Notas iniciais
E aqui vai o último capítulo T.T Ele tá tão diabético que eu acho bom vocês testarem as taxas de glicose antes. Tá bem clichê confesso, mas essa fic toda é um clichê enorme! Eu chorei escrevendo espero que vocês se emocionem também. Enfim... Foi bom estar com vocês, brincar com vocês... Enjoy

– Cuidado Milo!

– Ela é linda... – Hyoga olhou a menina que acabava de ser colocada em seus braços, se ajeitou um pouco melhor para acomodá-la, largando as muletas – Oi Sasha, bem vinda.

A menina abriu seus olhos âmbar para o loirinho que sorriu emocionado, acalentando o coração dos pais a sua frente. Os sorrisos de Hyoga eram muito raros ultimamente. O bebê se mexeu abrindo os braços para pegar o rosto do loiro.

Fora uma batalha, mas finalmente conseguiram a guarda da pequena Sasha agora com seis meses. Depois do hospital Sasha fora para o abrigo e os dois a visitavam todos os dias, o vínculo forte que tinham com a menina ficando cada vez mais forte.

– É tão bom! Essa sensação de que tudo está finalmente no lugar, todo mundo aqui. – disse Milo beijando Camus, o casamento fora realizado no cartório sem pompa apenas pela formalidade da adoção. Mas agora que conseguiram a guarda definitiva de Sasha, poderiam enfim comemorar o casamento e a chegada da filha.

– Nem tudo. – Camus olhou para o filho que brincava com a irmã, o pé ainda imobilizado o fazia usar as muletas. Uma nova cirurgia teria de ser feita em breve a lesão acabou se tornando mais complicada do que esperavam e havia poucas chances de Hyoga se recuperar completamente.

– Pai onde... Ah! – Shun entrou na sala seguido de Ikki ansiosos também para ver a nova irmãzinha – Ela é linda!

Shun foi sentar ao lado de Hyoga, pedindo o bebê que já estava animado com toda aquela agitação em volta de si. O loirinho deu Sasha a Shun que continuou a mimar o bebê, Ikki ficou ao lado apenas pegando na mãozinha da menina.

– Nossa família não é linda Camye?

– É Milo e quem diria? Eu sempre achei que seria eu e Hyoga e olha só. – fez um gesto amplo para os filhos reunidos naquele sofá, olhando depois para Milo de forma apaixonada – Você me completa Milo, obrigado por me amar.

– Você é o amor da minha vida ruivo.

– Awn que amor! – Shun se derretia.

– Arght que diabetes! Vou lá verificar a taxa de açúcar. – Hyoga comentou baixinho torcendo os lábios e Ikki riu de lado.

– Quem anda precisando de açúcar é você loiro, anda muito azedo. – retrucou Ikki surpreendendo os pais, Hyoga revirou os olhos pegando as muletas para começar a se levantar.

Ikki saiu de onde estava para ele mesmo alçar o russo do sofá – Aonde quer ir garoto dos cabelos da cor dos limões?

– Me deixe em paz. – disse o loiro corado e tentando disfarçar o sorriso, Ikki o ergueu facilmente e Hyoga teve que rodear o pescoço do moreno com os braços para se firmar – Saukerl!

Ikki riu beijando o narizinho arrebitado do loiro emburrado/divertido em seus braços e foi para as escadas ainda trocando insultos um com o outro. Camus estava de olhos arregalados, Shun alheio só tinha olhos para Sasha e Milo ria confiante.

– O que foi que eu perdi? – Camus arqueou a sobrancelha.

– Ele ia conseguir em algum momento eu vivia falando isso. – Milo deu um beijo estalado no marido – Onde acha que ele aprendeu a ser tão perseverante?

– Nem faço ideia. – Camus retrucou para aquele grego presunçoso em seus braços.

***

Seis meses depois

– Shiryu eu ainda...

– Pai ela é perfeita! Finalmente eu encontrei a pessoa da minha vida e é com ela que quero ficar.

Aiolos olhou para o filho e pressionou os lábios recreando as palavras que estavam martelando em sua mente. "Mas você era gay até seis meses atrás, como assim você vai casar com uma mulher agora?" a pergunta gritava na sua cabeça. "Só pode ter dedo do Saga nessa história!"

