Sisters Valentine
5 Zona do Medo
Notas iniciais
Ocorreram alguns errinhos em meus computador D8'
NÃO ME BATAM!
Ciel continuava com Kurt e Antônio em meio a aquela floresta branca e com o chão coberto pela neblina.
- Pode me responder uma coisa, Kurt-san? – Perguntou Ciel ao mordomo de alta estatura.
- Hai.
- Você disse-me que tudo isso não passa de uma ilusão, mas então, por que devemos desviar de ataques? – Ciel completou a pergunta pasmo.
- Este garoto tem total razão, até eu sou uma prova disso, acabei ganhando uma cicatriz no pescoço! – Falou Antônio incrédulo e apontando para o pequeno ferimento que não merecia tanta atenção.
- Não se preocupe Leertoon-san, não irá ficar cicatriz alguma e Ciel... – Virou-se o mordomo encarando o conde com os seus olhos esverdeados – Essas ilusões não são como miragens, este local antes da Lady nascer, era apenas um vilarejo.
Ciel engoliu em seco e hesitou em perguntar para que ele continuasse.
- Eu não sei por quê, mas os shinigamis fundaram a Zona do Medo para afastar seres vivos da área – O mordomo pensou por instantes – Acho que eles queriam fazer uma base por aqui, o estranho é que os próprios shinigamis começaram a ser afetados pelos efeitos da Zona do Medo.
O conde Ciel pensou junto ao mordomo olhando em volta e prevendo quando o próximo ataca viria.
- Obviamente os exorcistas colocaram uma base por perto e modificaram o hábitat? – Perguntou ao mordomo Antônio.
- Uma base?... Impossível, mas não é duvidoso isso... De qualquer forma, se a base principal deles estiver por aqui, é com certeza protegida por uma barreira poderosa de ilusões e talvez tão devastadora que eu poderei ser afetado.
- Isso que está falando é para nos amedrontar e nos afastar de nosso objetivo? — Ciel disse isso enquanto começava a caminhar em pose de líder – Porque se for... – Sorriu maliciosamente – Sebastian não ficará feliz ao ouvir isso...
O mordomo Kurt começou a andar na frente de Ciel enquanto olhava para ele calmo e risonho.
- Eu nunca disse que queria te distanciar de NOSSO objetivo, Ciel.
O conde lembrou-se como um salto que se ele tinha o mesmo objetivo de Lohanny, não teria motivo algum de guardar segredos entre eles, mas ter a atenção voltada para aquela mansão colossal era uma prioridade para Ciel.
- Eu não entendo nada! – Antônio se espreguiçou seguindo eles – A única coisa que sei foi que Lohanny jurou matar-me como “isca”, mas nunca como seu “marido”.
- E você por algum acaso iria se casar com ela? – Perguntou Ciel não prestando muita atenção à conversa.
- Não, mas ela adoraria, de alguma forma eu quebrei o coração dela após traí-la e tentar roubar todas as almas demoníacas que coletamos para seus respectivos donos.
- Você fala isso com uma total cara de pau não é mesmo? – Desconfiou o conde.
- Se acostume com este canalha, Ciel. – Comentou Kurt.
- VOCÊS TEM IDÉIA DE QUANTO DINHEIRO EU IRIA GANHAR VENDENDO TODO AQUELE MAR DE MINAS DE OURO??? – Falou alegre e saltitante Antônio.
- Lady Valentine tem uma certa razão para te odiar tão profundamente aponto de desejar que você seja uma isca... E eu consigo sentir exatamente a mesma repugnância dela por você. – Ciel repreendeu Antônio com o olhar.
Antônio ficou cabisbaixo após sentir o calafrio que o olhar de Ciel causou a ele
Não demorou muito para que uma faca de prata cortasse o ar na direção do conde Phantomhive, o movimento que Kurt fez para protegê-lo foi tão rápido e simples que a faca que ia em direção ao crânio de Ciel acabou sendo cravada contra as costas da mão do mordomo.
- NANI? – Falou com as pupilas dilatadas Ciel.
- Fique atrás de mim, se você morrer eu serei o total culpado por isso – Falou confiante o mordomo.
