Notas iniciais
OI, eu estou super desanimada, quero mais atenção de vocês, PLEASE ♥

Faz duas semanas inteiras que estou trancada em meus aposentos sem nada para fazer além de sofrer com meu tédio e ficar remoendo o fato de que daqui mais duas semanas eu estarei casada com aquele homem sem escrúpulos.

Eu tenho andado desenvolvendo algumas praticas do tipo terapêutico eu pinto e desenho, eu toco meu piano e danço sozinha no meio do quarto, canto, etc.

Não são práticas comuns, levando em conta o fato de eu estar tão entediada, isso é minha rotina agora. Não como nada faz um tempo, dois dias para ser mais exata, nem fazem mais questão de me importunar.

Agora eu estou pintando minha parede com algumas tintas que Dorota, minha criada particular, arrumou para mim, uma delas veio do Brasil e é realmente linda!

A porta se abriu.

—Ora, ora se não é a princesa presa na torre- revirei os olhos, tão repugnante!-Mas não se preocupe, não serei o seu príncipe.

—Está mais pra sapo imutável- Larguei o que fazia para olha-lo- Não acha?

—Se eu fosse você não destilaria esse veneno agora, guarde para a vida de casado- Damon caminhou para perto de mim, colocou o dedo no meu queixo e sorriu irônico- Você vai precisar, acredite!

—Não tanto quanto você, querido- O acompanhei no sorriso, forçando-o a entender minha ironia no final da frase, como o odeio!

—Seu pai ainda não te ensinou a lição?- Meu sorriso morreu. Como ele ousa?

—Não ouse- Suspirei voltando a me dedicar a minha pintura.

—Tarde demais.

Ouvi o barulho dos seus sapatos se distanciarem, seus passos se dirigindo para fora de meus aposentos, eu senti-me aliviada!

Ele era tão rude, como conseguiria aguentar mais de duas horas em um quarto ou até mesmo em uma casa com ele sem tentar me suicidar ou cometer homicídio?

Joguei minha palheta de cores e meu pincel longe, estou farta de tudo isso!

—Dorota!- chamei aos berros minha criada.

Ela era um pouco lenta, acho que era por ser acima do peso- ou por ser assim de nascença, não sei ainda-, mas ao menos ela me obedecia, diferente da bastarda Meredith, que tremia para o que o rei dizia e nunca me obedecia.

Dorota chegou à porta e a destrancou.

—Senhorita- fez sua reverencia.

—Traga meu desjejum e avise ao vosso rei que independente do que a mente patética dele queira eu irei dar uma volta pelo jardim hoje- empinei o nariz- Preciso de alguns raios de sol.

—Mas senhorita, as ordens do rei foram claras e...

—Dorota, não me ouviu?- perguntei me virando de frente para ela.

Fitei seus olhos assustados com o mais mortífero olhar, mais ameaçadora impossível!

—Como queira, minha senhora- fez uma nova reverencia e saiu a passos largos. Medrosa!

Levanto-me e caminho de pés descalços até meu armário de madeira todo desenhado com a tinta de semana passada, pintei um jardim. Ao adentrar na espécie de corredor que era desenhada por vários vestidos, Escolhi um discreto, liso e comprido. Decidi faz alguns dias que começaria a ser mais independente, isso incluía me vestir sozinha, dava muito trabalho, mas eu conseguia no final.

—Elena!- fechei os olhos, criada imprestável!

—Sim?- apareci nos meus aposentos novamente e avistei a figura do rei.

—Você não irá me desobedecer, ficará trancafiada aqui até o casamento- sua voz era dura, mas eu poderia ser pior.

—Rei, cale essa maldita boca, eu irei dar uma volta no jardim- passei por ele e alcancei minha sombrinha de renda- Se me der licença, preciso de sol.

Dito isso eu sai do recinto a passos largos, com meu chapéu na cabeça e muita coragem. Eu caminhava para o jardim quando ouvi risadas vindas do mesmo. Ao chegar lá percebi a presença de Stefan, irmão mais velho do bastardo, e uma criança, filho dele? Aproximei-me sorrindo, achei uma cena bonita, os dois correndo pelo campo florido, rindo e se divertindo.

Ao notarem minha presença ali ambos pararam, Stefan estava ofegante e o menino que antes corria também, este fez uma reverência desajeitada me arrancando o mais inédito, risos.

—Bom dia- inclinei-me na direção do menino- Eu chamo-me Elena.

O menino depois de um tempo me analisando estendeu a mão e disse:- Daniel, encantado.

Eu estendi a minha mão e me surpreendi quando o menino a caçou, mesmo sendo baixinho, e deu um beijinho na superfície dela, ele era esplendido.

Olhei para Stefan que riu.

—Tudo bem cavalheiro, que tal guardar um pouco disso para as damas da sua idade?- o menino corou.

—Oh, Stefan! Não seja tão bobo, ele está apenas sendo gentil, não é mesmo?- Daniel assentiu- Vê?

—Tudo bem, me perdoem então- Stefan sorria.

—Perdoamos Daniel?- encarei o menino que fez cara de quem pensaria sobre o assunto.

—Acho que o tio Stefan está apto para ser perdoado- tio?

—Oh! Então está perdoado tio Stefan- franzi o cenho para o mesmo.

—Daniel, o que acha de passearmos eu, você e a tia Elena?- perguntou.

—Esplendido!- O menino mal fechou a boca e já se pôs a correr.

—Crianças... – Ri.

Stefan me ofereceu o seu braço e eu aceitei de bom grado, começamos a caminhar e conversar.

—Achei que ele era seu filho- disse.

—Não, ele é meu sobrinho, filho de Caroline, minha irmã- sorri.

—Não sabia que tinham uma irmã- analisei as rosas.

—Temos, ela já é casada, chegou hoje ao castelo- as mãos de Stefan estavam guardadas em seu bolso enquanto ele me analisava colher algumas mudas de rosa.

—Adoraria conhecê-la — sorri singela.

—Não seja por isso, ela está na cidade agora, mas volta em breve- continuamos a andar enquanto eu quebrava os espinhos do caule da rosa.

—Não poderei sair mais tarde, não poderia sair agora, mas dei meu jeito, precisava deste lugar.

—É lindo realmente- Deu uma olhada em Daniel que brincava com algumas plantas que eu mesma intitulei de “não-me-toque”.

—Eu que plantei tudo, desde as rosas até as arvores- ele sorriu.

—Agora entendi- o acompanhei no sorriso, mas logo ouvimos a voz do bastardo.

—Vejo que já está livre, seu pai é muito pulso leve- Damon fuzilou a mim e depois seu irmão.

—Elena, foi um prazer ter sua companhia nesta caminhada, mas prometi a Caroline que levaria Daniel para banhar antes mesmo do sol se pôr- Stefan já chamava Daniel com um assovio- com sua licença.

Notas finais
Comentem. XOXO, NatyL