Since Hate

7 Damas de companhia


Notas iniciais
Oi, estou com poucos comentários /3 Quero agradecer a Mar Delena Forever por comentar em TODOS os capítulos. Não custa nada deixar um "gostei" quando terminarem de ler, não é mesmo? Podem deixar até um "odiei" se preferirem.

Uma semana havia se passado do dia do casamento, hoje eu estava me mudando para o castelo Italiano, o que pra mim era um pesadelo sem escrúpulos.

—Princesa Elena?- era Dorota.

—Sim?- perguntei olhando por cima do ombro.

—Você já está pronta para escolher suas damas de companhia?- neguei.

—Não, mas deixe entrar a primeira- sorri para Dorota pelo espelho enquanto continuava a tarefa de escovar os cabelos.

—Rainha- uma moça ruiva entrou em meus aposentos fazendo uma reverencia.

Ela me chamou de rainha, mesmo eu ainda não exercendo o cargo, isso significa que me vê como autoridade, um ponto extra!

—Entre, qual o seu nome?- perguntei.

—Rosalie, minha senhora- seus cabelos estavam com uma trança, ela era bonita demais!

—Por favor, apenas Elena- sorri gentil, ao menos eu tentei- quantos anos você tem?

— Dezoito- respondeu.

—Hum- ponderei a hipótese me levantando e andando pelo quarto.

—Rosalie, você entende que o seu dever é muito mais comigo que com você mesma?- ela me olhou apreensiva, mas após um tempo assentiu vagarosamente com a cabeça- Você entende que se ordenar que nunca despose você nunca desposará?- ela pareceu espantada, soltei um riso.

—Mas Elena, toda mulher sonha em se desposar, o que será de mim após sua morte?- Rosalie disse sem pensar, sorri com escárnio.

—Neste caso, você pode ir. Muitas irão matar por este lugar- me virei de costas para a ruiva que estava sem reação, ouvi um suspiro.

—Minha senhora, o meu dever é para com você e o reino, mas este pedido me parece pesado demais- tentou se explicar.

—Rosalie, querida, não tenho tempo para seus luxos no meu castelo, ou você se submete a mim ou você não me serve, agora vá, chame a próxima- a olhei por cima do ombro de soslaio, ela estava parada no mesmo lugar.

—Minha senhora, darei o meu sangue pelo seu sangue, minha vida em troca da sua, serei fiel à ti e ao reino tanto quanto você é fiel ao rei, amarei os teus pedidos e nunca cobiçarei tua coroa, então se a senhora prefere me deixar sem desposar, seu pedido é uma ordem- se curvou em reverencia e eu sorri.

—Boa garota- caminhei até minha penteadeira e sentei novamente- Dorota, ela é minha primeira escolha, mande que entre outra e dirija Rosalie aos seus aposentos, por favor- pedi.

—Sim, princesa- fizeram uma reverencia e outra moça entrou.

Depois de um tempo perguntando várias coisas para várias mulheres diferentes eu estava exausta, já se passaram cerca de vinte mulheres e ainda falta escolher a ultima moça.

—Princesa Elena- Uma moça negra entrou e começou seu enorme discurso, revirei os olhos.

Eu estava tão cansada de ouvir essas pessoas que apenas disse: "me poupe, já escolhi você".

Parecia que a moça tinha sido coroada, mas na verdade eu apenas tinha me feito um favor, descansar a cabeça.

—Dorota, chame minhas damas ao meus aposentos- Dorota fez uma reverencia e saiu do quarto.

Eu estava me despindo quando elas chegaram, claro que não interrompi o processo apenas por elas, queria conversar a respeito delas, quem eram, de onde vinham e o mais importante, o minimo que eu deveria saber na verdade, seus nomes.

—Rainha- se curvaram.

—Bom, chamei-as aqui para esclarecer algumas coisas- as olhei, mas logo tratei de desviar o olhar me sentando na cama.

Elas estavam em fila, uma do lado da outra, enquanto me olhavam com expressões patéticas.

—Primeiro de tudo, quero os nomes- disse e elas fizeram uma careta confusa, eu mereço!- o nome de vocês, queridas.

Sorri sarcástica.

—Ah- Rosalie disse, esperei elas falarem, mas todas apenas me olhavam.

—Por Deus, o que estão esperando?- perguntei bufando, eram dementes?

—Sou a Bonnie- a primeira a falar foi a moça negra- Bonnie Bennet, minha senhora- se curvou, revirei os olhos.

—Rosalie- A ruiva se curvou- mas me chame de Rose- sorriu.

—Alexis- fez a sua reverencia- Mas se preferir, chame-me de Lexi- assenti.

—Rebeckah Mikaelson- sorriu e fez a sua reverencia- Eu prefiro Beckah.

—Bom, como já se apresentaram é minha vez- elas franziram o cenho, afinal, quem não me conhecia?

—Sou Elena Gilbert Salvatore, futura rainha da Itália e de Gênova- Sorri- e vocês podem me chamar de Lena.

Se íamos conviver até desposa-las eu tinha que faze-las gostar de mim, ou viveria com pessoas que me odeiam e que eu odeio debaixo de mesmo teto, isso sairia fora de controle.

—Elena- era Damon.

—Se me permitirem- sorri para elas que entenderam, fizeram uma referencia e saíram uma atrás da outra pela porta.

—Quem são?- perguntou olhando para elas que saiam.

—Minhas damas de companhia- dei de ombros indo para a penteadeira.

—Você está magoada comigo?- o olhei pelo espelho, ele estava mesmo me perguntando isso?

—Não Damon- larguei minha escova na penteadeira de madeira e o olhei ainda sentada.

—Você me machucou ontem, repetidas vezes- disse, ele abaixou a cabeça.

Era isso mesmo? Damon Salvatore estava se mostrando com sentimentos? Afinal, não era tão ruim o ver demonstrar sentimentos, mesmo que fossem negativos para ele.

—Eu só queria que você soubesse- colocou as mãos no bolso- eu posso te dar prazer, é como se fosse uma troca, mas você tem que querer- bufei.

—Cale essa maldita boca, Salvatore- me levantei atravessando o quarto.

—Não se atreva!- me repreendeu.

—Não duvide de mim- sorri sarcástica.

—Elena- me chamou andando atrás de mim pelo quarto.

Eu não queria ter que encarar a cara de triste dele quando soubesse que eu senti mais prazer com Meredith que com ele. Apressei o passo quando notei que Damon também o fazia, então involuntariamente eu ri, uma risada sincera e Damon ria divertido também.

Abri a porta do quarto e corri mais ainda pelos corredores, de pijama mesmo, meus pés sentiam o piso frio de porcelana, eu estava adorando isso tudo.

—Elena- Damon sussurrou mas eu ouvi, ele estava atrás de mim.

—Damon?- perguntei ainda rindo, olhei para trás me distraindo quando bati em algo, Ah não!