Sine Cordi

14 Capítulo 14 - יד


Notas iniciais
Perdoem a demora em postar. Como citei em "Despertar", dessa vez não foi o note a dar defeito... Fui eu!

Não conspira quem nada ambiciona.”

– Sófocles in Édipo Rei

"Eu não sabia que conhecia Jesse St. James", observou Wilhelm, a fitar Quinn enquanto caminhavam, seguidos de perto por Holmes que guiava o carro. Os dois fumavam suas cigarrilhas mentoladas. A advogada sorriu e atalhou que "se conheço a Sra. St. James, creio ser natural que eu conheça, também, o marido dela". O detetive, observador, comentou "eles me pareceram surpresos quando você sugeriu que repensassem o divórcio. Sabe o motivo?"; a loira sorriu e exprimiu que "não faço a menor ideia! Talvez o espanto seja porque eu sou a dona majoritária da Fabray&Advogados. O escritório teria prejuízo após toda a papelada pronta para a assinatura deles. Eu, particularmente, não me importo com o dinheiro. Importo-me como um fato assim possa levá-los até a infelicidade e o arrependimento", findou, direta e objetiva. O homem a mirou com a cabeça meio tombada para o lado. E questionou "você acha mesmo isso? Acha que podem se arrepender no futuro?". Ela tragou da cigarrilha e soltou a fumaça para o alto, antes de responder "acho... Está claro aos olhos de todos que os dois se amam! E têm uma boa estrutura familiar e um filho lindo. Por que um divórcio? Faz sentido? Para mim não. É tão raro encontrarmos pessoas que parecem ser moldadas uma para a outra que, quando encontro essas raridades, não compreendo o porquê do desejo de acabarem com tudo o que são... Deve ser algum tipo de problema autodestrutivo. É a única explicação razoável para este tipo de atitude". Ficaram em silêncio por um tempo até a advogada questionar se "há mais sobre a Sra. Wood, o marido dela e o Sr. Street para se descobrir?"; o detetive sorriu e assentiu. "Muito mais! E eu posso lhe garantir que deixará o advogado de defesa completamente zonzo. E você conhece a fama dele?", a loira deu um sorrisinho de canto e pediu para que o homem lhe falasse, só para ter certeza de que estava bem informada. Wilhelm meneou a cabeça. "Só você, Fabray, para me pedir algo assim", retorquiu. Ela o encarou e estreitou os olhos verdes que estavam quase dourados. E perguntou o motivo de ele dizer tal cousa. "O motivo? Você só deseja ter certeza de que está bem 'calçada'! Nada mais!"; "que horror, Ewing! Nunca pensei que você pensasse tão mal de mim", exclamou, fingindo mágoa. Ele se divertia com a advogada e a maneira como ela o chantageava. Na verdade, adorava o jeito "mafioso" dela. E, sem conseguir resistir, atalhou que "você sabe quem é o advogado do Street...", ela afirmou com um balanço de cabeça. O detetive prosseguiu, sem muito rodeio, "Anthony Mathews. Jovem, vaidoso e acho que este é o calcanhar de Aquiles dele. Não pensou duas vezes quando a promotoria colocou que pretenderia buscar sua ajuda na acusação. Ao contrário, abriu um grande sorriso. Ele acredita que pode vencê-la em juízo", Quinn ficou pensativa e, após alguns muitos minutos, retorquiu, séria, que "realmente o Sr. Mathews pode, sim, vencer-me. O básico é que ele tenha os pés no chão e saiba fazer as perguntas certas. Nada impede que ele tenha uma retórica e um bom poder de argumentação", foi a análise dela. O Ewing não acreditou no que ouvira. Meneou a cabeça, em sinal de incredulidade, e atalhou "Dra. Fabray, acha mesmo que vou acreditar que o Mathews pode lhe vencer no julgamento? Essa foi a melhor piada do dia! ", sorriu, em galhofa. Ela tragou da cigarrilha que tinha entre os dedos indicador e médio e soltou a fumaça no rosto dele. Sem esperar por esta atitude, o detetive tossiu. Quinn o fitou com a testa franzida e perguntou, cínica, "não acredita em aleatoriedade, Sr. Detetive?"; Wilhelm não tirou os olhos de sobre ela, que possuía uma incrível capacidade de hipnotizá-lo. Respirou fundo e expressou, sincero, "aleatoriedade? O que quer dizer com isso, doutora?". A advogada justificou, compenetrada, "o ser humano procura padrões em tudo. Números de loteria, na Bolsa de Valores, no tempo... Entretanto, este não existe. Se assim o fosse, teríamos um número grande de ganhadores nas loterias do país e saberíamos com certeza absoluta se teríamos chuva ou sol e não precisaríamos carregar o guarda-chuva em nosso encalço sempre que saíssemos de casa. Mas, esta não é a verdade. Correto?", o policial acenou com a cabeça. Ela completou "então, quem poderá dizer que um evento como este não poderá ocorrer no julgamento? O Mathews é um advogador bom, positivo e com muita vontade de ganhar. E ninguém vai demovê-lo desta ideia. Ele quer me vencer. Ele vê este julgamento como uma longa escada que o levará ao panteão dos magistrados. O único porém é que ele não sabe qual estratégia adotarei. E, o único a saber, até o momento, é o Sr. Ewing, meu melhor investigador há muito tempo! Eu vi a lista de testemunhas do promotor Lancaster. E eu a completei com os nomes que você, meu querido, sugeriu. Eu só espero um resultado nesta empreitada junto à promotoria: colocar ou colocar o Sr. Street atrás das grades, com perpétua sem direito à condicional", atestou. O homem deu sua última tragada na cigarrilha e a deixou entre os dedos até se apagar por completo e, só então, lançá-la ao lixo. Ponderou, sério, "apenas seja cuidadosa com o Street. Ele não é o homem íntegro que aparenta. Tem um gênio terrível e é dado à violência física". A Fabray meneou a cabeça e exclamou um "ótimo!". O homem sabia que ela provocaria o réu, era típico. Ela costumava deixar os criminosos completamente expostos. E foram tantas às vezes, que o júri popular foi dispensado, haja vista que o réu acabava por se colocar em situação de culpa. "Fabray, o Street é dado a achaques violentos, mas isso não significa que acontecerá. É óbvio que o Mathews o está a preparar. Lembre-se disto", atalhou. Ela acenou positivamente com a cabeça e prometeu que se lembraria. Wilhelm soube que ela estava a mentir. Mas, como evitar que a advogada não exagerasse? Ótima questão sem uma resposta aprazível. Teria que vigiá-la. Isto era certo. Muito certo mesmo!

