Simply Love - Dramione
47 Capítulo 47
Notas iniciais
Suspiros contidos saiam constantemente dos lábios do loiro, e já cansado de esperar ele se levantou e seguiu em pacos curtos em direção a porta da enfermaria, mas antes que os planos de bater na porta e perguntar por sua esposa se concluísse a mesma foi aberta e a figura cansada e abatida de Madame Pomfrey foi revelada, a mulher além do semblante cansado esboçava tristeza o que fez o loiro ofegar em medo, os outros três jovens que estavam ali se movimentaram, ficando de pé logo atrás de Draco, eles olharam ansiosos para a curandeira que respirou fundo antes de dizer qualquer coisa.
[...]
Madame Pomfrey se sentia esgotada demais ate mesmo para falar, o que fez com que demorasse mais que o normal para formular qualquer frase sobre o estado de Hermione, causando irritação em Draco que logo a pressionou:
– Então como ela está? – A voz dele saiu mais aflita do que o esperado, no entanto ele não se importou simplesmente continuou a olhar para a curandeira a sua frente.
– Fale logo mulher. – A voz grave e até mesmo zangada de Blásio fez a mulher sair de seu torpor e se prontificar a informar-lhes sobre o estado da castanha.
– Agora ela está bem, inconsciente mais bem, uma costela dela foi fraturada, quase perfurando um dos pulmões, essa foi à lesão mais grave, no entanto houve alguns cortes profundos na pele dela, e... – A voz da mulher morreu aos pouquinhos.
O fato da mulher não conseguir terminar intrigou os jovens, os meninos sabiam que a costela dela estaria restaurada em poucos dias, com poções e os arranhões também, o loiro não podia imaginar o que estava fazendo a velha senhora ter os olhos cheios de lágrimas, e quando o jovem Malfoy menos esperou a senhora lançou seus braços sobre o pescoço dele e o abraçou desajeitadamente, na tentativa de dar algum conforto a ele.
– O que aconteceu Madame Pomfrey? – Perguntou o loiro assim que a mulher o soltou.
– Eu não conseguir salvar a criança, a queda foi muito grande, e o atendimento demorou... – A cada palavra a voz da grisalha embargava mais, Pansy, Blásio e Harry soltaram exclamações altas e desacreditadas.
Enquanto o loiro sentia o chão ruir em seus pés pela segunda vez naquele dia, os olhos dele nublaram e algo como um nó se formou em sua garganta, ele apoiou seus braços na parede, quando suas pernas ameaçaram ceder, era informação demais, informação ruim demais para o garoto, ele então se apoiou na parede.
– Oh meu Merlin! Vocês ainda não sabiam não é? – A mulher perguntou perplexa, só naquele momento ela percebeu que a reação dos garotos não era só pela perda do bebê, mas também por descobrir sobre o bebê.
Após alguns instantes Pansy confirmou com a cabeça, por não ter certeza se sua voz sairia, a morena abraçou fortemente o corpo forte de seu marido, imaginando que seu bebê crescia dentro dela, e o de sua amiga que nem sequer percebeu que estava gravida, já não estava mais no ventre dela, e só de imaginar a dor que sua amiga sentiria Pansy começou a chorar.
– Ela estava com quase um mês e meio. – Explicou a mulher se sentindo pesarosa por ter que dar aquela noticia.
Por estar tão atordoado o garoto nada respondeu ou se quer se moveu, a cabeça dele estava confusa, a cada segundo seu peito se apertava ainda mais e Blásio na tentativa de reconfortar seu amigo colocou sua mão no ombro dele, que olhou o por cima do ombro e viu o carinho que o negro tinha por ele.
– Você pode entra para vê-la se quiser. – A voz melodiosa e pesarosa da curandeira soou em meio a nevoa que o menino estava.
– Acho que seria bom o senhor contar a ela, não ira demorar muito para ela acorda. – Madame Pomfrey continuou vendo o jovem começar a reagir.
O loiro se desencostou da parede e olhou diretamente para a curandeira, que ficou ainda mais sensibilizada ao ver as lágrimas nos olhos do menino, um suspirou alto rompeu a garganta dele, que deu passos lentos em direção à porta fazendo Madame Pomfrey da passagem a ele, que adentrou a enfermaria, e se virou para seus amigos:
– Vão, eu vou ficar aqui, depois dou noticias a vocês. – A voz dele saiu trêmula mais ainda sim com resquício de confiança.
Antes de alguém protestar a mulher fechou a porta, ouvindo um suspiro cansado de Draco assim que a porta se fechou completamente, nenhuma palavra deixou a boca do jovem que caminhou em passos incertos até o leito que sua amada repousava.
– Eu estarei no meio escritório, qualquer coisa e só me chamar. – Madame Pomfrey avisou olhando com pena para Draco que só assistiu com a cabeça.
O loiro se sentou na beirada da maca de Hermione, e agarrou com força a mão gélida dela, o rosto da castanha esta lívido, tranquilo e sereno, os cabelos revoltos sobre os travesseiros cobertos por mantas brancas, fazendo um contraste perfeito, ali sobre aqueles lençóis a pele dela parecia ainda mais translucida.
Lágrimas grossas e quentes começaram a cair dos olhos dele, os lábios tremiam levemente, enquanto toda célula do corpo dele estava em alerta, querendo saber como contar a Hermione, que a criança que eles nem sabiam que estava no ventre dela havia sido perdida, tudo que o loiro queria era ter um filho com Hermione e mesmo só sabendo da existência do feto após a perde dele Draco sentia uma grande dor.
