Sine Cordi

10 Capítulo 10 - י


Notas iniciais
Perdão pelo horário em que estou a postar o capítulo. Mas, para a minha "sorte", a minha internet resolveu parar por algumas horas quando tudo estava "ok" para ser adicionado na fic. Lado positivo: capítulo grande... Poderão ler durante toda a semana! ;)

"Você não pode ter tudo. Afinal, onde iria guardar?"

– Stephen Wright -

Santana levou a cantora até o escritório que ocupava, fechou a porta e a convidou a sentar no pequeno sofá de dois lugares e confortável que havia ali. Lado a lado, a Lopez a mirou e questionou, direta, "você está a brincar, Berry?". A judia franziu a testa, em claro desentendimento sobre o que a outra lhe perguntou. "Por que eu brincaria, Sant? Eu estou a falar muito sério!", retorquiu. "Rachel, Quinn flagrou você a traí-la com o St. James. No mesmo dia, vocês partiram para a Europa e eu não me recordo de você ligar para saber dela..."; "alto lá!", a atriz cortou a advogada, "eu telefonei por várias vezes ao longo de duas semanas! E ela não me atendeu! Falei com o Kurt, desejando saber como ela estava e só recebi como resposta 'se recuperando'. Sant, eu telefonei para você! E lembra o que me disse?". A latina assentiu e falou que "olvidate de Quinn. Ella no será la misma. Y no es... Usted la miro por dos veces. Y tuve la oportunidad de ter la certeza de que yo no estaba a hacer bromas con usted y la situación de la rubia". A cantora concordou, mas não se satisfez. "Eu aceito a minha culpa e não me oponho a cousa alguma. Entrementes, Sant, parece que há algo mais que você não me contou. O que mais aconteceu com ela?". A advogada ficou muda, enquanto pensava até onde a pequena seria capaz de ficar a insistir naquele tema. O melhor seria ela desistir da Fabray.

"Mira, Rachel, puede tener una certeza: usted no es importante para la rubia. Solamente se quedará herida. ¡ Nada más!".

A atriz meneou a cabeça. E se perguntou o motivo de a latina insistir em demovê-la da ideia de reconquistar a ex-namorada. "Sant, por quê?"; a advogada emudeceu por um tempo respeitável. E a Berry não tirou os olhos de sobre ela. Queria uma resposta palpável. E não haveria quem tentasse fazê-la mudar de ideia. "Santana, estou a esperar uma resposta", argumentou. A advogada tomou de uma respiração profunda e verbalizou, aborrecida, "por quê, Berry? Você não ouviu o que eu lhe disse no início dessa nossa conversa? Você simplesmente foi para a cama com o seu querido amigo e companheiro e ela os flagrou a transarem! Precisa de mais?". A judia retorquiu que "eu sei de tudo isso! Entretanto, para alguém que me amou como Quinn, a indiferença que demonstra em relação a mim é demais. Ela poderia me odiar. Mas, nem isso eu vejo nela! O que eu vejo é uma pessoa que parece nunca ter me conhecido! Mesmo com as cousas que falou para o homem que a acompanhou no Tavern on the Green a meu respeito! Por isso que eu sei que há algo mais que você, Britt, Kurt e todos os que aqui ficaram presenciaram e se negam a dizer o que foi".

A latina riu e respondeu "como sempre 'a rainha do drama'! Por favor, Barbra, caia na real! Inverta os papeis e me diga qual seria a sua reação se a traída fosse você. Como reagiria? Seria tão benevolente a ponto de perdoar a sua namorada que tanto amou e a flagrou na cama com o colega de trabalho?".

A pergunta fez a atriz ficar sem voz. Nunca se colocou no lugar de Quinn. E sempre soube como ela se fechava quando algo ruim acontecia. Por quanto tempo ela sofreu quieta e só? Afastou-se de todos porque perdeu a confiança nas pessoas... Sentiu os olhos se encherem de lágrimas, porém as segurou e respirou fundo a fim de retomar o equilíbrio. "Berry, eu não quis lhe ferir. Só quero que fique ciente de que a Quinn que foi traída se tornou uma das piores pessoas para lidar. Ela consegue nos tirar do sério e não sossega enquanto não alcança este objetivo. Você já a viu em ação com Russel e ontem, no restaurante. Acha que ela brincou quando falou tudo aquilo? Acha que brincou quando ofereceu você para o tal de Wilhelm e acrescentou que ele deveria tomar cuidado, pois você, como atriz, poderia representar que o amava e estar com outro ao mesmo tempo? Continua a pensar que não há ódio ou mágoa nela? Pense bem, Berry, antes de tentar se reaproximar da Fabray. Como eu já disse, ela pode lhe machucar muito. Mais do que imagina!".

