Singelas Ameaças

20 Três corações partidos e um sequestro


Notas iniciais
Mais um capítulo e, sinceramente, quero agradecer a todos que estão acompanhando! Espero que vocês estejam vivendo uma experiência incrível lendo o que eu estou amando escrever pois, para mim, é incrível ter vocês comentando e me incentivando com cada comentário. Obrigada de coração e espero que gostem! Boa leitura ♥ P.S.: O desespero deixa as pessoas cegas. Não culpem Lauren.

Point of View – Camila

— Porquê eu disse não! — Estava discutindo com Sofia a mais de 15 minutos, tentando fazê-la entender que ela não iria ajudar no Clube. Ally havia dito que precisava de ajuda para Normani, que estava conosco em casa, ajudando Dinah a fazer uma suposta torta doce mas assim que Sofi ouviu que precisava de ajuda, quis entrar para a coreografia. Isso não aconteceria, não mesmo.

— Isso não é justo! Você disse que não ia mandar! — Quando começamos a morar sozinhas com Dinah, eu havia prometido que nunca iria mandar em Sofi, assim como Dinah não tinha esse direito. Éramos irmãs, não mãe e filha mas aquela ideia era absurda.

— Sofi, sua irmã não está mandando. Ela quer dizer que é perigoso, por isso estávamos com o clube fechado. — Lauren. Parece que toda a rebeldia que Sofi tinha comigo, na hora de fazer o que quisesse, perdia completamente com a voz mansa que Lauren fazia.

— E também porque você não tem nem 15 anos, Sofia. Tá ficando louca ir nesse tipo de lugar? — Sofi bufou, passando por Lauren e subindo correndo as escadas. — Dinah, depois você...

— Que tipo de lugar, babe? — Mesmo com a voz calma e a pose relaxada, vi na imensidão verde um pouco de mágoa.

— Não foi isso que eu quis dizer, Laur. É que... ela é só uma menina ainda. Não posso deixá-la frequentar esse tipo de lugar, adulto. Entende? — Ally saiu da cozinha, provavelmente fingindo atender o celular e o casal virou, nos dando as costas, terminando de montar a tal torta.

— Ah, sim. Pensei que era pelo tipo de dança. — Sorriu, ironicamente. Nunca tinha visto Lauren agindo dessa forma e por um motivo tão bobo assim pois eu não quis dizer aquilo que ela entendeu.

— Não, Lolo. Eu conheci você no clube, lembra?! Se fosse pra julgar esse tipo de dança, eu não teria nem te dado chance. — Meu riso morreu quando vi que as sobrancelhas bem desenhadas de Lauren franziram. Ela estava dificultando tudo.

— Então você me deu a chance por pena? — Arregalei os olhos, tentando raciocinar com a pergunta feita agressivamente. Balancei a cabeça negativamente, tentando pegar em sua mão que ela retirou com violência de perto da minha.

— Lauren, você... Tá entendo tudo errado, babe. — Lauren bufou, bagunçando o cabelo e pegando a jaqueta que havia deixado na cadeira da cozinha.

— Vou dar uma volta, falou?! — Meu coração parecia querer sair pela boca e mesmo com todo o desespero dentro de mim, corroendo meus músculos, não consegui dar um passo para a porta, na qual Lauren havia acabado de bater, saindo de casa apenas com seu celular.

— Mas que merda deu nela? — Dinah parecia mais confusa que, mesmo segurando a forma com a torta pronta para ser posta no forno. Balancei a cabeça, deixando meu peso cair contra a cadeira, sentindo a mão de Normani em meu ombro, enquanto abaixava a cabeça, tentando raciocinar.

— Ela deve estar se sentindo muito pressionada com a ameaça indireta, Mila. Relaxa, vou atrás dela com a Ally. — Dando um selinho rápido em DJ, pegou a blusa larga que trouxera pelo frio fora de casa e pegou as chaves penduradas perto da geladeira, sendo seguida por Allyson.

— Camila, não chora. — Não havia começado a chorar desesperadamente porém, apenas de saber que Lauren ficara magoada por minhas palavras, mesmo inocentes, não podia refrear as lágrimas que teimavam em cair, molhando minhas bochechas. Dinah já desligara o forno, desistindo de colocar a torta naquele instante, deixando-a em cima da bancada da cozinha, na qual Joker já tentava cheirar.

