Simply Love You
3 As Always Everything Was
Notas iniciais
Damon passou pela porta e entrou em seu carro, indo pra casa. Sem demora logo chegou no condomínio onde morava e estacionou o carro na sua vaga. Entrou em casa e viu sua mãe e uma mulher conversando na sala. Se aproximou e cumprimentou a mulher educadamente.
– Boa tarde. – Damon falou.
– Boa tarde meu filho! – Lis sorriu. – Essa é Patrice. Ela vai ajudar na organização do seu aniversário! – Lis estava bem empolgada.
– Mãe, eu falei que não queria nada grande demais. – Damon sempre fora discreto.
– Que bobagem! Só se faz 18 anos uma vez na vida Damon! – Patrice se pronunciava pela primeira vez.
– Tudo bem. – Se deu por vencido. – Mas quero algo simples. Nada muito extravagante. Ouviu mãe?
– Sim, sim. — Lis concordou.
– Ótimo. Vou fazer uns exercícios da escola. Com licença. – Damon saiu dali e se trancou no seu quarto.
Apesar de realmente ter alguns exercícios de química pra fazer, ele não fez. Ficou pensando em Elena. O que faria uma menina rica, bem educada e bem instruída, fugir de casa e viver na pobreza? Porque vivendo bem ela não estava. Pra chegar ao ponto de ser pega roubando uma loja de conveniência algo devia estar muito errado. Não pode deixar de perceber como ela estava linda. Quando ele era mais novo não se lembrava dela dessa maneira. Parece que agora os hormônios estavam ajudando a formar uma imagem diferente dela. Mas aquilo era assunto pra outra hora. Ligou o videogame e foi jogar o jogo que tinha pegado emprestado com Jeremy mais cedo. Ficou horas jogando e nem percebeu, até que ouviu os gritos de Caroline e viu no relógio que já eram 6 horas. Droga! Perdeu a hora. Levantou-se rapidamente e como um foguete entrou no banheiro. Tomou banho, escovou os dentes, barbeou o pouco de pelo que tinha no rosto e foi procurar uma roupa, mas não sabia o que vestir. Foi até o quarto da irmã e bateu na porta.
– Caroline! – Damon a chamava.
– Que é? – Caroline gritou do quarto.
– Vem cá. Preciso de ajuda! – Damon abriu a porta e viu ela terminando de se arrumar.
– Vai jantar assim? – Caroline perguntou debochado ao ver ele com a toalha enrolada na cintura.
– Não! – Damon falou suplicando. – Me ajuda a escolher uma roupa?!
– Que pergunta idiota. – Caroline se levantou e passou direto por ele.
Caroline pegou uma blusa de botão social preta e um colete da mesma cor. Depois escolheu uma calça jeans, também da cor negra e entregou pra ele.
– De nada. – Saiu dali antes mesmo da irmã poder agradecer.
Damon se vestiu com a roupa que a irmã lhe deu e quando olhou no relógio, já eram 7:04h, ouviu a campainha tocar. Desceu as escadas correndo, devia ser Rebekah! Abriu a porta e viu a própria ali, lhe dando um dos sorrisos mais lindos que ele tinha visto na vida.
– Cheguei cedo? – Ela perguntou.
– Não. Bem na hora. – Sorriu e lhe deu um selinho. – Você esta linda.
– Você também. – Sorriu e entrou na casa. – Quem te vestiu? Caroline?
– Como sabe? – Perguntou surpreso e Rebekah apenas riu.
– Oh Rebekah! Como você esta linda! – Lis falou, ao chegar ao cômodo.
– Obrigada Lis. Você também está linda. – Rebekah sorriu simpática.
– Oh, não canso de dizer que vocês dois fazem um belo casal
– Mãe... – Damon ruborizou ficando extremamente envergonhado.
– Tudo bem. – Rebekah se virou pra ele e falou rindo. – Nós somos apenas amigos. – Voltou a falar com Lis.
