Simply Love - Dramione
30 Capítulo 30 Pesadelos
Notas iniciais
E então os dois caíram no sono mesmo ainda sendo cedo.
[...]
Dor.
Esse foi o primeiro sentimento que Hermione teve quando despertou, seu corpo doía e sua feminilidade ardia.
E aquele era a maior prova que Draco havia conseguido cumprir sua promessa.
Por falar em Draco, ele estava deitado ao lado da castanha em um sono sereno.
A cabeça de Hermione rodou assim que ela abriu os olhos, estava tudo escuro, o que fez a castanha deduzir que era de madrugada.
Com um suspiro a menina se sentou na cama, e esse simples movimento a fez ficar tonta, a castanha levou suas mãos até sua testa e constatou que sua pele estava mais quente que o normal, sua testa estava suada e seu corpo arrepiado.
A castanha procurou com delicadeza sua varinha embaixo de seu travesseiro, já que após a guerra ela havia criado no hábito de sempre deixa-la em um lugar estratégico.
– Lumos. – Sussurrou Hermione para não acordar Draco, em resposta uma luz ofuscante se acendeu da ponta da varinha dela, clareando o ambiente, com certa dificuldade a menina se pôs de pé e caminho até o banheiro onde ela acendeu a luz.
Hermione abriu o armário do banheiro e tirou de lá um frasco cheio de comprimidos, remédio trouxa, aqueles comprimidos serviam para acalmar a castanha e faze-la voltar a dormir.
Só Harry e os senhores Granger's sabiam o problema que Hermione vinha enfrentado após a guerra.
Ela tinha constantes pesadelos, toda noite um geralmente eles se repetiam, naquela noite era a morte de várias pessoas na frente da castanha com ela imobilizada, não podendo ajudar ninguém a se salvar.
A dor que a castanha acordou sentia não era só física, na cabecinha de Hermione ela era responsável pela morte de várias pessoas, como Ninfadora, Remo, Fred, Lilá.
Às vezes a dor que a castanha sentia era quase insuportável, havia noites que ela acordava gritando em meio a seus pesadelos, Harry geralmente ficava com ela, mas quando ele não podia os pesadelos ficavam piores e após uma das noites que a menina acordou gritando os pais dela resolveram leva-la a um psicólogo que a diagnosticou com estresse pós-traumático, um tipo de distúrbio desenvolvido apôs algo traumático. O psicólogo receitou a menina alguns comprimidos, que só faziam efeito de vez em quanto.
Havia noites que ela tinha pesadelos e noites que não, a castanha nunca comentou isto com ninguém nem mesmo com Rony, mesmo Harry insistindo que o amigo tinha que saber.
Hermione estava tendo este pesadelo constantemente, mas dava graças a Deus por não acordar gritando, era um alívio para ela que Draco não soubesse desta fraqueza.
Após tomar seus remédios Hermione apoiou suas mãos na pia, ela observou seu reflexo no espelho a frente, cabelo desgrenhado, bochechas vermelhas e marcas arroxeadas em seu pescoço.
Enquanto Hermione se observava as pálpebras dela ficaram pesadas e as pernas dela fraquejaram, a castanha então agarrou sua varinha e se locomoveu até a cama onde o corpo dela caiu pesado.
No mesmo momento que o corpo de Hermione caiu no colchão Draco abriu seus olhos, fazendo suas ires azuis acinzentadas se encontrassem com as castanhas de Hermione, que o encarou sonolenta, fazia algum tempo que o menino estava acordado, mas só agora resolveu se pronunciar.
– Com o que você sonha? – Perguntou o loiro com a voz rouca.
– Como? – Rebateu a castanha piscando repetidas vezes.
– Com o que você sonha? Ou melhor, como são os seus pesadelos? – Repetiu Draco reformulando sua pergunta.
Hermione prendeu sua respiração, não era possível que Draco soubesse de seus sonhos, até porque ela não havia acordado gritando nenhuma vez, ele não podia saber. "Se ele não sabe por que fez está pergunta?" Questionou o subconsciente da menina a deixando em choque, a menina saiu de seu transe alguns segundos depois, o sono a consumida, mas a fragilidade daquele momento a fazia querer ficar acordada.
