Sintonia

6 Seis - Assombrações.


Notas iniciais
Oi. NÃO, EU NÃO MORRI GALERA!!!!! TO AQUI, BEM PLENA COM O NOVO CAPÍTULO DE SINTONIA!!! E não, não tem nenhuma explicação séria pra tantos meses sem capítulo. Foi simplesmente falta de inspiração nos últimos 4 meses, e nesse último foi quando as coisas começaram a fluir HAHAHA. Bom, sem mais enrolações, bora ler!

Dominique secava os cabelos loiros delicadamente enquanto observava sua reflexão no espelho. Não conseguia conter o sorriso, pois depois de meses, finalmente voltaria a ver a irmã. Victoire estava há quase um ano viajando pelo mundo junto com Teddy, desde seu casamento. Ela dizia ter uma novidade para todos, e a irmã mais nova pensava em milhares de possibilidades do que poderia ser que Vic contaria.

A única desvantagem disso tudo é que veria a mãe pela primeira vez desde que brigaram, mas sabia que Fleur mal olharia pra sua cara, então não estava tão preocupada com isso.

A loira deu uma última checada no espelho; estava bem para sair, com seu cabelo alisado e preso num rabo de cavalo, maquiagem básica e vestido florido. Tratou de aparatar para o Chalé das Conchas imediatamente, parando a alguns metros da sua casa de infância. Tentou achar um equilíbrio entre seu salto e a quantidade enorme de areia ali enquanto andava em direção à porta, mas falhou no processo e seu pé ficou cheio de areia, fazendo Dominique xingar todos os bruxos existentes.

— Já fazendo uma entrada triunfal, irmãzinha? — Victoire se divertia enquanto observava a irmã que estava desesperada com toda a areia dentro de todo o sapato, mas que quando a viu deixou isso de lado para se jogar num abraço.

— Eu não acredito que você finalmente voltou! — Dominique apertou o abraço, quase sufocando a mais velha.

— Se você me enforcar, não vou ser capaz de contar a novidade pra vocês. — Vic disse para tentar sair daquele sufoco, o que adiantou, já que Dominique a soltou imediatamente.

Domi foi até o pai e o cumprimentou com um beijo na bochecha, mas sequer olhou para a mãe, atiçando a curiosidade de Victoire, que achava que elas estavam bem depois que a irmã tinha se formado em Hogwarts. Decidiu deixar isso de lado por um tempo para poder contar sua novidade.

— Então, hum, vocês podem todos sentar? — ela pediu, e assim todos fizeram, exceto Teddy, que ficou ao lado dela. — Bem, nossa novidade é que eu voltei da nossa viagem para parar em algum lugar porque... eu estou grávida!

Foi um momento de euforia para todos ali dentro. Naquele segundo, não havia conflito, ou briga, que tirasse a felicidade dos Delacour-Weasley presentes naquela sala. Instantaneamente, Fleur, Dominique, Louis e Bill abraçaram Victoire, cheios de alegria.

— Não acredito que vou ser uma tia! — Dominique gritou com seu típico tom fino e escandaloso, fazendo a irmã mais velha rir.

Aquele foi um momento surreal para a loira mais nova. Dominique acompanhou de camarote todo o relacionamento de Teddy e Vic, sabia todos os meros detalhes, todas as dificuldades que passaram. Não podia acreditar quando eles casaram, agora com a gravidez da irmã, foi como se um relógio gigante tivesse caído na cabeça dela para avisar quanto tempo já havia passado desde que ela tinha doze anos e sonhava num amor como o deles dois.

— Quando vai contar para o resto da família? — Bill perguntou, visivelmente louco para contar as novidades para os pais e irmãos.

— Daqui alguns dias. Então, por favor, papai, segura essa sua língua. — a filha suplicou e recebeu um aceno com a cabeça como resposta, e ela abriu um sorriso.

— Mas vai ser meio difícil de esconder, considerando que temos a inauguração da loja da Dominique hoje à noite. — ele contou, e Victoire abriu a boca e arregalou os olhos como nunca antes.

— Já?! Mas você comprou o prédio há, tipo, uma semana. — Vic parecia apavorada, e a irmã riu das reações dela.

