Notas iniciais
Olá amores... Tudo bem? Obrigado a TODOS que comentaram o capítulo anterior de verdade. Leitores fantasmas apareçam. Boa Leitura!

Draco não pensou duas vezes antes de abraça-la com força, tentando reconforta-la, e o grito alto e doloroso de Hermione partiu o coração já ferido de Draco, e do outro lado da enfermaria Madame Pomfrey assistia a tudo sensibilizada, enquanto do outro lado da porta Harry, Pansy e Blásio ouviram o grito doloroso de Hermione, enquanto ouvia a chuva bater nas vidraças, e os corações dele se partiam, mas nunca chegariam a sentir a dor que a castanha sentia, enquanto chorava no ombro de Draco que também chorava.

[...]

Horas e horas foi o tempo que Draco precisou passar pela maior torturada de sua vida, não havia dor pior no mundo do que a que ele estava sentindo, cada célula de seu corpo sentia aquela dor sufocante.

Após hora chorando nos braços de seu marido Hermione pegou no sono, um sono sem cor ou vida assim como o estado físico e emocional, quando a menina finalmente adormeceu Draco suspirou e limpou as lágrimas de seu rosto, e ficou de pé vendo o rosto da menina ainda vermelho e inchado.

– Vá tomar café senhor Malfoy, eu fico com ela. – Madame Pomfrey declarou com calma.

Draco olhou para a senhora e para Hermione, repetindo isso mais três vezes, ele não sabia se deixar a castanha era a melhor escolha, mesmo com seu estomago roncando a incerteza o corroía, mas a fome e a vontade de ficar um pouco sozinho o deixava ainda mais indeciso.

– Vá Draco, ela acabou de adormecer, vá comer e voltei mais tarde. – A curandeira colocou sua mão no ombro dele apertando fracamente no intuito de passar algum conforto.

– Tudo bem, mas logo estarei de volta. – A voz de Draco saiu baixa e arranhada.

O loiro olhou para o fundo da enfermaria vendo o corpo de Theo, ele parecia dormir tranquilamente, fazendo isso o menino se sentiu mais tranquilo ao ver que seu amigo estava bem.

Em passos curtos e incertos Draco andou a porta, abrindo-a e saindo, encontrando Blásio dormindo sentando no banco, com o pescoço para o lado, Harry e Pansy também estavam dormindo, Pansy encostada em Harry, se aproveitando disso Draco andou em passos silenciosos até Blásio o balançando vagarosamente.

– O que...? – A voz do moreno sai alta e irritada. O loiro que fez um sinal para que seu amigo se calasse para logo em seguida o chama-lo, quando já estavam chegando ao salão principal Blásio resolveu se pronunciar:

– Como você está? – A voz do moreno era baixa e triste.

Draco demorou a responder, por não saber como expressar o que estava sentindo, ele deu mais alguns passos seguidos por Blásio e quando abriu a porta do salão principal e entrar no mesmo foi que o loiro respondeu:

– Não sei... E como se uma parte de mim tivesse morrido o que e estranho, já que eu não sabia da gravidez. – A voz do loiro ia morrendo a cada palavra.

– Não há nada de estranho nisso, era uma parte sua Draco, mas vocês terão muito tempo e disposição para terem outros filhos. – Blásio falou brincalhão fazendo seu amigo sorrir, descontraindo o clima, que estava pesado.

Os dois se se sentaram à mesa da Sonserina e esperaram o café da manhã ser servido, o que demorou aproximadamente dez minutos, os dois estavam em silencio cada um seus pensamentos, o que fez o tempo parecer voar.

Quando deram seis horas em ponto às mesas começaram a encher de comida, e algumas pessoas começaram a entrar no salão principal, sentando em suas receptivas mesas, os dois comeram silenciosamente e com calma.

Quando os dois terminam de comer Draco decidiu fazer uma bandeja com tudo que ele já havia observado que sua mulher gostava de comer, ele disse em voz alta que queria uma bandeja e então como fumaça um elfo apareceu e colocou a bandeja na frente de Draco, e da mesma forma que apareceu sumiu, ele a encheu das comidas que a menina gostava, e conjurou uma rosa vermelha e pondo-a na bandeja deixando a mais bela e romântica.

Blásio observava tudo calado, e admirado esse lado tão carinhoso e romântico de seu amigo, sorrindo o moreno falou:

– Nossa Draquinho não conhecia esse seu lado. – A voz do moreno saiu fina e afeminada, propositalmente.

