Sing To Me

2 Rápido demais!


_ Ta tudo bem? – Sam perguntou e me faz sair do transe

_ Sim esta, as vezes eu encaro as pessoas sem perceber, é bizarro, desculpe – respondi meio rápido, e ele só deu um sorriso torto que poderia ter me feito desmaiar, mas desviei o olhar quando o Max começou a falar:

_ Somos alunos novos e estamos perdidos, não faço Idea em qual dos prédios entrar, o esquema de salas e nem de aulas, precisamos achar os nossos armários, e não tem um comitê de boas vindas aqui...

_ Esta querendo demais Max – disse Alex – Aqui não é Seattle é Nova York, o Max só esta querendo uma pequena ajuda, só nos diga qual é o prédio e nós nos viramos.

_ Ta tudo bem, é normal ficar perdido, afinal são três prédios, posso ver o horário de vocês? – disse Priscila e os quatro estenderam a mão juntos, peguei o horário do Sam pra facilitar o trabalho.

_ Bem Sam, parece que temos química juntos, no primeiro tempo então acho que pode vir comigo – eu disse tentando parecer amigável, e ele abriu o sorriso mais branco do mundo

_ Bem e o Alex tem aula do lado da minha sala de estudos sociais e o Max tem aula de saúde comigo, eu diria que podíamos matar essa, as é o primeiro dia acho que o professor não vai nós mostrar fotos de pessoas com DST não, vou encarar essa. – disse Priscila

_ Acho que o Kurt ficou pra mim, vou passar pelo corredor da aula do Kurt então, não vai ser problema – Disse Pâmela

_ A nossa aula é no terceiro piso, então vou me adiantar, vejo vocês gente – eu disse fazendo sinal pro Sam me seguir.

Andamos uns três metros quando ele resolver abrir a boca, esse pode ter sido um grande, grande erro

_ Então, estuda aqui desde sempre? – ele perguntou do jeito mais gentil possível

_ Eu morava em Ohio, até bem, meus pais se mudarem pra Nova York – respondi

_ Mudanças, sei como é, Seattle era legal, mas eu precisei vir, então juntei os meninos e viemos, somos unificados por um só sonho – ele parou por que percebeu que eu o olhava – pode me interromper se não quiser ouvir.

_ Não tudo bem, eu sou uma ótima ouvinte, e você é o aluno novo, me fale sobre você, você e os garotos foram unificados por um só sonho... – falei e esperei ele continuar, não sei por que estou dando corda pra ele, isso é errado.

_ Eu o Alex e o Max, amamos cantar... – aquilo poderia ter me feito desmaiar também, lindo e cantor, essa cara caiu do céu ou qualquer cosa? Fiz uma cara de super espanto e ele notou – Por que o espanto?

_ Por nada é só que achei muito legal, gostaria de ouvir vocês cantarem um dia

_ Pode acreditar que vera – ele disse e nós ficamos nos olhando por um longo tempo, ele era tão lindo.

_ Mas então, tem decência asiática? Não quero que pense que eu sou racista nem nada disso ta, na verdade eu amo a Ásia, são os melhores povos do mundo – ele deu um leve sorriso torto e o olhou pro céu, e sentia que podia andar por ai com uma câmera tirando fotos de cada movimento dele.

_ É, eu sou filho de chineses, acho que já ganhei um ponto com você – ele disse dando uma leve inclinada pro lado para encostar-se em mim.

_ É você tem sim – falei e ele me olhou e eu podia ter beijado ele agora – Mas então, quer me encontrar no almoço, temos comida chinesa na cantina

_ Eu adoraria

Chegamos ao corredor dos armários.

_ Qual o seu armário? – perguntei

_ Acho que é 16...

_ 16? Acho que não, 16 é no corredor das populares, os armários de lá, são sempre os delas, os pais delas pagam alguma coisa ou coisa assim, não sei, seu armário é o 91.

_ É você tem razão – ele disse e sorriu

Fomos contando os armários e lembrei que o meu era o 81º armário em cima do Sam, mas continuamos contando mesmo assim quando achamos percebemos que o dele era na fileira de baixo.

_ Huuum, armários de baixo, que azar, pode pedir pra tocar enquanto tem tempo – falei

_ Ah eu não importo, qual o seu? – perguntou ele se abaixando pra abrir o armário

_ É esse aqui — falei batendo no armário de cima

_ Eu com certeza falei com a pessoa certa – ele disse ainda abaixado abri o armário e peguei o livro de química, mas eu não devia ter feito isso o Sam resolveu levantar bem na hora, e bateu a cabeça no armário e caiu sentado, aquilo não podia ter sido pior.

_ AI MEU DEUS – falei me ajoelhando – você esta bem? Desculpe, eu não deveria ter aberto o armário, puta merda, você esta bem?

_ Eu estou bem relaxa,só doeu, esquece isso vamos pra aula – ele disse se levantando e segurando na minha mão para eu levantar, ele fechou o meu armário e continuou segurando na minha mão, eu realmente não entendi, mas simplesmente comecei a andar e fomos pra classe, sentei na primeira mesa da fileira do meio.

_ Vamos nos sentar na frente mesmo? – ele perguntou

_ Não precisa sentar aqui se não quiser – respondi um pouco rude demais

_ Ta brincando? Eu sou descendente de asiáticos – ele disse colocando os livros na mesa

E passamos o resto da aula respondendo questões, felizes juntos, só não sei por quanto tempo...

Quando a aula acabou ele perguntou:

_ Qual é a próxima aula?

_ Ai não, aula de saúde – falei, e ele me olhou com aquele olhar: é sério? – o que foi?

_ Acho que vamos nos ver muito

_ Eu vou achar muito bom – falei com um sorriso malicioso no rosto, ele só sorriu e balançou a cabeça como quem diz você vai me causar problemas garota – Vamos deixar os livros no armário e vamos pra aula.

Nós nos levantamos e fomos pro armário, encontramos Priscila bebendo água com o Max do seu lado, Pâmela saiu da sala rindo horrores com o professor e o Alex veio pelo corredor

_ O que esta acontecendo? – Sam perguntou

_ O professor de saúde nos mostrou umas imagens não era nada legal – disse o Max – Priscila esta passando um pouco mal

_ Eu e o Sam temos aula de saúde agora

_ Não entrem naquela sala – disse Priscila subitamente – façam o que fizer, não entrem lá

_ Ta bom então a gente não entra – disse Sam

_ Então o que faremos Sam? – perguntei e ele deu de ombros – Hey lembra que você me disse que iria cantar pra mim? Acho que é um ótimo jeito de dar boas vindas, vamos pro auditório, venham também às aulas do primeiro dia não são importantes.

_ Não sei não – disse o Alex

_ Anda – disse o Kurt — a gente arrasta ele se for preciso

_ De onde você saiu? – disse Alex e ele deu de ombros

_ Vamos o Sam canta alguma coisa pra gente – disse Max – Não é Sam?

_ É, claro – ele disse e sorriu segurei a sua mão, apenas por precaução