Sinceramente Aiolos se culpava também pela confusão emocional que era o filho, não que Saga também não tivesse culpa, mas admitia que também não fora um senhor exemplo de pai. Principalmente quando ouvia de Marin que seria um milagre se Shiryu não fosse confuso levando em consideração os pais que tinha. E via ali a confirmação dos seus maiores temores! Seu amado filho estava ali dizendo que iria se casar com uma mulher que conhecia a mais ou menos um ano e que namorava há cinco meses mais ou menos!

– Shiryu por Atena pense bem no que vai fazer. Porque essa pressa em casar? Por que não esperar mais alguns anos até ter absoluta certeza que é isso que quer, que não é apenas pela novidade de estar namorando uma mulher? Quer acabar como Kanon e Hilda? Eles se odeiam! E veja o Milo! A Minori não sumiu no mundo meu filho! Tem certeza que essa garota é a pessoa que ama?

– Claro que tenho pai, ela me ama também. Somos perfeitos juntos, na cama, no trabalho, em tudo! – e como se lembrasse de algo acrescentou – Ah a Shunrei é oriental também. Esqueci de avisar. Legal não é?

O som do corpo de Aiolos caindo no chão foi a resposta suficiente para Shiryu.

A onda de casamentos estava mesmo ganhando força na família, talvez encorajada pela eminente festa de casamento de Milo e Camus. A surpresa era que Shun e Afrodite também iam se casar.

– Eu só não queria que você tivesse que ir para a Suécia. Vai me deixar, ir embora morar do outro lado do mundo.

– Seu drama não vai me convencer a mudar de ideia. – Shun se olhou no espelho alisando o blazer que escolheu para o seu jantar de noivado. Teriam o jantar que Milo fizera questão, para casar daqui a um mês junto com Milo e Camus – A Suécia não é muito longe, não seja dramático! Podemos nos visitar sempre nas férias, Sasha vai adorar a neve. Eu já expliquei que o Afrodite tem que assumir o escritório do pai lá, eles são a parte boa da família do Saga pai.

– Mas eu queria você aqui! – Milo deu um Muxoxo e Shun foi abraçar o pai, aquele grego dramático, mas que amava.

Mesmo com o coração dilacerado (Milo não deixaria de citar), o grego ofereceu um pomposo jantar para oficializar o noivado do filho mais novo.

– Shiryu e agora Shun... Atena! Estamos casando nossos filhos. – Aiolos passou o braço sobre os ombros de Milo – E Aiolia enlouquecido por uma porção de filhos hein?!

Estavam na varanda enquanto a sala da família Savalas estava apinhada com a família reunida. Shiryu conversava com Ikki e Afrodite, a agora mulher do japonês, Shunrei estava ao lado dele atenta na conversa. Aiolos admitia que ela fosse muito bonita, mas definitivamente não simpatizou com ela. Intimamente esperava que ela sumisse no mundo como Minori fez e se ela o fizesse ele ia caçá-la até no inferno! Marin estava com Aspros no colo conversando com June que alisava a barriga saliente, sim Kanon ia ser avô e não estava feliz, mas June não parecia se importar. Aiolia estava por ali também tentando fazer Defteros ficar quieto.

– Parece aqueles finais clichês de comédia romântica não é? – Milo riu e Aiolos apertou seus ombros rindo também – Mas eu gosto! – seu olhar estava em Camus que segurava Sasha pelos bracinhos, que andava em seus passos incertos – Sinto que agora está tudo certo, que estamos realmente felizes. Até você sossegou!

– Quase deixei escapar a oportunidade da minha vida. O Shura é o homem que eu amo e vou amar a vida inteira, demorei a perceber. Talvez por medo de Shiryu, mas ele parece finalmente feliz e em paz e meu coração está aliviado.

– Eu só preciso resolver a vida do Hyoga para tudo ficar completo! O Camus não fala nada, agora o loiro e o Ikki estão juntos e aparentemente está tudo bem. – os dois gregos olharam para Ikki que ajudava Hyoga a sentar na poltrona no canto da sala.

O loirinho estava com o pé imobilizado novamente por conta da nova cirurgia, os médicos acabaram por descobrir que a queda havia exposto uma lesão antiga nos ossos do russo, uma lesão que vinha sendo negligenciada por conta do balé. A nova cirurgia fora necessária para rearmar os ossos e realinhar os tendões para que o russo pelo menos pudesse andar sem ajuda de muletas novamente.

– O médico não deu o diagnóstico definitivo. – Aiolos perguntou olhando também para o russinho.

