Simplesmente Complicado
2 Capítulo 2
Notas iniciais
— Senhor Chateaubriand sua babá na linha dois. – sua secretária avisou ao abrir a porta da sala de Camus, saindo em seguida. O chefe não gostava de ser interrompido em uma vídeo conferência, mas ele ordenara que quando fosse a babá avisasse imediatamente.
"O que foi agora?" pensou Camus preocupado. Se Agatha ligara é porque algo grave ocorrera porque esse fora o seu pedido, já estava próximo ao almoço e logo estaria em casa.
— Senhor Camus, Milo pegou Hyoga depois da escola e não o trouxe até agora... Já tive que dispensar o professor de francês!
— Ele fez o quê?
Quinze minutos e Camus entrava na casa dos Savalas com os punhos da camisa social arregaçadas e raiva nos olhos castanhos. Passou pelos cômodos seguindo os sons felizes de água e risadas infantis até o quintal, na área da piscina onde encontrou seu filho em gritinhos animados pulando com Shun e Ikki na parte rasa com bóias nos bracinhos.
— O que acha que está fazendo grego? – parou em frente à Milo que deitado em uma espreguiçadeira dentro da piscina ao lado das crianças, apenas tirou os óculos para fitá-lo.
— Aproveitando o sol. Faça como nós e vá trocar essa roupa já que saiu daquele inferno.
— Obrigado pelo convite ao câncer de pele, mas vou declinar. Assim como o meu filho que você deixou embaixo desse sol fulminante!
— Não seja ranzinza ele está se divertindo.
— Será divertido mais tarde quando ele estiver com a pele hipersensível por conta do sol.
— Bobagem. – Milo se levantou tirando ele mesmo a gravata do ruivo – Tenho um novo protetor solar, fator cinquenta uma maravilha! Não se preocupe a pele preciosa do seu pequeno anjo está protegida.
— E o professor de francês Milo? – a voz de Camus não estava mais irritada, era o efeito que aquele grego maluco e o riso deliciado do seu filho provocavam nele.
— Ele não precisa de aula de francês Camus! Você pode ensiná-lo durante o café, contando uma história ou sei lá. Hyoga já fala grego muito bem, isso é suficiente. Francês, relaxe! O Hyoga só tem quatro anos ele não é um workaholic que nem você. Ele precisa brincar!
— Você vai estragar o meu filho Milo. – Camus e Milo se olharam, mas o primeiro sorria.
De fato o trabalho de um para o outro era estragar os filhos alheios com consentimento de ambos. Graças a Camus, Ikki enveredou de vez pelas artes marciais e isso o ajudou a lidar com o abandono da mãe e o próprio gênio explosivo, para alívio de Milo e só por isso ele perdoou Camus por lhe tomar um pouco de afeto do filho. Milo era um pai escorpiano, muito ciumento e possessivo.
Camus por outro lado era desapegado a essas coisas e o fato de Hyoga morrer de amores por Milo não atingia seu orgulho de pai, embora no fundo o incomodasse um pouco o fato de que o filho parecia mais aberto com o grego do que com ele. Graças a Milo, Hyoga deixou um pouco a timidez e como ele e Shun eram inseparáveis, Milo sempre estava por perto também.
— Tem certeza que vocês não são um casal? – Aiolos perguntou a Milo e Camus. O grego mais velho chegara recentemente de uma viagem a trabalho e estava de novo na Grécia para ficar dessa vez e solteiro, agora ele morava com Milo e Aiolia.
Aiolos observara por aqueles dias a convivência dos dois e se surpreendera com a intimidade e afinidade entre Camus e Milo. Naquele momento, por exemplo, Camus arrumava Shun depois de tirá-lo do banho enquanto Milo arrumava as compras nos armários, Hyoga e Ikki corriam no quintal. O detalhe é que estavam na casa do francês.
— Não! – responderam os dois em uníssono, muitos cheios de si o que fez o grego mais velho rir de incredulidade – Eu não aguentaria um marido como Milo – ainda acrescentou Camus.