A judia acenou positivamente com a cabeça. Todavia, retorquiu que "eu preciso dela, Sant! Eu nunca deixei de amá-la! E eu irei até ao inferno se preciso for para reconquistá-la e conseguir-lhe o perdão. Pode acreditar! Eu só preciso saber onde e como encontrá-la para iniciar uma conversa e, aos poucos, restituir a confiança dela em mim".

A advogada meneou a cabeça. "Berry, Berry! Por que você tem de ser tão teimosa?"; a cantora sorriu em decepção e argumentou "não é teimosia, Lopez. É só a necessidade de poder estar com ela! Eu a amo! Nunca deixei de pensar nela um só dia! Eu preciso dela!"; a advogada fez um gesto de pura inutilidade antes de falar : "eu imagino, Rachel. Mas ,reflita antes. E saiba: ela tem tudo sobre controle. Inclusive o fato de querer ou não alguém ao lado. Há muito ela deixou de confiar. Há muito ela deixou que se aproximem muito. Há muito ela desistiu do amor", confessou a latina num tom de voz claramente abatido. Rachel não ficou satisfeita. Ela precisava de algo mais palpável, os argumentos de Santana eram bons. Entretanto, parecia que faltava um conector para dar mais contexto e até mesmo um pouco mais de lógica à narrativa.

"Sant, falta algo mais ainda a esta história! Por que não me fala? Qual o problema de eu saber? ". A advogada rebateu "por quê, Rachel? Por que traiu a pessoa que a amava mais que a si mesma?" e a cantora foi sincera ao confessar que "eu estava completamente louca por Quinn, mas sentia uma atração enorme por Jesse. Eu não pensei com clareza. Encontrei-me a precisar saber o que eu queria da minha vida pessoal. Mas, em nenhum momento eu deixei de amar, desejar Quinn. Eu sei que isso parece louco, mas é a pura verdade! E quando ela nos flagrou, eu vi o óbvio: eu sempre a amei e amaria. Tentei falar com ela, mas o telefone caía na caixa postal. O mesmo se deu com o seu, com o de Britt e Kurt, que ficou aqui em Nova York a cuidar de meus futuros contratos, enquanto Blaine nos acompanhou. Foram dois meses e meio a tentar ter notícias dela! Em vão! Então, ao ver o quão frágil eu estava, Jesse me pediu em casamento. E eu aceitei... Nossa união logo desandou por motivos já narrados, e só não nos separamos por conta da minha inesperada gravidez. Spencer reanimou minha relação com St. James. Mas durou pouco. E, quando voltamos para Nova York eu tentei contato com Quinnie. E, para minha grande surpresa, o estúdio de fotografias estava fechado, eu não conseguia mais falar com você e só tive esporádicas notícias de Quinn através de Kurt, mas nada muito consistente. Até que eu a vi na TV. Confesso que foi um choque sabê-la advogada, pois ela era uma fotógrafa de sucesso... Então, nada mais fez coerência para mim."

Santana repetiu que "acredite quando eu lhe falo que nada mais fará sentido, Berry! Aquela Quinn Fabray que tomou coragem para aceitar que lhe amava mais que a si mesma já não existe mais. Eu não quero lhe deixar sem esperança, mas esta é a única certeza que posso dar", a advogada concluiu.