Hyoga afinava o violão, estava se tornando um hábito familiar ele tocar nas reuniões em casa, descobriu-se que ele tocava e cantava muito bem e ainda tinha o adicional de cantar em quatro línguas! O inglês recém aprendido com um dos vários cursos que o ex-bailarino estava fazendo para matar o tempo.

– Ele não vai voltar a dançar. Terá sorte se não andar mancando. – Aiolos emudeceu a resposta entendendo o momento delicado que o russinho enfrentava. O que ele faria sem o balé que era sua paixão desde os treze anos?!

Shura veio se juntar a eles, na sala a melodia doce do violão encheu o lugar calando pouco a pouco as vozes até das crianças, a voz grave e macia de Hyoga se juntou aos acordes.

♫ “I'm gonna pick up the pieces
And build a lego house
If things go wrong we can knock it down” ♫

♫ Vou pegar as peças
E construir uma casa de lego
Se as coisas derem errado, poderemos derrubá-la ♫

– O que está fazendo? – Aiolos perguntou ao marido que tinha o celular na mão filmando tudo.

– Você não me disse que o garoto cantava bem assim Olos! Vou filmar e colocar no YouTube, vai ter milhões de visualizações quer apostar? Com essa cara de galã teen que ele tem, vai virar hit rapidinho!

♫ “And three words have
Two meanings
There's one thing on my mind
It's all for you” ♫

♫ “E três palavras têm
Dois significados
Há uma coisa na minha mente
É tudo para você” ♫

– Melhor não...

– Pode colocar Shura. — Milo assentiu já animado.

***

No meio do jardim havia um caminho de flores que levava a um pequeno palanque onde Milo e Camus, Afrodite e Shun recebiam as bênçãos de dois líderes pagãos das antigas religiões da Grécia. Não eram religiosos e como já haviam realizado o civil, resolveram acatar a idéia de Afrodite e Shun para a cerimônia. Havia também um juiz de paz para o casamento no civil de Afrodite e Shun. Os convidados estavam sentados em cadeiras brancas e não eram muitos, apenas aqueles mais íntimos que testemunharam de perto toda a felicidade daqueles casais. Seiya de mãos dadas com uma linda Sasha em uma nuvem de cetim que era seu vestido, ergueu a almofadinha das alianças, os casais trocaram os aros dourados sob uma salva de palmas. Os filhos e irmãos ao lado no altar estavam emocionados. Hyoga chorava e sorria emocionado para o pai e havia lágrimas nos olhos amendoados de Camus também.

– Vamos nos casar também loiro? – sussurrou Ikki ao seu ouvido, Hyoga permitiu-se deitar a cabeça no ombro do moreno.

– Quando eu puder andar até o altar sem precisar me apoiar em alguém. –retorquiu baixinho, Ikki beijou o loiro carinhoso.

Os casais trocaram um beijo sob uma chuva de pétalas de rosas e lágrimas de alegria, uma etapa da vida daquelas pessoas que se encerrava e iniciava uma nova com desafios, surpresas alegrias e tristeza.

– Afrodite faça o meu filho feliz ou vou afundar você naquela neve na Suécia! – Milo disse abraçando o, agora genro, com ímpeto apesar da ameaça estava feliz que Shun encontrou alguém como o sueco para casar – Cuide do meu menino.

– Ah pai pára! – Shun estava às lágrimas e já achava que era muito vergonhoso não conseguir se conter, mas estava muito feliz – Camus não deixe ele virar um velho reclamam! – pegando Sasha nos braços e apertando a garotinha Shun disse – Canse muito esses dois! E quando ficar adolescente tenha muitas crises, não facilite para eles.

– Que maldade Shun. – Camus abraçou o japonesinho com carinho – Seja muito feliz mon ange e venha sempre nos visitar.

– Ah Camus eu vou sentir a sua falta também! Tô tão feliz! – e as lágrimas voltaram.

– Oh Shunny pare de chorar! – Afrodite afagou os ombros do esposo – Venha tomar alguma coisa para se acalmar.

– Nada de álcool ou ele vai fazer estreap tease em cima da mesa! – gritou Ikki de onde estava e todo mundo gargalhou. Shun era tão fraco para bebida quanto Hyoga e na despedida de solteiro fez um show a parte dos Go Go boys que foram contratados pelo irmão.

