Simply Love - Dramione
46 Capítulo 46
Notas iniciais
A castanha viu Draco ser rodeado por seus companheiros de time, mas ainda sim ela ficou na ponta dos pés para tentar vê-lo, mas duas mãos se espalmaram em suas costas e a empurrando.
O corpo dela caiu da arquibancada, o coração saltava no peito, e a última coisa que ela escutou antes de cair foi o grito desesperado de Draco, então tudo escureceu.
[...]
Draco nunca sentiu tanta dor e tanto desespero em sua vida, ver ali o corpo da mulher que amava em queda livre o desestabilizou e a única coisa que ele pode fazer foi gritar por ela, um grito alto e cheio de dor, que assustou e ate mesmo comoveu algumas pessoas ali.
Desajeitadamente ele desceu com sua vassoura a jogando de qualquer forma no chão, para correr de encontro ao corpo inerte de sua esposa no chão, ele nem se quer conseguia pensar direito, o corpo forte e musculoso dele desabou ao lado do pequeno e frágil de Hermione, tudo estava confuso para o loiro, era como se seu mundo estivesse destruído, ele tremia desesperadamente, olhos marejados e coração quase saltando pela boca, o medo o dominava, como nunca antes.
Só de ver como a menina parecia frágil, e tão... tão sem vida, o coração dele se despedaçava em milhões e milhões de pedaços, a dor de pensar que a perderia estava o paralisando, ele nem tinha noção do que acontecia a sua volta, mas o burburinho ensurdecedor que cresceu envolta dele e do corpo de Hermione o tirou do transe, rapidamente ele percebeu que ela ficava mais pálida, e o peito começava a subir e descer com menos frequência.
– Não, não toque nela, eu irei leva-la para a enfermaria. – A voz da Diretora se fez presente.
Ela passou pelo mar de alunos e afastou Draco do corpo de Hermione, com um feitiço levitou o corpo dela e fez uma bolha em volta das duas, para que a chuva não as molhasse, no entanto Draco queria seguir a diretora que deu um olhar congelante para ele antes de dizer com calma e precisão.
– Voltem todos para seus dormitórios. TODOS. – A mulher fez questão de frisar a ultima palavra quando viu que Draco e Harry deram dois passos a frente.
Mesmo com a ordem da diretora Draco não parou e mais uma vez McGonagall gritou, fazendo todos saíram correndo exceto Draco, Blásio e Harry, dois professores entraram na frente de Draco que mesmo assim seguia andando, mas foi puxado por Blásio que o segurou ouvindo seu amigo gritar e se debater, Harry agarrou Draco pelo outro lado.
O loiro gritava e se debatia com força, ele estava desesperado, e a cada segundo Hermione e McGonagall ficavam mais distantes, na verdade tudo ia ficando mais distante para o loiro que agora sentia suas lágrimas quentes molhando seu rosto, enquanto sua mente ficava em branco, ele só queria ficar perto de sua amada.
– Vá se lavar senhor Malfoy, se acalme e depois vá ver sua esposa. – A voz de um dos professores foi ouvida por Draco, mas muito distante, tão distante que ele nem soube definir de quem era ou de onde vinha.
O menino não pode ver a face chocada e incrédula dos dois professores, que viram Blásio e Harry arrastarem Draco do campo, e o levarem para o castelo, ele já nem protestava mais só deixava as lágrimas de desespero cair de seus olhos vermelhos.
Qualquer resquício de felicidade pela vitória do jogo havia sumido do loiro, no momento ele só sentia medo, medo de perder a mulher de sua vida, no meio do caminho os três encontrarem Pansy, que corria para saber o que havia acontecido.
Harry soltou Draco que já não apresentava resistência, e abraçou Pansy com força, quase partindo os ossos dela.
– E a Hermione. – A voz do menino que sobreviveu saiu tremula e indefesa.
Pansy sabia que algo estava errado, ela sabia que não devia ter deixado Hermione sozinha, ela sabia que devia ter enfrentado a chuva e ficado, mas Hermione insistiu tanto para que ela voltasse para o castelo para não adoecer que a morena não teve escolha, mesmo querendo voltar na hora que partiu Pansy não o fez, mesmo com o mau pressentimento ela deixou a castanha e só de imaginar que algo aconteceu a sua amiga a gestante já se sentia culpada.