— Dinah, estávamos bem! O que deu nela? Droga, se ela se sente pressionada, imagina eu?! Merda. — A loira sentou-se na cadeira ao meu lado, suspirando pesadamente, acariciando minhas costas.

— O que houve? — Suspirei, ouvindo a voz de Sofia, que descia as escadas lentamente. Sem olhar em seus olhos, levantei da cadeira e fui procurar meu celular perto do sofá, onde tinha deixado a última vez, ainda ouvindo a voz fina de Sofia conversando com Dinah.

"Acho que estamos indo rápido demais. Não devia ter te metido nisso."

A mensagem de Lauren havia quebrado meu coração. Não vendo outra coisa a se fazer, sentei no sofá, começando a chorar alto. Como aquilo foi acontecer? Uma hora, estávamos bem e felizes, firmes para aguentar qualquer coisa juntas e no segundo seguinte, ela se vai. Parecia um pesadelo!

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Point of View – Allyson

— Mas a Camila deve estar chorando horrores com isso, Lauren! — Conseguimos encontrar Lauren não muito distante, no mesmo quarteirão. Não estava com a feição raivosa ou brava, parecia imensamente triste e quando entrou no carro, descobrimos ser o seu próprio plano.

— Mani tá certa, Lauren. Nem aqui nem na China é um bom plano ficar longe da Camila numa situação dessas. Poderia colocar todas elas em um risco ainda maior! — Mani e eu tentávamos colocar alguma lucidez naquela cabeça oca de Lauren, que tomou partida de um plano para deixar todas seguras, sem contato com "agressor" nenhum. O plano? Simples. Terminar propositalmente com Camila, deixando-a com raiva e fazendo todas elas odiarem suas atitudes, deixando Lauren sozinha para o que quer que fosse acontecer mas mesmo sendo parte do seu plano, o máximo que iria acontecer era deixar todas preocupadas, pois não tem como odiar a Lauren. — Somos mais fortes juntas, Laur. Você sabe, somos uma família!

— Eu sei, mas eu preciso fazer isso! Eles vão tentar de tudo pra me atingir e vão começar por elas. Vocês viram como foi fácil fazer Camila ficar desesperada! — Lauren chorava e sua fala era embriagada. Era a primeira vez que via Lauren tão vulnerável e parei de dar voltas no quarteirão, estacionando o carro para poder olhar em seus olhos.

— Laur, eu sei que é difícil. Ficará ainda mais! Mas precisamos ficar juntas, para com essa ideia cinematográfica que você tem de terminar o relacionamento para salvar a pele dela! — Lauren abraçou Normani, no banco de trás, que me encarou com raiva por falar tão bruta com uma pessoa tão frágil. Nunca falei assim com nenhuma das meninas mas agora era necessário porque a ideia era louca!

— O que a Ally tá tentando dizer, Laur, é que... Poxa, isso aqui é nossa vida. Você sabe o quanto já foi difícil mas a Camila chegou pra colocar cor nos seus dias, te salvar! Ela vai te salvar, Lauren! Não o contrário, bebê chorão. — Rindo, Mani deu um tapa leve na cabeça de Lauren, bagunçando os fios escuros.

— Droga, eu não sei o que tô fazendo. Só quero que isso acabe logo! — Virei novamente para frente, deixando as meninas interagindo no banco de trás e dei partida, pronta para dar a volta no quarteirão e levá-las novamente para a casa de Camila. Apenas de pensar em como pode ser desesperador para ambas, partia meu coração.

— Ok, vou te levar pra casa. Te vira com a Mila. — Rindo, apertou levemente meu ombro, sorrindo para o retrovisor, no qual pisquei pra Lauren, vendo as mãos de Mani mexendo nos fios escuros de Lauren.

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Point of View – Lauren

Eu não estava preparada para encarar Camila depois do que fiz. Deixei meu amor preocupada e triste, desnecessariamente! Tudo porquê, naquela manhã, quando acordei com ela ressonando baixinho, encolhida em cima de mim, abraçando minha cintura de lado, fazendo-me pensar no quanto doeria perdê-la. Achei melhor deixá-la livre do que nunca mais vê-la...

O medo nos faz errar. O medo tirou toda minha preparação da vida.