Rachel limpou uma lágrima fugidia e exprimiu "eu fui culpada por isso! Eu preciso, de alguma forma, trazer ao menos um pouco da boa essência dela de volta", e a latina meneou a cabeça em gesto negativo e afirmou que "você não pode se acusar ou ser acusada pelas decisões da Fabray. Não deve carregar culpa acerca de cousa alguma. Entendeu, Berry? Não se culpe! Ela foi e é a única responsável por se tornar fria, desapegada, impertinente e imperturbável. Entendeu?". A atriz ficou confusa. Não entendeu o porquê da fala da advogada. Do quê, afinal, ela estava a falar? " Sant, do que está a falar?". A morena mais alta deu um suspiro de cansaço e verbalizou "por favor, Rachel! Eu já não aguento mais falar sobre o assunto 'Quinn Fabray'! Apenas siga o meu conselho, ok? Esqueça a Fabray! Isso não é só um conselho; é um aviso!".

“Aviso, Sant? Acha que não estou preparada para enfrentá-la? Que o meu amor por ela não será capaz de passar por cima do que ela venha a me fazer?”, a atriz inquiriu.

Santana foi direta ao responder que “não, você, certamente, não está preparada! E, além do mais, Quinn, sabe Deus como, tem um 'enrolo' ou 'relação', não sei especificar, com Alex. E não acho que ela esteja disposta a sair de sua zona de conforto”. Rachel emudeceu por alguns instantes. Sim. Ainda havia essa pessoa...

“Quem é Alex? Você e Britt não foram muito claras quando a citaram”. A advogada começou a responder, porém Mary bateu na porta e a entreabriu e atentou à latina que o cliente já a esperava. A ex cheerleader do WMHS agradeceu e, virando-se para a cantora famosa, desculpou-se por precisar deixá-la. A judia, ainda que pouco satisfeita e incomodada, agradeceu e avisou que a conversa ainda não havia findado. A Lopez nada disse. Apenas agradeceu a confiança da pequena e as duas saíram do escritório, em direção ao lobby da firma. Rachel se despediu e foi para os elevadores, ainda não saciada com o que Sant lhe contara. Seu sexto sentido a avisava que faltava alguma coisa para entender o que acontecia quando se encontrava na presença de Quinn Fabray! Algo maior. Muito maior mesmo.

*-*

Russel Fabray estava com o humor na sola dos pés. Desejava tomar Quinn, tão logo ela aparecesse, sobre os joelhos e dar-lhe umas boas palmadas para que não o deixasse sem notícias. Ele conversou pelo telefone com Judy e ela também não conseguiu contato com a caçula. No entanto, pediu paciência ao marido. "Tentarei, Judy! Mas sua filha...". "Alto lá, Sr. Fabray", a mulher o cortou, "só minha? Russel, lembre-se: esta Lucy com a qual você está bravo não é a mesma de alguns anos atrás! Você sabe muito bem disso! Então, tente não enfartar e seja paciente. Quando menos esperar, ela aparecerá com uma resposta."

"É o que realmente acha?, o homem sabia que a filha apareceria, mas "quando, Judith? O promotor está ansioso por uma resposta!", o tom de voz dele tinha um quê de preocupação. E Judith não tinha certeza de coisa alguma em relação à filha. E o Fabray continuou, a rir da ironia da vida, "parece piada do destino, pois a famosa e rica fotógrafa se tornou a melhor advogada criminalista desta firma". Ele ouviu um suspiro do outro lado da linha e em seguida a voz da ex-esposa a falar que "foi isso o que você sempre quis, Russel! Não há nada a fazer a não ser esperar. Você sabe como ela se tornou o avesso do que um dia foi. Apenas tenha paciência com ela! E cuidado também. Lembre-se: ela é só um ser humano. E, ainda que não demonstre, muito frágil". "É... Eu sei. Mas, Judy, ela é tão brilhante que eu tento pensar em outros advogados para colocar em casos extremos e não encontro um com a metade do talento e inteligência da nossa filha", confessou. Porém, ainda que o comentário do ex-marido fosse lindo e sincero, era mister lembrá-lo que Quinn era só uma pessoa e não uma super máquina de solução de problemas. "Russel, seja paciente. Quando você menos esperar, ela aparecerá", reiterou. "Que os anjos digam 'amém'!", retorquiu o Fabray. Ela riu e afirmou que "eles dirão" e estava já para findar a ligação quando ouviu "Judith..."; "sim!?", ela ficou à espera, que não foi longa. "Obrigado", Russel precisava disso. Ele e a mãe de suas filhas estavam definitivamente separados, entretanto era para ela que ele telefonava em busca de apoio e amparo. Escutou-a ponderar que "ela é nossa filha, Russel. Não há porquê me agradecer". E a chamada foi cortada. O homem respirou fundo e soltou um suspiro. E pensou em todos os males que causou à família e como foi o maior prejudicado. Um belo tiro que saiu pela culatra. Como era um mal "atirador"! Um perfeito idiota que achou, um dia, que um rei lhe habitava a barriga. Nunca esteve tão errado!

