Single Pure Love
3 III- Basta!
Notas iniciais
Pov. Rose
Cheguei em casa e praticamente derrubei a porta de tão afobada que eu me encontrava, á alguns minutos eu tinha recebido um telefonema de minha irmã mais nova Bella, dizendo que Phil, nosso padrasto, tinha batido nela e na Izy e agora o mesmo estava trancado no quarto com minhas irmã caçula e sua gêmea, Bella, minha branquela estava desesperada.
– BELLA.– Gritei e logo a mesma apareceu nas escadas com o rosto banhado em lágrimas, com um corte no lábio e com roxos e marcas de mão no rosto, braços e pernas, logo em seguida escutei um grito vindo do andar de cima e logo Nessie passou pela porta de olhos arregalados.
– Que merda está acontecendo aqui?
– O que você acha que está acontecendo Nessie? Aquele demônio esta acabando com as nossas vidas... – Exclamei desesperada.
– Vou matar aquele desgraçado e vai ser agora.
Ela subiu as escadas possessa e eu fui logo atrás... Não demorou muito e logo conseguimos... er... hun ... arrombar a porta... Bem na verdade gritamos tanto para Izy se concentrar que a mesma praticamente explodiu a porta... Entramos correndo e logo Bells expandiu seu escudo para a Izy, sabia que isso as faria ficar mal depois, mas no momento isso era essencial.
– Nessie o coloque no escuro.– Falei e a mesma assentiu.
– Raaaaaaaaaaaaaaaahh suas vadias desgraçadas... Eu vou matar cada uma de vocês... vou fode-las e depois comer cada parte de seus corpos literalmente.... Argggghhhhh parem com isso... Vadias desgraçadas... parem com isso...– Gritava.
– Rose... eu não sei o que está acontecendo... E-Ele está muito forte ele....– Vi os olhos de Phil se tornarem completamente negros, apenas a iris vermelha... O que ele era?
Corri e fiquei de frente para ele, olhei no fundo daquelas orbes demoníacas e falei em alto e bom som...
– Você vai parar o que está fazendo, vai sair desta casa e só voltará daqui á umas semanas, vai viajar para outro estado e ficar trancado em um quarto de hotel vagabundo, dirá a Renee que vai fazer uma viajem de negócios, e quando voltar...– Minha voz falhou e senti uma forte vertigem... ele estava lutando contra a minha hipnose.– Quando voltar você vai...– Senti novamente a vertigem e me senti balançar, mas logo mãos me seguraram.
– Calma Rose, não precisa de mais.– Sussurrou Nessie apenas para mim ouvir.
– Você vai fazer o que te mandei e vai sair daqui agora.
Ele se levantou foi em direção ao seu quarto pegou apenas uma muda de roupas e saiu apressado pela porta com o olhar vazio... Seus olhos tinham voltado a cor estranha normal. Me virei para ver Izy e estanquei no lugar, minhas mãos foram até minha boca automaticamente, ela estava apenas de calcinha o que me deixava um pouquinho mais aliviada, mas ainda assim... ela estava com muitos hematomas... seu rosto mostrava caminhos intermináveis de lágrimas algumas já secas, seus olhos estavam arregalados e visivelmente assustados, estava com os seios a mostra eles estavam muito vermelhos e no direito continha um corte feito com faca abaixo do busto, suas costelas estavam aparentemente quebradas, pelo menos uma já que tinha uma grande mancha roxa na mesma e parecia meio afundada.
– Temos que leva-la a um hospital.– Sussurrou Bella ao meu lado sem conter as lágrimas.
– Vocês duas tem que ir para um hospital.
– M-Mas como vamos remove-la?– Questionou Nessie já chorando.
– E-Eu consigo a-andar.– Disse Izy fracamente.
– Nem pense nisso. Você pode ter quebrado uma costela ou algo do tipo... Vamos... Vamos ligar pro tio Garrett, isso, ele é médico podemos pedir para tia Kate vir aqui também e nos ajudar na mudança.– Falei rápido já pegando o telefone.
– Que mudança?– Perguntou Nessie com o cenho franzido.
– Viver com nosso 'querido' pai com toda a certeza será melhor do que viver neste inferno... Por isso liguei hoje cedo para ele, e como o mesmo disse 'tanto faz' nós irmos ou não para lé, mas que só tinha dois quartos disponíveis como quando éramos menor, e nós vamos pra lá assim que a Izy e a Bells estiverem completamente boa.– Respondi olhando diretamente para ela que apenas assentiu.
– Vou trazer uma compressa de água, gelo e alguns analgésicos para ajudar até tio Garrett e tia Kate chegarem.– Assenti e logo ela saiu, Bella estava deitada ao lado de Izy, ambas de olhos fechados mas com as lágrimas ainda rolando pelos seus olhos.
