Sinto Muito

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Como dá pra ver pelo título e pela sinopse, essa ideia me veio inspirada pela música "Sorry" do Justin Bieber, mas, fun fact: eu a escrevi ouvindo Evidências. =D

Então se quiser ler ouvindo qualquer uma das duas ou as duas, sua leitura pode ficar mais fluida e divertidinha.

=D

Espero que gostem!

No salão comunal da Gryffindor, James Potter caminhava frenético de um lado para o outro.

A água caía forte do lado de fora do castelo, e ele desejava que a chuva pudesse afogá-lo.

Aquilo tudo já estava para além do ridículo.

Desde que ele revelara aos seus melhores amigos Sirius e Remus da sua paixonite secreta pelo Slytherin que eles mais amavam odiar, as coisas fugiram de controle.

Seu desejo histérico de atenção o havia tornado um idiota.

Mas que culpa tinha, afinal?

Ele era apenas uma criança confusa quando tudo começou.

E para chamar a atenção de Severus, havia agido como um completo idiota, mesmo que na subconsciência.

Remus havia percebido, também.

E naquele dia, ele trocou um olhar significativo com Padfoot antes de entrar no dormitório para dar no amigo o puxão de orelha necessário.

— Você prefere que eu entre junto? — Sirius indagou, inseguro.

— Não, Pad, pode deixar que faço isso — respondeu Lupin, sério. — Ele sabe o que você continua pensando sobre Severus e não seria prudente que você o visse num momento de tanta fragilidade. Você me espera na comunal.

Sua voz foi firme e ele encheu o peito com coragem.

Sirius assentiu, e desceu as escadas espiraladas.

Abriu a porta do dormitório sem bater e foi entrando.

— Prongs — chamou, sério.

James não se virou, continuou a andar de um lado para o outro, perturbado.

— Fale, Moony — disse sem encará-lo, agitando os braços enquanto caminhava.

— Você precisa parar, já chega — falou ele. — Vá falar com Severus ou eu irei.

Ele se virou para o colega, branco como um fantasma.

— Você está maluco, Lupin?! — disse, incrédulo. — Nem mesmo eu tenho toda essa cara de madeira. Depois de tudo que fizemos, ele vai me jogar da torre de astronomia, isso sim.

— Ou talvez vá te corresponder... — disse Moony, dando de ombros. — Nunca se sabe, Prongs. Ele também não desistiu de te responder às provocações ao longo desses cinco anos. Vai ver ele também gosta de você, só precisa enxergar isso.

Ele arregalou os olhos.

Teria Remus Lupin enlouquecido?

Ele pareceu pensar nessa possibilidade, e também na que o amigo lhe havia apresentado.

Decidiu, por fim:

— Não vou falar com ele. — E recomeçou a vagar pelo dormitório, fazendo Moony revirar os olhos com certa impaciência que não lhe era rotineira.

— Ok, então eu irei. — Disse, e foi se encaminhando em direção a porta.

James virou-se em um salto.

— Não! — interveio ele, chocado com a ousadia do colega. — Moony, não pode fazer isso. Sabe o que significaria?

— Significaria que você estaria abrindo mão da sua fama e provaria não ser um idiota? — Ele disse, se virando de volta, com um olhar crítico para James.

— Sim, claro, isso também, mas... — ele hesitou.

— Mas...? — Lupin o incentivou.

— Mas não é o importante, Remus, não entende? — ele disse, e jogou-se sentado na cama, suspirando. — Eu poderia ter quem eu quisesse, mas é ele que quero. Justamente porque ele não me quer.

— E como sabe que ele não te quer? Como pode ter tanta certeza? — contrapôs Remus com ceticismo. Já havia observado Snape também. Ele se comportava de uma maneira muito diferente diante de Potter, e não era apenas por causa das pegadinhas de mau gosto com as quais ele jamais compactuara.

Quando Sirius o pegava também desprevenido sozinho, ou acompanhado somente por ele e Wormtail, as reações de Snape eram diferentes.