" (...) Mas, o que está lhe intrigando

É a natureza do meu jogo

Quem? Quem? Quem?"

– Rolling Stones -

Quinn estava no escritório de sua cobertura, sentada à mesa, em frente ao potente computador de última geração e digitava rápido. A cada informação considerada importante sobre o tema do estudo que fazia, imprimia e lia, a fazer algumas anotações que considerava complementares. E, após, juntava a folha ao arquivo que estava a preparar de maneira cuidadosa, pois certamente poderia lhe servir em outra ocasião. Por isso, a organização era imprescindível, além do método e a boa atenção. Não dormiu como seria o ideal. Apenas um cochilo de três horas para adiantar as pesquisas e aguardar algum contato de Wilhelm. Ele era rápido nas investigações por ela requisitadas. Nunca falhava.

Ouviu três batidas suaves na porta. Certamente era Holmes com uma bandeja com frutas, café, leite, frios e, pelo menos, dois tipos de pães. Mas ela não estava com fome. Só queria continuar seu trabalho sem ser interrompida. Porém, nem por um casal de macacos paranormais ele arredaria pé daquela porta enquanto não o permitisse entrar. E foi o que ela fez. Falou um pouco mais alto para que entrasse. E, como o conhecia bem, o cuidador adentrou ao recinto com uma bandeja contendo o que a advogada imaginou. Ouviu-o:

"Precisa se alimentar. Café e mais café para lhe manter desperta quando deveria estar a dormir e descansar não lhe farão ter forças para vencer o processo que o Sr. seu pai implorou para aceitar".

Ela sorriu e argumentou que "eu ainda não aceitei, Holmes. Estou a pesar os prós e os contras. O Sr. Fabray só quer o polpudo cheque que a promotoria pagará pelos meus serviços. Eu não".

O homem sabia. A advogada era dona de cinquenta e cinco por cento da firma “Fabray& Advogados”, Russel detinha apenas cinco por cento, Santana dez e os outros trinta por cento estavam em poder dos demais sócios. Além disso, havia a pequena fortuna arrecadada quando era fotógrafa e mais um fundo de investimentos que todos desconheciam o paradeiro. Até mesmo Quinn não dava mostras de saber e parecia não ter interesse. Sem contar o prédio onde funcionava o estúdio de fotografias e mais dois ou três imóveis na 5a. Avenida. Quinn era boa com dinheiro e entendia muito bem de investimentos. Se quisesse, poderia parar de trabalhar.

Holmes observou mais uma vez: "coma. Sabe que é importante. Seus remédios estão na bandeja, junto com o desjejum. E, se por acaso eles lhe derem sono, por favor, Srta. Fabray, durma. Prometo acordá-la para o almoço".

Ela o mirou. "Sabe, Holmes, você às vezes consegue ser incômodo... Mas, seguirei o seu conselho. Satisfeito?"; o homem sorriu e assentiu, a colocar-se em marcha para sair do recinto.

A advogada segurou a cabeça entre as mãos. Sentiu uma pontada desagradável e não conseguiu evitar um pequeno gemido de incômodo. Cuidou de comer um pedaço de queijo e, com um pouco de suco, ingeriu os remédios, antes que fosse tarde demais. Reclamou "droga! Logo agora que eu preciso de você, cabeça... Por quê?", questionou ao final. Não viu que Holmes ainda saía do escritório e a ouviu, voltando-se, grave.

"Dra. Fabray, de um a cinco, qual é o grau de desconforto está a sentir", indagou, preocupado. Ela respirou fundo e o encarou antes de proferir "dois e meio". Ele retornou para perto dela, enquanto concluía o óbvio de que "dois e meio é a metade de cinco... É um sinal de crise. Por que não se alimenta um pouco mais e depois vai se deitar um pouco? Se o Sr. Ewing entrar em contato eu lhe avisarei", propôs. E, para espanto do homem, ela concordou. E quando Quinn Fabray concordava com alguma coisa sem debater, era sinal de que a situação estava séria.