"Cada segundo é tempo para

mudar tudo para sempre."

– Charles Chaplin -

Rachel e Jesse assinaram os papéis do divórcio no dia seguinte e, para espanto de todos, inclusive jornalistas e paparazzi, saíram da Fabray&Advogados de mãos dadas. Chegaram à conclusão que, após tudo o que viveram, sem nenhuma sombra de dúvidas, havia entre eles uma comunhão tão forte e agradável, com um filho lindo que sempre poderia contar com eles, que procurariam manter tal união de forma quase religiosa.

Não falaram com a imprensa e Kurt avisou que logo uma coletiva seria marcada, e que as perguntas poderiam ser feitas e respondidas a contento! Entrementes, seria possível que o senhor St. James não participasse, pois teria que viajar com o elenco de seu novo musical. E era a mais pura verdade. O ex-marido da Berry conseguiu o papel principal no musical alternativo "This is Rock'n Roll". O show contaria a história do Rock, desde Chuck Berry, Elvis Presley até os dias atuais. Observe-se que, por isso, o ator/cantor era quase outra pessoa. A autoconfiança voltou, os sorrisos eram comuns, a beleza se pronunciou e isso agradou a todos. E Rachel estava por demais satisfeita. Os quatro entraram na SVU negra de Kurt, que Blaine fez questão de dirigir, e tomaram o caminho de Midtow, bairro onde o casal Berry morava.