— Camz? — Deixando Normani abrir a porta e ir na frente, chamei Camila que estava conversando com um policial, arrepiando todos meus pelos com apenas um olhar. Aquele olhar triste, desesperado. Ela precisava de mim e eu nem reparei na viatura parada em frente a casa quando entrei na mesma, pois tudo o que tinha em mente era me explicar para Camila.

— Lauren! — Quando me viu, saiu de perto do oficial e veio correndo para meus braços, que já estavam abertos para recebê-la. — Lauren, a Sofi... Merda, Lauren!

— Ai, Camila! Ai! O que houve? — Sentindo as pancadas que ela dava perto da minha costela e no meu abdome, perguntei olhando para Dinah que chorava baixinho, agora sendo amparada por Normani. Consegui uma brecha nos golpes rápidos que Camila me dava, abraçando seu corpo que ainda tremia, chorando.

— A Sofia. Saiu sem falar com ninguém, provavelmente pra te procurar e... — Respirando fundo, apertando a coxa de Normani, que acariciava seu cabelo loiro, olhou para o policial moreno, que estava em pé com um bloco de anotações. — Eu vi um carro preto, acho que era... Um Sandero preto. Ela tentou gritar, mas vi dois braços calando a boca dela. Eu corri atrás mas eles viraram na esquina da quinta avenida e já era. Eu não consigo lembra o primeiro número da placa, mas o resto era 45 BEB.

— Eu só faço merda, mesmo. — Senti um aperto maior em minha cintura e olhei para baixo, apenas para rodear meus braços nas costas magras de Camila. Ela chorava alto e meu coração se partira em vários pedaços com a cena, sentindo minha camiseta molhar com suas lágrimas quentes. — Desculpe, babe. Eu... Eu só tava tentando te proteger mas realmente, não foi uma boa ideia.

— Eu fico... Fico protegida aqui! — Falou aos prantos, com a voz embargada de choro e abafada por não levantar a cabeça, apenas apertando mais minha cintura.

— Nós iremos verificar a placa do carro. Estão sendo perseguidas, Senhoritas? Ameaças? — O policial me encarava de forma gentil, fazendo-me suspirar, concordando com a cabeça. — Quer me contar o que houve, Senhorita...?

— Jauregui. Lauren Jauregui.

Depois de explicar toda a situação atual para o policial, que se apresentou como Callum, sentimos confiança quando ele disse que conhecia Normani. Ela, surpresa, perguntou como a conhecia pois ele ainda era consideravelmente novo, no qual o mesmo riu e disse "Derick", saindo um pouco da sala para telefonar de um telefone mais antigo.

— Como ele me conhece? Nunca vi na vida! — Estávamos todas surpresas e pouco assustadas pois mesmo sendo um policial, poderia ser corrupto e estar ali apenas para pegar mais uma de nós, o que me fazia odiar quem quer que fosse que tenha pego Sofia, tão indefesa.

— Seu pai, querida. Ele está a caminho. — Observei a mão de Dinah apertar ainda mais a coxa de Mani, na qual apenas exclamou, levantando-se. Sua expressão era pura curiosidade e até ansiedade, no qual pude compreender: Seu pai provavelmente pegaria esse caso. — Ele foi meu líder no batalhão de 2003. Um grande homem! Vai ficar feliz de participar disso tudo de novo.

— De novo? Como assim? — Sentei no sofá branco, de frente para Dinah. Camila sentou em minha perna, não separando seu rosto do meu pescoço. Se ela estava frágil antes, agora, com a irmã correndo perigo diretamente, estava acabada.

— O caso Jauregui, quando sua mãe conseguiu fugir para Suécia. — Meus olhos nem piscavam, e quando ele começou a explicar como o senhor Hamilton participou de toda a operação de anos atrás, quando minha mãe tinha largado meu pai com 4 crianças para trás, comecei a juntar todos os pontos.

Agora tudo fazia sentido!

Tudo aquilo estava acontecendo por eu ser filha de Andrea Jauregui e apenas isso. Minha mãe provavelmente se envolveu com algum mafioso que queria se vingar dela, me atingindo. Aquela vagabunda!

— Então vocês estão atrás da minha mãe? Conseguiram achá-la da outra vez?! — Callum afirmou com a cabeça, ouvindo o chamado de um rádio que estava preso ao seu ombro.

