Sistema Prisma
13 Diário de Bordo: 13
Capítulo 13 — A família e o céu colorido
Thuarr e Arr, ambos seguravam uma enorme cesta de palha pelas alças laterais, juntos. Nela, eles estavam levando os espólios do dia de trabalho no plantio...
...
Poucos minutos depois da nossa conversa, um acontecimento surpreendentemente apareceu acima da cabeça dela. O mesmo ocorrido que aconteceu com aquele garoto que foi desagradável comigo.
Uma bandeirinha indicando a nossa familiaridade adquirida nestes poucos instantes...
A estampa desenhada dentro dessa [Bandeira] era a de "Amor Materno".
Duas silhuetas em forma de sombras escuras e desconhecidas... A representação de uma mãe abraçando uma criança.
Enfim, isso era algo para eu analisar depois de descansar muito... Agora eu quase nem consigo andar arrastando tamanho peso em ambas as mãos.
Nós arrastamos essa enorme cesta de verduras e grãos de cereais até o centro do vilarejo. As outras pessoas que trabalhavam hoje nos campos também fizeram igual a gente. Então, de duas em duas pessoas, nós retornamos para o almoço.
Seria o mesmo tipo de refeição que eu provei ontem. Contudo, há um "rodízio" entre quem prepararia a comida. Ontem Arr estava encarregada de ajudar nessa função. Hoje ela estava ocupada com a colheita e novos plantios. Então outras pessoas ajudaram na cozinha.
Depois de deixarmos a cesta em uma das "cabanas", nós voltamos para casa.
A "simulação de realidade" desse jogo é bastante eficiente pois eu sentia o peso da roupa úmida, a pele grudada de sujeira e o odor do suor. Exagero de detalhes...
Eu precisava tomar um banho.
Depois de regressarmos daquele prado, as crianças vieram falar conosco. Eu me refiro aos meus três irmãozinhos.
— Olá, irmão!
— Foi divertido? Irmão brincou muito com a terra?
— Seja bem-vindo. Irmão se esforçou muito hoje.
— Oh, olá. Bom dia para vocês, também. Ufa. Eu estou dolorido. Meus ombros e pernas não sustentam o peso do resto. Putz. Esse mundo é exaustivo. Eu nunca pensei que eu precisaria me esforçar assim antes.
— Desculpe por isso, irmão. Err... V-você gostaria de beber água?
— Você quer que nós preparemos o seu banho?
— Vamos lá, Hei, Mey. Hora de pegar água no poço.
— Sim!!!
— Sim!!!
Eu acabei dizendo coisa alguma, pois os três correram agitados sem se importarem com a minha reação, e levaram com eles um balde de madeira para a "rua".
Enfim, eu os agradeço profundamente!
...
Arr ainda estava resolvendo alguns detalhes com as outras pessoas quanto a divisão das verduras, conforme o combinado.
Aparentemente hoje nós não iríamos passar o dia todo nas plantações...
Enfim... Eu poderia ir tomar banho primeiro. E... O resultado disso foi algo bem básico, conforme minhas expectativas. Um grande balde, e uma bacia cheia d'água, em um pequeno cômodo cercado por cortinas. Este era o banheiro.
O meu banho foi gelado! Pelo menos eu me lavei rapidamente!
Quando eu sai enrolado em uma toalha, a pequena Mey estendeu algumas roupas para que eu me trocasse e as vestisse.
Quanto a estas minhas roupas usadas hoje, aparentemente elas já foram capturadas para serem lavadas. Mais uma função compartilhada pelos habitantes daqui...
Agora eu estava usando uma blusa preta e um short azul-marinho. Então existia roupa tingida por aqui, pelo visto...
Aproximadamente, cerca de dez minutos depois, eu estava limpo e com novas vestimentas.
— Oh, essa roupa ficou bem e você, filho. Agora apresse-se e vá encontrar um local para se sentar. Daqui a pouco, eu acompanharei vocês... Então, leve os teus irmãos contigo, certo? — Hm, Hmm, Rmummm... (Onomatopeia).
Ela estava cantarolando feliz, provavelmente por poder ir tomar o próprio banho finalmente.
Eu fiz conforme fui instruído. Os "filhotes" estavam brincando do lado de fora da cabana desde que comecei a me banhar.
— Eu já terminei! Mamãe nos mandou ir almoçar... Vamos?
— Claro... Vamos lá.
— Sim.
— Certo, irmão.
E para lá nós fomos...