– Hyoga! Olha aqui o seu vídeo, já ultrapassou um dois milhões de visualizações. – June correu para junto do loiro e de Ikki, logo a família inteira estava lá para rever o vídeo e ver os comentários e as visualizações, Hyoga estava envergonhado e furioso por Shura ter colocado o vídeo na internet.

– Eu nem consigo mais entrar nas minhas redes sociais! Os pedidos e solicitações aumentaram e muito. – reclamou sem graça – E o Ikki ainda colocou um vídeo novo! Ele me filma escondido esse patife.

– Mas loiro olha só, todo mundo adora você!

O vídeo de Hyoga alcançou cinco milhões de visualizações e logo os outros vídeos também no canal do loiro que Shura e Ikki criaram era seguido por milhões. Algo tão rápido e inédito que ninguém estava preparado. Logo o loirinho estava sendo visto pelo mundo todo, dando entrevistas e autógrafos quando saia na rua. Era a nova sensação da Grécia!

– Vai gravar um álbum! Não está feliz? – roubou um beijo dos lábios vermelhos, Hyoga olhava o contrato que assinara com uma grande gravadora, haviam chegado da reunião a pouco. Camus e Milo estavam lá na sala estourando um champanhe, Hyoga alegou cansaço e subiu. O pé não estava mais engessado, mas Hyoga ainda não podia ficar em pé muito tempo – Eles adoraram as composições e você vai trabalhar com um bom produtor pelo que eu sei. O que quer mais?!

– Estou apavorado se quer saber! Eu não vou conseguir. – balançou a cabeça, aflito – Nem consigo ficar em pé muito tempo! Como vou fazer shows essas coisas?

– É só por enquanto loiro! O médico disse que você vai andar normalmente, vai poder correr e tudo mais. Só não pode exagerar. – outro beijo roubado, Hyoga segurou o rosto do amado e aprofundou o beijo. Ikki acariciou as costas do namorado com carinho, passando conforto porque sentia o quanto o outro estava assustado. – Você é um talento! Vou ter que lutar muito e não deixar ninguém tirar esse cinturão de mim. Ninguém vai ousar roubar o marido do dono do cinturão dos meio-pesados do UFC não é?

– Não vá se matar, por favor. – Hyoga pediu junto aos lábios de Ikki – Vá trancar a porta.

– Tá todo mundo lá embaixo. – Ikki deixou que suas mãos apertassem o quadril do russo sob a calça de sarja.

– Foda-se. – sussurrou Hyoga enveredando as mãos pelas roupas do moreno, acariciando o abdômen definido – Eu quero você Ikki.

O lutador foi trancar a porta e quando voltou Hyoga estava na cama só de cueca, o moreno se livrou das roupas em minutos. Não conseguia negar nada aquele loiro quente! Cobriu o corpo alvo com o seu trocando um beijo profundo, Ikki teve o cuidado de apoiar a perna com o pé lesionado do namorado no seu ombro, enquanto descia os lábios pela virilha e pela semi-ereção do loiro. Abocanhou o membro sugando a glande enquanto as unhas curtas arranhavam as coxas roliças, Hyoga gemeu alto enroscando os dedos nos fios negros do lutador. Hyoga fechou os olhos e deslizou a mão sobre o próprio peito, acariciando um mamilo sensível.

O moreno parou a felação para pegar na gaveta da mesa de cabeceira o tubinho de lubrificante, Hyoga se virou na cama apoiando o quadril em um travesseiro. Não podiam fazer muitas posições, o pé machucado atrapalhava, mas seria por pouco tempo. Ikki voltou para a cama e deitando com cuidado sobre o loiro, que virou o rosto de lado para trocarem um beijo lascivo e em seguida o lutador desceu uma trilha de beijos pelas costas de Hyoga, invadindo o corpo abaixo de si com os dedos molhados pelo lubrificante. Ao mesmo tempo em que movimentava os dedos dentro de Hyoga, Ikki roçava a ereção generosa no corpo alvo. Os gemidos de ambos encheram o quarto.

Hyoga mordeu o lábio com força quando sentiu o falo potente adentrando seu corpo, as mãos crisparam no lençol e um sorriso de deleite moldou os lábios de coração. Era definitivo o modo como se encaixavam perfeitamente e mesmo com todos os altos e baixos, estavam juntos e agora de verdade e para sempre.

A respiração pesada do moreno em seu ouvido, o prazer indescritível de sentir o peso dele sobre o seu corpo. Tinha que ficar bem para dar a Ikki todo o prazer que ele merecia, por cuidar dele, por estar ali. As arremetidas começaram a ganhar força e ritmo e os gemidos do loiro a ficarem mais altos.