Eram de um ódio mais puro, intenso, um extenso desprezo que fazia sua barriga revirar-se.

Mas quando James estava envolvido, bem...

O ódio ainda existia, é claro.

Mas ele parecia profundamente sentido, magoado... Geralmente, nessas ocasiões, ele não reagia, realmente.

Enquanto tentava de maneira árdua enfeitiçar Sirius até o ponto de matá-lo, com James ele agia diferente, com cautela.

Ao mesmo tempo que queria meter-lhe um soco na cara, queria trancar-se no quarto e chorar por razões que atravessavam a linha tênue entre aquela rivalidade infantil e o interesse contido que ambos sustinham um pelo outro.

James, depois de alguns minutos em silêncio pensando, suspirou pesadamente e disse:

— Porque eu fui um idiota, Moony — disse com a voz falha, num lamento genuíno e sincero. — Eu estraguei tudo. Não tem mais volta.

As sobrancelhas de Moony se ergueram, e ele suspirou também, sentando-se ao lado do amigo que, envergonhado, evitava o seu olhar.

— Sabe, James... — Ele disse, correndo os olhos pelo quarto medieval com decoração avermelhada. — Nunca é tarde demais para mudar, para pedir desculpas. Você já perdeu cinco anos sendo um babaca, e agora te restam apenas dois antes que Severus esteja formado, assim como você, e se encaminhando para alguma profissão em que provavelmente vocês nunca mais vão se ver. — Voltou os olhos complacentes ao amigo. — Você, honestamente, quer mesmo perder mais tempo do que já perdeu?

Os olhos de James abaixaram-se como os de uma criança culpada, triste.

— Não quero, Moony, mas... — havia tantas notas de arrependimento em sua voz que doía em Remus escutar. — O que ele vai dizer? E se ele me atacar?

— Então você terá feito tudo o que pôde — ele disse, firme. — E não será mais o babaca dessa história. Se desculpar, arrepender-se, é atitude de homem, Prongs. É coisa de adulto, de gente madura. De alguém com coragem e bravura, como um Gryffindor.

Ele olhou para o amigo e seus lábios se uniram numa fina linha enquanto seus olhos ameaçavam lacrimejar.

— Sem choro — repreendeu Remy. — Vá atrás dele, depressa. O toque de recolher será dado em menos de uma hora.

E retirando a varinha do bolso junto com o mapa que carregava, Moony disse as palavras chaves e o pergaminho criou formas e escritas, localizando com exatidão o local onde Severus Snape se encontrava.

— Ele está na sala do coral, andando de um lado para o outro assim como você estava. — Informou, apontando no mapa e soerguendo novamente as sobrancelhas em surpresa. — Preciso admitir que vocês realmente tem muito em comum.

E sorriu para o amigo, que abaixou os olhos timidamente também sorrindo.

Era difícil imaginar James Potter, o grande apanhador – num duplo sentido –, o garoto mais galinha do colégio por quem todas as garotas se apaixonavam, ali, bobo como uma garota assustada por um Slytherin.

Ainda mais, aquele Slytherin.

Mas ainda assim, lá estava ele, e aquilo não o preocupava.

Porque confiava em Moony, e sabia que somente ele saberia daquilo.

Ele voltou novamente os olhos às laterais do dormitório, inspirou fundo retendo as pálpebras e...

— Estou pronto. — disse, agachando-se para apanhar no malão a sua famosa capa de invisibilidade.

Levantou-se, dando um abraço sentimental em Remus, e lhe sorriu de novo.

— Obrigado, cara — disse, sensível. — Não sei o que faria sem a sua ajuda, Moony.

Remus sorriu, simpático como sempre.

— Amigos são para essas coisas — falou com naturalidade, contente em poder ajudar. — Agora vá!

Ele assentiu, jogou a capa no corpo e saiu para o primeiro andar a procura daquele de quem gostava.

