Notas iniciais
Pode não ter ficado muito longo para um primeiro capítulo, mas ainda assim espero que vocês gostem. Boa leitura!

Eu estava sentada na cama do meu namorado, Ben, pronta para uma noite ‘quente’. Sim, nós fazíamos isso frequentemente. Enquanto ele estava no banheiro tomando uma ducha, eu me arrumava sobre a cama dele, com uma lingerie preta cheia de rendas vermelhas, uma das mais provocantes que eu adquirira.

Jogo-me na cama esperando ele retornar e recosto minha cabeça por entre as mãos, bagunçando de uma forma sensual meus cabelos loiros.

Quando ele volta e me vê deitada daquela forma na cama, seu corpo entra em um estado de frenesi e obsessão. Ele correu em minha direção e se jogou por cima de mim, logo começando a se divertir com o meu corpo, rasgando minha lingerie começando a brincar com meus fartos seios enquanto eu tirava as poucas peças de roupa que ele havia vestido. E assim apenas começou a nossa noite de sexo.

Apenas lembro de ele começar a me chamar de ‘Vadia!’ e ‘Gostosa’ e de outros nomes para me tentar.

Acordo cedo no dia seguinte e decido ir embora e deixá-lo descansando, algo de que me arrependo até hoje, pois nunca mais pude vê-lo piscando seus olhos para mim, assim como sentir seu coração batendo forte contra meu peito ou rir das brincadeiras bobas que ele fazia para tentar me alegrar.

Eu tinha ido trabalhar na lojinha de conveniência do bairro, onde eu ganhava apenas uma mixaria de dinheiro, mas ainda assim precisava me contentar com aquele pouco. Lembro-me de estar atendendo um senhor que tinha impregnado em suas roupas um cheiro muito forte de cigarro e de bebida alcoólica. Eu estava passando suas compras (três cartelas de cigarro e cinco garrafas de cachaça pura), quando meu celular tocou. Olho para o visor e percebo que era meu namorado ligando para mim. Eu juro que pensei que ele apenas queria conversar comigo, mas eu não podia atendê-lo, afinal eu estava trabalhando. Então, apenas aperto o botão de ‘off’ do celular e continuo a trabalhar. Esse foi outro erro tolo que cometi.

Assim que saí do meu turno, peguei meu celular e logo disquei o número dele para pedir o que é que ele queria falar comigo. Ponho o aparelho em meu ouvido, mas ninguém atende. Resolvo então ir até sua casa para fazer uma pequena surpresa, pois me lembrei que havia ganhado as chaves de seu apartamento. Vou rapidamente até o local e logo encaixo a chave na fechadura da porta de entrada e giro a maçaneta. Olho pela sala e vejo que todas as luzes estavam apagadas. Então vou em direção a cozinha, pois não ouvira nenhum ruído vindo dos outros cômodos, e resolvo preparar um jantar especial, acompanhado de vinho e velas. Enquanto a comida cozinhava, eu arrumava a mesa, mas faltavam os castiçais para encaixar as velas cheirosas. Então me lembro de ter visto alguns deles em uma pequena sala onde meu namorado trabalhava, pois ele era um artista. Vou até lá e encontro a porta fechada, só que por baixo dela passava um líquido um tanto grosso e rubro.Tento abrir a porta só que por trás dela provavelmente havia algo caído no chão. Empurro-a de uma só vez e logo passo a mmão por dentro da fresta que já estava aberta para acender a luz, e, quando entro, olho para o chão e deparo-me com o corpo do meu homem esparramado no chão, só que sem cabeça. Logo começo a gritar desesperadamente, mas nada mais poderia ser feito. Só havia uma verdade nesse mundo: Meu namorado estava morto e eu havia ignorado todos os avisos que o dia passara me dando, sendo um deles a inesperada ligação dele durante meu horário de trabalho.

Nunca mais em sentiria suas mãos leves e macias acariciando as curvas do meu corpo. Nunca mais eu sentiria seu aroma de perfume forte masculino. Tudo isso não passaria de uma lembrança feliz.

E foi assim que todo o pesadelo começou.

Notas finais
Continua...

(please, comentem!)