Simplesmente Complicado

8 Novos problemas, nenhuma solução.


Notas iniciais
Capítulos estão pequenos. Prometo arrumar isso também. Boa leitura!

Quando Reyna contou a historia desde o começo para Jason, eles chegaram a uma conclusão.

– O que? — questiona Clarisse. Reyna convocou uma reunião, e colocou o celular em viva voz, sobre a mesa.

– É a única explicação.

– Eles não podem estar ligados. É ridículo. — rebate a garota.

– Olha, vamos esperar pra ver o que acontece. — sugere Will. — Talvez tenha sido uma coincidência.

– Coincidências no nosso mundo? Acho que não.

– Eles estarem ligados é a coisa que mais faz sentido nessa historia. — revela distraidamente Annabeth.

– Com certeza.

– Tem que haver outra resposta.

– Olha, sinceramente, nem sabemos o que perguntar. Vai ver estamos focando na coisa errada. — diz Reyna.

– Que tal focarmos na morte do meu irmão, que, por acaso aconteceu logo depois que o garoto que compartilhou a "experiencia" dos pulsos com ele foi morto a sangue frio pelo nosso suposto monstro? — surta Connor. A mente do garoto estava congestionada. Não sabia o que pensar. Nem como agir. Talvez Travis tenha sido um alvo fácil.

Connor jamais veria o mundo com os mesmos olhos.

Seu irmão era tudo o que havia sobrado. A única lembrança viva de tudo o que passou. E agora, ele não possuía mais nada. A sua única familia morreu em seus braços, com o sangue jorrando de sua boca. E os músculos, já sem vida.

Flashback on // P.O.V CONNOR

Desde que Jonnah havia sido morto, Travis andava mal. Perdeu o senso de humor, começou a vomitar sangue no meio da noite e ter ataques de tosse repentinos. Eu sabia o que significava. Mas não queria que fosse verdade. Não queria nem pensar na possibilidade. Mas, o destino de Travis já estava traçado. Não havia como impedir. Era o fim pra ele.

– Porque está sorrindo? — questionei assim que cheguei a casa grande. Seus olhos não estavam tristes, nem desapontados. Só estavam escuros, nublados. Como se em sua cabeça estivesse pensando em mil maneiras diferentes de morrer. Mas, estava sorrindo. Um sorriso sincero e descontraído.

– Porque eu estou feliz. — Travis tem uma crise de tosse, e assim que retira o pano que cobria sua boca, percebo que ele está repleto de sangue.

– Travis! — grito. Ele tomba e vai ao chão. Chego perto de seu corpo e arrasto seu tronco até estar sobre minhas pernas.

Ele está frio, e o sangue não para de jorrar de sua boca.

– O que está acontecendo, cara?

– Eu não sei, Con. As coisas estão feias por aqui. Acho que desta vez, é o fim pra gente, irmão. Mas, antes, me prometa que vai acabar com esse idiota, desgraçado. — mais sangue. Agora, ele forma uma pequena poça vermelha sob o chão abaixo de seu maxilar. — Por favor. — sinto a vida se esvaindo de seu corpo. A boca vermelha pelo sangue, e os olhos quase perdendo a vivacidade de sempre.

– Eu prometo, irmão. — ele solta um suspiro, e o fluxo que saia de sua boca finalmente tem um fim. Abraço seu corpo inerte, e percebo que há três palavras que nunca havia dito a ele. — Eu te amo, T. — Sussurro em seu ouvido.

Flashback off // P.O.V NARRADORA

Tudo o que Leo pensava era que, se a teoria estivesse certa, Reyna poderia morrer por um deslize seu. E isso, era definitivamente seu pior medo.

Depois da reunião, Jason anunciou que, na semana que vem, os romanos já poderiam regressar ao Acampamento. E, com a noticia, o acampamento explodiu em urras, e algumas vaias. Assim, Leo constatou que alguns gregos, queriam experimentar a vida do lado romano.

A noite estava calma, até certo momento. Um corre-corre se iniciou perto de onde estava organizada a fogueira. E Leo soube o que havia acontecido. Mais um par de semideuses sequestrados.

Ele corre até a confusão.

–QUEM SUMIU DESTA VEZ? — Leo agradece por alguém ter a ousadia de perguntar. Ele estava pasmo demais pra falar.

Nas redondezas do acampamento, perto da arvore que se inicia a floresta, havia um rastro de sangue. E ele seguia uma perfeita trilha que parecia ter como destino final o lago.

– É O PERCY! PERCY E ANNABETH! — grita alguém.

E com a confusão se arrastando a sua volta, ele decide que correr é a melhor escolha.

E ele começou a correr.

No sentido do lago.

Há vários gritos o alertando.

Mas ele não os ouve.

Só o que pensa é em como as pessoas que fizeram isso são más.

E que, se Reyna morresse, ele não precisaria de feitiço algum pra morrer com ela.

Não deixaria que ninguém machucasse seus amigos.

Notas finais
Ops. Não me matem. Até a próxima ;*