Since I Dont Have You

3 Capítulo 3 - You are the queen of my heart.


Notas iniciais
Aqui gente mais um capítulo, não gostei muito desse mais prometo que no próximo tento melhorar haha enfim espero que gostem mesmo assim boa leitura.

Quando acordei ainda pude sentir Michael ou meu lado estava com tanto medo de acorda-lo, mas tinha que ir cara casa, já imaginava a confusão que minha mãe faria se chegasse muito tarde, ela diria: “Você vive com aquele drogado, nunca devia ter criado você perto dele, você vai se tornar mais uma vadia como a mãe dele”, essas palavras realmente partiam meu coração. Levantei-me com cuidado para não acordar Michael e sai rumo ao banheiro para pegar minhas coisas, coloquei um pequeno bilhete no espelho:

Estava com pena de te acordar, você dormia como um anjo. Espero que você não fique chateado por não ter me despedido. Beijos, Te amo

Nanda

Cheguei em casa rápido, pude ver a minha mãe no mesmo estado de antes: bêbada, deitada no sofá, mas dessa vez com uma garrafa de Night Train em mãos(um vinho bastante barato e com teor alcoólico bastante forte vendido nos EUA). Fui logo para o meu quarto, que estava muito bagunçado, aliás. Já que não faria nada a tarde então resolvi arruma-lo. Coloquei uma roupa velha e confortável, liguei o som antigo que ficava em meu quarto e coloquei um disco dos Ramones.

Hey, little girl I wanna be your boyfriend! – cantava alto enquanto girava pelo quarto em uma falha tentativa de dançar.

~

Uma semana já tinha se passado e eu não havia dito nada ao Michael. Na verdade já fazia uma semana que eu não falava com ele, mas hoje decidi ir até a sua casa. Fui até o meu armário e peguei uma calça velha, uma regata azul bebe e uma blusa xadrez para colocar por cima dela. Fui até o banheiro tomar um banho rápido, estava com bastante pressa. Quando sai, olhei o relógio que havia perto da minha cama, ainda eram 8 horas, ele provavelmente ainda estaria dormindo.

Não me preocupei em tomar café, acho que se comesse alguma coisa iria vomitar de tanta ansiedade. Também não me preocupei em saber onde a minha mãe estava. Afinal, teria que me acostumar com isso se fosse mesmo com o Michael. Andei rápido pelas ruas mesmo sabendo que iria encontra-lo dormindo.

Quando cheguei a casa, a porta estava apenas escorada “Como o Michael pode ser tão irresponsável?”, pensei. Entrei rápido na casa indo direto ao seu quarto, sem me preocupar em bater na porta. Ele estava deitado na cama com apenas uma boxe preta e seus cabelos bagunçados. Tinha uma garota loira ao seu lado, apenas de lingerie. Queria correr dali ou me trancar no banheiro e chorar, mas apenas segui até a sala e me deitei no sofá, sentido algumas poucas lagrimas caírem dos meus olhos. As limpei rapidamente quando ouvi a porta do quarto se abrir.

– Tem alguém por ai? – ouvi a voz dele.

– Aham, eu to aqui Michael. – disse me levantando do sofá.

– Nanda... Você sumiu. – ele disse meio sem jeito – Você foi lá no quarto? Eu posso explicar...

– Não tem que explicar nada Duff, você é apenas meu primo não é verdade? – disse forçando um sorriso torto no rosto.

– Duff? Desde quando você me chama de Duff? – ele perguntou confuso.

– Esse não é o seu nome? – disse fria com um sorriso irônico – Você não quer que eu te chame assim em LA?

– Você vai? Nossa você vai? – Ele disse agora com uma expressão feliz e me puxando para um abraço forte – Acho que é uma das melhores noticias que eu recebo essa semana!

– É eu vou sim... Agora me larga porque você só tá de cueca — disse o empurrando.

– Desde quando você se importa com isso? Se fosse há alguns tempos atrás, iria gostar do meu corpo nu próximo de você. – ele disse dando uma piscadinha e com um sorriso malicioso no rosto.

– Enfim... A gente vai quando? – disse mudando o assunto, já envergonhada.

Ah, depois a gente conversa isso. — ele disse subindo as escadas- Eu vou tomar um banho no banheiro de cima e você vai no meu quarto pegar roupas para mim.

– Ei, espera! Porque você mesmo não faz isso?

– Bem, você vai pegar minhas roupas e vai dar um jeito de mandar a Jessica ir embora – ele disse rindo – Você é boa nisso Nanda.

Fui até seu quarto resmungando e vi a garota de costas se olhando no espelho do banheiro, fui até o armário do Michael e peguei uma camisa do Ramones e uma cueca cinza, não queria pegar nenhuma calça. Iria dar a desculpa que não tinha achado nenhuma limpa, o que em parte era verdade. Então me dirigi até a garota e perguntei sorrindo:

– Há quanto tempo você conhece o Duff?

– Eu o conheci ontem, acho que realmente conheci o amor da minha vida – ela disse enquanto se vestia – ele é tão carinhoso, um verdadeiro cavalheiro.

– Tenho pena de você – murmurei.

– O que você disse?

