Simplesmente Humanos

2 Um Bêbado e uma Meretriz


Batiam na porta as duas da manhã, uma batida forte e constante que interrompeu seu sono.

Levantou-se, relutante, e direcionou-se até a porta.

– Damon? — ela se assustou quando o viu ofegante e suado, com os olhos vermelhos.

– Eu te amo, Katherine — agora eles lacrimejavam.

Tentou fechar a porta mas ele a empurrou contra a parede. Suas costas doíam enquanto ele permanecia parado no vão da porta encarando-a.

– Meu irmão esteve aqui ontem.

– Não sei do que esta falando — disse assustada e distraída com a dor.

– Acha que sou algum idiota? Vi ele entrar aqui.

– A gente não tem mais nada. Aliais, a gente nunca teve — Ele a encarava atônito.

– Então acha que ele vai te dar alguma chance — gritava — Ele não te ama, não como eu agora. Se ele te amasse não voltaria para aquela fracassada.

– Fracassada? — ambos gritavam — ela tem uma família, um emprego e um marido psicologicamente normal, pra variar.

– E você tem a mim, sempre teve.

– Um bêbado, um emprego indesejável e um apartamento caindo aos pedaços. É a vida com que sempre sonhei — ela chorava quando se afastava ele se aproximou, tocou seu rosto úmido e fitou-a — Deixe-me fazê-la feliz.

Ela puxou suas mãos de seu rosto e o empurrou para longe enquanto ria descontrolável mente de sua ressaca — Você? — apontou — me fazer feliz? Você nunca poderia. Vá embora. Seu bêbado moribundo.

Ele se levantou, dominado pelo ódio pegou-a pelo braço até sue quarto, o qual ele já fora tantas e tantas vezes, enquanto ela o amaldiçoava. Ele a soltou ao trancar a porta.

– Isso vai ser muita coisa que já me fez — ela o fuzilava com o olhar.

Segurou-a junto de si, ela se debatendo e gritando, então rasgou sua blusa e começava mordendo-a. Ela, menos relutante, quando ela abaixou sua saia e sorria. Um sorriso que, pra ela, lhe era familiar.

– Você já podia imaginar.

Ela o olhava reprimida, porem calma, enquanto ele a violava. Depois ele se levantou. Ela a olha-lo rindo.

– Eu tenho nojo de você. VAI EMBORA!! — chorava relutantemente — Eu nunca te amei. Eu amo seu irmão e só.

Ela se calou. Ele permaneceu em silêncio olhando-a e depois falou.

– Esse não foi o motivo da visita. O resto foi um bônus. Sabe aquela sua amante da semana passada?

– Bonie, o que você fez?

– Eu a fui ver. Por acaso sabe se ela esta grávida? — ela estremeceu.

– Não, não sei. — ele sorriu.

– Caso seja de seu interesse ela não está. Mas estava comentando sobre certa gravidez.

– E por que acha que tem haver com você? Você não é o pai.

– Como pode ter certeza. Uma meretriz e um bêbado não é a coisa mais difícil de se imaginar.

– Esse filho é do seu irmão.

– É o que veremos.

Ele saiu do quarto e logo em seguida se ouviu a porta da cozinha abrir e fechar.

– Ah, Damon... — sorriu despeitada — Como se este filho fosse seu. Pois bem, você mesmo disse; uma meretriz...