Sine Cordi
32 Capítulo 32 - לב
Notas iniciais
“DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu – agora, que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?”
– Mario Quintana -
Kurt John Hummel se jogou nos braços do esposo, à procura de alento. A missão que tinha pela frente não era das mais fáceis. Colocar Rachel a par do que – realmente – aconteceu após sua partida para a Europa.
“Eu não sei se temo mais contar a verdade para Rachel ou ter que reviver aqueles dias de incertezas, quando não sabíamos se a Quinn sobreviveria… E depois, quando ela acordou e… E apenas não sabia quem era… A maneira como os olhos dela me fitaram, Blaine! Foi tão estranho… É esquisito você mirar alguém que conheceu por toda a sua vida e ela lhe fitar como se você nunca tivesse existido. E… E depois de tudo, saber que a pessoa que você conheceu se foi com todas as lembranças que ficaram abaixo da superfície… Que ela nunca mais será a mesma… Que nem mesmo a fé aguerrida de Judith a fizeram melhorar…”, olhou para o marido, “você também se sentiu assim?”. A questão escorreu para fora dos lábios de Kurt tão alquebrada que Blaine sentiu o coração encolher e apertou o companheiro ainda mais nos braços, antes de confessar…
“O que mais me machucou, Kurt, foi ver o tempo passar e as chances dela se lembrar irem diminuindo até se tornarem escassas… Saber que ela nunca mais será a garota de gargalhada solta, cheia de humor inocente que só a criança que habitava dentro dela poderia faze-la ser. Saber que ela nunca mais segurará um sabre de luz como se fosse um guerreiro Jedi e brincará com os meninos e meninas no estúdio de fotografias ou nos parques, aos domingos… Eu sinto saudade desse tempo, quando Quinn era só uma menina no corpo de uma linda e exuberante mulher, com aqueles lindos vestidos que a faziam quase uma princesa…”.
“Se continuar a falar assim, eu vou pensar que a Rachel foi a maçã envenenada…”, o homem de olhos azuis atalhou.
Blaine se quedou pensativo. Talvez Rachel Barbra Berry não fosse a maçã envenenada. Mas, sem dúvida, foi a pessoa que ajudou a transformar a garota doce em um poço de fel. E pensou alto…
“Acho que cada um de nós tem a sua parcela de responsabilidade nesta história…”.
Kurt não sabia se concordava. Afinal de contas, como poderia saber o que aconteceria quando Jesse foi escalado para Wicked junto com a estrela do Clube Glee?
“Por que acha que temos nossa ‘parcela’ de culpa no que aconteceu, Blaine?”.
“Se contássemos para a Rachel, assim que ela buscou por notícias de Quinn, o que aconteceu, quem sabe o que aconteceria? Ela teria se casado com o Jesse? Rachel continuaria na Europa ou jogaria tudo para o ar e retornaria para ficar ao lado da Q?”.
O homem de olhos azuis emudeceu. E pensou sobre as palavras do esposo. Ele teria razão? Talvez… Mas, quando tudo aconteceu, quando o telefone tocou e o nome de Santana apareceu na tela…
Acabaram de chegar à Itália para as primeiras semanas de apresentação. Estava preocupado com sua estrela mor. Rachel, sempre tão prolixa, estava amuada e sem brilho. Estava opaca, ressecada, prostrada… Tentou se aproximar e conversar com ela, mas o silêncio e a incapacidade que ela pareceu ter, naquele ínterim, de formar frases o deixaram sem saber o que fazer ou pensar. Quando o telefone tocou e a voz de animal ferido de Santana ecoou em seus ouvidos, cravou o olhar azul sobre a judia.
“Quinn vai morrer, Kurt”, ouviu do outro lado da linha.
O substantivo próprio que designava uma de suas melhores amigas com a locução verbal que afirmava o fim de uma breve existência o deixaram sem chão, sem cor, sem voz, sem ar, sem razão. As pernas falharam e, sem saber como, sentou no sofá mais próximo e puxou o ar com força para os pulmões e falou, num fio sonoro:
“Perdão, Sant, mas eu… Eu acho que a ligação não está boa e… Eu não… Não entendi o que você…”.
“Eu disse que a Quinn vai morrer! Ela enfiou o carro sob a carroceria de um caminhão, Kurt! Foi horrível! Ela… Ela…”.
O telefone caiu das mãos dele.
“Ela estava tão abatida, Blaine! Tão sem vida que eu não tive coragem de contar o que a Quinnie fez. Então eu… Eu pensei que…”.
“Que omitindo a realidade dela a faria ficar melhor!”.
O homem de tez branca assentiu e murmurou:
“Eu quis dar a ela tempo… E quando a vi mirar Jesse de maneira culpada, liguei os pontos imediatamente… Então, eu já não sabia mais como atuar. Pouco depois Santana voltou a me telefonar e confirmou a minha desconfiança sobre a Rachel e o Jesse… Julguei que o melhor seria se recuperar do baque inicial, da dor do arrependimento… Eu tinha a intenção de contar a ela…”.