Após ver a cena pela janela da sala de reuniões, Russel comentou com Santana que "este foi o divórcio mais rápido, amistoso e sem entraves que eu já vi. E os recém-divorciados ainda saíram de mãos dadas!". A advogada atestou, com segurança, "é... Eu penso que depois de conviverem muito e não terem segredos um para o outro, uma grande confiança nasceu; eles têm a mesma profissão e muitos amigos em comum, além de um lindo filho!"; o Fabray sorriu e parabenizou a advogada. Ela agradeceu e pediu licença para se retirar, porém estancou ao ouvir do homem se "sabe algo sobre a desnorteada de minha filha caçula e melhor advogada criminalista?". Ela suspirou. Não. Não sabia. A moça continuava incontactável. O homem suspirou antes de retorquir: "Amanhã termina o prazo que a promotoria nos deu..."

"Quinn está ciente disso?"

Russel suspirou outra vez e, após, respondeu que "sim. Mas, não fez caso". A latina sorriu e atestou que "ela aparecerá, Russel! Tenho certeza..."

O Fabray a mirou e desabafou "será, Santana? Eu não sabia lidar com a Lucy antes e, agora então... Tudo piorou! E de forma tão brusca que acho que me atingiram com um tijolo na cabeça e perdi toda a lógica", exclamou e fez a advogada rir e comentar "Russel, eu penso que esse poder da Q não funciona apenas com você. A maioria das pessoas que a conhece ou a conheceu também fica sem chão ao reencontrá-la. Quinn realmente perdeu o coração. E, creia-me: até poderemos tentar agradá-la, mas a sua filha não sente mais a importância de qualquer atitude que tenhamos para com ela. Porém, se ainda não respondeu ao seu requerimento, e por conhecer o jeito de ela organizar os processos que aceita, eu acho que posso garantir que amanhã, em cima do prazo dado pela promotoria, você receberá uma resposta positiva". O homem sorriu, mas o abatimento que levava deixou a morena preocupada. Porém, o quê dizer? Quinn tornou-se uma incógnita! Era difícil saber, na verdade, como a cabeça dela funcionava. Se havia uma certeza, esta era a de que a Fabray era por demais inteligente. Confessou, sincera, para Russel que "eu lamento não ter mais a intimidade que eu possuí com Quinnie. Se, ao menos, ela permitisse que nos aproximássemos dela... Se fosse menos escorregadia, menos amarga, menos debochada e voltasse a acreditar que o amor, o carinho e a amizade ainda existem de verdade tudo seria tão mais simples, fácil e menos solitário para todos nós que a amamos! Mas...", calou. Russel a segurou pelos ombros e a puxou contra si, abraçando-a paternal. Exprimiu, lamurioso, "esse era o meu maior desejo, Sant! Todavia, com o passar dos anos, eu desisti de alimentar falsas esperanças, desisti de me enganar. Eu não estou feliz por ter minha filha da maneira como ela se apresenta, porém ainda é melhor que não tê-la". A latina assentiu. Sim, ainda tinham Quinn, mesmo que fora do eixo "normal".

Todo o escritório estava com ordem para que, se a advogada aparecesse, Russel fosse chamado. Ele precisava fazer a filha ouvi-lo. Não poderia "espremê-la", com o dano de ela desistir de aceitar o convite da promotoria, entretanto precisava de uma resposta e tinha menos de vinte e quatro horas para dá-la ao promotor. Isto se sobrevivesse à toda a ansiedade pela qual Lucy o estava a propiciar.