Hoje foi o turno de Hurr sair para caçar, então ele não estava em casa. Mesmo no horário do almoço comunitário, ele ainda não havia chegado... Aparentemente ir caçar demanda muita estratégia e tempo.
O tempo passou calmamente e, eu acho que isso virou uma “tradição”, nós quatro voltamos a brincar até o entardecer...
Já era bem tarde e o céu estava incrível, igual a ontem; o mesmo pôr-do-sol...
Ao norte eu podia ver o brilho do sol avermelhado... Ele era pequeno, mas muito forte e intenso. Não aguentei olhar por muito tempo para ele. Fiquei ofuscado...
Ao leste estava o outro sol, alaranjado. Claramente ele era bem intenso, também. O contraste era bonito.
Talvez fosse por isso que essa "Aquarela do Céu" existisse...
A lua não estava visível agora, mas a beleza desse cenário era descomunal.
— Eu queria ver novamente a Aurora Boreal daqui...
— Oh, irmão gosta das luzes do céu.
— É muito legal. No "meu mundo" coisas assim até que existem, mas não desse jeito.
— Ehh...
— Conte-nos mais, irmão.
— Não temos informações do seu lar, irmão. Eu também quero ouvir mais...
— Sim, sim! Irmão! O céu... Como é o céu e as luzes do seu mundo?
— Bom, temos somente um sol. E ele é parecido com sol laranja daqui. O céu não possui tantas cores juntas assim. Geralmente é só o azul, claro ou escuro, dependendo do horário do dia. Temos nuvens brancas no céu... E as estrelas brilham durante a noite. Às vezes o céu pode ficar colorido, que nem esse daqui, mas é quando está anoitecendo ou amanhecendo. E isso não é algo muito constante... Temos uma lua, também. Há noites em que o brilho dela é sem igual.
— Que incrível! Eu queria conhecer o seu mundo, irmão! Deve ser tão belo o céu, não é?
— Hm... Particularmente, eu acho que cada qual tem o seu charme. O mundo é muito grande... Eu só conhecia o meu céu azul, agora eu tenho a chance de ver um fascinante céu colorido! Vocês podem descobrir mais coisas nesse mundo do que eu no meu. Por isso, quero ver outras coisas legais igualmente surpreendentes. Outros céus tão incríveis quanto estes, também!
— Hu-hu! Sim, vamos todos, juntos.
— Ora, ora! E o papai e a mamãe? Vocês vão nos deixar sozinhos?
— Não, mamãe! Vamos nós seis!
— Isso aí, Mey. Eu, Zeimhe, mamãe e papai. Vamos todos juntos com o irmão!
— Sim, vamos! Quero ver esse mundo vasto diante de nós!
Arr se aproximou de nossa conversa, me surpreendendo um pouco. Mas o clima agradável não mudou.
— Vocês querem saber de um segredo?
— Diz, diz, diz, irmão!
— Assim o Hei vai ficar de incomodando, irmão!
— Bem, eu estou curioso, também. Não me surpreende o Hei estar tão animado...
— Então mamãe pode saber também, não é?
— Eu gostei de ter conhecido a todos vocês! Eu tenho a minha família do meu mundo, é óbvio. Mas eu também tenho vocês como a minha família. Obrigado. Agora eu tenho três "fofos", e incríveis, irmãos e irmãzinha. E eu pude conhecer mais dois pais muito bondosos. Essa é uma experiência que eu vou me lembrar por toda minha vida.
— Ugh... A-assim o irmão faz a gente chorar!
— Meu menino é tão maduro e forte! Você foi muito bem criado e amado pelos teus pais... Tanto os pais do teu mundo, como eu e o papai.
— Abraço em família!
— Ahn!!!
— Ahn!!!
Nós cinco fomos surpreendidos por um par de "braços de urso" nos apertando. Claramente foi o "papai" que nos abraçou, assim que entrou na casa. Eu comecei a rir com tal cena piegas e amorosa.
Família.
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Pai, mãe... Imagino o que vocês dois vão pensar ao ouvir que eu ganhei mais um "papai e mamãe" em um jogo! Além de "três irmãos"... Mesmo eu sendo filho único.
Será que os meus colegas estão tendo esse tipo de experiência, também?
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Depois do jantar comunitário, ouvir uma seresta ao luar, acompanhada pelo brilho do céu estrelado...
E esse foi o meu segundo dia nesse jogo.
[Você ganhou: +2 Amizade, +1 Família, +1 Confiança Familiar].
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#Continua...
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