— Faz um mês. E acho que esse ano viajando como uma trouxa confundiu sua cabeça, hein? Nós, bruxos, conseguimos fazer essas coisas que eles fazem em anos, em semanas. — Dominique disse, com tom de sarcasmo. — Ah, e vai ter uma after party depois da inauguração. Venha se quiser, mas não quero cansar você e essa coisinha. — ela afinou a voz na última palavra e tocou na barriga da mais velha.

— Eu e essa coisinha — Victoire caçoou o modo cujo Dominique se referenciou ao bebê que ela carregava. — definitivamente estaremos lá.

— Yay! — Dominique exclamou, mas depois se aproximou da irmã e sussurrou para apenas ela ouvir. — Tenho que falar com você sobre alguma coisa...

XX

James Sirius abriu seus olhos lentamente, enquanto a luz os atrapalhava. Parecia ser um ótimo dia lá fora, mas a cama dele estava com um certo calor humano — e Jill não estava lá na última noite. Ele de repente começou a sentir uma falta de ar. O que diabos tinha acontecido? E então, ele virou de lado para ver quem era.

Não, não era possível.

Cachinhos loiros estavam deitados no travesseiro ao lado de James, que ainda parecia incrédulo. Logo, a pessoa ao seu lado também virou para ver o rosto dele, e era justamente quem ele achava que era: Dominique.

Ela olhou para ele com aqueles olhos grandes e azuis e abriu um sorriso.

— Bom dia, Jayjay.

Em um pulo, o Potter acordou do pesadelo — ou sonho? — que ele tivera, com cada pedaço de seu corpo suando mais do que nunca. Por sorte, não tinha ninguém ali quando ele gritou.

Ele fechou e esfregou os próprios olhos para acordar, mas quando os abriu novamente, Dominique voltou. Ela estava sentada em cima da escrivaninha na frente da cama dele, usando apenas uma camisola e com as pernas cruzadas.

— O que está fazendo aqui? — ele perguntou, com a voz grossa de tão assustado e a testa franzida. — Estou sonhando novamente?

— O que sua namoradinha que te ama diria se soubesse que você está sonhando e alucinando com sua prima que esteve sexualmente envolvida com você por três anos, hein? — ela rebateu, com um sorriso malicioso em seu rosto.

— Por que você está na minha cabeça? Pare! — James comandou, mas recebeu uma risada como resposta.

— Só posso sumir se você parar de pensar em mim. — “Dominique” desceu da escrivaninha e foi até ele, tocando em seu peito nu e ele, de alguma forma, conseguia sentir como se a Dominique real estivesse ali.

— Você sabe que sente minha falta, James Sirius. — ela sussurrou e depois começou a andar em círculos em volta dele. — Você sabe que ainda me quer, de um jeito ou outro. Você não para de pensar em mim, mesmo quando está com Jill. E a coitadinha já não tem nem mais ideia desde que admitiu o amor por você...

— Não sinto nada por Dominique além... — ele ia completar a frase até que foi interrompido.

— Amizade? — a alucinação perguntou, rindo. — Faça-me o favor, James. Se fossem só amigos, seriam como você e Rose são, ou como eu e Fred somos. Você me ama.

James Sirius começou a ficar impaciente. Já estava cansado desse papo que sentia “algo a mais” por Dominique. Fred, Rose, uma alucinação. Todos eles tentavam pôr isso na mente dele e ele estava ficando seriamente enjoado disso. Merlin, até Jill chegou a suspeitar algo em um ponto! Por que eles não conseguiam aceitar que fosse lá o que ele tinha com Dominique, acabou? Por que eles não conseguiam aceitar que ele seguiu em frente e estava com outra pessoa?

Ele precisava parar de pensar nela.

E conseguiu, pelo menos por algumas horas. A alucinação foi embora, sabe-se lá por quanto tempo, deixando um vazio dentro daquele quarto frio e James Sirius com a mente mais confusa e bagunçada do que anteriormente.

XX

— ‘Pera, me explica direito isso de você e o James Sirius juntos que a mamãe me disse um tempo atrás que eu nunca entendi. — Victoire pediu, quando ela e a irmã mais nova já estavam no quarto de infância das duas.

— Desde o sétimo ano, eu e James concordamos em manter um relacionamento aberto e casual e escondido de todo mundo, até que um dos dois realmente se apaixonasse por alguém. Aí ele conheceu uma garota no trabalho e... acabou. E, consequentemente, todo mundo soube porque não consegui esconder minha tristeza. — Dominique explicou para a irmã, abraçada em sua almofada de asas de anjo que ela tanto amava quando tinha seis anos.