– Cala a boca Blásio. – A voz do loiro saiu divertida.

– Draquinho você nunca fez isso pra mim. – Blásio mais uma vez brincou, ele pôs as mãos na cintura, teatralmente como uma mulher, fazendo o loiro gargalhar.

– Cale-se Blásio. – Draco mandou rindo.

Os dois se levantaram e começaram a andar em direção a porta, enquanto as pessoas que estavam ali ficaram os encarando, todos curiosos e Draco ficou pensando como estaria seu rosto, na verdade ele queria saber se parecia que havia chorado, e como se adivinhasse Blásio disse baixinho:

– Relaxa não parece que você chorou como um maricas. – A voz do moreno saiu brincalhona.

Draco sorriu agradecido, e quando eles atravessaram a porta encontraram Giulia Parkinson prima de Pansy, que naquele momento o loiro não recordava o segundo sobrenome os parou, Draco observou com atenção a garota que tinha os cabelos cor de cobre, lisos e com pequenas ondulações nas pontas o corpo era corpo curvilíneo e as feições aristocráticas e os olhos verde-azulados que estavam completamente vermelhos e inchados.

– Vocês têm noticias do Theo? – A voz dela era melodiosa e completamente falha, o que mostrava que ela estava realmente chorando.

Blásio olhou para Draco que ainda estava avaliando a Sonserina esperando que o mesmo respondesse já que ele não sabia nada sobre seu amigo, mesmo tentando passado toda a madrugada na frente da enfermaria.

–Ah... Sim, ele passou a noite bem. – A voz do menino saiu incerta no começo, mas logo ganhou confiança.

Um suspiro alto saiu dos lábios rosados da Sonserina, que pela primeira vez naquela breve conversa a Sonserina esboçou um sorriso, triste, mas ainda sim um sorriso.

– Obrigado, vocês saberiam me informa se haverá algum problema se eu for vê-lo hoje? – A pergunta dela soou baixa e de certa forma envergonhada.

Blásio arqueou sua sobrancelha assimilando o que sua colega de casa havia perguntado, e por não ter entendido o porquê da pergunta ele a questionou:

– E por que não poderia? – A pergunta do menino pareceu rude aos ouvidos da garota que se sentiu um pouco intimidada.

– Eu fique com medo da enfermaria estar restrita, já que a diretora nos mandou direto para os dormitórios após o jogo. – A voz melodiosa dela saiu baixa mais ainda sim auditiva.

Draco que só escutava o pequeno diálogo dos dois, sabendo que o pensamento da garota fazia sentindo, já que após a guerra os Sonserinos são mal vistos, e qualquer coisa e motivo para se ter medo de ser expulso.

– Não você pode ir vê-lo mais tarde. – O loiro informou a garota, que sorriu para ele se despedindo dos dois logo em seguida.

Os dois Sonserinos caminhavam com calma pelos corredores conversando amenidades, Zabini contava várias coisas a Draco sobre sua vida para distrai-lo, já que há algum tempo os dois não tinham muito tempo para conversarem.

O loiro descobriu que seu amigo tinha as mesmas ambições, ser auror, no entanto havia os negócios da família e ele não sabia o que fazer, então o loiro contou para seu amigo o que estava fazendo, ajudando seu pai e tentando conciliar tudo, ao ouvir isso Blásio se sentiu mais animado.

– Qual é a do Theo com a prima da Pansy? – Quando os dois já não conversavam mais o loiro soltou a pergunta que ele queria fazer desde que Giulia os abordou.

O outro Sonserino gargalhou com vontade comentando logo em seguida:

– Você parece uma velha fofoqueira. – A voz de Zabini era brincalhona, no entanto ele logo continuou. – Ah cara, os dois começaram um lance há alguns meses, e há algumas semanas ele me contou que está apaixonado e que quer se casar com ela.

– O Theo apaixonado? – A voz de Draco transbordava incredulidade.

– Acredite se quiser, mas acho que dessa vez e sério. – Blásio soou sério e ate mesmo ressentido.

Draco parou um tempo para refletir, ele e Theo apaixonados, ele casado e seu amigo quase casando, no entanto Blásio continuava sozinho e isso justificava o desanimo do garoto, vendo isso Draco pôs sua mão do ombro dele e disse;

–Logo você encontra alguém legal. – Blásio assistiu com a cabeça e sorriu para seu amigo.

Há esta altura os dois já haviam chegado à enfermaria, nem Harry e nem Pansy estavam na entrada o que deixou o loiro apreensivo, não sabendo se os dois haviam ido para seu comunal ou estavam lá dentro com Hermione.