- E se eu morrer? – Perguntou amedrontado Antônio.
- Você é apenas um escudo de carne, quando ficar perfurado demais para continuar sendo um escudo... Virará lixo – Riu sarcástico o mordomo observando Antônio tremer de medo.
Antônio não vendo alternativas, foi às costas de Kurt junto à Ciel, facas de prata cortaram o ar por mais dois minutos e pararam.
- Acabou? – Perguntou Antônio à Kurt.
- Não – Confirmou quando uma sombra vinha em direção aos três.
Essa sombra começou a tomar uma forma humana, logo Ciel pôde reconhecer quem era o ser que ia em direção deles.
- S-S-Sebastian??? – Falou incrédulo o conde.
A figura que se mostrou era realmente Sebastian, mas ele vestia roupas cinzas.
- Ciel... Qual é o seu medo? – Falou Kurt.
O conde não conseguia dizer nada, o seu medo ficava reservado no fundo de sua mente e retirá-lo em um momento crítico desses não o ajudaria a tomar conta da situação.
- Ciel, pergunto-lhe mais uma única vez, qual é o seu medo? – Disse impaciente e pausadamente o mordomo fitando os olhos azuis de Ciel.
- Meu medo? – Tentou tomar coragem enquanto lembrava – Meu medo é que eu dê minha alma à Sebastian e morra não como um mestre... Mas como “mais um humano”.
- Em outras palavras sente medo que o cachorro morda o seu dono?
As palavras de Kurt não atingiram Ciel que ainda estava amedrontado e incrédulo consigo próprio e com a imagem de Sebastian que se aproximava lentamente, o conde lembrou-se de quando foi deixado por Sebastian e como o medo o deixava tão frágil que apenas era “mais um humano”.
-x-
- AI MEU SENHOR! – Disse Sebastian sendo atacado pela milésima vez por Grell para um suposto abraço.
- Demônios têm deuses? – Perguntou Lohanny estranhando Sebastian.
- Quando se trata de se livrar de pestes espero que sim – Respondeu o mordomo.
Eles caminhavam a procura do acampamento de exorcistas, depois de todos os medos “simples” de Lohanny serem revelados, nada mais restava se não procurar o objetivo.
- Estranho... – Falou Lohanny encarando o chão.
- O quê? – Sebastian impedia Grell de mais algum abraço ou beijo na face.
- Era para a Zona do Medo afetar essa bicha também... – Lohanny fitou Grell.
- Nossa, você não tem mesmo educação não é mesmo “Lady Valentine” que de “Lady” não tem coisa alguma – Grell tentou espantar Lohanny como se fosse um mosquito com a mão.
Lohanny pegou a mão em que Grell tentava afastá-la dele e de Sebastian e começou a apertá-la com uma força sobre-humana.
- IIITTAI!!! SOLTAAA!!! SOLTAAA!!! — Tentando puxar a mão de Lohanny – IEEE!!! ESTÁ BEM! ESTÁ BEM! EU ME DESCULPO!!!
Lohanny soltou a mão de Grell e limpou-a no fraque de Sebastian.
- Não vou me contaminar com os germes do seu namorado, nem sei se essa coisa pegou AIDS – Fita Grell caído no chão e gemendo de dor.
- Bem... – Sebastian encarou Grell balbuciando palavras de baixo calão sobre a Lady Valentine – Se a Zona do Medo afeta shinigamis, acho que o medo dele sou eu.
Grell se levantou e deu um pulo tentando abraçar Sebastian pela incotagésima vez, em troca recebeu um soco na cara.
- Nesse caso o medo dele seria que você rejeitasse-o – Lohanny encarou a mesma cena de antes.
- Pode ser, pode ser. – O mordomo se virou começando novamente a caminhada interrompida pelo shinigami “nada macho”.
Não demorou muito para Lohanny bater de frente com um muro invisível.
- QUEM COLOCOU ESSA DROGA AI? – Falou Valentine irritada.
Sebastian começou a examinar o local sendo guiado apenas pela sua mão, logo ele abriu o que podia se identificar como uma porta e entrou desaparecendo em seguida.
- ... Sebby? – Chamou Grell.
