial?- Ela perguntou.

– Você vai descobrir mais tarde, meu amor- Disse e beijei o todo de sua cabeça. Podia ver as engrenagens de sua cabeça trabalhando só pra descobrir o que eu pretendia fazer.

Nos sentamos e começamos a conversar, quando a fome bateu nós comemos uma lasanha maravilhosa. Horas se passaram e eu apenas fui adiando, comemos um delicioso bolo com sorvete na sobremesa. Depois disso tudo fomos caminhar pela praia de mãos dadas, minutos depois eu resolvi que já estava na hora de fazer o pedido. Contei até dez e me virei pra ela, ela parou e me olhou com aqueles lindos olhos cinzas curiosos.

–Ãhn, Annabeth- Eu comecei com o coração a mil- Duas semanas antes de nós virmos pra cá eu fui até São Francisco falar com o seu pai...

– Meu pai? O que você queria com ele?- Ela perguntou me interrompendo.

– Amor, por favor não me interrompa- Eu disse- Bom, eu fui até lá pra falar com ele, para perguntar algo, na verdade, e ele disse que sim. Sabidinha, eu te amo muito e quero que isso dure para sempre, depois de tudo o que passamos temos direito a ter uma vida tranquila. Não mudaria nada no passado, porque poderíamos não estar aqui, juntos. Se fosse necessário eu cairia no Tártaro com você de novo, seguraria o céu por você de novo, eu não sei viver sem você. Eu não sei o que seria de mim sem você, em quem eu pensaria pra poder mergulhar no Estige? Só me vem você na cabeça, amor, e eu não quero ser forçado a viver sem você. Se você morrer eu compro uma passagem só de ida para o Elísio só pra poder ficar com você. Então, depois disso tudo o que eu disse- Falei me ajoelhando e vendo que ela tinha lágrimas nos olhos- Eu lhe pergunto, você quer se casar comigo?- Perguntei abrindo a caixinha que continha duas lindas alianças de ouro. A de Annabeth tinha uma pedrinha de brilhante em cima, e a minha não tinha nada, era só o ouro da aliança.

Annabeth primeiro ficou sem reação, mas depois de alguns minutos ela começou a sorrir, o que me fez criar esperanças, já que estava ajoelhado com a caixinha em mãos esperando sua resposta durante uns três minutos no máximo. Foi tudo tão rápido que eu só vi um vulto e depois senti o peso de Annabeth sobre mim. Ficamos nos abraçando com ela chorando de felicidade em meu ombro, como eu amo essa garota.

– Sim- Ela disse após nos separarmos- Eu aceito me casar com você, Cabeça de Alga.

Eu dei um sorriso de alívio e coloquei a aliança em seu dedo, logo depois ela colocou a outra no meu.

–Eu te amo- Falei.

–Eu te amo- Ela respondeu. Nós nos beijamos. Foi um beijo maravilhoso, nossas línguas travavam uma batalha na qual ambas sairiam ganhando, seus lábios tinham gosto de morango, nunca me cansaria de beijá-la.

E então, no lugar onde antes haviam duas alianças de prata, agora estavam duas alianças de ouro.

Notas finais
Obrigada por lerem, pessoas. Desculpe qualquer erro, não deu pra revisar direito. Não esqueçam de comentar, até o próximo capítulo.Beijos de Néctar