“Mas, o tempo passou, Jesse se mostrou um ótimo amigo e ela pensou – na ignorância total – que ele seria uma saída. Afinal, Quinn não a atendia mais ao celular, pessoa alguma deu notícias… Ela terá toda a culpa, Kurt? Como classificaremos a nossa omissão em toda esta história? Como chamaremos o que fizemos para ela e para Quinn?”.
“Quinn?”
“Sim, Kurt! Quinn! O que ela sabe? Nem contaram a verdade sobre o acidente! Ela acha que o carro perdeu o freio… Ela não teve a chance de conhecer a Rachel! Elas não tiveram a chance de conversar e…”,
“E dizer o quê, Blaine? ‘Muito prazer, eu sou a Quinn não sei quem e, pelo que parece, eu sofri um acidente que me deixou em coma por quase dois meses e perdi a memória…' Esta seria a sua sugestão de interação entre elas?”.
O homem de cabelos encaracolados meneou a cabeça e retorquiu, firme:
“Não. Eu só acho que, se elas tivessem se encontrado quando a Q ainda convalescia no hospital, as coisas poderiam ser diferentes”.
“Diferentes? A Rachel surtaria e a carreira dela iria pelo ralo!”.
A resposta de Kurt surpreendeu o esposo…
“Perdão, Kurt! Está a me dizer que prefere as coisas como estão agora?”.
O Hummel suspirou e negou.
“Não desta maneira, Blaine! Eu só acredito que, como já se passou tanto tempo, será mais fácil para a Rachel se afastar e esquecer a ideia de reatar com a Quinnie”.
“Então você está pronto para a decepção da Rachel com todos nós”.
Os olhos da cor do mar aumentaram em tamanho.
“Não!”.
“Bom, Kurt, foi o que eu entendi. E acredito que qualquer um que lhe escutasse agora estaria de acordo comigo!”, esclareceu.
O homem de tez pálida se quedou mudo. Pensava. E eram tantas coisas para pensar que só desejou encontrar um mínimo de coerência, um ajuste para a desordem que estava sua cabeça, uma ordem para o caos.
“Podemos ser acusados de querer minimizar a dor de alguém?”, finalmente perguntou, atento ao companheiro.
Blaine apertou os lábios. Os olhos cravados no chão. O cenho franzido.
Kurt desviou a mirada e aguardou, em silêncio, o silêncio do marido.
“Quanta coisa perdi por medo de perder”.
– Paulo Coelho -
Anthony respirou profundamente outra vez e soltou o ar devagar. Precisava de calma. Muita mesmo! Precisava ser lógico ao questionar a testemunha. Mais: precisava faze-la contrariar o que dissera até o momento para a Fabray.
Limpou a garganta e caminhou até a mulher e sorriu, cumprimentando-a gentilmente. Ela correspondeu com a mesma educação.
“Sra. Stein, como já especificou para este tribunal, conheceu a Sra. Wood e o meu cliente. Diga-me, por gentileza: pelo que conheceu e conhece do Sr. Street, acredita que ele seria capaz de algum ato que pudesse prejudicar a Sra. Wood?”.
Antes que a mulher respondesse, Quinn fez seu aparte, numa aposta que dependeria apenas de sua argumentação e da interpretação do juiz.
“Protesto, meritíssimo! A pergunta é muito subjetiva e pode ser interpretada de várias formas. O Sr. Mathews deve ser mais específico quanto ao que ele nomeia de ‘ato prejudicial à vítima’”.
O juiz a mirou e ficou em silêncio. Meditou sobre a argumentação dela. Afinal, como “ato prejudicial” poderia ser interpretado? O acusado poderia levantar falso sobre a Sra. Wood?
Sim, ele poderia.
O acusado poderia agredir verbalmente a Sra. Wood?
Sim, ele poderia.
O acusado poderia agredir fisicamente a Sra. Wood?
Sim, ele poderia.
O acusado poderia mandar matar a Sra. Wood?
Sim, ele também poderia.
E, o mais importante: em se tratando de uma falsidade sobre a vítima, uma agressão física ou verbal, ela contaria para a amiga e para o marido?
Sim.
Talvez.
Não.
E se fosse ameaçada?
Sim, ela poderia contar para as pessoas que a conheceram. Porém, e se o acusado não a ameaçasse e resolvesse matar ou mandar alguém faze-lo, a vítima falaria?
Não, pois ignoraria o fato.
Virou-se para o advogado de defesa:
“Refaça a sua pergunta de maneira mais objetiva”.
O Mathews olhou para a loira e apertou os lábios.