Enquanto caminhava pelos corredores, ele não podia evitar a aproximação de pensamentos que não lhe visitavam com muita frequência.

Sentiu algo que poucas vezes experimentara em sua vida, e que em nenhuma delas soubera identificar.

Sentiu o estômago revirar, a boca secar... Sentiu insegurança.

Logo ele, James Potter...

Era bonito, era um ótimo duelista, voava como ninguém e... Estava inseguro de si.

E se Severus não o correspondesse?

E se seu verdadeiro amor fosse realmente Lily, a quem James também começara a rodear na tentativa de conseguir um encontro por pura pirraça?

E se fosse rejeitado pelo menino de quem gostava?

Engoliu em seco, de frente para a porta, e a abriu, retirando a capa ao entrar e fechá-la.

Severus, que lia absorto sentado de costas um livro, virou-se para trás com um semblante crítico.

Aparentemente, havia resolvido parar de deambular de um lado para o outro para tentar se distrair.

O coração disparou mais forte com a chegada de Potter, e por um momento, ele pensou que talvez os deuses lhe tivessem ouvido e tivessem mandado ele ali para tentar resolver as desavenças, deixá-las para trás, mas jamais teria tanta sorte.

Nunca tivera tanta sorte na vida, na família, em suas amizades, em nada.

Então por que teria no amor?

Era ridículo se iludir daquela forma.

— Snape. — James disse, e a sobrancelha de Severus arquejou-se em desconfiança e contida admiração.

“Snape”? Desde quando Potter havia renunciado ao hábito de chamá-lo de Ranhoso?

— Potter. — Respondeu secamente, e resolveu ignorá-lo, tornando os olhos negros frios ao livreto de poções que folheava.

Prongs hesitou.

— Acho que precisamos conversar. — disse, sem rodeios.

Saiu sem que ele se desse conta, e seus olhos se arregalaram logo após verbalizar aquelas palavras.

De onde haviam vindo aqueles dois segundos de coragem insana, ele não sabia – provavelmente de seu coração legitimamente Gryffindor – mas estava feito.

Agora, não havia mais como voltar atrás.

Precisava falar, ali e naquele momento.

A hora havia chegado.

Snape hesitou um pouco em responder, pensando em qual seria a postura mais adequada.

Um “Não tenho nada para falar com você” ou um “vá se foder” lhe pareceu muito sensato.

Mas ainda assim, ele respirou fundo, bufou, e se virou em sua cadeira, desejando que aquilo acabasse logo.

Talvez James fosse lhe forçar a engolir algum produto da Zonko’s que o faria inchar como um balão ou ter a cara preenchida por vários furúnculos, ou talvez simplesmente fosse azará-lo ali, na quietude da noite.

Nada de novo sob a lua, nada com que ele já não estivesse acostumado, embora, ele pensou cauteloso por um instante, já fizesse tempo que James não lhe azarava ou fazia coisas do tipo para lhe provocar e insultar.

Ergueu as sobrancelhas e manteve as expressões críticas de sempre, condescendente.

— Estou escutando — disse sem emoção, embora houvesse um leve traço de ameaça em seu tom de voz.

Por um segundo, James se sentiu intimidado.

Mas não sairia dali sem uma resposta, fosse ela qual fosse.

Se aproximou, tomando coragem, e falou:

— Quero te pedir desculpas.

Severus piscou, estático, e inclinou levemente a cabeça para frente, pensando estar tendo algum tipo de alucinação auditiva.

— Perdão? — falou, sem entender.

— Isso... — concordou Potter, coçando a nuca e massageando a cabeça que comportava os fios rebeldes. — Por tudo. — Acrescentou, engolindo a seco.

Snape o olhou pasmo, sem saber o que responder.

Ele ficou ali, encarando Potter, que evitava o seu olhar, sem saber o que dizer.

Depois de alguns minutos, engolindo em seco, James ergueu os olhos amendoados e fixou-se no Slytherin.

— E então...? — disse, receoso.

