Simplicidade

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Mini-fic de niver para a Shunrei! Na verdade, essa é uma fic ecológica! Reciclada de um texto que estava aqui há anos e finalmente me deu vontade de publicá-lo. Dei uma ajeitada, mandei para a Nina revisar (e foi ela quem disse que a coisa era voltada à sustentabilidade! kkkk) e voilà! Nasceu isso aqui!
Mais tarde, se tudo der certo, postarei o novo capítulo de "Cinco Momentos", que também é focado em ShiShu!
Até já, pessoal!

SIMPLICIDADE

Chiisana Hana

Beta-reader: Nina Neviani

"Se eu pudesse voar, eu iria vê-lo onde quer que você estivesse

Eu me deitaria ao seu lado enquanto você estivesse dormindo

E simplesmente passaria um pouco de tempo

Só um pouquinho de tempo com você.

Simplesmente ouviria sua respiração,

Ouviria seu coração bater.

Eu estaria tão perto, nós afastaríamos o medo.

Eu veria todas as suas lágrimas,

Eu veria ver todos os seus sorrisos

Com olhos de borboleta".(1)


Ele tentou ler. Desceu até a cozinha e tomou um copo de leite morno. Contou trilhões de carneirinhos e mesmo assim o sono não veio. Rendeu-se e resolveu ir ao jardim. O sol já começava a surgir no horizonte e a vida se agitava com o dia que surgia. Os passarinhos voejavam de um lado para o outro, alegres com a manhã de sol que nascia. Não era ali que devia estar, ele pensou com gravidade ao observar os bichinhos, porque a muitos quilômetros de distância ela estaria acordando sem ele. Desejou estar com ela. Desejou ser um daqueles passarinhos, para voltar ao seu ninho. Fechou os olhos e respirou o mais fundo que pôde e foi como se sentisse as asas despontarem e se abrirem. Respirou fundo outra vez e deixou sua mente viajar. Como num filme, viu-se sobrevoando a mansão onde estava, a cidade e logo vislumbrou o oceano. Em pouco tempo, deparou-se com as montanhas da terra onde fora criado e localizou a pequena casa de telhado vermelho onde vivia. Entrou pela janela aberta e foi direto ao quarto dela. Ainda conservava o costume de dormir daquele jeito quase infantil, com uma das mãos ternamente posta embaixo do rosto. Pousou na cabeceira da cama e ficou velando-lhe o sono.

Ele acordou quando o sol lhe esquentou a face. Tinha cochilado ali mesmo no desconfortável banco de metal do jardim. Enquanto repassava mentalmente o sonho que teve, viu uma borboleta solitária pousar sobre uma exuberante touceira de glicínias. O gracioso inseto, cujas asas eram de um azul intenso, arrancou-lhe um sorriso quando levantou voo e veio pousar em seu braço direito. Em seu íntimo, ele sentiu que não se tratava de um mero acaso. Era o sinal de que sua amada também tinha sonhado com ele. Ele sabia, com certeza matemática, que ela tinha.

FIM

Notas finais
(1) Simplicity, Elisa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!