Notas iniciais
Ação, muita ação nesse cap, Dare está mesmo muito descontrolada.

Começamos a lutar, já nem me importo em ser Nightmare. Eu sempre quis matar aquelas vozes que me odiavam, talvez Hakochi esteja certo, sou má e não posso ser uma heroína.

–Por que você quer se tornar Kami? – pergunto a Predator enquanto atacamos e defendemos loucamente.

–Eles me tiraram Hiyo! – ela tenta desesperadamente me ferir, me esforço pra defender e desviar seus ataques descontrolados – Vou te matar e trazê-lo de volta!

Ela golpeia meu estômago fortemente com a parte de trás da espada. Me empurra pra longe e caio no chão bruscamente, destruindo bancos feitos com ossos. Rosno de raiva dela. Eu nem precisaria lutar se não quisesse, ela não me importa, mas como sou Nightmare não posso perder de ver sangue e matar alguém.

Levanto-me e Predator acerta meu rosto, tento ser rápida e golpeio suas costas com a espada, ela é atirada pra frente, mas consegue se manter firme no chão. Me ataca de novo, afasto sua lâmina de perto de mim e lhe dou uma joelhada na barriga. Ela soca meu pescoço, cambaleio pra trás tossindo sangue. Arquejo, minha garganta dói.

–Você é mais romântica do que parece, querendo trazer seu amado Hiyo de volta! – rio – Idiotice!

–E você se apaixonou por um demônio! – ela se prepara – É a sua cara!

Me ataca novamente, defendo e a faço machucar a si própria com a espada.

A atiro longe com uma força inacreditável, Predator quase quebra a parede pela força da colisão. Ela sangra. Mas por que isso me importaria?

Corro e lhe dou um soco, ela quase cai no chão, a puxo pra cima e a soco de novo. Predator está atordoada, porém não paro de lhe bater. Jogo ela no chão bruscamente. Ela quase quebra o chão. Mas isso não me importa, Predator nem mesmo merece viver. Não me importo se também não mereço, eu quero viver, então vou viver.

Chuto Predator, ela não grita pela dor, não chora, só rosna pra mim com ódio.

–Você é muito ridícula! – insulto e jogo uma grande pedra nela.

Predator nem se mexe, parece tremer e geme.

–Como pode ser uma líder das trevas? – zombo – Certamente há muitas pessoas bem piores que você por aí. Seu fracasso!

Pego a espada dela do chão e empurro a pedra de cima dela, Predator já parece um cadáver, o sangue se espalha pelo chão e consigo ver sua carne. Um osso de suas costelas está deslocado pra cima, é visível apesar de tanto sangue. Eu fiz isso. Que incrível! Tenho poder sobre ela, posso fazer qualquer coisa. Afinal, sou Nightmare no Sekai.

–Se você já estava morta – começo a dizer – Então agora irá para o inferno.

Finco a lâmina em suas costas, onde seria seu coração, ela se contorce grunhindo, mas não grita.

–Grite de dor! – ordeno e começo a apunhalá-la – Grite! Chore! Implore por sua vida!

O sangue espirra nas paredes, cai sobre meu corpo, aquela coisa vermelha é linda e fui eu quem fez isso sair. Eu sou mesmo incrível!

No entanto Predator só rosna pra mim. Por que não está gritando?

–Seu...demônio... – murmura ela.

–Quero ver você gritando, choramingando, vociferando, morrendo em agonia!

Ao invés de apunhalar acabo fazendo um corte enorme em seu pescoço, fazendo a sangrar sem parar e enfim gritar.

Predator muda de forma, seus cabelos mudam para um loiro ensanguentado, conheço esse cabelo.

–Mi...zu? – arregalo os olhos e jogo a lâmina cheia de sangue no chão.

Estou um pouco assustada, esqueci que Predator é Mizu.

Eu deveria estar apavorada por tê-la matado, não é? Porém não sinto nada, nenhum remorso. Isso não deveria acontecer.

–Dare? – Mari está pasmada me fitando – Mizu?! Mizu?!

Mari corre até nós, mas se afasta de mim.

–Com medo? – não posso evitar sorrir – Não a matei de propósito.

–Sua idiota! – Thy tenta me ferir, defendo-me – Era eu quem queria matá-la! Minha vingança!

–Ela me atacou – minto – Só me defendi.

–Vai pro inferno! – diz Thy – Agora quero me vingar de você!

Ela agarra Mari e coloca uma faca em seu pescoço.

–Matarei essa sua amiguinha – ameaça.

–Não! – grita Mari desesperada.

Faço uma expressão despreocupada que deixa Thy com raiva.

–Não se importa com ela? – me questiona.

–Se ela morrer continuarei viva – digo – Por que me importaria?

–Você é mesmo Nightmare, agora finalmente tem o sangue frio de uma assassina – comenta.

–Cale-se – aponto a espada pra ela.

Mas Mari está na frente. Será que eu a mataria? Algo me diz que sim.

–Solte-a! – ordeno – Posso não me importar com ela, mas você me desafiou então lute. Ou está com medo?

–Claro que não – ela empurra Mari pra trás – Morra! Volte pro inferno! Lá é seu lugar!

Thy me ataca, sinto seu ódio. Por que ela está parecendo pior que Predator? Talvez porque seu desejo é vingança e o de Predator era amor.

–Morra! – Thy me ataca loucamente – Morra! Morra! Morra!

Ela quase me fere, chuto seu estômago e golpeio seu rosto. Agora é minha chance. A derrubo e vou apunhalá-la . Porém quando o faço, o sangue que flutua não é dela. Mari se pôs na frente levando o golpe.

–Eh...Mari? – arregalo mais os olhos.

Ela cai no chão gemendo, meu sangue ferve.

–Por que se colocou na frente?! – indago – Eu não queria te matar! Você vai me deixar sozinha sua idiota?!

Choro, mas minhas lágrimas caem por motivos egoístas. Eu só não quero ficar sozinha como antes, pensei ter encontrado amigos, mas todos estão me deixando...

–Você se sacrificou por ela! – a acuso – Prefere morrer por uma assassina do que viver comigo?!

–Você se esquece que também é uma assassina – diz alguém, conheço essa voz, afinal é a minha – Nightmare, você é realmente incrível! Amei me divertir com você!

É uma garota monocromática, seus cabelos são brancos, sua pele é pálida como se fosse papel, seus olhos brancos leitosos parecem não ter vida.

–O que está fazendo aqui?! – Thy já está levantada – Droga!

Ela repentinamente ataca a garota, mas quando se aproxima, a garota ergue as mãos e Thy voz longe. Caindo em cima de bancos de ossos, foi quase como um escudo mágico.

–Temos assuntos a tratar – ela olha pra mim sorrindo sem emoção.

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A parte vazia de Nightmare ficou a vida toda presa, e como não tinha nenhuma emoção pra experimentar escrevia histórias. Histórias que deixavam nela um tipo de emoção que ela desconhecia e ela queria ficar escrevendo toda hora pra sentir aquele sentimento novo. Ela gostou tanto de escrever e criar que imaginava até mesmo um futuro imaginário pra si. No entanto sabia que não podia acontecer.

“Crio meus mundos facilmente, então sou um deus, certo?” pensou sorrindo “E se sou um deus posso fazer qualquer coisa”

Notas finais
Quem vocês acham que é a garota? E o que será que ela quer de Dare? Só descobrirão no próximo capítulo...