Snape pareceu recobrar a fala.

— Isso é algum tipo de piada? — perguntou, crítico.

— Não — respondeu James com sinceridade. — Eu realmente sinto muito.

Ele piscou.

— Assim, do nada? — parecia pouco convencido.

James percebeu o quão idiota aquilo soava, mas assentiu corajosamente.

— Isso.

Ele o mediu de cima abaixo, avaliando-o criticamente, e por fim deu de ombros.

Fossem qual fossem as intenções de Potter, não importava. Não havia o que dizer, nem o que se fazer. O que estava feito, e estava feito, e como ele ainda não havia o torturado ainda até aquele ano, não achava prudente reacender velhos conflitos.

Por fim, ligou o foda-se.

— Que seja. — E virou-se de costas com indiferença, voltando a ler o livro.

James o encarou pelas costas, incrédulo, e se achegou, sentando-se na cadeira ao seu lado.

Ficou o fitando estarrecido, esperando que dissesse mais alguma coisa.

Era impossível que Snape fosse realmente tão frio.

Ele acabara de dizer-lhe algo digno de um choque!

Mas Snape ignorou a sua presença e continuou absorto na leitura de seu livro didático.

Depois de alguns minutos com James em silêncio ao seu lado, quase colado em si, ele virou-se, aborrecido, e bufou profundamente.

— Sim? — disse, intimidador, erguendo as sobrancelhas e crispando os lábios. — Será que posso lhe ajudar em mais alguma coisa, Potter?

James refreou o olhar, desacertado.

— Eu realmente sinto muito — falou, com um pouco mais de emoção, julgando que talvez assim o convencesse.

Mas Snape, até certo ponto, acreditava nele.

Ele só não sabia o que mais poderia dizer.

O que Potter esperava, afinal? Um beijinho no rosto e um sorriso contente? Uma estrelinha na testa por bom comportamento e um bolo em forma de arco-íris? Um abraço e então eles se tornariam melhores amigos ou coisa parecida?

Não era assim que as sereias cantavam.

— Certo, te desculpo, apesar de não entender as suas razões, conforme eu te disse. — Ele deu de ombros novamente. — Agora, por favor, pode me deixar sozinho? Você já me tirou tudo o que eu tinha, e se realmente se arrepende, acho que eu mereço um pouco da paz de espírito que você me negou durante esses longos cinco anos em que convivemos.

Ele ergueu os olhos para Snape muito arrependido, e suas pupilas se encontraram.

Havia, ele percebeu, algo de diferente naqueles olhos negros.

Havia emoção, havia credulidade... Havia algo que ele nunca antes havia notado por detrás de toda aquela frieza Slytherin.

— Você não entende, né? — disse, suspirando.

— Não entendo o que, Potter? — Ele estreitou os olhos, aborrecido.

Aquilo começava a lhe deixar impaciente.

Potter hesitou, recuando com o rosto, e sentindo a respiração diminuir, falhar.

— Eu gosto de você, Severus — falou, simplesmente.

Ele o analisou com um ceticismo ainda maior do que o de antes, pouco inclinado a acreditar naquele teatro.

— Você tem uma maneira estranha de demonstrar o que sente pelas pessoas que gosta — disse secamente, e voltou à sua leitura.

— Snape, largue esse livro idiota e olhe para mim! — E ele jogou o livro longe com um tapa.

O objeto saiu se arrastando pelo assoalho.

— Esse sim é o Potter que eu conheço — disse com frieza. — Agora, pode por favor me atacar logo e ir embora? O toque de recolher soará em poucos minutos, e eu não quero ficar em detenção por sua causa.

— Severus, me escute... — Ele pegou na mão do sonserino, que arregalou os olhos, espantando-se por um instante. — Eu gosto de você, eu te quero. E eu... — ele hesitou, mas lembrou-se do que Remus lhe havia dito e encheu-se novamente de coragem, inspirado: — Eu acho que você também gosta de mim.