O loiro levou a mão de Hermione até seus lábios e a beijou com calma e delicadeza, lágrimas e mais lágrimas caiam, assim como a chuva lá fora que caia estrondosamente nas vidraças, o menino tinha seus olhos fechados, e enquanto apertava as mãos de sua esposa entre as suas e contra seus lábios o loiro sentiu a mesma ser puxada fracamente.
Esse pequeno movimento fez os olhos marcados por lágrimas se voltarem para a face de Hermione que tinha agora seus grandes olhos castanhos abertos e voltados ao loiro que viu sua esposa sorrir para ele, o deixando sem escolha ao não ser tentar sorrir o mais verdadeiramente possível.
Ele viu Hermione tentar falar, mas não consegui por isso ele deduziu que a garganta dela estava seca, como sempre acontecia com ele ou qualquer outro jogador após uma queda e ser dopado, por isso garoto pegou a jarra de água e um copo enchendo o de água e levando aos lábios da menina que sorveu o liquido rapidamente quase se engasgando, fazendo Draco sorrir, a castanha sorriu também e levou o dorso de seu braço aos lábios para limpar a água que caiu ali.
– Como você tá? – Loiro perguntou com a voz tremula.
Hermione se sentou e secou as lágrimas do menino dando um selinho nele, acariciando a face de seu marido com carinho o acalentando mesmo sem saber, o loiro colou mais uma vez seus lábios ao de Hermione em um selinho mais demorado.
– Bem, só quero saber quem me empurrou, você sabe quem foi? – Questionou a Hermione assim que Draco se separou dela.
O choque ficou visível na face de Draco, ele achava que a menina havia se desequilibrado e caído, e não que houvesse sido empurrada, só de pensar nisso o sangue do garoto já fervia.
– Como assim quem te empurrou? – A pergunta do loiro saiu baixa e raivosa, ele havia entendido perfeitamente bem, mas ainda sim queria que a menina explicasse.
– Antes de cair sentir um par de mãos me empurrando. – Explicou a castanha com a voz arranhada e baixa.
O loiro se levantou e começou a caminhar de um lado para o outro, passando as mãos em seus cabelos platinados, os deixando ainda mais bagunçados.
– A pessoa que fez isso vai pagar. – A voz do loiro saiu alta e esganiçada, quase coimo um grito o que assustou a castanha.
Ela achou que era só por causa da queda dela, mas o olhar alucinado do loiro a fez pensar por alguns instantes que não era só por isso, ela se ajeitou na cama sentindo uma de suas costelas ardendo e doendo levemente, mas ela logo disfarçou olhando diretamente para os olhos acinzentados de seu marido e ali, havia dor, sofrimento e algo mais, algo que a castanha não soube identificar, por isso ela teve certeza que havia algo que ela não sabia.
– O Harry e a Pansy não vinheram me ver? – Questionou a castanha levantando suas sobrancelhas, só para ver a resposta, já que ela tinha certeza que só um motivo grave faria com Harry não estivesse ali com ela.
– Madame Pomfrey achou melhor que só eu entrasse. – Depois de algum tempo Draco respondeu com a voz trêmula e triste.
– E por que isso? – Questionou novamente a menina, já sentindo que algo ruim estava por vim.
– Eu tenho que te contar algo. – O loiro demorou mais que o normal para concluir sua frase, os lábios se apertaram em uma linha reta, ele voltou com calma para a maca de sua esposa onde se sentou novamente vendo o olhar encorajador de Hermione ser lançado pra si.
– Você... Você estava.. – Draco não conseguia concluir sua frase, sua voz já estava embargada.
– Eu estava...? Fale logo Draco. – Hermione mandou altivamente fazendo o loiro levantar sua cabeça que estava baixa e olhar para Hermione com os olhos cheios de lágrimas.
A mão dele repousou sobre o ventre plano e agora vazio de Hermione e respirou fundo juntando forças do fundo de seu interior para contar a consequência da queda que ela havia levado.
– Você estava gravida amor. – Draco deixou que a frase fluísse por seus lábios, a voz dele estava ainda mais trêmula e completamente embargada.
– Co... como? – Questionou a menina sentindo uma dor infernal crescer em seu interior.
Ela piscou repetidamente, absorvendo a informação e a palavra “estava” não saia da cabeça da garota, ela sabia que a queda havia feito ela perde a criança que estava em seu ventre que agora era acariciado com pesar por Draco, que chorava silenciosamente ao lado da garota, que pensava no motivo para ela não ter percebido que estava grávida, e ela chegou a conclusão que ela não sabia por que não queria saber.
E pensar que eles não haviam curtido nem um pouco essa gravidez tão curta e tão inesperada a fez ficar desolada, a mão esquerda dela foi posta sobre a de Draco que levantou sua cabeça e encontro as orbes castanhas e cheias de lágrimas de sua esposa.
Draco não pensou duas vezes antes de abraça-la com força, tentando reconforta-la, e o grito alto e doloroso de Hermione partiu o coração já ferido de Draco, e do outro lado da enfermaria Madame Pomfrey assistia a tudo sensibilizada, enquanto do outro lado da porta Harry, Pansy e Blásio ouviram o grito doloroso de Hermione, enquanto ouvia a chuva bater nas vidraças, e os corações deles se partiam, mas nunca chegariam a sentir a dor que a castanha sentia, enquanto chorava no ombro de Draco que também chorava.
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