Sem delongas o loiro entrou na enfermaria, vendo Pansy abraçada a Hermione, e Harry em pé ao lado das duas, com a mão no ombro de Hermione que parecia chorar, respirando fundo juntando forças dentro de si, para cuidar da garota que parecia tão frágil.

– Senhor Malfoy o que e isso? – A voz quase raivosa de Madame Pomfrey soou no quarto, fazendo Hermione se afastar de Pansy e olhar com suas grandes orbes castanhas para Draco que sorriu para ela sedutoramente.

– O café da manhã da minha amada esposa. – A voz dele era divertida e antes da senhora reclamar o loiro pós à bandeja no colo de Hermione, e se sentou no lugar que antes era ocupado por Pansy que se levantou e sorriu para o loiro.

O garoto deu um selinho um beijo molhado nos lábios da castanha, que sorriu minimamente para ele, ela ficou acanhada do nada e percebendo isso o loiro, levou um cálice de suco de abóbora aos lábios dela, fazendo a sorver o líquido, e em segundos ela começou a comer vagarosamente.

–Posso ver o Theo Madame Pomfrey? – A voz grave de Blásio chamou a atenção de Hermione, que olhou para o local onde o amigo de seu marido estava, vendo à senhora assistir, e o sonserino andar até uma maca no fundo da enfermaria, onde o outro amigo de Draco repousava.

– Como você está Mione? – A pergunta deixou os lábios de Harry antes mesmo dele pensar, mas antes de tentar se redimir Hermione o respondeu cabisbaixa:

– Não tão bem, mas logo vou ficar. – A voz dela era baixa, e uma das mãos dela agarrou o lençol da cama o apertando com força, vendo isso Draco pôs sua mão acima da dela e a apertou fracamente, passando conforto, recebendo um olhar agradecido da mesma.

Um clima desconfortável e desagradável cresceu rapidamente no ambiente, deixando o casal Potter constrangidos, e por isso os dois despediram se de sua amiga prometendo voltar depois, ela não comeu tudo da bandeja, na verdade comeu menos da metade, deixando o loiro preocupado.

– Come mais meu amor. – Pediu ele a olhando suplicante.

– Não quero. – Respondeu ela com a voz frágil e melancólica, quase chorosa.

– Tudo bem, tudo bem. – Suspirou o menino derrotado.

A castanha se deitou e apertou à mão de Draco, os olhos se encheram de lágrimas, e o loiro respirou fundo para conter suas próprias lágrimas e para conter sua dor, e dar apoio a sua esposa que tanto precisava naquele momento.

– Hey, não chore, eu sei que nunca iremos recuperar esse bebê que perdemos, mas podemos ter outros, quando você quiser, e quando você estiver pronta. – A voz do loiro era baixa e harmoniosa, ele olhava diretamente para a castanha que a cada segundo sentia uma lágrima transborda seu olhar.

–Sério? Você quer ter um filho comigo? – A voz dela saiu ainda mais chorosa.

Ela se sentia triste pela perde do seu feto, mas uma leve alegria encheu o peito dela ao saber que Draco queria ter um bebê com ela, essa foi à única insegurança que Hermione não contou a Draco, a garota não sabia se ele iria querer ter um filho com ela, e agora sabendo daquilo o peito dela se enchia de alegria.

Draco abraçou fortemente Hermione, fazendo a se perder em pensamentos, enquanto estava nos braços de seu marido ela refletia, sobre tudo, tudo que eles haviam passado para estar vivos, para ficarem juntos e estar ondem estão, e por pensar em tudo a menina tomou sua decisão, e assim que o abraçou foi desfeito ela emocionadamente disse:

– Eu quero ter um bebê seu amor.

Notas finais
Hoje apareceu a primeira leitora/personagem o personagem é da queridíssima Nutella da Sonserina a personagem e a Giulia Parkinson. Espero que tenha gostado da tua aparição. E sobre o capítulo o que vocês acharam? Tivemos uma Hermione triste, um Draco triste e atencioso, um Blásio brincalhão e outras coisas... O que vocês acharam? E no final tivemos... Um pedido inesperado da Hermione... O que dizer sobre esse pedido? Será que o Draco aceita? Ou será que ele não vai querer engravidar a Mione? Deem seus palpites. Bom gente, preciso com urgência de uma beta, se alguém se interessar fale comigo por favor, eu estou implorando.