Sinners...

16 Chapter Fourteen - Paradise...


Sinners...
(Pecadores...)

As indicações da chegada do fim do mundo parece ser mais frequente cada vez que chegavam em alguma cidade. Finalmente haviam chego no Bronx, estavam cada vez mais perto do destino almejado. Os sinais da maldição estão por toda a parte. Enquanto o grupo atravessa metade de uma cidade por ora morta, é evidente que o fim do mundo é um evento permanente e inquestionável. O vento frio sopra e traz com força o cheiro de putrefação, fazendo com que Penny dê leve tossidas enquanto ergue a mão e tapa o nariz. O silencio é incomodo, nenhum dos bichos estavam por perto, não vê-los era o pior.

__Não podemos continuar a atravessar a cidade a pé... – Carol murmura enquanto se abaixa levemente para erguer Penny em seu colo, escondendo o pequeno rostinho da menina em ombro, para que o cheiro de podridão não a afetasse tanto. __É questão de tempo, até alguém ser pego.

__Carol tem razão... – Dale murmura olhando em todas as direções ao mesmo tempo, procurando por qualquer coisa naquela cidade fantasma.

__Vamos nos separar e procurar um carro, de dois em dois. Fiquem por perto... – Brian diz fazendo gestos com as mãos. Philip estendeu os braços para trazer Penny para seus braços e começar a seguir seu irmão; Dale e T dog seguiram juntos para o outro lado. Carol encarou Daryl por alguns segundos.

__Vamos terminar com isso... – O caipira resmungou levantando a Crossbow e ajeitando uma das flechas para o disparo. Uma garoa fina caía, e o silencio parecia ficar cada vez mais perturbador.

__Vamos olhar as garagens? – Carol indicou a primeira casa e Daryl caminhou em direção ao pequeno portão. Lixo se acumulava na entrada, mas nenhum indicio de errante estava a vista. Carol estava pensando em algumas possibilidades que haviam assolado aquela cidade; ou seus moradores fugiram para tentar a sorte na estrada antes de se transformarem, ou os mortos-vivos se cansaram do Bronx e partiram em outra direção. Logo a fina garoa, se transformou em uma tempestade. O céu negro poderia ser confundido com a noite se aproximando, porém não passava das duas da tarde.

Engolindo em seco, ambos adentraram à casa, passando pelo vestíbulo ornamentado, a madeira rangia debaixo de seus pés, enquanto calmamente a dupla adentrava a casa, os relâmpagos que brilhavam no céu, adentravam pelas janelas quebrada e clareavam o cômodo escuro. Com um assobio baixo, Daryl tentou chamar a atenção de qualquer errante que estivesse ali, mas os gemidos inconfundíveis de morto-vivo não foram escutados, apenas o silencio e negrume era o que lhe respondia.

Três quartos e dois banheiros no segundo andar, uma sala grande, uma biblioteca e uma cozinha no primeiro. E conforme vasculhavam cada recinto, nenhum sinal nem morto e nem de vivo. Uma das portas levava até a garagem vazia. Os carros pareciam ter sido varridos da cidade, até mesmo nas ruas, somente algumas carcaças queimadas a muito permaneciam no lugar. O Bronx era um bairro com muitos habitantes antes, era perturbador que todas aquelas pessoas haviam sumido.

__Vamos continuar, temos mais algumas casas que podemos olhar. – Daryl diz baixo, ainda com a crossbow erguida, ele jamais baixava a guarda.

(...)

O grupo se reuniu no ponto que haviam se separado, Carol espalhou pelo chão seu achado, algumas pilhas, uma faca de caça, um maço com alguns cigarros de filtro vermelho e um vinho branco francês lacrado, os outros colocaram seus achados no chão, nada de muito útil, tirando o pequeno kit de primeiros socorros encontrado por T-dog. Nenhum sinal de carro em quilômetros, todas as casas tinham as despensas vazias, era um bairro fantasma, tudo vazio.

