Simplesmente Humanos

5 Um Acreto de contas


– Ei, alguém? To chegando em casa, não que isso importa é só que...

Chegando na cozinha viu sua mãe sentada com as mãos a cabeça.

– Mãe, não se preocupe eu só estava...

– Por que demorou tanto? — ela chorava, e com os olhos inchados prosseguiu — Eu estava sozinha, sabia que hoje morreu uma meretriz esfaqueada em seu apartamento imundo?

– Eu não sabia — disse estarrecido ao ver sua mãe.

– Pois devia saber. Pessoas morrem devia se importar — não contendo as lágrimas prosseguiu — seu pai se importa. Pode me explicar porquê? Já que você sabe tudo o que se passa por aqui. — ela se levantou.

– Mãe! — ele foi correndo para o quarto, ela o seguiu gritando pelas escadas.

– Volte aqui, garoto endiabrado. Quando eu te pegar você vai se ver comigo.

Ela o alcançou e segurou seu braço enquanto ele se contorcia e gritava por socorro.

– Garoto insolente vou te ensinar a não fugir de mim. — apertou seu braço enquanto o esbofeteava-lhe a cara.

– Caroline! — gritou ao passar pela porta — deixa ele em paz. A culpa não é dele.

– Se ele não existisse você nem estaria aqui, não é mesmo?

Subiu as escadas, ás pressas, puxou-a pelo braço,ela acabou por soltá-lo, então ele a jogou para fora de casa enquanto seu filho ainda trêmulo. Foi até ele segurou suas mãos frias e o abraçou.

– Pai — disse com dificuldade — O que vai acontecer...

– O vou te proteger. Eu juro.

– Então era verdade que aquela prostituta era sua...

Ele estremeceu e uma sombra o cobriu por dentro.

– Sinto muito. Esta tudo bem.

Sentiu um alívio tão grande que mal se surpreendeu.

– Vai tomar um banho que eu preparo alguma coisa pra você. Deve estar faminto.

Com tanta confusão Jeremy se esquecera da fome, logo ele obedeceu.