— Gosto de ruivas irmão. – Milo seu de ombros – Veja esses armários Camus! Desde quando você não faz compras decentes?
— Desde que você fez minha cozinheira se demitir? – o francês olhou Shun atentamente uma última vez, o menino puxou a blusa com uma careta de desagrado – Tem razão. Volte lá em cima e pegue a camiseta azul com o angry bird.
— Ele está ficando neurótico com roupas igual a você! Ele só tem cinco anos Camus, não importa muito a roupa que ele veste.
Shun subiu as escadas correndo, Aiolos tomou seu chá vendo Camus imitar sem voz, Milo reclamando sobre como o francês estava influenciando seu filho a ser vaidoso. Como se ele próprio não o fosse.
— Aiolos onde está Shiryu?! Há dias que não vejo essa criança, pensei que ele fosse meu sobrinho e não do Kanon.
— Saga gosta de ficar com ele e Shiryu o adora, não posso fazer nada. — Camus e Milo trocaram um risinho malicioso ao que Aiolos estreitou os olhos para aquela afinidade. Até na malícia os dois combinam! – O que tem demais? Saga e eu estamos nos divorciando, mas não significa que ele deve abdicar do contato com Shiryu! Ele é pai dele também, me ajudou no processo de adoção e sou grato a ele por tudo.
— Cadê seu namorado espanhol? – Camus arqueou a sobrancelha ruiva para o grego de cabelos castanhos.
— Terminamos.
— "Somos só amigos eu e o Saga, ele não influencia na minha vida pessoal" – ironizou Milo e Camus assentiu divertido. Aiolos realmente estava achando aquela afinidade demais entre os dois
***
Saga arrumava a mochila de Shiryu que tomava o suco de caixinha calmamente enquanto Kannon e Hilda esbravejavam na sala. A pequena June veio se juntar ao tio na cozinha.
— Tio eu gostei dele. – a menina se sentou ao lado de Shiryu pegando uma das mexas negras do menino asiático de exóticos olhos verdes. – Por que ele não tem olhos negros como os outros japoneses, tio Saga?
— Porque ele é especial querida. – Saga continuou a arrumar a mochila, viu de esguelha um vaso voar na sala e se espatifar na parede da porta, por onde Kannon saía. June continuava a mexer em Shiryu e a falar sem parar em como ele era estranho com aquele cabelo longo e olhos rasgados esverdeados.
— Posso ficar com ele tio? Eu gostei dele, o quero para mim.
— June nós não podemos ficar com pessoas. – Saga apertou os lábios o menino o olhou de um modo curioso e ele logo acrescentou – Não do jeito que ela quer Shiryu.
— Mas tio!
— June! — gritou Hilda da sala – Vamos embora seu pai nunca mais vai ver você!
– Ela sempre promete isso! – resmungou a menina descendo do banco e indo ter com a mãe.
— Eu não gosto dela pai. Fala demais! — Shiryu deu de ombros e Saga sorriu compreensivo.
Na casa dos Savalas todos esperavam Marin sair do banheiro em expectativa. Aiolia andava de um lado para o outro como um leão enjaulado, Aiolos e Milo ficavam ali curiosos com a reação do leonino ao anúncio caso o teste desse positivo. A melhor amiga de Marin, Shina estava lá também. Ela era professor de crianças também, inclusive professora do Shun e ele a adorava. Milo estava entendendo o porquê. As crianças estavam no vizinho.
Marin abriu a porta e as respirações ficaram em suspenso até que ela levantasse o teste onde duas barrinhas azuis eram visivelmente nítidas. O sorriso enorme da jovem refletia o quanto a notícia era bem vinda. As vivas e palmas ecoaram na sala.
A família Savalas crescia.
***
— Pai quem é aquele moço que sempre vem aqui? – Hyoga entrou na biblioteca do pai e perguntou assim a queima roupa!
