Since the beginning
11 Changing.
Notas iniciais
Ei, people...
Olha eu aqui de novo !!
O comentário passado me deixou muito feliz, então eu tou postando agora...
Não revisado, sorry.
Espero que gostem !!
Eu não estava pronto para aquilo.
Era uma droga como o tempo passa sem nem você perceber, mesmo você tentando não ligar ou se importar com ele, é incrível que mesmo assim, o mesmo desaparece mais que de repente.Eu apenas observava, não podendo fazer nada a respeito sobre os acontecimentos.As caixas espalhadas pela casa, e até pelo meu quarto, davam a impressão de que nós é que iríamos nos mudar, não eles.Eu ainda não acreditava que meu pai estava abrindo mão da maioria dos nossos móveis, e aderindo os da Anne.Os nossos sofás já eram, o nosso fogão também, e ainda mais a nossa televisão.E a minha opinião sobre isso tudo? Eu simplesmente não tinha.Na verdade, eu já estava me lidando com o relacionamento do meu pai com aquela mulher, mas sobre Ashton? Não mesmo.E pensar que falta pouquíssimo tempo para ele estar aqui em meu quarto.Minha cama já foi afastada mais para o canto, juntamente com as minhas outras coisas, o que quer dizer que também tive que abrir mão da maioria do espaço.A cama de Ashton ficará no outro extremo. Bem longe de mim, o que de certa forma, é bom.Só um pouco bom, né? Porque ainda não muda o fato dele estar ali, na minha casa, no meu quarto, na minha intimidade, na minha vida.E por que isso acontece justo comigo? Ah, porque eu sou Luke Hemmings.Nada dá certo para mim.Nem mesmo o certo dá certo.Mas enfim, enquanto minha vida não vira um inferno em si, eu ainda estava ali, e ainda podia curtir aquele momento.O vento gelado que vinha da janela, passava pelo corpo.Acho que aquela sensação de me arrepiar por causa do frio, era uma das únicas vezes em que eu sorria.Ter aquele clima gelado, era simplesmente maravilhoso.–Você ama o frio, não é?- Calum perguntou, me fazendo abrir os olhos.Desfiz meu sorriso, desviando minha atenção do garoto ao meu lado.–Sim.- respondi, mesmo assim.Nós estávamos sentados no parapeito da minha janela, apenas olhando a rua, mas no meu caso, o céu.Sim, aquilo era possível por causa do tamanho da janela.Ela era uma daquelas largas, e grandes.Fechei os olhos novamente, assim que o vento passou pelo meu rosto.Sorri, e então me virei de lado para olhar Calum.Tinha uma coisa que eu queria perguntar para ele, mas toda vez esquecia.Limpei a garganta, antes de questioná-lo.–Ei, você nunca me falou qual era o nome do garoto novo. Desde aquele dia.- comentei, olhando para minhas unhas em meu colo.–Você nunca me perguntou, desde aquele dia. Só ficou falando que nunca faria aquilo e que foi uma atitude idiota.- respondeu, também virando de lado.É, isso era verdade. Aquele fato não era muito importante para mim naquele momento, mas já faz duas semanas que ele chegou à escola, e eu nunca tinha ouvido seu nome vindo da boca de ninguém.–De qualquer forma, qual é?- respondi, agora o olhando.–Michael Clifford.- falou.Oh, nome legal.Os dois desde aquele dia na biblioteca, já conversaram mais algumas vezes. Mas eu nunca participava.Era sempre nas aulas, que a propósito o garoto de cabelo alaranjado também tinha todas conosco.Calum também já passou alguns intervalos com o garoto de cabelo alaranjado. Não que eu me importasse.O moreno não alegava ter uma amizade com ele, mas confirmava que o garoto era bastante legal.Ele não parecia. Ao contrário. Ele tinha uma expressão não amigável todos os dias.Mas eles não andavam juntos, e isso não foi só o que Calum disse, é o que se pode ver.–Ah.- respondi, voltando a olhar para minhas unhas.–Não se preocupe, Lucas. É você o meu melhor amigo.- ele falou depois de um tempo.Rodei os olhos, voltando a olhar o moreno. Aposto que seu rosto estava tomado pelo deboche, e quando o vi, só acertei a constatação.–Vai se ferrar, Calum.- respondi.Ele soltou uma gargalhada, me fazendo fechar os olhos em desgosto.–Para de rir, porra!- gritei, colocando as mãos nas orelhas.Ele logo cessou.–Você é muito chato, Luke.- respondeu, balançando a cabeça.Suspirou, dando de ombros, e colocando os pés no chão.–Eu vou embora.- disse, indo até seus tênis.–Finalmente.- falei, também saindo do parapeito.Ele soltou um risinho, enquanto dava um laço nos cadarços.–Eu sei que você vai sentir a minha falta, mas fazer o que?- respondeu, e então ficou em pé.Logo deu de ombros, e caminhou até a porta do quarto.O segui.Andamos pelo corredor, chegando à escada.Logo avistei o andar de baixo, cheio de caixas espalhadas.Tinham alguns homens levando ou trazendo os móveis grandes.Sim. A transferência já estava sendo feita.Bufei por conta dessas coisas todas, mas sabia que não poderia fazer nada. Pra variar.Continuei no encalço do moreno, indo até a saída da casa.Calum abriu a porta, e eu segurei na mesma, parando ali, e vendo o garoto dar mais alguns passos.Ele se virou, seu sorriso estava de lado, de forma debochada.–Promete que vai tentar se dar bem com Ashton?- perguntou, sua voz saindo fina propositalmente.Rodei os olhos.–Cala a boca, Calum!- gritei, não podendo esconder o sorriso largo.