– Amigos... Sei... – Lis falou desconfiada e saiu dali após uma empregada chamá-la .
– Então... Como está Jeremy? – Rebekah perguntou.
– Ah... Fui lá depois da aula. – Damon contava. – Não vai acreditar... – Rebekah fez cara de interrogação. – A irmã dele voltou.
– O que?! – Ficou perplexa. – A irmã que fugiu? – Damon concordou. – Nossa, deve ta um clima bem pesado por lá né?
– Acredito que sim. – Damon disse comendo um pãozinho que estava numa cesta.
E realmente o clima estava bem pesado na residência dos Gilbert. Jenna como qualquer mãe logo fez questão de acolher a filha, a abraçando, chorando e dizendo que não queria perdê-la de novo. Já Ric se mostrava imparcial. Claro que estava feliz e aliviado de saber que a filha estava bem. Sentia falta da sua filha primogênita, mas não podia simplesmente apagar os últimos cinco anos e alguns meses de sua vida. Elena parecia uma menina assustada ao ver os pais cruzarem a porta de casa. Ao ver a mãe, seus olhos se encheram de lágrimas e as duas ficaram minutos chorando abraçada uma a outra. Ric olhava a cena com um misto de perplexidade e alegria. Sua filha por fim voltara pra casa. Mas ainda devia algumas explicações.
E a noite foi um verdadeiro programa de talk show, desses que resolvem casos familiares. Após muito choro, abraços, pedidos de desculpa, até mesmo gritaria, Elena resolveu contar o porque ela fugiu sem nem ao menos se despedir.
– Não foi só Stefan que não foi aceito na faculdade. – Falava com os olhos vermelhos de tanto chorar. – Eu também não fui.
– C-como? – Ric não entendia. — Eu recebi sua carta de aprovação.
– Era falsa. – Falou olhando pra baixo. – Um primo da Bonnie forjou pra mim.
– O que?! – Ric se exaltou. – E isso é motivo de fugir de casa Elena?
– E-eu fiquei com vergonha. Não sabia como olhar pra vocês depois de tudo. Vocês sempre me deram tudo do bom e do melhor. A melhor educação da Califórnia, as melhores roupas, os melhores carros, uma ótima vida. E eu retribuí como? Não conseguindo passar pra universidade?
– Minha filha, isso é besteira. – Jenna falava com a voz fraca. – Você poderia ter tentado entrar no próximo ano, ou seu pai poderia falar com um dos amigos del...
– Não! – Elena falou rapidamente. – Não. Eu quero ter as coisas por mérito próprio, não pelos contatos do meu pai.
– E você conseguiu ótimas coisas não? – Jeremy descia as escadas com um sorriso debochado no rosto.
– Filho, por favor. – Ric pedia paciência.
– Eu to indo na casa do Damon. – Falou pra quem quisesse ouvir. – Vou jantar por lá mesmo.
– Jer... – Jenna o chamava pelo apelido, que só os amigos chamavam.
– Depois a gente conversa mãe. – Saiu dali deixando Elena mais desolada. Seria difícil reconquistar o amor e a confiança do irmão.
Já na casa dos Salvatores as coisas não poderiam ser mais diferentes. Joseph chegara de Nova York cheio de presentes. Roupas caríssimas para Caroline, jogos e alguns instrumentos musicais para Damon e jóias e mais jóias pra Lis.
– Adorei esse casaco. – Dizia Caroline alisando um casaco de couro
– Realmente, é lindo demais. – Rebekah dizia.
– Pai, esses jogos nem lançaram ainda. – Damon falou perplexo segurando alguns CDs de videogame.
– Tenho um conhecido que testa jogos. – Joseph falou. – São todos versão beta...
– Obrigada meu amor. – Lis lhe dava um rápido beijo.
A família estava sorridente na sala de estar, até que a campainha tocou e logo Jeremy aparecia na sala um pouco abatido.