Ela não o olhou. Voltara a se sentar e lia algumas anotações no caderno de capa de couro. Tinha uma caneta na mão.
“Eu não posso acreditar”, ele murmurou para si mesmo.
O juiz o mirou e atalhou:
“É melhor o senhor acreditar”.
O advogado empalideceu e assentiu. Voltou-se para a testemunha outra vez e pensou com cuidado antes de questiona-la. Era imperativo reverter a situação! Pigarreou e sorriu para a Sra. Stein antes de lançar a questão: “Sra. Stein, pelo que conhece do Sr. Street, poderia nos dizer que ele é um homem dado à violência…”.
“Protesto”, Quinn se ergueu, “o advogado está a tentar desqualificar o testemunho da Sra. Stein repetindo a mesma pergunta a fim de levantar falso sobre o que já foi falado. Além disso, como pessoa da convivência do Sr. Street, a testemunha poderá ser colocada em situação embaraçosa. O Dr. Mathews deveria repensar a pergunta. Tentar fazer com que a testemunha emita juízo de valor sobre o réu não parece uma boa ideia”.
O advogado se virou para ela e não se conteve:
“É sério, Dra. Fabray?”.
Ela o encarou e a maneira como o fez demonstrava incredulidade. Mathews não acreditou! O incrédulo ali era ele!
“A advogada está de brincadeira? É isso?”.
A loira olhou para o juiz, sem demonstrar sinal algum de desfaçatez ou cousa que se assemelhasse.
Walker suspirou e meneou a cabeça, a fim de colocar a verborragia de Quinn em ordem. Pediu ao escrivão que lesse o que ela argumentou e ficou quieto.
Anthony passou a mão pelos cabelos, agitado.
Lancaster estava tão ou mais zonzo que o juiz. Este, por sua vez, indeferiu o pedido de Quinn e se voltou para o Mathews, e reivindicou:
“Advogado, por favor, evite perguntas que possam ser embaraçosas para a Sra. Stein”.
“Meritíssimo! Eu mal posso abrir a boca que a Dra. Fabray me interrompe”, reclamou.
O homem cerrou os olhos e observou:
“Ela até pode te-lo interrompido, mas eu indeferi o argumento dela. Assim, por favor, prossiga”.
Rachel olhou preocupada para Santana.
“Isso é ruim?”.
A outra sorriu e tranquilizou a menor:
“Não, Rach! Na verdade, isso é ótimo”.
A cantora não entendeu…
“Ótimo, Sant? Como? O juiz não acatou o pedido de Quinn”.
A advogada abriu ainda mais o sorriso e sussurrou:
“Ela não quis impedir o advogado… Ela só quis desequilibra-lo. É tudo pensado. Imagine que isto é uma guerra e sua amada é um general. Ela pensa em toda a estratégia, em todos os movimentos do ataque e da defesa”.
Rachel meneou a cabeça com desconfiança e retorquiu:
“Sant, todos os advogados têm estratégias em um julgamento. Isto não é nada demais”.
“Realmente, Berry! Mas neste caso, a nossa querida ‘rubia’ já irritou o réu e fez o mesmo com o advogado. E ele quase perdeu as estribeiras. Fosse outro, já teria reclamando por qualquer coisa com o juiz. Porém, o Mathews é bom. Por isso, foi comedido. Quinn está a fustigar os dois bem devagar. Mais cedo ou mais tarde um deles escorregará. E, com certeza, será o Street”.
A judia voltou a atenção para frente e meditou sobre o que escutara. Seria a ex fotógrafa capaz de desestruturar o gentil Dr. Mathews? Ele lhe pareceu, à primeira vista, um jovem muito capaz e educado. É claro que percebeu o quanto lançou olhares de apreciação além do normal para a loira. Ficou óbvio que ele a admirava não só por causa do talento, mas também por conta da beleza que ela levava e pela sensualidade que escapulia pelos poros dela. Talvez por estar atraído por ela ainda não perdera a paciência.
“Você acha que ela conseguirá fazer com que um dos dois perca a elegância?”.
“Bom, o Street já a xingou. Ela só está a fustigar o homem. Já deve saber muito bem quando faze-lo pular”.
Rachel olhou para frente, muito curiosa. E um pouco preocupada pelo advogado que achou gentil.
Santana sorriu diante da aparente perplexidade da cantora e acrescentou ao comentário:
“Se a Quinn a escutasse, diria que ‘quem tem pena, morre depenado’”.
A judia a fitou cuidadosa e, devagar, voltou a atenção para a mulher que lhe abordou no banheiro. Por isso, comentou:
“Ela está a me sair uma bela caixa de surpresas”.
“Sempre que você precisar de um amigo
Eu estarei aqui
Você nunca ficará sozinho outra vez
Então não permita o medo
Mesmo se você estiver a milhas de distância
Eu estou ao seu lado
Você nunca ficará solitário
O amor deixará tudo bem.”