– Eu não sei do que você está falando. – Falou ela desviando seu olhar do de Draco.
– Sabe claro que sabe. Está não e a primeira vez que você acorda após sonhos agitados e toma essas coisas de trouxa. – Essa frase saiu com mais intensidade do que o loiro desejava.
Hermione voltou a olha-lo nos olhos, e Draco se perdeu naquela imensidão castanha, ali o loiro via tanta fragilidade que sua única vontade era cuidar dela, e não deixar que nada a machucasse.
–Como você sabe que tenho sonhos agitados? – Ela questionou em voz baixa e trêmula.
– Você se debate toda noite e clama por ajuda durante os sonhos. – Draco respondeu levando sua mão a face da castanha a acariciando com carinho. – Por favor, me conte o que lhe aflige pequena. – Implorou o loiro ainda acariciando a face agora rubra da menina.
– E.. Eu não quero falar disso. – Sussurrou ela fragilmente.
– Por favor, me deixa te ajudar. – Pediu o loiro novamente.
– Foi minha culpa, todas as mortes da batalha em Hogwarts foram minha culpa, eu devia ter em pedido o Harry de vir para cá. – O desabafo da castanha veio seguido de muitas lágrimas.
– Como? – Perguntou Draco chocado demais.
Ele não sabia como alguém podia se culpar por aquele massacre em Hogwarts, todos sabiam que mais cedo ou mais tarde aquilo iria acontecer, claro ninguém esperava que fosse em Hogwarts.
– As mortes do Remo, Tonks, Fred, Lilá, Snape e de várias outras pessoas foi minha culpa, se eu tivesse impedido Harry de vir para cá, nada disso iria ter acontecido e o pequeno Teddy ainda teria seus pais. – Sussurrou a menina agora escondendo seu rosto no peito de Draco que ainda digeria aquelas palavras.
– Pelas barbas de Merlin Hermione, se você tivesse impedido o Potter de vim para Hogwarts talvez até hoje estivéssemos em guerra e Voldemort ainda estaria fazendo várias atrocidades. – Rebateu o loiro tentando convencer a castanha que ela não era culpada.
– Mas a gente poderia ter esperado mais, nós preparado melhor. – Falou ela com a voz abafada por ainda está com a cabeça enterrada no peito musculoso de Draco.
– Se o confronto do Potter e Voldemort não tivesse acontecido aqui, teria acontecido em outro local e talvez seu amigo não tivesse levado a melhor e aí nós estaríamos vivendo dias horríveis, pois Voldemort não pouparia ninguém, e seus amigos assim como você poderia estar mortos agora, Teddy e muitas outras crianças iram crescer sabendo que seus pais foram heróis, pois lutaram contra o maior bruxo das trevas. – Discursou Draco levantando o rosto de Hermione para que ela o olhasse.
O lábio inferior de Hermione tremeu, ela não sabia explicar a emoção que as palavras de Draco haviam casado nela.
– A morte deles não foi em vão. – Concluiu Draco vendo Hermione desabar com aquelas palavras.
Com a cabeça apoiada no peito de Draco Hermione chorou por todas as mortes, naquele momento ela estava passando pelo luto que ela tanto renegou, era uma dor agoniante, o peito dela estava apertado dentro do peito, mas as palavras de Draco a confortava.
"A morte de ninguém foi em vão, todos serão lembrados como heróis." era o que ela repetia em sua cabeça.
Demorou algum tempo para a castanha se recompor, na verdade havia se passado horas, o sol que estava nascendo entrava pela janela, mas Draco em momento algum se cansou de consolar a castanha, as mãos dele faziam um cafuné nos cabelos macios da menina.
Quando as lágrimas já não desciam dos olhos da menina, ela se pronunciou.
– Obrigado. – Foi só o que ela conseguiu dizer a Draco.
Talvez nenhum dos dois soubesse mais a partir daquele momento eles haviam entrado em algo que não tinha volta, o maior temor de Hermione estava prestes a acontecer se já não houvesse acontecido.
Pois naquele dia algo mudou dentro dos dois, e não havia mais volta, porque a gente só supera lembranças ruins criando novas, e com toda certeza os dois iriam descobrir isso na prática.
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