Garrett é irmão mais novo do meu 'pai', Charlie sempre o destratou e praticamente o tirou da família por ter se casado com uma garçonete, a tia Kate, eles sabiam o que aconteciam conosco e já tentaram várias vezes pegar a nossa guarda provisória, mas parecia que sempre algo dava errado, o juiz não permitia e negava e assim continuávamos com Renee e Phil, porém como não visitávamos Charlie, que perante a lei é nosso pai, a muito tempo poderíamos passar cerca de dois anos com ele o que já era o suficiente para eu ser quase que de maior e conseguir a guarda das minhas irmãs... por isso eu estudava e trabalhava por meio período pois assim eu teria minha própria conta no banco, um emprego e possivelmente conseguiria comprar um apartamento para dividirmos, não precisava de luxo nem nada disso, bastava apenas estarmos juntas.
Tio Garrett não demorou muito para chegar e tia Kate veio junto com a pequena Diamond de 3 anos, filha de ambos, enquanto arrumávamos as malas tio Garrett examinava minhas irmãs... Izy tinha apenas levado uma pancada muito forte na costela, mas felizmente não tinha quebrado como eu pensei, apenas trincado-a... em dois dias ela já poderia viajar, mas assim que chegássemos em Forks precisaríamos levar ambas ao hospital para ver se não tinha nenhuma lesão interna que pudesse agravar alguma situação no futuro.
– Rose? Podemos conversar um pouco com você?
– Claro.– Afirmei e fomos para a sala, Diamond ficou brincando com Nessie, já que Bella e Izy estavam descansando.
– O que aconteceu?– Eles se entreolharam preocupados.
– Rose, querida, se importaria de cuidar da Di por alguns meses?– Perguntou.
– Por que, espera... leva-la para Forks comigo e as meninas?
– Sim querida... Sei que Charlie nem irá ligar desde que vocês não interfiram em nada que seja dele ou em seu caminho...
– Claro que não me importo, adoramos ficar com a pequena. Mas... por que?
– Eu descobri que tenho leucemia em estado terminal... não tenho mais cura querida...– Começou tia Kate e arregalei os olhos.– O médico me deu apenas mais um mês de vida no máximo e não quero que minha pequena me veja definhar aos poucos.– Ela soluçou eu a abracei apertado, o quanto mais o mundo poderia ser injusto?
– Eu vou com ela, não sabemos ao certo quanto tempo ela ficará entre nós e ela querer no lugar em que nasceu, entende? Vamos para a Austrália e os pais dela já estão nos esperando lá... iremos no mesmo dia que vocês forem para Forks e a Di vai com vocês... Quando eu voltar eu continuaria cuidando dela...
– Você não iria participar do médico sem fronteiras na África tio?– Perguntei com um fio de voz.
– Sim, mas...
– Se quiser podemos continuar cuidando dela, você conversaria com ela todos os dias pelo computador, assim pelo menos você não ficaria triste perto dela...
– Seriam dois anos...
– O tempo que iremos ficar com Charlie antes deu conseguir ter a guarda das minhas irmãs...– Falei sorrindo.
– Você? Você...– Ele já estava chorando e apenas os abracei.
– Sim, cuidarei da pequena com a minha vida... Não se preocupe... Não precisam se preocupar...
– Só teria um probleminha...– Continuou e franzi a testa em confusão.– Ninguém de Forks sabe que Charlie tem um irmão e ele não aceitará dizer que ela é sua sobrinha e prima de vocês...
– Digo a eles que é minha filha.– Disse rapidamente, não teria problemas, nós temos os mesmo cabelos e realmente parece que somos da mesma família... Kate sofreu um acidente quanto mais nova e teve que retirar o útero, então a dois anos eles adotaram-na, mas a pequena tinha um deficiência, ela não conseguia falar pois quando bebe a fizeram engolir soda caustica, a unica consequência foi a perda total de suas cordas vocais.
– Mas querida...
– Eu não me importo com o que eles vão dizer, nos parecemos eles não irão questionar nada, além do que ela é muito próxima de mim e de minhas irmãs... não vejo problemas em falar que ela é minha filha.
– Mas dizer que você engravidou com 14 ou 15 anos numa cidade pequena e conservadora? Não acho certo...
– Eu não me importo com isso e se Charlie quiser eu invento outra história desde que possamos ficar com ela... Não terá problemas nenhum, não se preocupem mais com isso.
– E quanto na escolinha ou creche que você coloca-la, irão pedir seus documentos e vão descobrir que você não é a mãe dela... esse povo é muito fofoqueiro querida... principalmente daquela cidade.