– Tio! – Jer foi até Joseph e o abraçou.
– Oh como está Jeremy?
– Bem. – Sorriu. – Como foi de viagem?
– Excelente! – Sorriu de volta – Trouxe uns jogos pra Damon, vá la escolher algum pra você.
E assim foi a noite. A verdade é que Jeremy se sentia mais em casa com os Salvatores do que com os próprios pais, e agora a irmã. Depois de um jantar maravilhoso entre amigos, ele voltou pra casa esperando um grande espetáculo, mas se enganou. As luzes já estavam apagadas. Ele entrou em casa e não ouviu nada. Apenas silencio. O que aconteceu? Os pais descobriram que Elena foi presa e a colocaram pra fora de casa? Subiu as escadas e viu Elena dormindo tranquilamente em sua cama. Suspirou fundo. Será que por fim voltariam a ser uma família feliz? Mordeu os lábios e entrou em seu quarto, tirou a camisa e deitou em sua cama, esperando o sono vir.
Na casa dos Salvatores, tudo corria extremamente bem. Lis e Joseph tinham dois filhos ótimos. Ambos de boa índole, simpáticos, humildes – Caroline nem tanto. – e o mais importante, saudáveis, como Lis mesmo dizia. Joseph tinha chegado de Nova York a quase 1 mês, e a família estava completa para a alegria de Joseph. Já na casa dos Gilbert a situação era parecida. Após uma longa conversa, Elena pareceu ter conseguido reconquistar a confiança dos pais, mas não a do irmão. Jeremy se mostrava um pouco incomodado com tudo aquilo. Preferia não falar nada para não magoar a mãe, mas sentia que Elena não estava sendo sincera ao dizer que queria voltar a viver com a família.
Era sábado e o tempo não estava lá dos melhores. Damon, Rebekah, Matt, Vick e Kol foram até uma locadora alugar alguns filmes. Sessões de cinema na casa dos Donovans eram lendárias. O pai de Matt era dono da maior rede de cinemas dos EUA, então o rapaz tinha sua própria sala de cinema em casa. Os amigos riam ao ver Vick fazer mais uma de suas palhaçadas. Até que Damon viu alguém conhecido. Estreitou os olhos e sim. Conhecia aquela menina.
– Já volto. – Damon falou pra Matt que concordou. Foi andando e viu que era Elena. – Escolhendo filmes de romance pra ver nessa chuva?
– Oh! – Elena pulou – Que susto!
– Desculpe. – Falou rindo. – Não era minha intenção te assustar.
– Tudo bem – Ofereceu-lhe um sorriso forçado.
– Então, como você esta?
– Bem.
– Sério? – Apoiou o braço gigante na prateleira.
– Sim. E você? – Elena continuava a escolher o filme e falava sem olhar pra ele.
– Estou ótimo. – Damon sorriu, achando graça da situação.
– Que bom. – Parou de sorrir e de falar, deixando o menino na merda.
– Você esta de carro?
– Não. Taxi. – Falou rapidamente.
– Quer uma carona pra casa? Essa chuva ta matando.
– Não é nada demais. – Elena disse seca e Damon riu incrédulo.
– Sabe... Não ia te matar se você fosse um pouco mais simpática.
– Como é que é? – Elena não parava de se surpreender com aquele pivete.
– Você é muito antipática. Estou tentando ser educado com você, mas fica bem difícil.
– Não pedi pra você ser educado comigo. – Elena encarou ele nos olhos e quando ele foi responder, foi interrompido.
– Hey Doc, estamos indo. – Rebekah falou chegando perto dos dois. – Oh desculpe. Interrompo algo?
– Não. – Damon falou ríspido. – Não interrompe nada. Vamos embora. – Damon colocou a mão direita na cintura de Rebekah e dois saíram dali, deixando Elena sozinha e com uma expressão estranha no rosto.
Fale com o autor