Ela se soltou do abraço e procurou Hermione ao redor, mesmo sabendo que não a encontraria os olhos da Sonserina se encheram de lagrimas o desespero já tomava conta do ser dela.
– Onde ela está? O que houve? – A voz de Pansy saiu enguiçada.
Harry olhava para suas botas cobertas de lama, ele não sabia como contar a Pansy o que havia acontecido, ele não queria nem se lembrar, Pansy já sabia que algo grave aconteceu, não só por seu pressentimento, mas pelo jeito que Draco e Harry estavam.
Procurando uma resposta, a morena olhou para Draco que mesmo com os olhos cheios de lágrimas olhou para sua antiga ficante, e ali nas íris mais claras que o normal Pansy se perdeu, e perdeu também seu chão, a boca do loiro tremeu e ele começou a chorar alto, sendo seguido por Pansy que se agarrou a Harry e pensou o pior.
– Chega! – A voz grave e alta de Zabini despertou a todos. – Ela não está morta, e muito menos vai morrer, foi uma queda ela vai sobreviver agora você Potter vá com Pansy se limpar e eu vou ajudar o Draco, nos vemos na enfermaria. – A voz alta e grave do Sonserino se fez presente e mesmo assustando os três foi como um choque de realidade.
Pansy ficou mais aliviada ao saber que a menina não estava morta, os quatro começaram a caminhar mais rápido, Draco já não se apoiava tanto em Blásio, no meio de um corredor eles se separaram e Draco e Blásio seguiram para o salão comunal do loiro que falou a senha e entrou no salão seguido de seu amigo.
– Tome banho ali, e depois pegue alguma das minhas roupas. – Instrui o loiro voltando a si, apontando para o quarto que era de Johny e Dafne.
Zabini obedeceu, entrando no quarto, enquanto Draco entrava no outro, o loiro tirou seu uniforme jogando-o no chão, entrando no banheiro, começando a se banhar lavando a lama e qualquer outra coisa de seu corpo.
Ali no banho, o loiro se permitiu chorar de desespero e medo, medo de perdeu sua esposa, que a tanto custo ele conseguiu conquistar, ele só queria ficar logo perto dela, e por isso acelerou seu banho, ele esfregou seu corpo com força, tirando qualquer sujeira e qualquer outra coisa de seu corpo.
Quando terminou o loiro se secou e pegou um conjunto de moletom cinza e se vestiu as pressas, ele nem mesmo secou seus cabelos que estavam mais longos que o comum e caia sobre a face, fazendo uma caricia incomoda no nariz dele, fazendo com que ele passasse sua mão repetidamentente em sua própria face, mesmo em passos lentos Draco chegou em poucos minutos a sala onde Blásio já o esperava trajando uma calça moletom escura e uma blusa sem manga branca, Draco olhou agradecido para seu amigo que retribuiu o olhar com um sorriso.
Os dois então foram correndo para a enfermaria, passando pelos corredores vazios da escola, fazendo o som dos sapatos deles ecoarem pelos corredores, em minutos eles estavam em frente à enfermaria, que estava com as portas fechadas, não se ouvia barulho algum vindo lá de dentro, o que deixava Draco ainda mais apreensivo.
O loiro começou a andar de um lado para o outro repetidamente deixando Pansy irritada, ela e Harry chegaram minutos depois do loiro, uma hora se passou desde a chegada do casal Potter e eles dois junto a Zabini viram a paciência de Draco ir se esgotante com o passar do tempo, e por ver o desespero e a falta de paciência do loiro era que a morena se recusava a manda-lo parar.
Já era quase três da manhã, o corpo de Draco estava largado sobre uma cadeira ao lado de Zabini, Harry estava do outro lado do loiro com Pansy apoiada em seu ombro dormindo levemente.
Suspiros contidos saiam constantemente dos lábios do loiro, e já cansado de esperar ele se levantou e seguiu em pacos curtos em direção à porta da enfermaria, mas antes que os planos de bater na porta e perguntar por sua esposa se concluísse a mesma foi aberta e a figura cansada e abatida de Madame Pomfrey foi revelada, a mulher além do semblante cansado esboçava tristeza o que fez o loiro ofegar em medo, os outros três jovens que estavam ali se movimentaram, ficando de pé logo atrás de Draco, eles olharam ansiosos para a curandeira que respirou fundo antes de dizer qualquer coisa.
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