– Anytime You Need A Friend by Fifth Harmony -
Kurt e Blaine ainda estavam recolhidos ao silêncio, cada um com o seu, bem dentro dele. Por um instante, pareceu-lhes tão confortável! Uma pequena ilusão…
Mas, num momento necessário, a voz do homem de olhos esverdeados desfez a bolha em que se encontravam:
“Jesse, sem saber da verdade, saiu em defesa de Rachel. O que ele fará quando souber que a Quinn se machucou com um propósito? Propósito que poderá colocar em xeque a lealdade de Rachel…”.
Kurt o mirou com o cenho franzido.
“Como assim o que ele fará?”.
“Eu não sei, Kurt! Só o que eu posso lhe dizer, com certeza, é que ele saiu e sempre sairá em defesa da Rach. Ainda que ela tenha o seu quinhão de culpa no que ocorreu com a Quinn”, suspirou e murmurou, “ela foi ao julgamento…”.
“Oh, Santo dos Santos! Isso não vai se desenrolar bem…”, pronunciou em voz baixa o homem de tez pálida.
“Não exagere, Kurt! Você sabe que a Rach-Rach aproveitará toda a oportunidade que encontrar para se aproximar da Q”.
“Eu sei… É isso que me assusta mais…”.
Uma ideia, ainda que parecesse meio desgovernada, apareceu dançando um agitado ritmo caribenho na cabeça de Blaine e foi colocada para fora…
“Talvez, se nos reuníssemos com eles – Jess e Rach – e contássemos sobre a Quinn, talvez a Rachel pudesse, quem sabe, manejar a situação sem… Sem…”.
“Surtar?”, o Hummel completou o raciocínio um tanto “agarrado” de Blaine.
“É…”, sussurrou a resposta.
O outro o mirou e, após um longo suspiro, indagou:
“Blaine, de verdade, eu não sei o que pode ser menos danoso. Esta é uma situação que causará baixas. A única a salvo em todo este pandemônio é a Quinn, segura pelo esquecimento, pela inabilidade em sentir…”, riu e justificou o riso, “aquela loira conseguiu desestruturar a todos nós! E agora, na abençoada inconsciência, fará o mesmo com a Rachel”.
“Talvez não… E se a Rach for a peça que poderá devolver a memória para a Quinnie?”.
Kurt meneou a cabeça em negação.
“Não, Blaine. Eu não acredito que, após tantos anos, a Quinn possa lembrar. Se isso pudesse acontecer, creio que aconteceria no tempo em que os médicos guardavam esperança. Muito já passou para algo ser recuperado nela”, concluiu, decepcionado com o próprio parecer.
Uma observação válida: Kurt sabia exatamente do que estava a falar.
“Talvez você tenha razão…”, murmurou o moreno, “ela se afastou demais de todos nós… Nem eu, você, a Britt ou a Sant conseguiu mante-la por perto…”.
Os olhos azuis de Kurt Hummel se fixaram em algum ponto na sala. Ele meditou sobre as palavras do esposo. O distanciamento de Quinn foi lento e constante que não apenas eles, mas todos os que cercaram e fizeram parte – de alguma maneira – da existência da ex fotógrafa, não se deram conta do quanto o retraimento dela se tornou tão absoluto que eles passaram apenas a coexistir.
“Nós deixamos que ela se ausentasse também de nós…”, sussurrou.
“Não creio que tivéssemos muita escolha, Kurt. Com tudo o que aconteceu… Quinn nunca esteve tão irascível como quando esteve no hospital, em recuperação…”.
“Foi mais fácil deixa-la…”, pensou alto.
“O que poderíamos fazer, Kurt? Ela simplesmente não nos conhecia! Nós nos tornamos pessoas que ela apenas ouviu falar e até nos aturou por um tempo considerável, se levarmos em conta a situação! Nem mesmo Santana, com toda a teimosia que a tomou, conseguiu manter uma relação saudável com a Q”, atalhou o Anderson.
Este foi um adendo que o homem de pele de alabastro se havia olvidado. Nem mesmo Santana, do alto de sua ternura teimosa e pouco convencional, conseguiu manter a ex fotógrafa por perto. Ela também foi esquecida por Quinn, mesmo após o acidente e todas as “apresentações” que foram feitas para que a loira soubesse quem era quem em sua vida.
“Santana vai tentar matar a nós dois quando souber que temos a intenção de contar a verdade sobre a Quinn para a Rachel…”, Kurt voltou a insistir neste ponto. Porém, para o homem que o sustentava nos braços, isto era realmente irrelevante. O que mais importava, neste ínterim, era que fossem capazes de conversar com Rachel, antes que ela percebesse e procurasse respostas por si mesma. Isto, sim, poderia ser pior.
“Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal.”
– Aristóteles -
CONTINUA.
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