Simplesmente acontece!

12 OH, como eu sou boa nisso!


Notas iniciais
Capitulo POV AMES! Cheguei foi cedo hoje né? Dois capitulos em um dia só! Haha! Isso que é amar vocês!

Eu fui tão burra! Sério. Quantas vezes eu vou ser feita de trouxa, pelo amor de Deus? Por que foi que eu confiei no Harry? Ah, por que ele era absurdamente lindo e gentil. E agora eu estou aqui, na sacada do meu quarto, sozinha, chorando. E eu me condeno por isso. Eu confio tão rapidamente nas pessoas, que é isso que acontece no final das contas. Acaba América Singer chorando como uma condenada, em um quarto sozinha.

Ele tinha uma namorada. Deus do céu. Por que nada dá certo para mim? Tomei um banho que eu mesma preparei, as criadas estavam confeccionando vestidos. Depois vesti meu pijama e deitei na cama me enrolando até a cabeça. Eu queria desaparecer. Lágrimas involuntárias turvavam minha visão do nada. Ouvi as batidas de Nicoletta na porta, mas não me levantei para atende-las, as vezes só precisamos de um tempo sozinha para tudo passar. Tudo sempre passa mesmo.

Acordei com uma dor de cabeça enorme. Minhas criadas estavam em suas posições. Pedi a elas para trazerem meu café no quarto, ninguém merece olhar para a namorada do garoto que você está apaixonada, definitivamente não. Elas me obedeceram sem fazer pergunta nenhuma, e dei graças por isso. Comi metade do café que elas trouxeram, rejeitando a torta de morango. Quando uma pessoa bate a minha porta:

–Quem é? –Perguntei insegura.

–América Singer, se você não abrir está porta agora eu juro que arrombo ela. Eu não, eu chamo um guarda. Abra logo. –Nicoletta apareceu com sua voz tão autoritária.

Abri a porta para ela que me olhou furiosa.

–Você endoidou? Quer o que? Que eu fique pirada do juízo? Eu quase tive um ataque do coração pensando que você tinha fugido deste mundo. –Ela começa um discurso tão sem pé nem cabeça.

Sentei na cama esperando ela me notar o quanto eu estou mal e não preciso de sermão nenhum.

–Seu pai veio aqui. –Ela diz.

–Fazer o que? –Perguntei confusa.

–Falar com Nicholas oras. –Ela fala como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

–O que ele falou? –Perguntei curiosa.

–Falaram a sós. May também não ouviu. Mas, só sei que o Nick saiu da sala branco como papel. –Ela fala rindo e eu a acompanho.

–A princesa da Nova Ásia é sua amiga? –Pergunto como quem não quer nada.

–Não. Aquela idiotia? –Ela diz horrorizada.

–Deus que me livre. –Bufou.

–Por que?

–Ela é tão...Tão...Cara de pau. –Fala.

–Realmente. –Assentiu suspirando.

–Ames, não fica assim. –Ela fala sentando ao meu lado na cama.

–Ele me enganou não foi? –Perguntei.

–Não. Olha, ele não está namorando a lambis...A fulana lá. –Ela falou e eu ri.

–E por que ela falaria que está Nicoletta? –Perguntei.

–Sei lá. Eles terminaram a uns meses e ela nunca aceitou. –Ela esclarece.

–Quer saber? Eu vou parar de correr atrás das pessoas. Se elas quiserem que corram atrás de mim. –Falei decidida. –Um dia a gente cansa de ser otária Nicoletta!

–Palavreado é esse? –Pergunta sorrindo.

–Vi em uma revista brasileira que eu comprei. –Falei sorrindo também.

–Então, levanta dai. Se arruma, desce para fazer algo. Se ele quiser você, que ele corra atrás. Afinal só o que cai do céu é chuva. –Ela diz avoada.

–Frase é essa? –Perguntei

–Achei na revista brasileira que você comprou. –Ela diz rindo me fazendo acompanhá-la.

–Ah, vamos logo vai. –Falei me levantando.

Pedi para as criadas me prepararem um banho e fui escolher a roupa com Nicoletta. Demorou uns trinta minuto. E olha que nós nem somos indecisas. Imagina. Eu e Nicoletta decidimos ir a alguma shopping comprar roupas. Vamos falir a Itália. Sério. Vesti meu vestido:

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Foi a Nicoletta que escolheu. E um salto:

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Arrumei meu cabelo em um lindo coque com a franja caindo nos olhos, e eu mesma fiz uma maquiagem simples mas bonita. Peguei uma bolsinha pequena de lado e estava pronta. Descemos as escadas e fomos para a sala de jantar conversando animadamente. Mentira, minha mão estava coçando para chegar lá e dar na cara daquela princesinha fajuta. Sem violência.

Quando chegamos lá, coloquei meu melhor sorriso e a porta se abriu.

–Boa tarde. –Já era tarde mesmo.

–Boa tarde. –Responderam em coro.

Sentei na minha cadeira ao lado de Nick e fingi que tudo estava normal. Comecei a comer calmamente ignorando os olhares das pessoas na mesa. A tensão era visível naquele lugar.

–Tudo bem? –Nick sussurrou para mim.

–Claro, por que não estaria. –Dei de ombros.

Aquela coisa da Nova Ásia fazia questão de se jogar em cima do Harry, só faltava uma placa de: Me pegue. Está tudo bem, está tudo muito bem. Falei para mim mesma.

–Pai. –A voz de Nicoletta ecoou pela sala. –Vou ao shopping com América.

–Pode ir, contanto que volta. O pai de América que conversar com ela, e May também.

Gemi junto com May. Nós estávamos tão ferradas.

–O que meu pai conversou com você, Nick? –Perguntei.

–Oh, assunto particular. –Ela disse dando uma risada nervosa e nos fazendo rir também.

–Vamos Ames. –Nicoletta me chama para irmos.

Levantei da mesa e a segui para fora. Sem em momento algum notar a existência dos dois pombinhos na sala. Oh, como eu sou boa nisso.

Notas finais
Gostaram? COMENTEM! Agradeço a todos os lindos comentários que eu recebi nestas quatro horas! Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.