"Sabe o por quê desta dor forte?", questionou o empregado, que tratou ele mesmo de responder, sério, "porque a doutora exagera nas horas de trabalho. Não lhe é óbvio isso?". A resposta saiu de pronto : "faça o seu trabalho que eu faço o meu, Sr. Holmes! Sabe que eu não gosto das coisas pela metade. Então, se há um processo que apresenta dificuldades, eu tenho que estar preparada. Entendeu?". O mulato concordou, mas atalhou que "só poderá sair vencedora do tribunal se estiver capaz de atuar; do contrário, não haverá razão para tanto esforço". Ela o encarou. Por um momento pensou em dar-lhe uma resposta à altura, entretanto resolveu que o melhor a fazer seria ouvi-lo. Holmes tinha razão. E ela não gastaria energia com ele em debate. Não neste momento, em que precisava ficar bem. Muito bem! E, após comer um pouco, agradeceu ao seu homem de confiança e foi para o quarto. Os medicamentos lhe fariam sentir-se sonolenta e seria difícil encontrar concentração. O melhor era ceder um pouco e descansar. Teria dias de labuta pela frente.

Quinn despertou atordoada. Piscou algumas vezes na tentativa de focar a vista. Havia uma mulher a lhe afagar os cabelos. Era morena e com profundos olhos azuis. "Sou eu, bebê! Alex!", sabia que a loira ficava "fora do ar” quando usava os medicamentos para dor.

"Alex?", questionou e percebeu que o quarto estava imerso na penumbra. "Que horas são", indagou a procurar o relógio. A morena lhe segurou a face e tomou-lhe a boca com fervor. Quinn se deixou beijar e sentiu a língua quente da outra invadir-lhe. Tentou afastá-la e a ouviu, a murmurar numa voz rouca que deixava explícito o desejo que sentia: "acalme-se! Eu só quero sentir você... E, sobre às horas, são três e dezesseis...".

"Holmes...", a advogada tentou falar, porém foi cortada pela outra voz extremamente sensual que avisou "ele achou melhor deixá-la descansar. É madrugada, bebê! E eu estava louca de saudade. E você...", sorriu, "Está 'chapadinha, chapadinha'... Adoro quando está assim, pois eu posso me aproveitar de você", brincou.

"Não... Eu não estou chapada....", retorquiu. Alex deu uma deliciosa gargalhada e afirmou que "sim, meu amor, você está chapada". E Quinn segurou-lhe a face com uma das mãos e, misturando o verde de seus olhos com os azuis da outra mulher, confessou que "eu me apaixonaria por você se eu pudesse..."; Alex riu lindamente, a mostrar os dentes perfeitos e concluiu "viu como eu estou certa? Você está muito, mas muito chapada. Agora, embora eu deseje tirar toda a sua roupa e fazer amor, vou só me deitar ao seu lado e deixá-la descansar. E nem adianta reclamar comigo sobre eu ficar a acariciá-la. Eu preciso saber que você é real, Quinn, e que, embora diga o contrário, é minha e de ninguém mais”.

A advogada já estava com os olhos fechados ao murmurar “eu não consigo ser de pessoa alguma, Alex... Eu não consigo...”. A morena sorriu e se aninhou a ela. Respondeu a sussurrar no ouvido da loira: “Não, Quinn. Você está enganada. Muito enganada...” e a beijou na face.

Tudo é teu, que enuncias. Toda forma

nasce uma segunda vez e torna

infinitamente a nascer. O pó das coisas

ainda é um nascer em que bailam mésons.”

– C. Drummond in fragmento A Palavra e a Terra

CONTINUA.

Notas finais
Não ficou tão grande... Estou um tanto quanto hiperbólica. Então, não me chamem de sádica ou má por parar a cena em que a Alex (viva!!!!) apareceu. Continuará e vocês poderão saber um pouco mais sobre ela. Só há um porém: como será que a Rachel reagirá ao conhecer a "namorada" de sua ex? Teeensoooo!!!! ;) Abraços. Cal.*-*