– Shiu! Vão ouvir você lá embaixo. – Ikki o repreendeu rouco com um riso sacana, ondulou os quadris e arremeteu fundo fazendo Hyoga revirar os olhos ao sentir o outro acertar sua próstata.

– FILHO DA PUTA! – o loiro gritou.

– Shiu! Calado!

***

– Que boca suja tem o Hyoga Camus! – Milo disse ao fechar a porta para Aiolos e Shura que depois de beber o resto do champanhe resolveram voltar para casa. Camus estava no meio da sala, atento aos gemidos baixos vindos do andar de cima, tinha desligado o som no momento em que Milo fechou a porta.

– Uma boa ideia aquele isolamento acústico no quarto do Hyoga também.

– Viu! Eu sempre tenho as melhores idéias querido. – disse enlaçando o ruivo pela cintura e mordiscando os lábios vermelhos. – O que acha de nos escolhermos mon cher? – sugeriu com um brilho malicioso no olhar e já arrastando Camus para a escada quando um pequeno tufão passou correndo na sala.

– Depois de colocar Sasha para dormir quem sabe? – Camus virou Milo na direção da filha – Não se esqueça de dar banho e escovar os dentes dela.

– Vai tomar um banho relaxante amor, eu cuido de tudo. Não durma Camus! – Milo foi atrás da filha.

Camus foi para a suíte deles e tirou a roupa indo tomar um banho relaxante, no qual demorou um bom tempo na esperança de sair e encontrar Milo já na cama, o que não aconteceu. Vestiu um roupão e foi verificar como estava tudo e encontrou o grego dormindo ao lado da filha na caminha de Sasha, esta estava ao lado do pai falando em sua língua infantil e mostrando as figuras para um Milo adormecido.

– Dormiu. Papai ó! – a menina apontou para Milo

– Então vamos deixá-lo dormir não é mesmo? – Camus entrou no quarto pegando a filha pela mão, mas antes de ir Sasha cobriu Milo com a sua mantinha que cobriu apenas o peito do escultor. Sasha deu um beijo na testa do pai igual ao que recebia todas as noites de ambos os pais.

Camus a levou para o quarto e depois de acomodar a filha na cama, tentou prestar atenção na história dos três porquinhos sob a visão de uma menina de um ano e meio. Não conseguiu ouvir o final porque a narradora dormiu no meio da história. Assim o ruivo a aconchegou junto a si e foi procurar dormir também. Estava muito feliz, seria uma boa noite de sono, mesmo que tivesse perdido seu deus grego para Morpheus.

Milo acordou nas primeiras horas da manhã meio moído por ter dormido na cama pequena, se levantou espantado por não encontrar a filha e saiu logo à procura dela, encontrando-a com Camus. Olhou por um momento seu amor com os braços em volta da pequena, ambos dormindo serenamente e seu coração se aqueceu com uma emoção forte. Quem podia imaginar que poderia ser tão feliz?

Deitou-se ao lado dos dois com cuidado para não despertar a pequena, mas Camus tinha o sono muito leve e percebeu abrindo os olhos amendoados no momento em que Milo deitou. Trocaram um olhar cheio de amor e então se entregando novamente ao sono. Ainda era cedo.

***

Hyoga acordou e ficou olhando o namorado dormir esparramado na cama, a face de Ikki suavizada pelo sono era encantadora, a cicatriz próximo ao olho esquerdo parecia menos intimidadora. Com cuidado levantou e foi para o banheiro cuidar da higiene, ainda andava devagar evitando colocar peso no pé esquerdo. Ainda estava longe de deixar a fisioterapia, mas já conseguia vislumbrar um futuro onde andaria normalmente até o altar em que Ikki o esperaria.

Depois de um banho e uma roupa folgada desceu para preparar um café para todos, estava feliz como há muito tempo não se sentia e queria partilhar essa felicidade com a família. No caminho do corredor viu a porta do quarto do pai entreaberta e resolveu olhar rápido, já que tudo parecia silencioso. Sorriu ao ver Milo e Camus dormindo com Sasha entre eles, seu pai também estava feliz e isso o deixava melhor ainda.

Não resistiu e entrou apenas para acariciar a bochecha da irmã e o movimento acordou o pai, que primeiro ficou alarmado até presentear o filho com um sorriso.