— QSL, Delta. TKS. — Olhei para Normani que estava pálida, fazendo com que eu assoviasse para Dinah, fazendo a loira perceber. Colocando Mani em seu colo, começou a fazer cafuné em seu cabelo para que a acalmasse e enquanto ambas interagiam, olhei para o policial que agora, sorria para mim.

— Você me parece ser uma boa garota, diferente da sua mãe. Quem te criou? — Bufei, dando um sorriso amarelo, querendo fazer ele perceber o quão desnecessário era aquela conversa.

— Eu mesma. O que faremos agora? Precisamos de Sofi! — Quando exclamei alto o nome da pequena Cabello, Camila levantou a cabeça, fazendo-me perceber que ela estava anteriormente dormindo. — Desculpe, baby. Eu prometo que vou resolver isso, prometo ter Sofi a salvo.

— Terá nossa ajuda, Jauregui. — Callum disse sorrindo, enquanto a campainha tocava. Normani saiu do colo de Dinah, correndo para a porta e quando abriu, o pai dela estava uniformizado e sorrindo.

Interações paternas e mais algumas exclamações sobre como era bom os policiais se reencontrarem, senhor Hamilton, fardado e sério, suspirou quando me olhou. Camila saiu do meu colo para que nos levantássemos e o oficial a minha frente pegou minha mão, apertando levemente.

— É bom te ver, Lauren. Desculpe ter que contar isso assim, tudo isso não era pra acontecer. — Minha respiração? Descompassada. Meu olhar? Perdido nos traços fortes do negro a minha frente, me encarando.

Normani chorava baixinho, o que me fazia sentir pena de minha amiga. Ela via o pai poucas vezes ao ano e tinha que esperar uma situação ruim para vê-lo novamente. Procurei Ally pela sala, encontrando-a na cozinha, brincando com Joker, provavelmente com medo de se envolver e tentando resolver as coisas do clube de forma silenciosa pois ali, no meio de policiais, percebi que minha "profissão" no clube, um estabelecimento fechado e com menores de idade trabalhando, era ilegal.

— Vocês podem ajudar a trazer minha irmã de volta? — E pela segunda vez no dia, meu coração se partira quando ouvi a voz embargada de choro e baixa, como num pedido de clemência para os oficiais.

— Lauren! — Um grito alto fez com que todos na sala pulassem e os policiais levassem as mãos no coldre. Ally, com os olhos arregalados, quase chorando, apontava para o celular. — Fogo.

— Onde? — Pegando o celular de sua mão, lendo a mensagem de Ariana na tela.

"Ally, vem pra cá! O clube inteiro está pegando fogo!"

— Deus, Ally. — Olhei assustada para a pequena loira que ainda estava com os olhos arregalados, mexendo a cabeça negativamente. Ela não queria policiais envolvidos porém, Sofi estava com "eles" e se eles quisessem chamar atenção, incendiar o próprio clube era uma boa forma de demonstrar isso. — Desculpe, Ally. Sofi está perigo.

Seu olhar foi de entendimento e consentimento afinal, ela não poderia deixar Sofi correr perigo apenas por ser gerente do clube, sendo que seu nome nunca esteve envolvido nele. Não seu nome real pois Allyson Brooke Hernandez era apenas uma recepcionista no Hotel Fugyn, quase do lado do clube. Precauções tomadas pelos capangas, sempre que uma de nós participasse de algo com o clube, fora a dança.

Depois de mostrar e explicar a situação do clube para os oficiais, eles nos mandaram esperar enquanto faziam seu trabalho e claro, que esperamos eles saírem primeiro para o local, chamando reforços e os bombeiros para, enfim, ir atrás no carro de Camila, na qual não tinha condições de dirigir, dando as chaves para Dinah, enquanto Ally ia comigo e Mani no banco traseiro.

Dinah ia rápido, mesmo não chamando atenção, cortando caminho para o clube, que era mais para o centro da cidade. Uma hora dessas, cedo demais para uma boate abrir, percebíamos a movimentação apenas dos comerciantes, prestes a fechar os negócios e quando chegamos, ficamos bem mais no final da rua, para nenhuma viatura desconfiar. Bombeiros apagando o fogo, que cegava completamente dentro do local e algumas das meninas que abriam o bar, estavam do lado de fora, falando com os policiais.