— E por que exatamente você ficou triste?... — Vic mal terminou a frase quando soube qual seria a resposta apenas pelas sobrancelhas arqueadas da garota em sua frente. — Ah... É por isso que você e a mamãe não estão mais se falando?

— Sim. — a loira mais nova respirou fundo e tentou manter a calma ao relembrar o dia da briga com Fleur. — Ela veio ao meu apartamento, insultou meu gosto para chás, me insultou, insultou o James... foi horrível.

Victoire olhou para Dominique e suspirou, não sabendo mais o que falar. Ela sempre sentiu raiva do jeito que a mãe tratava seus irmãos mais novos, mas continuava tendo um bom relacionamento com ela. Entretanto, se Fleur continuasse magoando Dominique tantas vezes, até a própria Vic teria que tomar algum tipo de providência. Seria isso seu novo instinto materno chamando? Ah, não fazia diferença. Tudo que ela sabia era que sua irmãzinha precisava de sua ajuda, e ela daria. Dominique deitou nas coxas da irmã, que começou a fazer cafuné nela.

— Domi, eu sei que a mamãe é complicada, mas... — antes que ela pudesse completar sua fala, Dominique a interrompeu com os olhos um tanto quanto marejados.

— Não tem “mas”, Vic. Ela só me detonava todas as vezes que nos víamos. Primeiro, ela destruiu meu sonho de ser modelo e só pediu desculpas quando eu estava internada no hospital com chances de morrer. Depois, quando me recupero, ela continua me pressionando e quando eu finalmente faço algo que ela aprova... — a mais nova engoliu em seco e balançou a cabeça. — Ela só estava esperando eu falhar com ela de novo.

— Eu sei, querida. Mas, olhando pro rosto dela, ela parece arrependida...

— Então ela que me peça desculpas. Não fiz nada de errado. — Dominique disse, com todo seu orgulho, fazendo Victoire rir fraco.

— Ok, agora você vai se levar e se preparar, afinal daqui apenas algumas horas você tem a inauguração da sua primeira loja!

Victoire tentou tirar a tristeza da mente da irmã e conseguiu realizar esse feito com muito sucesso. Dominique tirou a mãe e a paixão por James de sua mente e focou em sua realização pessoal, que era o que realmente importava no momento.

XX

Durante o dia inteiro, James tentou afastar Dominique — e aquela versão bizarra que era sua alucinação — de sua cabeça, mas sabia que não poderia evitá-la na inauguração da loja dela, ela nunca o perdoaria. Então realmente não havia saída para o Potter, ele precisava ver sua melhor amiga, enquanto sonhava com ela acordando ao seu lado e namorava outra garota que foi a razão pela qual eles não continuaram com o relacionamento casual.

Ele estava tão ferrado.

Enquanto James se olhava no espelho, ajeitando seu terno para a inauguração, um vulto apareceu atrás dele, e ele automaticamente virou para ver o que ou quem era, e quase gritou de susto quando viu que era Fred II.

— Que merda, cara! Como diabos conseguiu entrar aqui?! — ele perguntou, ainda sentindo seu coração quase saindo pra fora de seu peito.

— Você realmente precisa reforçar os feitiços de proteção na sua porta, James. — o primo respondeu, com a expressão mais neutra do mundo.

— E você realmente precisa reforçar sua educação, Fred. — James disse enquanto ajeitava sua gravata.

— Tanto faz. Estamos atrasados para a inauguração, e você sabe que a Dominique permite que só ela mesma se atrase, vamos lá. — Fred tentava apressá-lo.

— Eu sei, só fiquei meio perdido nos meus pensamentos. — ele explicou e se olhou no espelho mais uma vez para checar se estava pronto. — Está bem, vamos lá.

— Perdido nos seus pensamentos? — o Weasley semicerrou os olhos e parecia pensativo. — Por isso você tem agido estranho desde que chegou ao trabalho.

James olhou para o primo como quem estava se fazendo de desentendido e apontou para si mesmo.

— Eu? Agindo estranho? Por favor, Fred... Você sabe como é o trabalho, defender nosso mundo de lunáticos. Essas coisas me estressam, mas eu não agi estranho. — quanto mais o Potter tentava se explicar, mais se enrolava e mais Fred tinha vontade de rir da cara dele.