Algumas placas traziam o nome do centro dos refugiados e indicavam qual caminho seguir. O grupo recolheu tudo que podia, enquanto a chuva torrencial caía sobre eles, e seguiram seus caminhos. Um bairro inteiro em silêncio, nem mesmo um sinal de algum dos bichos. Como era possível? Continuaram a caminhada, deixando pra trás todos os escombros de um antigo bairro periférico. Todas as paredes traziam pichações antigas e novas, a chuva continuava a cair impiedosa, eles seguiram, quilômetro a quilômetro.

__Não me lembro de ter um túnel no Bronx... – Dale murmurou vendo as grandes pilastras que sustentavam um enorme arco de concreto e ferro. Um enorme muro de escombros e ferro retorcido impedia a passagem. __Derrubaram prédios e construíram uma enorme parede, com um buraco no meio. – Dale sussurra olhando toda a estrutura.

__É muito inteligente... – Brian murmurou. __Uma única entrada e uma única saída. Qualquer bicho que queira entrar no centro de refugiados, passaria por esse túnel. É mais fácil acabar com eles se sabermos de onde eles vêm. E lá em cima dos escombros são telas de eletricidade?

__Uma saída... Pessoas se transformando lá dentro, uma confusão e todos morrem. – Philip murmura pessimista. __Vamos atravessar logo essa droga de túnel. – Philip grunhiu pegando sua lanterna e ligando, apontando para a entrada.

__Nada é fácil nessa droga de mundo... – Carol murmurou dando a mão para Penny começando a caminhar.

Conforme penetravam a escuridão, a chuva foi deixada para trás, logo no inicio havia um enorme buraco com estacas de madeira e ferro retorcido ao fundo, e uma pequena lamparina iluminava o local do buraco.

__Armadilha pra bichos... – Daryl murmurou apontando a lanterna para encontrar as estacas apenas sujas com sangue seco.

__Alguém retira os corpos? – T-dog indagou, e o caipira apenas deu de ombros. Desviaram pelos cantos, e seguiram o caminho.

Havia um número sem fim de lixo espalhado pelo túnel, papeis por todo lado, objetos e até mesmo brinquedos. Um carrinho de bebê estava jogado num canto, mofando ao relento.

__Tô começando a ter esperança novamente. – Dale murmurou enquanto caminhavam pela densa escuridão. Acelerando as passadas, todos seguiram para a claridade que se sobrepunha ao fim do túnel. Era apenas alguns metros de um lado a outro. Quando enfim a atravessaram, a claridade os cegou momentaneamente.

__Oh meu Deus... – Carol murmurou. À distância duas torres se sobrepunham sobre um enorme portão. Nas torres haviam homens fardados em trajes militares, e traziam cada um, uma M24 com mira a longa distância. Carol engoliu em seco quando os homens gritaram para pararem. Com as mãos erguidas em rendição, Carol viu com espanto o portão abrir-se e uma dezena de homens com armas em punho se aproximarem e rodeá-los.

__Quem são vocês? Alguém infectado? – Um dos homens gritou.

__Não! – Philip é o primeiro a responder. __Eu sou Philip e esse é o meu grupo. Ficamos sabendo que aqui é um centro de refugiados. Atravessamos meia cidade pra chegarmos até aqui...

__Precisamos fazer uma verificação, okay? – Um dos homens os comunicou. __Venham até o portão, fora dos muros de “Alexandria” ainda é perigoso.

__Eles têm uma mulher... – Carol ouviu um dos militares murmurar. O grupo foi escoltado pelos militares até atravessarem o portão, para perto de uma mesa de aço.

__Nada de armas. – O homem diz baixo enquanto aponta para a mesa, e Carol vislumbra quando Daryl murmura algo baixo e retira a Crossbow colocando em cima da mesa. __Essa é a cidade de Alexandria... – O homem aponta para o restante do bairro do Bronx, era uma pequena cidade no paraíso. Casas coloridas erguiam-se proeminente, protegidas com cercas de ferro repletas de pequenas estacas e arame farpado. __Eu sou Negan, chefe de defesa de Alexandria, Bem vindos ao Paraíso...

Notas finais
Negan chefe de segurança, Philip e Brian ainda vivo, imagina essas três personalidades incrivelmente fodásticas, juntaaaas! EBA! No próximo teremos o tão esperado encontro de Carol e Sophia, e também teremos a persona no grata de Ed .
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.