Camus tirou os olhos do notebook e fitou o filho de seis anos que sentava agora na ponta da cadeira à frente da mesa e o fitava com aqueles interrogativos e belos olhos azuis, ele lhe lembrava Natássia. Há dias que o menino parecia curioso a respeito de Saga, que ultimamente havia se tornado uma figura um tanto constante. Estavam saindo, Saga usava todas as desculpas possíveis para ir a sua casa e Hyoga tivera oportunidade de vê-lo também na casa dos Savalas.
Hyoga sabia que o grego era pai de Shiryu por isso a pergunta que fazia agora ao pai tinha outro tipo de questionamento, estava naquela fase em que tudo deve ter uma justificativa. Qualquer mudança em sua pequena vida de seis anos era um fato importante, por isso Camus se preocupava com isso com extremo cuidado.
Quase riu da atitude séria do menino, mas controlou-se e concentrou toda a sua atenção a pequena figura que balançava as perninhas na poltrona alta esperando a sua resposta. Sabia que para Hyoga aquela era uma conversa séria, mesmo que fosse inusitado o fato de uma criança tão pequena querer abordar aquele assunto assim. Nesses momentos Hyoga lhe lembrava a si próprio, fora uma criança precoce também.
— Ele é meu amigo. – Camus chamou o filho para o seu colo no que foi prontamente atendido – Não gosta dele?
— Ele é legal, o Ikki e o Shun gostam dele e o Saga é o pai do Shi. – deu de ombros – Só queria saber se você ‘tá namorando com ele...
— Se eu estou namorando... – imitou o tom de Hyoga, rindo por dentro. Tentava ser discreto com relação a Saga porque estavam apenas saindo e não sabia das intenções do grego, sem contar toda a relação esquisita entre Saga e Aiolos. Não colocaria Saga na vida do filho até saber que o grego era certeza em sua própria vida – O que faz você pensar assim?
— O Shun disse que quando duas pessoas saem sozinhas à noite e falam ao telefone de um jeito meloso é porque elas são namorados. – explicou o pequeno com um ar muito compenetrado. – E ele disse que o Saga ia a casa do Aiolos quando eles namoravam.
— Mas o Saga é um homem. – sondou Camus, queria ver até onde ia o "conhecimento" do filho sobre o assunto.
— Não tem problema! – Hyoga quicou no colo do pai o olhando com um brilho suplicante no azul céu dos olhinhos. – O Saga pode ser meu outro pai como ele é do Shi. Eu posso ter dois pais?!
— Você pode ter o que quiser mon ange. – Hyoga deu um gritinho animado e se jogou nos braços de Camus que o recebeu emocionado. Havia muito a explicar ainda e Hyoga nem tinha idade para aquela conversa, mas só de saber que ele não tinha receio a respeito de quem Camus se relacionava lhe enchia de alívio e emoção.
Apertou o filho com carinho em seu abraço e Hyoga animado com aquele carinho enlaçou o pescoço do pai com os bracinhos roliços, feliz por aquele afago inesperado.
— Mas eu preferia o tio Milo.
Camus revirou os olhos.
Para Shun, algumas mudanças não estavam sendo bem vindas.
— Eu odeio ela! – o menino gritou a plenos pulmões correndo para o quarto e se jogando na cama aos berros, dramático como toda a família.
Ikki apenas revirou os olhos e se jogou no sofá de sapato e tudo para total desamparo de Milo, era incrível como não tinha moral nenhuma com eles! Shun estava impossível desde que descobrira que Milo e Shina estavam saindo. O menino os flagrou trocando um beijo rápido e isso foi o fim para o pequeno. Agora Shun era o verdadeiro capetinha em sala de aula, em casa e ele simplesmente odiava a Shina! Milo não sabia mais o que fazer.
— Por que não pede para o Camus conversar com o Shun, pai? – Ikki sugeriu. Milo ficou olhando o filho que ele observou já está crescido demais, um rapazote! O esporte moldando o corpo adolescente de Ikki que antes era mirrado em algo mais maciço – Ele é bom nisso. Hyoga está louco pelo Saga.