— Tanto faz, cara. Vamos logo. — Fred ignorou completamente o que o primo tinha dito, sabendo que realmente tinha algo errado com ele, mas decidiu deixar o assunto para depois da inauguração.

XX

Dominique já estava pronta há quase uma hora, mas não conseguia deixar seu quarto, pois estava se encarando no espelho durante todo esse tempo. Ela simplesmente não conseguia acreditar que aquele era o dia. O dia em que seu maior sonho desde que pegou aquele diploma em Hogwarts se realizaria. Embora houvesse uma pessoa em particular que ela gostaria que fosse para a inauguração, não deixou se abalar por isso.

Usando um vestido verde e curto desenhado por ela e com quase todos os cachos de seus cabelos loiros virados para a direita, Dominique, junto com sua assistente, aparatou perto de sua loja e já foi surpreendida por uma quantidade enorme de flashes que quase a cegaram, mas não a desanimaram. Ela sorriu e acenou enquanto caminhava os poucos metros que faltavam, consumindo a fome daqueles fotógrafos.

— Senhorita Weasley! — um jornalista lhe chamou a atenção pouco antes de ela abrir as portas da loja. — Como você se sente diante esse dia?

Dominique olhou para ele — que parecia até um pouco familiar — e abriu um “sorriso de miss”, que era o apelido que Rose dava ao sorriso da loira.

— Nunca estive tão feliz. — ela respondeu, logo desviando o olhar para o prédio, todo pronto para entrar em funcionamento.

Era a loja dela.

O seu sonho desde que se formara em Hogwarts estava se tornando realidade.

— Só cuidado para não borrar a maquiagem. — Kelly disse, visivelmente percebendo a emoção de Dominique.

— É a prova d’água. — Dominique falou, rindo e fungando ao mesmo tempo.

E, em meio aos flashes, a Weasley arrebentou a fita que rodeava a loja com um feitiço e deu começo ao seu futuro.

XX

Seria errado dizer que James não se emocionou ao ver Dominique inaugurar sua loja. Ele lembrava muito bem do dia que Dominique anunciou que queria ser uma estilista; eles ainda estavam no começo de sua relação casual, deitados numa cama, na Sala Precisa, apenas olhando para o nada depois de terem gastado toda sua energia.

“— Quero ser uma estilista. Sabe, ter minha própria marca de roupas e tal. — ela anunciou de repente, enquanto recebia um cafuné maravilhoso do Potter.

Ele assentiu e sorriu, olhando para ela.

— É bem sua cara. — disse.

— Você acha? — ela perguntou, sorrindo e olhando nos olhos castanho-esverdeados dele, e obteve um aceno de cabeça como resposta.

— Você vai se dar muito bem. — ele completou.”

Queria ter a parabenizado na hora, mas Dominique estava praticamente inalcançável de tanta gente em sua volta. Entretanto, James já ficou feliz quando ela o encontrou em meio a multidão, sorriu e acenou.

Pouco mais de uma hora depois, eles já estavam na Wizard’s Club para comemorar a inauguração da DW Store, como era chamada a loja, e a boate já estava completamente cheia. Era surreal pensar que Dominique conhecia tantas pessoas, mas ela sempre foi uma pessoa sociável.

— Isso não é ótimo? Estou tão orgulhosa dela! — Rose disse, muito animada.

— Parece que era ontem que ela era um pequeno gafanhoto que ganhou um emprego n’O Profeta Diário. — Scorpius parecia nostálgico, mas um pequeno tom de sarcasmo era perceptível em sua voz para irritar Rose.

— Pare, eu realmente estou emocionada! — ela xingou o namorado, que riu.

— Eu sei, amor. — ele apertou o abraço em que eles se encontravam e beijou o topo da cabeça da ruiva. — Todos estamos.

Fred e James riram do casal e achando fofo ao mesmo tempo — sempre foram os maiores torcedores por eles dois, desde o primeiro ano de Hogwarts —, mas até um pouco entediados.

— Então, como está o seu relacionamento com a Jill? — Fred perguntou para o primo.

— Bom. Sólido. — James respondeu enquanto assentia e tomava um gole de um drink cujo ele desconhecia, mas que era muito bom.