– Bom dia Petit. – Camus sussurrou, Sasha já estava enroscada em Milo, se mexeu durante o sono e Camus estava com um bom espaço na cama – Vem aqui.

– Eu vou fazer café... – respondeu o russinho sem graça – Não sou mais criança pai. – ralhou baixinho ao que Camus retrucou com um puxão fazendo Hyoga cair sentado ao seu lado.

– Você é e sempre será o meu petit. – acariciou a face corada de vergonha do filho, mas em meio ao constrangimento Hyoga estava feliz – Vem aqui ficar um pouco com o seu pai.

Abraçaram-se e Hyoga se deixou deitar na cama com Camus aproveitando daquele abraço que lhe lembrava proteção e sua infância feliz, mesmo que agora fosse ele quem abraçasse o pai, já que Sasha estava do outro lado. Sasha abriu os olhos, era uma criança muito bela com aqueles olhos âmbar e pele acetinada. Se fosse possível teria puxado Camus se não fosse pelos cabelos claríssimos. A menina veio para junto deles e se enfiou no abraço dos dois que riram divertidos, Sasha tentou com seus braços roliços envolver os dois. Milo acordou também e riu ao ver o francês naquela prisão de abraços.

– Você quis agora não vai sair daqui. – disse Hyoga brincalhão e Camus gargalhou, seu riso claro e tão raro. Milo adorava ver seu amor assim.

– Ah que cena mais comercial de margarina! – Ikki disse da porta do quarto, Sasha ao ouvi-lo largou todo mundo e saiu saltitando da cama para o moreno. A menininha era perdida de amores por Ikki que a pegou no colo jogando-a para cima e fazendo-a gargalhar.

– Um belo jeito de acordar não acha? – Milo acariciou o rosto de Camus que ainda estava envolvido pelos braços do filho mais velho.

– O melhor de todos! Não é petit? – Camus se virou para Hyoga que apenas assentiu, abraçando mais o pai e aproveitando daquela felicidade repleta de pequenas coisas. Coisas tão simples, no entanto, repletas de significados especiais e que eram tudo que ele desejava ter. Finalmente feliz.

I feel part of the universe open up to meet me
My emotion so submerged broken down to kneeling

What's listening?
Voices they care

Had to somehow greet myself
Greet myself
Heard vibrations within my cells
In my cells

Singin' laaa

My love is saved for the universe
See me now I'm bursting
On one planet so many turns
Different worlds

Singin' laaa

Fill my heart with discipline
Put there for the teaching
In my head see clouds of stairs
Help me as I'm reaching

The future's paved
With better days

Night runnin'
From something
I'm running towards the day
Wide awake

All whispered
Once quiet
Now rising to a scream
Right in me

I'm fallin'
Free fallin'
World's calling me
Up off my knees

Oh, I'm soaring
Yeah, and darling
You'll be the one that I can need
And still be free

Our future's paved with better days[Dias melhores]

Sinto parte do universo abrir-se para me encontrar
Minha emoção tão submersa discriminados ao rebaixamento
O que está ouvindo?
Vozes que se importam

De alguma forma eu tinha que me cumprimentar
Me cumprimentar
Ouvi vibrações dentro das minhas células
Nas minhas células

Cantando láááá

Meu amor está guardado para o universo
Me veja agora, estou estourando
Em um planeta, tantas reviravoltas
Mundos diferentes

Cantando láááá

Encha meu coração com disciplina
Coloque lá para o ensino
Na minha cabeça, vejo nuvens de escadas
Ajude-me quando eu estiver chegando

O futuro está pavimentado
Com dias melhores

À noite, fugindo
De algo
Estou correndo para o dia
Desperto

Todos sussurraram
Quietos
Agora subindo para um grito
Direto para dentro de mim

Eu estou caindo
Em queda livre
O mundo está me chamando
Para eu me levantar dos meus joelhos

Oh, eu estou subindo
Sim, amor
Só poderei precisar de você
E ainda será livre

Nosso futuro está pavimentado com dias melhores

Notas finais
Temos um double musical nessa fic e uma alusão ao livro A menina que roubava livros no dialogo entre o Ikki e o Hyoga As musicas são essas aqui A que toca no jantar de noivado é do Ed ursinho fofo sheeran http://m.vagalume.com.br/ed-sheeran/lego-house.html a do final é do Eddie Fucky Vedder http://m.vagalume.com.br/eddie-vedder/better-days.html
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!