Sirius Black - My Brother Stupid Best Friend

9 “Às vezes o Homem prefere o sofrimento à paixão.”


Notas iniciais
Obrigada por duas de vocês terem comentado. E obrigada por lerem a fic. Espero que este cap esteja fantástico para vocês, Bjs c :

O Jantar estava a correr bem até que o diretor interrompeu para falar. Todos nós continuávamos a falar e nem o ouvíamos e acho que ninguém o quer ouvir na hora de jantar pois a comida é fantástica e toda a gente adora. A professora Minerva levantou-se e tossiu fazendo todos olhar para ela, sim ela mete mais medo do que o próprio diretor da escola.

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– Queria avisar a todos os alunos sobre a festa de natal que irá acontecer no ultimo dia de aulas antes de irem para casa. O baile é formal. – disse e todas as raparigas ficaram animadas, eu sempre detestei festas – E que o baile de Dias das bruxas esta próximo igualmente, todos os alunos, mas mesmo TODOS os alunos são obrigados a ir. Obrigada por ouvirem e podem continuar o jantar.

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Ele disse e sentou-se e todos os alunos começaram a falar sobre isso. Tipo duvido que alguns rapazes queiram ir. Eu não vou nem que me matem. Levantei-me da mesa e fui até as masmorras. Sentia o olhar da mesa dos Gryffindor em mim e eu sorri para mim mesma. Acho que cada vez mais fico feliz por saber que vou acabar com a raça da Mckinnon. Estou mesmo mortinha que as ferias comecem.

Sev olhava para mim com um olhar interrogativo, queria saber o que eu e o Lord falamos, mas não lhe podia dizer nada. Não até acabar isto. Quero dizer eu não sei se posso confiar no Sev com uma tarefa destas. Andei até as masmorras e fui logo para a cama. Amanha ia ficar igualmente o dia nela,

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As férias finalmente começam hoje. E infelizmente hoje é o baile de Natal. Todas as raparigas a andar de um lado para o outro por causa de um vestido e de maquilhagem. Eu só me ia vestir depois de todos estarem prontos, não queria que as pessoas me vissem a vestir um vestido. Sim eu sei que elas me iam ver, mas ei? Eu sou doida e então?

Depois da Em e da Lucinda estarem prontas o que demorou uma eternidade. Eu ia sozinha, não preciso de um rapaz para me acompanhar. Quando elas acabaram e foram andando para o salão eu foi tomar banho. Depois vesti-me e preparei-me e desci as escadas que ia dar a sala comum dos Slytherins, ninguém estava lá e dei graças por isso. Subi as escadas e fui até ao salão, vi que quase toda a gente já tinha entrado e respirei fundo e entrei. Caminhei até ao grupo de Slytherins passando pelo meio do salão. Todos olhavam, mas eu não me interessava. Bem pelo menos até encontrar o olhar de um Gryffindor em especial. Sirius estava de fato preto e com a sua querida namorada presa ao seu braço. Ela olhava para o outro lado do salão enquanto o meu olhar estava preso no dele. Sorri e continuei a andar perto dos meus amigos. Fiquei lá durante algum tempo até que um puto da Gryffindor veio ter comigo para me dar um recado. A festa estava ao rubro portanto se eu saísse ninguém dava conta. O rapaz rapidamente saiu perto de mim talvez com medo. Reparei que estava toda a gente a olhar para a banda bruxa que tocava e eu segui para o sítio de encontro, a sala Precisa.

Subi as escadas agarrada ao meu vestido se não ainda tropeçava enquanto andava. Pensei na porta e ela apareceu. Estava numa espécie de jardim interno e mais a frente encontrava-se a pessoa que me pediu para vir aqui ter. Conhecia aqueles cabelos a distância, tal como eu conhecia aquele perfume, aquele corpo. Tirei os meus sapatos para poder andar na relva e senti-la aos meus pés, era macia e suave. Respirei e andei mais perto dele que até fiquei ao seu lado.

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– A sala precisa. O que tu precisas aparecerá. – disse ele.

– Não acho que isso seja a verdade, mas ok. – disse – E porque um jardim?

– Porque eu gosto de jardins. – disse – Já não nos falamos á bastante tempo. – disse sentando-se no chão.

– Pois não. – disse compondo o meu vestido e sentando-me ao seu lado – O que queres? Eu tenho mais que fazer do que te aturar, e acho que a tua namorada não irá gostar de saber disto.

– Ambos sabemos que não gosto dela.

– Então porque é que estás com ela?

– Por causa do teu irmão e da Lily, eles sempre acharam que eu gostava dela, já que ela gostava de mim. – disse fazendo me irritar com a ultima frase – Mas depois dos nossos beijos o teu irmão pensou que gostava de ti. Mas eu não gosto de ti.

– Obrigada pela parte que me toca. – disse irritada.

– Eu estou apaixonado por ti. – disse olhando me nos olhos, notei sinceridade neles, fazendo me abrir a boca e eu rapidamente me levantei.

– Não podemos. Eu não posso.

– Elladora…

– Não! – gritei ficando com lagrimas nos olhos – Nós não podemos, eu não sou quem pensas que sou. Sirius, nos não podemos ter nada a haver um com o outro.

– Porque? Porque é que complicas sempre tudo? – perguntou ele com um olhar magoado – Porque é que não me deixas amar-te?

– Porque eu não posso, eu não posso amar, se eu o fizer isso torna-se uma fraqueza.

– Não, não torna. Elladora amar alguém não é ser fraca. É ser se forte ao ponto de admitir que amamos alguém em vez de nos próprios somente. Tu não és fraca por me amares, nem eu sou fraco por te amar. Por isso para de complicar as coisas. – disse ele agarrando-me nas mãos mas eu rapidamente as tirei.

– Não podemos. Eu não te posso amar. Eu não te quero fazer sofrer. Eu não quero sofrer Sirius. Eu simplesmente não posso. Eu tenho medo de amar, eu não quero amar ninguém. E eu amo-te! Não sabes as vezes que sempre te quis dizer isto. Mas agora isto entre nós não pode acontecer. O nós não pode existir.

– Para de ter medo Elladora.

– Para de me fazer sentir assim. Eu não posso, lamento Sirius. – eu já chorava nesta altura e ele esta quase a fazer o mesmo. Ele rapidamente saiu e andou em direção a porta e antes de ir deu-me um olhar bastante magoado fazendo quebrar o meu coração aos bocadinhos.

– Tu tens demasiado medo de amar Elladora. Não podes amar ninguém assim. Tens que deixar de ser assim, ou então vais morrer sozinha. Quando perceberes que não podes ficar sozinha, sabes onde me encontrar. E por mais, eu não me vou tornar como tu. Pois o pior de ter o nosso coração partido, é deixa-lo transformar-se em pedra. – disse mas antes que ele pudesse sair eu falei.

– Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente. – disse a tentar ser fria. Ele abanou a cabeça e notava-se no seu olhar sofrimento e saiu de vez.

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Ele saiu e eu sentei-me na relva a chorar. Eu não lhe podia dizer o que eu era, ou o que eu iria fazer nestas férias. Eu prefiro tê-lo de coração partido do que morto. Ele estava a sofrer, eu conseguia ver isso no seus olhos castanhos mel, o que me fazia partir o meu coração. Eu odiava ver pessoas de quem eu amo a sofrer. É por isso que eu não posso amar. É por isso que eu não quero amar.

Tal como diz Fiodor Dostoievski “Às vezes o Homem prefere o sofrimento à paixão.”

( Vamos fingir que ele é alguém bruxo e importante)

Notas finais
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