Logo a mão de Sebastian saiu do invisível e começou a sufocar Grell.
- Venha aqui, Lady – Disse Sebastian enquanto terminava de sufocar o shinigami.
- Ok.
Lohanny adentrou o local e logo em seguida Grell tentou o mesmo, mas bateu a cara no invisível fazendo um som metálico.
- NÃO FECHEM A PORTA NA MINHA CARA!!! – Passando a mão no rosto vermelho e inchado.
- Você vai ficar ai fora e cuidar do local caso Ciel e um cara alto com um garoto baixinho apareçam, okay? – A voz de Lohanny saiu do invisível.
- E por que eu tenho que te obedecer? – Perguntou Grell fazendo beicinho.
- Caso o contrário, eu esmago seus ossos até virarem farinha da qual comerei no café da manhã.
Grell soltou um grito de medo e logo retomou ao local não chegando muito perto de onde estava o muro invisível.
-x-
Do outro lado do invisível, Sebastian e Lohanny se viram dentro de uma grande fortaleza de metal.
- Você realmente irá vigiar este local hoje?
Uma voz no final do corredor aonde eles estavam soou fazendo os dois se entreolharem por instantes.
- Vou sim, vigie a entrada.
Um homem velho e de capuz e capa preta chegou no local aonde antes Sebastian e Lohanny se encontravam.
- Está tudo limpo ai? – A voz antes ouvida falou.
- Sim!
Depois que o velho gritou isso, Lohanny desceu do teto aonde estava escondida e virou a cabeça do idoso tão bruscamente que desgrudou a cabeça do corpo que jazia no chão sem vida. Sebastian apareceu descendo do teto aonde igualmente estava escondido.
- Não pensei que tanta violência e frieza coubessem em um corpo tão pequeno – Sebastian se referia à Lohanny.
Lohanny ignorou o comentário de Sebastian e foi andando pelo corredor calmamente.
- Tente ser mais discreta – Falou Sebastian a vendo ir ao corredor sem proteção alguma – Você quer morrer?
- Hã?
Lohanny se virou para Sebastian que havia chamado sua atenção. Uma mulher de capuz e capa preta saiu de uma das portas metálicas do grande corredor de ferro deparando-se com a pequena jovem na sua frente.
- Q-Quem é você? Que diabos está faz-....
- Não comente, somente me responda, onde está a sala de reuniões? – A jovem fitava a mulher que tremeu ao reparar em Sebastian.
- Quem são vocês??? E o que é isso de “onde está a sala de reuniões”? Ousada...
A mulher retirou do meio de suas vestes negras uma pistola e segurou o braço de Lohanny fortemente.
- Venha comigo pirralha! – A mulher gritou enquanto puxava a Lady.
- Por favor, me responda – Lady insistiu.
- Chega de ousadia pirralha! VENHA! – A mulher tentou puxar a jovem que continuava imóvel.
- Lady, chega de brincadeiras... – Sebastian falou isso enquanto se aproximava da mulher – Essa é a última vez que pedimos a você... Onde está a sala de reuniões?
A mulher tremeu ao pensar que fosse alguma invasão, mirou com a sua pistola na cabeça de Sebastian pronta para atirar.
- S-SAIAM DAQUI AGORA! – Berrou a mulher.
- Você tem dez minutos... – Disse calmo o mordomo.
- Eu estou avisando.... – Indagou a mulher ainda mirando na testa do mordomo.
- Nove... Oito... Sete... – Contou o mordomo.
Sebastian se aproximava lentamente da mulher enquanto essa tremia e pensava em como um homem poderia ser tão ousado de frente para uma arma.
- Quatro... Três... – Contou ele.
- GUARDE SEUS NÚMEROS PARA VOCÊ! – Lohanny gritou irritada.
Lady soltou o braço da mulher de si com uma extrema facilidade, logo pegou o cano da pistola e envergou-o para baixo. A mulher soltou a pistola de sua mão e caiu ajoelhada e berrando de medo.
- Me responda e não morrerá.
- Lady... Você adora comer a refeição fria não é mesmo? – Perguntou Sebastian sorrindo maliciosamente.