– Esse negócio de burocracia já não é comigo, não entendo muito bem mas creio que no mínimo uma guarda provisória seria necessário e...
– Rose você me faz outro favor?– Interrompeu-me Kate com os olhos brilhantes, não apenas pelo choro.
– Claro que sim, se estiver no meu alcance pode contar comigo...
– Adote Diamond, a adote como sua filha...
– C-Como?
– Isso mesmo, vamos até o cartório e eu explico toda a minha situação para o juiz a guarda dela e na certidão de nascimento dela constará como você sendo a mãe...
– M-mas e o pai?
– Eu também renunciaria sua paternidade e assim quando você se casar se seu marido aceitasse poderia assumi-la como sua... Lógico se você quiser e aceitar...
Eu estava em choque, Tio Garrett estava abrindo mão de tudo sobre sua filha para que a mesma não sofresse e estava confiando plenamente em mim para garantir a felicidade dela... Para que ela não sofresse e nem o visse sofrer, ele que sofreria mais do que todos estava apenas tentando fazer os outros felizes...
– Tudo bem eu aceito... Vamos amanhã mesmo no cartório resolver tudo isso e se for necessário vamos na justiça também, mas a partir de amanhã a Di vai passar a ser legalmente minha filha e vocês vão poder viajar e descansar...– Olhei para tia Kate.– Em paz...
Mais tarde eles foram embora, Renee só chegou em casa de madrugada e completamente bêbada e cheirando a sexo e a maconha, isso estava ficando mais comum do que eu esperava, lhe falei que iríamos morar com Charlie e a mesma riu e nisso nos desejou uma boa viajem e dormiu no sofá da sala mesmo.
No dia seguinte fui juntamente do tio Garrett e da Tia Kate no cartório, e como era esperado nos mandaram prum juiz especializado de causas de menores e essas coisas... Depois de explicar toda a situação, omitindo alguns detalhes foi permitida a troca na certidão de nascimento da Di, agora eu era oficialmente sua mãe e a mesma não tinha pai na certidão... Voltamos pra casa e a pequena estava no sofá brincando com a Nessie e a Bella, Garrett e Kate conversaram com a pequena enquanto eu contava tudo para minhas irmãs, Di chorou mas entendeu e disse que ficava feliz em ficar comigo e com minhas irmãs... Nossa família estava aumentando... eu sentia que em Forks muitas coisas iriam mudar... espero que para melhor...
*** 3 semanas depois.
Pov. Emmett
– Que demora... – Reclamei pela quarta vez em menos de um minuto.
– Cala a merda dessa boca Emmett.– Ralhou a baixinha comigo.
– Mas está demorando muito Alice.
– Não me interessa, só cale essa maldita boca agora.– Falou e eu bufei.
– Vocês parecem duas crianças.– Reclamou meu cunhado, Jasper.
– Fica quieto você também se não quiser que eu fique de greve um mês.– Eu realmente não precisava saber se minha irmã iria ou não ficar de greve de sexo com o marido, era algo desnecessário demais.
– Aff será que dá para me responderem o motivo pelo qual ainda estamos nesta cidade?– Eu detestava Forks, uma cidadezinha sem nada de bom com um bando de pessoas fofoqueiras.
– Emmett já te explicamos centenas de vezes isso, nosso pai está fazendo uma nova aliança e isso demora tempo...
– Mas já estamos a um ano aqui não acho que seja necessário mais um... Não entendo porque essa aliança não é logo fortalecida de uma vez...
– E pelo que eu vejo vamos ficar mais... E os lobos desta área são difíceis de querem conversar em um ano só tiveram cinco reuniões e ainda nem conseguímos falar com o conselho deles, mas pelo menos isso acontecerá daqui a um mês quando o alfa dos lobos retornar de uma missão no Brasil.
– Aff's.– Reclamei.
– Pare de reclamar Emmett.
– Tá bom tampinha, vou parar...– Falei vencido.
Não demorou muito mais e já havíamos chegado em casa, a cidade estava pior do que quando chegamos a um ano atrás... O motivo? A volta das filhas do Charlie Swan, ao que pareciam as meninas eram muito queridas por todos... Era só o que faltava agora, mais garotas tipo Jéssica Stanley ou Lauren Mallory nesta cidade, seria muito mais insuportável, como se já não bastasse ter que aguentar a fofoqueira da Jéssica e a vadia da Lauren... Seria demais pra mim... principalmente por eu não poder acabar com elas de maneira rápida, arrancando-lhes a cabeça, já que sangue de cobra deve vir com veneno, o delas também...
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