A promotoria desejava a colaboração da loira no caso "O Estado de Nova York contra Raul Steven Street", acusado de assassinar a "socialite" e "amante" Linda Power Wood asfixiada com uma corda. Entrementes, a investigação da polícia foi "truncada" por “n” fatores e as provas eram circunstanciais, de modo que a defesa já tinha a certeza da vitória. Para tentar evitar que tal fato se concretizasse e houvesse equilíbrio entre acusação e defesa, a pessoa mais indicada e capaz de conseguir tal feito era a "Rainha de Gelo" e assumidade em casos extremos, Quinn Fabray! Para que tal pudesse acontecer, o promotor de justiça levou a sugestão para a apreciação do juiz responsável por direcionar as partes, o Dr. Don Walker, e ao advogado da parte do réu, o jovem e talentoso Anthony Mathews, que não pensou duas vezes em enfrentar, e derrotar, a bela advogada que o deixava atordoado com a sensualidade e o ar de deusa intocável. Poderia chamar a atenção dela, desejo de nove entre dez advogados, promotores e "outros". E o boato de que, apesar da imagem fria e forte, ela era — na realidade — frágil, era romântica. Nunca se falou sobre o que a abatia, porém era de conhecimento que a Dra. Quinn "Ice" Fabray sofria com dores de cabeça homéricas e que fazia uso de drogas à base de opióides para controlar as crises.

"A persistência realiza o impossível."

– Ditado Popular -

No final da manhã do dia seguinte, Russel Fabray recebeu o telefonema de J.J. Lancaster, o promotor que queria a ajuda de Quinn. O homem já havia preparado uma desculpa para o fato de sua filha não aceitar o convite para participar do processo. Entrementes, qual não foi a surpresa ao escutar o Lancaster a agradecer pela colaboração dele em intermediar o pedido da promotoria junto à Quinn. O Fabray ficou mudo, a escutar o promotor lhe revelar que a advogada havia entrado em contato na noite do dia anterior. Os dois conversaram muito por telefone e combinaram de se encontrar no dia seguinte para discutirem a estratégia que adotariam a fim de equilibrarem a "equação" no tribunal de júri. Além de mudo, o pai da advogada quase caiu para trás ao ouvir as palavras do homem e, ainda, que a filha, avessa a encontros ou negociação com outro ser humano, encontrar-se-ia com ele. Era, certamente, a situação que envolvia o caso que despertou na advogada a vontade em aceitar o convite. Quinn era muito prática! E, certamente, encontrou uma brecha no processo para ir adiante com o convite da promotoria. Sabia muito bem que ela não daria ponto sem nó. O peso que lhe foi tirado das costas o aliviou quase que imediatamente ao saber que a "moleca" aceitou o desafio. Ao mesmo tempo em que desejava abraçá-la, desejava dar-lhe umas palmadas para que nunca mais o deixasse tão ansioso. Agora, só lhe restava esperar pelo dia em que ela lhe daria a "honra de aparecer". Afinal, ela era uma "caixa de surpresas"!

Tomado de ânimo, caminhou os poucos passos que separavam o seu escritório do escritório de Santana. Ela estava a ver alguns de seus processos e a digitar uma petição quando escutou três batidas na porta e olhou para ver quem a estava a incomodar. Viu a figura sorridente e imponente de Russel Fabray. Sinalizou para que entrasse. Sabia que deveria se tratar do assunto que o desesperava há alguns dias, sobre Quinn auxiliar a promotoria no caso "Estado de Nova York contra Raul Steven Street". O advogado de defesa tinha o caso praticamente ganho, pois as provas contra o réu eram circunstanciais e enfrentar Quinn Fabray e vencê-la no tribunal seria o passaporte para o reconhecimento completo de seu talento. Ele deixaria de ser o advogado "promissor" para se tornar "o advogado"!