Lady deu de ombros e logo tirou as vestes pretas da mulher, esta apenas fitava os dois tremendo e amedrontada.
- S-São d-d-d-demô.... – A mulher gaguejava ao tentar falar.
- Não, isso eu ainda não sou. – Lohanny tentava procurar nas vestes alguma pista.
- “A-A-Ainda”...? – Indagou a mulher.
- Você é muito barulhenta! – Falou a Lady.
- Me de as honras...
Sebastian disse isso e se aproximou da mulher, esta quase começava a gritar, o mordomo passou o indicador nos lábios da moça calmamente, o movimento que fez em seguida foi imperceptível, só conseguiu-se ver alguma coisa vermelha voando no ar e caindo no chão.
- Guh...G.... – A mulher sangrava extremamente pela boca quase como uma cachoeira de sangue, apenas gemia de dor, mas nada conseguia falar, seus olhos estavam dilatados.
- Agora apenas aponte onde fica a sala de reuniões... – O mordomo disse sorrindo enquanto olhava os olhos amedrontados da mulher.
A garota apontou para a última porta daquele imenso corredor metálico, Lohanny e Sebastian seguiam caminho ao objetivo, a mulher vomitou uma imensa quantidade de sangue formando por lá uma poça, se revelou que sua língua havia sido decepada.
- Espere – Sebastian impediu a Lady de entrar.
- O que foi? – Perguntou-o.
- Eles estão armados... Estão esperando por nós... Quer que eu entre primeiro? – Virou-se para Lohanny.
- Não seria melhor se você dissesse “Primeiro as damas”? – Respondeu Lohanny calmamente.
Sebastian realmente pensou que para arriscar a sua vida tinha que ser realmente anormal. Lady empurrou a porta e adentrou o local.
Era uma sala com uma mesa bem longa e negra, mais de cem pessoas estavam agrupadas nas cadeiras em volta dele, todos olharam indignados com os dois seres a frente de todos.
- EI! QUEM SÃO VOCÊS? – Um homem gritou.
- SAIAM LOGO DAQUI! INVASORES! – Uma velha berrou.
- Mais pessoas irritantes ... – Suspirou cansada Lohanny – Poderia me ajudar? – Se virou para Sebastian.
- Depende, você irá ficar brincando com a refeição até comê-la fria? – Perguntou-a.
- ... Sim... – Pronunciou a jovem.
Sebastian suspirou e logo estralou os dedos.
- “Primeiro as damas”, não é mesmo, Lady Valentine? – Ironizou Sebastian.
A jovem saltou e aterrissou no meio da grande mesa, ela tirou dos bolsos um pequeno punhal interligado por uma corrente, ela fincou o punhal na garganta de uma mulher apenas com um movimento e em seguida rodopiou o cadáver com a ponta da corrente, jogando-o contra mais cinco exorcistas que ali estavam.
- Huhuhu, você não gosta mesmo de ser subestimada... – Sebastian sorria sarcástico enquanto assistia o show de horrores se repetir mais duas vezes – Mas uma dançarina precisa de um par, não é mesmo? – Fitou Lohanny.
A jovem sorriu maliciosamente e logo Sebastian já atirava várias facas de prata nos rostos de cada exorcista que estava por lá.
- O que irá fazer depois que eliminar todos? – Sebastian disse enquanto atirava mais vinte facas em várias direções.
- Eu ouvi falar que escondem um cilindro de vidro, dentro dele possui um tipo de alma demoníaca muito poderosa, eu tenho suspeitas de que seja a alma de Ciel. – Lohanny atacava e desviava de algumas balas de pistolas que passavam sobre o seu vestido causando grandes arranhões – Não deixe o cilindro cair quando achá-lo.
- Yes, Lady.
Logo não sobrara ninguém vivo por ali, apenas um garoto que aparentava ter menos que dez anos, ele estava cobrindo algo nas mãos enquanto ajoelhava perto de um cadáver de uma mulher.
- Desculpe ter matado sua familiar – Lohanny guardou o punhal acorrentado no seu vestido – Vamos dê-me o cilindro.
- Iee!!! (Não)!!! Eu não vou deixar você tocar no que era da mamãe!!! – O menino berrava.