Eu odeio esse imbecil!Bati a porta em sua cara, ainda escutando sua risada alta.Soltei um risinho, então fiz meu caminho até o meu quarto novamente, tendo que desviar de algumas caixas.Eu realmente não estava animado para o dia de amanhã.(>n<) Meus fones ainda se encontravam em meus ouvidos. O motivo, era para que eu não ouvisse o seu chamado logo de manhã.Bom, até aí havia funcionado, porém quando acordei naquele dia, logo avistei o homem ao lado da minha cama, em minha cadeira e me olhando.Seu sorriso estava mais irônico impossível.Aposto que ele apelou para me esperar acordar, já que não poderia me chamar.Coloquei as mãos nos olhos, soltando um suspiro.–Eu sou tão lindo assim?- perguntei.Não me importei em tirar os fones para escutar sua resposta, mas já tinha uma ideia do que poderia ser.E eu ficaria ali. O evitaria o quanto eu pudesse, apesar de que é super fácil para o homem inverter isso.E foi o que ele fez.Arrancou um de meus fones, o que fez com que eu tirasse as mãos dos olhos.–Merda.- sussurrei. Me sentei, coçando meu olho e tirando o outro fone do ouvido.–Oi, filho.- sua voz saiu absurdamente irônica, o que me fez rodar os olhos.O olhei de relance, esperando ele começar a dar as ordens; coisa que ele anda fazendo muito ultimamente.–Então, como você deve estar sabendo, eles vão se mudar para cá hoje. Vamos acordar, para poder ajudar?- falou, de forma empolgante.Como alguém consegue acordar num domingo de manhã tão bom humorado? Ou, quem é o idiota que escolhe esse tipo de dia para se mudar?!–Droga, pai. Estamos aqui num domingo maravilhoso para se dormir, mas não! O que vamos fazer? Carregar móveis dos outros!- eu queria muito xingar, mas sei que meu pai não admite isso perto dele.–Luke, para de reclamar e levanta logo.- falou, dessa vez mais sério.Evitei rodar os olhos, mas não segurei o suspiro frustrado.Meu pai se levantou e apenas saiu.Passei a mão pela testa, não demorando muito em apertar meus fios de cabelo entre os dedos.Bufei, dando alguns socos no espaço de colchão vazio ao redor.Minha vida é um saco.Demorei um pouco mais para sair do quarto, mas quando finalmente o fiz, já podia sentir o arrependimento em ter feito aquilo.Vi da escada, os móveis novos e desconhecidos, já tomando lugar, do que antes eram os nossos.Abaixei os ombros, descendo os degraus lentamente, querendo evitar aquele momento o máximo possível.Demorei um pouco mais para descer o último, arranjando um pretexto, como... ah, não sei. Apenas fingi estar ocupado com algo.O que parece que meu pai percebeu, pelo que ele falou:–Luke, pare de enrolar, e desce logo.Bufei, finalmente chegando ao piso escuro da sala.Olhei para o lado de fora, vendo quando Anne e seu filhinho acabam de chegar ao gramado.Ashton está com uma calça jeans preta, uma blusa branca amarelada e uma jaqueta preta de couro.Eles caminham até a porta, mas param, por causa do guarda roupa grande que dois homens carregam e que impede a saída.Quando o loiro me olha, faz uma expressão de nojo, e roda os olhos.Franzo o cenho, o olhando de cima a baixo, e querendo de alguma forma me mostrar superior.O que parece que dá certo, já que ele me olha com uma expressão nada boa.Em resposta, reviro os olhos, andando até a cozinha, onde está o meu pai.O homem dá algumas instruções para os caras que vieram fazer a mudança, e depois de um tempo, eles saem da cozinha e meu pai me olha.Ele sorri sacana, o que me dá muita raiva mesmo.Ele sabe que eu não estou curtindo isso aqui, e ainda consegue tirar onda com a minha cara? Desgraçado.