— O Saga?! – Milo arqueou a sobrancelha.
— Eles estão saindo, pensei que soubesse.
Milo ficou um minuto inteiro de boca aberta. Como assim o Camus é gay? E ele está saindo com Saga e nem Marin, que sabe de tudo, estava sabendo? Pensou pasmado. Será que todos aqueles quatro anos ele não conhecia o amigo de verdade?
— Como você sabe disso?
— O Hyoga ‘tá animado por que acha que vai ter dois pais.
Ikki saiu da sala e foi para o quarto, Milo se virou para a janela pensando no que Aiolos pensava de tudo aquilo. É certo que o grego ficaria arrasado por saber que Saga estava decidido a "seguir em frente".
***
Camus olhou o celular outra vez antes de guardá-lo no bolso e Saga percebeu o gesto quando pegou o pulso do ruivo delicadamente para entrarem no restaurante.
— Vai ficar tudo bem, ele vai ficar bem Camus.
— Hyoga está com Aiolia, por isso a minha preocupação. – Camus mordeu o lábio olhando Saga sem jeito. Sabia que parecia um pai superprotetor, mas se o filho tivesse com Milo ele estaria menos preocupado. Acontece que o grego também saíra e deixara os filhos com Marin, Camus não quis sobrecarregar a amiga e Aiolia se ofereceu para cuidar de Hyoga aquela noite.
— Você está muito bonito Camus Chateaubriand. – Saga chegou mais perto e sussurrou sedutor. O francês deu um meio sorriso aceitando o elogio e sentindo-se bem com ele. Vestira uma camisa social púrpura com as mangas enroladas nos cotovelos, o púrpuro contrastando belamente com a pele de alabastro de Camus, o corte da camisa moldando o torso perfeito enquanto a calça social fazia o mesmo com as pernas poderosas. O cabelo ruivo caindo liso e solto – Acho que não vou resistir.
— Espero que não. – retrucou Camus sentando com um sorriso nos lábios vermelhos olhando nos olhos de Saga. Reservara a noite para aproveitar o deus grego à sua frente, vestido com uma blusa de mangas compridas branca de tecido maleável e calça escura de brim.
Estavam casuais, pois os planos envolviam jantar e depois esticar a noite em uma boate de um conhecido de Saga. Fazia tempo que Camus não se dava esses momentos porque estava completamente envolvido pela paternidade e o trabalho. Amava o filho e nada em sua vida ainda se equiparou a sensação de ser pai, mais há muito que não se sentia um homem.
Fizeram seus pedidos e jantaram conversando sobre o trabalho e amenidades até que prestes a pagar a conta, Saga percebeu Milo e Shina chegarem ao restaurante. Milo percebeu logo os outros dois e resolveu ir até eles.
— Camus saindo da toca, que surpresa! – disse Milo ao chegar – Ah deixe-me apresentar, essa é a Shina Martinelli. Você a conhece da escola não é Camus?
— Sim. Como vai Shina?
— Muito prazer Shina. – Saga beijou a mão da moça como um cavalheiro. Milo olhava para Camus com um ar cínico e o francês revirou os olhos – Estão chegando?
— Na verdade só páramos aqui para Shina usar o banheiro, ela não quer chegar à Santuário sem se maquiar.
— Cinco minutos querido! Eu não tenho culpa se tivemos que sair correndo de lá por causa do Shun.
Shina se foi, nesse ínterim Saga pagara a conta e os três se encaminharam para a saída do restaurante.
— Problemas com Shun ainda? – perguntou Camus à Milo.
— Ele odeia a Shina, não sei o que fazer. – Milo estalou a língua, chutando um tufo de grama com o sapato. Camus observou que o grego estava muito bem vestido em jeans justo e pólo, um blazer negro por cima.
— Eu sinto muito Milo.