— Aposto que foi o Dio. — Tomei um susto quando, pelo vidro aberto do carro, Lily enfiou a cabeça, falando baixinho como um sussurro pra nós no banco traseiro. Sorri para a pequena que confiante, tirou a cabeça da janela do carro e abriu a porta do mesmo, entrando e fazendo com que eu afastasse para deixá-la entrar, apertando Mani e Ally.

— Lily! Como conseguiu não ser interrogada por eles? — Eu sabia. Pequena, ágil e discreta, passou entre eles como uma adolescente curiosa. Aquele rosto inocente enganava muitos e naquela hora, Mani não havia percebido isso!

— Fácil. Disse que era irmã mais nova da Ari. Eles me mandaram sair de perto e pronto, aqui estou. Como vocês estão?! — Lily era calma, falava com a voz mansa e aparentava ser mais nova do que realmente era. Vi Camila esticar o pescoço, olhando para trás, sorrindo para a menina e logo virando, cochichando algo com Dinah sobre o pai de Mani.

— Estamos bem mas a irmã da Camz foi pega. Tem alguma ideia? — Senti o empurrão de Normani na minha costela e olhei irritada, vendo seus lábios dizendo "Não coloca ela nisso", como se ela não tivesse ideia. Virei o rosto, ignorando completamente o pedido de Mani para observar o sorriso calmo que brincava nos lábios de Lily. Ela sempre sabe de tudo!

— Sabiam que Dio e meu irmão mais velho, que está cursando Administração na faculdade, são muito amigos? Do tipo de saírem quase todo final de semana para beber. — Meus olhos quase saltaram do meu rosto e eu peguei suas mãos pequenas e magras, fazendo Lily gargalhar com minha ansiedade. Balançando a cabeça, ouvindo Mani e Ally discutirem como ninguém sabia disso afinal, Lily havia fugido de casa para morar com Ari e não com o irmão, vi a intensidade no olhar da pequena a minha frente mudar. Determinação pairava em seu rosto, fazendo-me sorrir.

Lily era como um bode expiatório, sem nem saber. Nos disse tudo o que ouviu sobre as conversas que seu irmão tinha com Dio, dizendo para o mesmo sair daquela vida porém, eu o entendia: Era difícil sair quando não se tem para onde ir depois de tudo que fez.

Nossa pequena, agora preferida, soltou uma pista importante. O dia que mandaram uma mensagem falsa do meu celular para Camila, foi Dio quem comandou, sem eu saber e Dinah, com o raciocínio rápido, lembrou que Camila tinha achado Joker ferido na praça, depois do falso encontro comigo e rapidamente, estávamos a caminho da praça, esperando que fosse uma pista concreta.

— Não era melhor avisar um dos policiais? — Lily segurava em minha perna e no apoio de segurança no teto do carro, perto da porta. Segurei sua mão, tentando passar tranquilidade para a pequena, já que Dinah não esperou meu convite para Lily sair do carro, dando tempo apenas para a pequena fechar a porta do carro.

— Não temos tempo para isso agora, temos que achar Sofi! — Dinah não parava em nenhum semáforo, deixando todos no carro desesperados. Mani gritava para ela ir mais devagar e Camila dizia para ter calma mas, depois de alguns minutos dentro daquela agonia, estávamos no parque e logo vi um all star jogado no começo da calçada.

Lily saiu do carro depressa e antes de qualquer uma sair do carro, eu já corria para pegar o tênis, escutando Camila gritar o nome de Sofi. Um gemido fez-se presente perto de uma árvore e todos nós corremos para o mesmo lugar, encontrando Sofia amarrada num tronco, com uma mordaça na boca, chorando desesperadamente e balançando a cabeça.

Dinah tirou a mordaça de sua boca, deixando Sofi exclamar o nome da irmã, que também chorava ao meu lado. Aquela cena me fez perceber que aquilo não pararia enquanto "eles" não tivessem o que queriam, no caso, eu.

E eu com toda certeza estava disposta a qualquer coisa para aquele desespero parar.

Notas finais
Então, muita coisa pra um capítulo só? Aposto que vocês aguentaram bem, vai. Eu? Sim, quase pirei escrevendo esse capítulo. Haha