– Olha estou falando isso para o seu bem – mostrei meu braço roxo de uma queda que havia acontecido há quatro dias – ele fez isso. Fica muito violento quando se droga.

– Nossa garota você tem que ir a policia – ela disse surpresa

– Você não sabe o pior – puxei uma grande sacola que havia embaixo da cama com varias drogas – ele também é traficante, isso esta acabando com a vida do meu irmão.

– Bem eu vou indo, diga ao Duff que foi bom conhecer ele – ela disse praticamente correndo do quarto.

– Mas espera! Ele não era o amor da sua vida?!

Acho que ele não ouviu minha ultima frase, já não me aguentava de tanto rir e subi para deixar as roupas do Michael no banheiro. Deixei as roupas na porta e desci. Me sentei no sofá e liguei a TV. Michael não demorou a sair do banho.

– Cadê minha calça? – ele disse parando na minha frente apenas de cueca e camisa.

– Estão todas sujas, agora sai da frente da TV.

Ele resmungou alguma coisa saindo em direção ao seu quarto. Voltou poucos instantes depois, carregando todas as suas calças. Parou em minha frente mais uma vez e jogou as peças em cima de mim.

– Se estão todas sujas, então lave! – ele disse rindo.

– Chama a Jessica para lavar suas calças. – disse rindo – Só não sei se ela vai vir.

– O que você disse para ela ir embora? – perguntou ele se sentado ao meu lado, pegando o controle e mudando de canal.

– Mostrei para ela sua sacola com drogas e disse que você era traficante... Também disse que você era agressivo ai mostrei meu braço roxo – respondi indiferente.

– Acho que ela não volta mais aqui – ele disse me olhando – Uma pena!

– “Uma pena” – disse o imitando e revirei os olhos.

–O que houve com seu braço? – ele perguntou puxando meu braço para olhar mais de perto.

– Ai – disse quando ele tocou meu machucado – Cai quando estava voltado do mercado.

– Só faz merda menina – ele disse soltando meu braço.

– Vai deixar essa bagunça ai mesmo? – disse apontando para as suas calças jogadas no chão.

– Estou esperando você as lavar!

– É serio que você pensa que eu sou sua empregada? — perguntei incrédula – Chateada.

– Não queria confessar, mas sim... – ele disse olhando para baixo e escondendo um sorriso – É brincadeira sua boba, mas é que eu não levo jeito com isso e você é tão boa em tudo que faz...

– NÃO! Não se atreva a olhar para mim com olhinhos de cachorro abandonado – disse me virando e encarando a TV – Sabe Michael você não vai me ter pela vida toda, tem que aprender a fazer essas coisas sozinho poxa.

– Como assim eu não vou te ter pela vida toda? – ele disse puxando meu queixo delicadamente para que pudesse olha-lo.

– É Michael, um dia você vai ter uma namorada que não vai ser tão boba quanto eu para ficar lavando suas coisas... – empurrei sua mão e voltei minha atenção para televisão.

– Não, eu não vou ter uma namorada Nanda, você sabe que essas garotas não passam de uma noite – ele disse se levantando do sofá e indo em direção a cozinha – Quer uma cerveja?

– Não, obrigado – disse um pouco alto para que ele pudesse ouvir da cozinha – Mesmo assim um dia eu vou ter namorado e não vou poder fazer isso.

– Que namorado? Com quem você esta saindo em mocinha? – ele disse enquanto se sentava ao meu lado bebendo um gole de sua cerveja.

– Credo! Que interrogatório, não estou saindo com ninguém. – disse pegando a cerveja que estava na mão dele e dando o grande gole – É se eu estivesse o que você faria?

– Eu bateria nele. Você não pode namorar! – ele disse um pouco zangado tirando a cerveja da minha mão.

– Porque eu não posso namorar? – disse me levantando do sofá e ficando na sua frente sem entender porque ele falava aquilo.

– Por causa disso! – Ele falou se levantando e me puxando pela nuca para que nossos lábios se tocassem em um beijo quente e cheio de desejo, uma de suas mãos estava na minha cintura e a outra se entrelaçava em meus cabelos, ele foi se separando aos poucos dos meus lábios e por fim me deu um selinho. Logo depois se jogou no sofá e pegou o controle mudando de canal. Parecia nem prestar atenção na TV, simplesmente trocava de cana rapidamente, fiquei apenas observando-o apertar aquele botão centenas e centenas de vezes.

Fiquei parada em sua frente alguns instantes até que me sentei ao seu lado e comecei a pensar. Não que nunca tivéssemos nos beijado, mas sempre estávamos muito bêbados quando isso acontecia e bêbados demais para se lembrar do que havíamos feito pelo menos ele estava, mas agora era diferente nós estávamos sóbrios e eu estava confusa, porque ele havia feito isso? Eu o amava mais nunca pensei que fosse recíproco, quer dizer será que ele gosta de mim ou foi só como das outras vezes, por puro impulso.



Notas finais
*Se tiver algum erro por favor não deixem de me avisar
*Eu sei que é chato mais deixem um review isso me estimula muito para escrever os próximos capítulos.
Desculpem a demora para posta esse aqui estava meio sem tempo kkk XOXO