— E por que ela não veio? — ele questionou mais uma vez.

Naquele momento, James Sirius arregalou os olhos como nunca antes. Tinha se esquecido completamente de convidar a namorada; sequer mencionou a inauguração para ela. Ele era o pior namorado de todos, pelo amor de Merlin.

— Porque... — ele tentava pensar em uma desculpa mais amena. — na última vez que ela viu Dominique foi no aniversário dela, quando ela ficou com ciúmes, lembra? Por isso que ela não quis vir. É, por isso.

Fred conhecia muito bem o primo — o conhecia desde que nasceu, na verdade. Percebeu na hora que ele estava mentindo, afinal ficou todo enrolado enquanto falava, como se estivesse pensando em outra coisa para falar.

— Não minta para mim, Potter. Você não consegue.

James suspirou, era naqueles momentos que ele se arrependia de conviver tão frequentemente com o primo.

— Eu posso ter me esquecido de convidar ela... — ele confessou. Fred soltou um “AHÁ” que chegou a assustá-lo.

— Porque no fundo você queria vir sozinho para ver Dominique. — Fred disse com toda a malícia do mundo.

— Você é patético. — James retrucou, tentando não rir da expressão muito engraçada que o Weasley fazia. — Vou pegar mais bebida.

O Potter teve que passar por uma multidão enorme e, chegando no bar, ela ficou ainda maior. O bar estava envolvido por, pelo menos, três camadas de pessoas. Ótimo. Ele odiava filas, era extremamente impaciente.

— Ooh, parece que minha festa despertou a fúria de James Sirius Potter por filas. — a voz que chegou no ouvido dele o fez quase pular de tanta surpresa. Quando virou o pescoço, Dominique estava ali sorrindo apenas para ele.

— Domi! — ele retribuiu o sorriso e a abraçou tão forte que quase a tirou do chão. — Parabéns nesse seu grande dia.

— Muito obrigada, Jayjay. — ela agradeceu com toda sua sinceridade no olhar. — Como dona da festa, eu tenho o direito de furar a fila. Venha comigo.

Sem nem perceber, ela segurou a mão de James Sirius, que reparou nisso imediatamente, mas não soltou. Dominique enfrentou a multidão ali, que a deixou passar na frente. Ela pediu uma bebida para si e uma para James, pois sabia qual era a favorita dele. A loira entregou a bebida para ele e o observou enquanto tomava o primeiro gole.

— Então, onde está a Jill? — ela perguntou.

— A Jill... Ela não pôde vir. — James respondeu com um sorrisinho.

— Ah... — Domi assentiu lentamente.

E ali os dois ficaram, olhando nos olhos um do outro até que se esquecessem de respirar. James lembrou das assombrações que andava sofrendo, e agradeceu por aquela ali, que estava em sua frente, ser real. Ela era tão... Irresistível. Como ele deixou de perceber aquilo?

Dominique achou tão estranho, ele não olhava para ela daquele jeito desde antes de terminarem... Não. Ela deveria estar louca. Ele era muito apaixonado por Jill. Entretanto, ela com certeza sentiu a intensidade daquele olhar mas, antes que pudesse fazer alguma coisa sobre isso, sentiu seu braço ser agarrado.

James viu a assistente da Weasley sussurrar algo no ouvido dela. Dominique fez uma expressão curiosa, se despediu do Potter rapidamente e desapareceu de vista.

XX

— Tem alguém que quer falar com você. — foi o que Kelly sussurrou no ouvido de Domi antes de ela se despedir de James Sirius.

Dominique, com toda sua curiosidade, foi imediatamente atrás da assistente. Queria saber quem a chamou e o porquê, se era pra ser elogiada, xingada, ou para apenas ter uma conversa. Foi tudo esclarecido quando elas chegaram numa pequena mesa de bar, onde se encontrava apenas um homem; o jornalista que a abordou minutos antes da inauguração.

— Senhorita Weasley. — ele a cumprimentou com um sorriso tão lindo que Dominique chegou até a pensar que ele estava flertando com ela. — Sou Kyle Howard. É um prazer finalmente ter a oportunidade de conversar com você.

Notas finais
Então, o que acharam? O James alucinando com a Domi, a inauguração da tão desejada loja, um (possível) novo boy pra nossa loira... Não deixem de falar ^~^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.