— Vocês vão a Santuário? – perguntou Saga cortando aquela conversa um tanto doméstica demais para seu gosto. Saga tinha horror aquelas trivialidades domésticas e fazia tudo para evitá-las, mesmo que agora tivesse um filho com Aiolos.
— Vamos sim, a Shina adora o lugar.
— Você vai levar a sua namorada à uma boate GLBT? – Camus indagou curioso, Saga parecia partilhar da sua curiosidade.
— Ela não liga, diz que é o melhor som da cidade! – Milo deu de ombros e olhou para dentro do restaurante – Eu não entendo porque mulher se preocupa tanto com maquiagem.
— Ainda bem que não tenho esses problemas. – Saga e Camus trocaram um olhar significativo e Milo os fitou de olhos semicerrados.
— Então não é com o Camus porque esse ruivo leva o dia inteiro para se vestir, ainda bem que ele é homem, porque se usasse maquiagem...
Saga e Milo começaram a rir e Camus torceu os lábios carnudos, mas o grego de longos cabelos negros pegou seus dedos alvos discretamente e os acariciou. Novo olhar trocado e Milo achava ridículo se sentir incomodado com aquilo, pois devia ser normal uma vez que Saga fora seu cunhado por dez anos. Homens também trocavam carinhos não era assim?
Viu o sorriso discreto de Camus e revirou os olhos, achando tudo muito meloso.
***
— Ah Milo vem aqui se não eu vou embora!
— Só um estante amor.
Shina já estava irritada com Milo ali grudado naquela grade do lounge. Podiam estar andando pela boate, dançando na pista ou mesmo se agarrando ali mesmo e não assim, ela sentada no puffy e ele em pé com os olhos na pista abaixo deles. Milo parecia interessado demais na pista de dança.
Milo bebia o ouzo com os olhos fixos em certo casal na pista, seus olhares insistentes levavam outros olharem para o loiro estonteante, mandar acenos e cantadas, mas não consegui deixar de olhar Camus!
"Quem era aquele homem vestido para matar, dançando sensualmente com Saga?!", pensava o escorpiano. Estava conhecendo uma faceta do amigo que lhe era totalmente estranha! Convivia com o pai amoroso e atencioso, o executivo linha dura e o vizinho agradável mesmo que as vezes birrento quando Milo pisava nas suas adoradas flores...
Mas não aquele ruivo quente e sedutor ali. Todos em volta pareciam sentir uma atração absurda. Saga estava totalmente domado! Não eram poucos os olhares de cobiça sobre o francês, Saga muito dono de si trouxe Camus pelo cinto para junto dele tomando-o num beijo intenso e Milo sentiu um choque ao vê-los sumirem para baixo dos camarotes.
Foi um pouco difícil chegar próximo as pilastras que erguiam o segundo andar da boate, mas Camus gruniu ao sentir o mármore frio às suas costas e em seguida a boca de Saga cobrindo a sua enquanto as mãos grandes do grego se enchiam com as nádegas macias e fartas do ruivo. Camus gemeu ao sentir Saga roçar sua crescente ereção nele, sentindo que o francês não estava tão diferente. As línguas se tragavam sôfregas e ávidas em meio ao beijo lascivo.
— Para o meu apartamento? – perguntou o grego ofegante por conta da excitação, Camus apenas assentiu sem saber se conseguiria dizer alguma coisa.
Saga pegou na mão de Camus e começaram a atravessar a pista em direção à saída. Esbarraram em Milo e Shina que pareciam ter o mesmo intento. Milo olhou diretamente para Camus, observando como ele estava um tanto desalinhado e ofegante, as faces rubras e os olhos castanhos brilhantes. Saga estava tudo isso e inquieto.
— Já vão? – Shina perguntou aos outros dois — Pareciam estar se divertindo tanto!
— Só vamos nos divertir em outro lugar. – retrucou Saga com um sorriso e Shina corou se sentindo envergonhada. Então o grego mais velho acenou com a cabeça e saiu com Camus, o francês apenas olhou Milo corando ainda mais.
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