- Menino tolo!
Lohanny ia atacar o garoto, mas Sebastian interrompeu-a e se agachou ficando da altura do pequeno garotinho.
- Se você entregar-me este cilindro terá sua mãe com você – Sebastian disse docemente.
- T-Terei? – O menino parava de chorar aos poucos.
O garotinho pensou por instantes e logo entregou o cilindro que continha dentro uma luz vermelha.
- Onde está mamãe? – O garotinho inocente perguntava.
- Feche os olhos... – O mordomo falou.
Sebastian ergueu uma faca de prata na altura da cabeça do garoto e foi indo em direção para cortá-lo, porém foi impedido por uma corda de espinhos que puxou a faca tão rapidamente, que os olhos do mordomo só conseguiram seguir de onde vinha a corda, era Kurt que havia lançado-a.
- KURT! – Lohanny foi indo em sua direção – Como achou esse lugar?
- Avistamos um shinigami na entrada, conhece-o? – Perguntou Kurt.
- Gostaria de não ter conhecido... – Falou com uma gota na cabeça a jovem.
- Kurt-san, por que me atrapalhou? – Falou incrédulo Sebastian.
O mordomo de olhos verdes e com um pequeno rabo-de-cavalo não disse nada, apenas foi até o garoto e o segurou no colo.
- Iremos levá-lo a algum conhecido, não se preocupe Sebastian Michaelis.
- Você tem uma grande admiração por humanos, o que houve com o seu apetite? – Perguntou Sebastian desconfiado.
- Eu perdi ele com o passar do tempo.
As palavras de Kurt lembraram-no da sede pela alma de Ciel que aos poucos parecia enfraquecer e de como havia tratado Ciel de uma forma “não muito agradável” nos últimos tempos.
- Kurt, aconteceu algo com Ciel? – Perguntou Lohanny dando conta da falta dele.
- Ele e Antônio estão descansando na carruagem, parece que os medos de Ciel eram realmente fortes... – Kurt falou.
Kurt começou a meditar no que havia acontecido, após o “clone” de Sebastian tentarem atacar eles, Ciel havia desmaiado, Antônio havia sido ferido nas costas e caiu agonizando de dor, Kurt conseguiu jogar as facas de prata contra o próprio atirador que sumiu desaparecendo.
- Não foi um grande combate no final das contas, eram apenas miragens... – Suspirou Kurt querendo ter feito algum “grande” feito.
-x-
Todos já estavam na carruagem, Ciel e Antônio haviam despertado não havia muito tempo, Lohanny observava o pequeno cilindro e Kurt estava com o pequeno garotinho dormindo em seu colo.
- O que irá fazer com isso? – Perguntou Sebastian a ela.
- Eu descobri que essa alma não é a de Ciel... Nem de ninguém, pois seu real herdeiro morreu em meio a uma viagem para a África... – Suspirou Lohanny derrotada – Pelo lado bom, o mais importante é que varremos totalmente aquele local.
- Irá jogar o cilindro fora? – Perguntou Ciel.
Lohanny retirou uma tampa de ferro que guardava a tal “luz vermelha”, logo virou o cilindro em sua própria boca e todos menos Kurt, olharam-na com uma cara de surpresa.
- VOCÊ COMEU A ALMA? – Indagaram todos menos Kurt.
- Oh sim, como uma semi-demônio, eu devo me alimentar dessas almas sem destino, se eu não faço isso semanalmente... Perco as forças e posso chegar a morrer. – Falou calma Lohanny.
- Em outras palavras você morre se não se alimentar de demônios? – Falou Ciel ainda surpreso.
- Yes. – Respondeu Lady.
Logo depois disso, todos continuaram com o silêncio, Ciel pensava no medo que havia revelado à Kurt e de como poderia estar desprotegido a qualquer momento, Lohanny pensou um pouco e logo perguntou a todos.
- Não estamos esquecendo de algo...?
-x-
Grell estava no meio da Zona do Medo que já começava a anoitecer.
- Quando vocês iram sair daí?.... V-Vocês estão ai?... Alô?... Alguém....? – Congelando de frio.
Notas finais
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