A latina salvou o documento que estava a digitar e deixou os processos de lado e deu toda a atenção ao homem. Afirmou de pronto, segura, "Quinn deu notícias". Russel se sentou à mesa de trabalho da morena, em frente a ela e explicou que "na verdade, foi o promotor J.J Lancaster que me telefonou para agradecer a colaboração de Quinnie no processo e julgamento do Sr. Street. Eu mal pude acreditar quando ouvi a voz do homem, que estava certamente muito feliz e aliviado por nossa 'menina' aceitar o convite", sorriu. "A defesa aceitou brigar com Quinn?", a surpresa de Santana era visível e beirava a comicidade. O patriarca Fabray sorriu com a expressão da latina. "É... Foi o que eu soube. O Mathews sempre desejou isso: vencer 'A Rainha de Gelo' no tribunal". A mulher meneou a cabeça. Precisava compreender o que ouviu de Russel. "Está a me dizer que o tonto do Mathews aceitou que Quinn participasse do julgamento por causa do enorme ego que possui?"; Russel foi obrigado a rir. E, após, respondeu "é... Ele tem um grande ego. Mas tudo em excesso não é bom"... Quedou-se a meditar sobre o que acabou de proferir. E Sant procurou tirá-lo um pouco do mundo "platônico" ao comentar que "se soubesse o quanto, na verdade, a Q. é frágil! Que por trás de toda aquela muralha que construiu ao redor de si ela não passa de um ser humano extremamente frágil!... Talvez a vissem de uma ótica menos dura". O homem deu uma gargalhada educada e respondeu que "se a Quinnie desconfiasse que o seu 'segredo' foi exposto, nós estaríamos mortos!"; Santana assentiu. E, ainda surpresa, questionou o que já soubera, só para ter certeza de que seus ouvidos não a enganaram, "então Quinnie entrou em contato com o promotor!...", a voz, baixa, levava um tom de incredulidade. Recostou-se no espaldar da confortável cadeira que estava a ocupar, pensativa. Russel a trouxe para a realidade ao perguntar "diga-me, doutora: dá para entender a minha filha?"; a latina deu um meio sorriso e respondeu sem medo que "se antes parecia difícil, na atual conjuntura eu me arrisco a afirmar que a situação tomou proporções bem maiores". Russel ficou pensativo. Após um tempo que pareceu longo para a advogada, respondeu: "certamente, minha jovem!"; e a morena completou que "estive a pensar e cheguei à conclusão que Quinn pode ser definida pelo adjetivo 'talvez'". O advogado deu uma sonora gargalhada e concordou. Entretanto, Santana acrescentou: "eu torço para que ela se saia bem. Este não será um caso fácil”; Russel suspirou. "Oh, Sant! Nem me diga! Eu às vezes me arrependo de enfiar processos tão complicados goela abaixo de minha filha. Eu preciso me lembrar do quanto ela sofreu, do quanto perdeu com tudo o que aconteceu... Ela é só uma jovem frágil que se escondeu sob uma couraça de dureza e cinismo. No entanto, há tanto brilhantismo nela que eu fico completamente cego e acabo por exauri-la com processos e mais processos extremamente difíceis e altamente complicados! E Judith está sempre a me recordar que isso não é bom para a saúde de Quinnie...", lamentou. Entrementes, Santana observou com muita propriedade que "se ela não quisesse o desafio, Sr. Fabray, não aceitaria. Nós sabemos que o alívio dela está em se afogar no trabalho. E, quanto mais complicado, mais ela mergulha, a ponto de passar noites em claro a estudar e criar estratégias para derrubar o antagonista. Quinn se comporta como um comandante no meio de uma batalha! Ela não se permite perder. E, se um dia, isto acontecer, creia-me: ela sairá heroicamente do tribunal, ovacionada pela maneira como lutou o bom combate. Nisto podemos colocar toda a nossa fé".

O homem se quedou em meditação. E anuiu. Realmente, sua caçula até podia ter um advérbio de dúvida a piscar em luz néon na testa, mas ela tinha o que poucas pessoas possuíam: ela emanava segurança e confiança. E, sim, por tudo o que aconteceu, ela era uma grande vencedora. Exprimiu para a latina: "sábias palavras, Dra. Lopez!"

"Só estou a ser sincera, Sr. Fabray."

"E eu não duvido disso! Nem por um segundo!"

"Tudo é óbvio, desde que você

saiba a resposta."

– Duncan J. Watts -

Jesse mirou Rachel nua na cama, ao seu lado. Ela dormia. E ele se perguntou como as coisas podiam ser tão confusas. Acabaram de se divorciar e, na noite passada, após colocarem o filho para dormir, beijaram-se e acabaram na cama, a fazer amor como há muito tempo não faziam. Esgotaram-se. E ela dormia agarrada a ele, extremamente relaxada.

CONTINUA.

Notas finais
Então... Abraço afetuoso. - Cal.*-*