Severus hesitou, perscrutando-o com o olhar.

Então era verdade.

Ele realmente se arrependia, e acreditava naquelas coisas que ele falava.

Mas por que naquele momento? Por que ali? Por que agora?, era o que Snape pensava.

— Não diga bobagens, Potter — retorquiu com frieza, embora a queda brusca da firmeza em sua voz o denunciasse na falta de certeza. — Você gosta de Lily, e ela gosta de você. Lembra-se? Não está apaixonado por mim, nem nunca esteve. Na verdade, acho que você só gosta mesmo é de você.

Ele novamente abaixou os olhos culpadamente por um instante, e falou num murmúrio:

— Mas eu posso mudar, se você me der uma chance.

— Uma chance de quê, Potter? — perguntou com impaciência. — De magoar os sentimentos da melhor amiga e se tornar um idiota maior ainda? De me humilhar mais uma vez na frente da escola e de todos os seus amigos?

Ele ergueu os olhos para Severus, sentindo os dutos lacrimais estremecerem, mas não chorou. Nunca chorava.

— Não, seu bobo. De provar que posso ser melhor. Melhor pra você. Melhor por você.

Snape franziu o cenho, e afastou-se um pouco sem abandonar o assento.

Ele parecia tão frágil, ali, tão sincero, tão sensível...

Ele não parecia James Potter.

Não o James Potter que Snape conhecia, e definitivamente não o James Potter que a escola toda acreditava ser real.

No final de tudo, o garoto bonito com cara de pegador e de idiota tinha realmente um coração.

Um coração que, quem diria?, pulsava mais forte por ele.

Hesitou, incerto, mas definitivamente impactado.

— Olha, James... — Havia sido difícil chamá-lo pelo primeiro nome. — Acho que você pode estar confuso, ou sei lá... Mas isso tudo é muito absurdo. Você não está apaixonado por mim.

Ele pensou, suspirou, e deixou novamente que o coração falasse, com a voz baixa:

— Tem razão, não estou apaixonado por você.

Snape continuou olhando-o, suspeitando que talvez ele estivesse tão confuso quanto ele próprio.

Entretanto, assim que James disse aquelas palavras, ele apertou a sua mão, mais forte, acariciando-o.

E depois de alguns segundos de profundo silêncio, ele disse, completando:

— ... porque eu te amo.

E ergueu o rosto mais uma vez, olhando nos olhos do Slytherin para dizer-lhe aquelas palavras.

Sua respiração falhou, seu equilíbrio se esvaiu. Se não estivesse sentado, teria caído.

E então, despindo-se de toda a sua camada de proteção moldada em frialdade, ele fechou os olhos sob a luz do luar que invadia a janela monumental de vitrais vitorianos de Hogwarts.

Deixou que a Mãe Lua lhe iluminasse, sabendo o que viria depois.

E então, os lábios de James encontraram os seus, e a mão dele segurou a sua mais firme, mas ainda assim com delicadeza, carinho.

No encontro de suas bocas, eles sentiram algo diferente.

Sentiram os corpos arrepiarem, e suas almas tremelicaram, também.

Fosse pelo brilho da lua cheia, que, Severus sabia, os antigos acreditavam firmemente ter poder sobre o amor, fosse pela forma com que James era carinhoso ao tocar-lhe, com sua outra mão descendo-lhe pelo peito enquanto o beijo se desenrolava, lento e delicado, ele teve a impressão de que compreendera o que é que James queria dizer.

Atrações físicas, como a que ambos haviam experimentado por Lily – eles realmente possuíam muito em comum – podiam até ser comuns.

Mas uma conexão psíquica, mental, como uma espécie de amor à primeira vista negado pelo ódio e mascarado por intrigas... Aquilo era raro.

Aquilo era único.

E juntos, eles souberam que nada mais ali importava.

Quando os sentimentos que nutriam um pelo outro haviam atingido aquele estágio de contradição?

Notas finais
E entonces?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!