–Animado?!- pergunta gritando e sorrindo.–Pode ter certeza disso!- respondo fingindo estar alegre, depois rodos os olhos, voltando à minha expressão normal.- Quê que eu tenho que fazer?–Ajude Ashton com o novo quarto dele, depois disso, você está livre.- respondeu, agora falando seriamente.Bufei. Não sei porque, mas eu já tinha uma ideia de que meu dia seria o pior possível.Solto um suspiro, sussurrando um incentivo para mim mesmo, e saio da cozinha.Entro na sala, vendo Ashton parado com os braços cruzados.Sua mãe passa por mim, me lançando um sorriso, que não faço questão de retribuir.Olho para o chão, sem saber muito o que falar.É fato que ele me intimida, nem que seja um pouco, mas eu sei que comigo, ele também sai machucado; bem menos que eu, mas sai.O silêncio é o nosso companheiro, o que incomoda de certa forma.Evito ao máximo olhar para o cacheado, porém sinto que o mesmo me encara, o que me dá vontade de retribuir; mas não o faço.Escuto o seu suspiro pesado, e então a sua voz num tom tedioso.–Que é? Tá de babá?- fala.Franzo o cenho, sem ainda desviar minha atenção para o garoto.Quando o faço, seu olhar me faz vacilar.Ashton é um típico valentão.Apesar do sorriso um tanto amigável, as aparências enganam. E muito.Ele não vive batendo nas pessoas, mas quanto ao modo de como ele as trata... É o que basta para ter o título mencionado.Mas parece que eu sou mais especial que os demais.O loiro sempre implicou mais comigo do que com os outros.Mas por que isso? Pergunta excelente...!Quem sabe eu o questione sobre o assunto?Mas eu duvido que eu vá lembrar, ou querer entender. Não, eu não quero compreender o motivo pelo qual pessoas como ele me odeiam, porque, até parece que passo a noite pensando sobre.Então, não faz diferença. Nós vamos nos odiar até... Até que o futuro queira.–Felizmente, não.- respondo indiferente.- Eu tenho que te ajudar com as sua coisas e, depois estou livre.Ele também não parece nada feliz com a notícia.–Porra, por que minha mãe quis logo o seu pai?- sussurrou, olhando para o chão.Ele estava falando sozinho, isso está claro.–Como meu pai quis alguém como sua mãe, essa é a pergunta em questão.- respondi, mas ao contrário dele, eu não sussurrei. Ele me olhou, meio que me fuzilando com aquela expressão.Arqueei as sobrancelhas quando ele começou a se aproximar.–Quem você pensa que é, para falar assim da minha mãe?- perguntou, assim que chegou a minha frente.–Hm? Mas até parece que fui eu que comecei.- falei, quase cuspindo as palavras em seu rosto.Ele me encarou, e até pensei que não tinha resposta para o meu argumento, mas...–Eu não gosto de você, Hemmings.- falou, chegando mais perto de meu rosto.Seu olhar era mesmo intimidador, mas quem disse que eu estava com medo? Pelo menos, não ainda.–Sério? Eu juro que não sabia disso.- eu estava sendo irônico, mas não sorri, como geralmente faria.Agora era a hora. Ele ia me bater, e aposto que eu ia sair muito mais machucado do que as outras surras.Já estava me preparando mentalmente para o próximo passo de nossa "conversa", mas o que ele fez a seguir me surpreendeu de verdade.Soltou um suspiro abaixando os ombros e olhando para o chão, e por alguns segundos, toda sua pose de valentão se desfez.Se afastou de mim.–Vamos começar logo?- perguntou, ainda olhando para o chão.Levantei uma sobrancelha, olhando para outro ponto.–Ahn... Err, vamos.- respondi por fim.É cada maluco bipolar...
Notas finais
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Beijo...
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