Simplesmente Complicado

6 Isso é o melhor pra mim


Notas iniciais
CHEGUEI!!!! Bom, quero avisar que o texto abaixo se resume em mil e quinhentas palavras de puro Jeyna. Apreciem =o

O tempo passava rápido naquela tarde. Faltava menos de vinte minutos para que Travis voltasse, se é que o monstro seguisse os termos do ultimo seqüestro. Connor estava preocupado demais, porém, sempre fazendo piadas, com a desculpa de que rir da situação o ajudava a manter a calma. Mas, quando não havia ninguém olhando, ele encarava o vazio, e seus olhos, de repente se marejavam e perdiam o brilho divertido que continham normalmente. Quando o tempo se esgotou, todos as distrações se dissiparam com o aparecimento do corpo inerte de Travis no chão. Exatamente onde havia sido abatido pelo enorme monstro.

Connor corre e, ao ver o irmão em ótimas condições físicas, solta uma gargalhada e joga uma garrafa de água em sua face, o garoto acorda e se senta ereto, tossindo. Os cortes evidentes em seus pulsos eram cobertos pelo mesmo tipo de band-aid que eu acordara usando.

– Onde está Jonnah? – questiona Piper, que parecia estar atrás de Connor.

– Deve estar em cima de algum chalé, assim como Valdez estava.

– Maus tempos, colega. – Valdez aparece no meio da multidão. – Vou procurar seu valioso irmão, Pipes.

Connor ajuda o irmão a levantar e caçoa da situação de seus pulsos. Reyna se sente mal por ter deixado tudo para trás quando decidiu não ajudar na reconstrução do acampamento Júpiter. Sentia falta da grande família que haviam se tornado. Sentia falta dos irmãos. Tudo o que precisava naquele momento era algo que a ligasse a sua parte romana. Que a levasse pra casa. Que a motivasse a seguir em frente. Naquele momento, ela só queria ir pra casa. Sentir o ar puro que as dependências do acampamento a proporcionava, queria se sentar em baixo da grande árvore no Jardim de Baco e ler um livro. Queria se sentir em casa, ver seus irmãos, apreciar a companhia de Dakota, tomar um chá e se empanturrar de chocolate. Queria andar de mãos dadas com Leo enquanto o apresentava a Nova Roma. Mas, estava a quase três mil quilômetros do único lugar que um dia já pode chamar de lar. E isso a machucava incondicionalmente.

Leo passa o braço sobre meus ombros.

– Achou Jonnah?

– Estava no teto do chalé de Afrodite. – ri. Não demora pra perceber a minha falta de humor. – Há algo errado?

– Saudades de casa. – percebo que a multidão sumiu, só havia nós na entrada do bosque.

– Pensei que se sentisse em casa aqui.

– É diferente. Estou com saudade, sinto que estou me desconectando com meu lado romano.

– Você pode pegar um avião, eu vou com você, se quiser.

– Leo, eu adoro ficar aqui com você. Mas você sabe que quando o Acampamento Júpiter estiver pronto, eu irei embora, não sabe?

– Esperava que uma bomba atômica não permitisse isso.

– Ah, qual é, Valdez. Você pode passar um tempo lá comigo.

– Não, valeu. Seus amigos romanos não vão com a minha cara desde que eu quase explodi o acampamento. – diz.

– Bom, eu deveria te odiar por isso.

– Mas não odeia. – ri ele.

E, de repente, eu me lembro do motivo de ter ficado. De tudo o que me segurava no CHB. Era por ele. Era tudo por ele. Ele não só fazia parte da minha família, mas ele fazia parte de mim. O que eu sentia por ele, era irracional, inumano. Jamais havia pensado que seria possível amar alguém com tal intensidade. E percebo agora que a presença dele é a força que me mantém em pé. Que me ajuda a seguir em frente, e me ajuda a superar. Todas e quaisquer ameaças.

– Não consigo odiar você, Valdez. É impossível. – digo, encarando o horizonte.

– Eu também te amo. – responde, com certa doçura imposta na voz, quase como um sussurro.

Passamos aquele fim de tarde assim, rindo das piadas sem noção dele. E parecia ser o final perfeito para um dia longo. Mas como sempre, algo tinha que atrapalhar. Algo igual á Jason. Algo igual a partida dele.

Eu o vi caminhando em direção a casa grande e deduzi que este seria o momento perfeito para perguntar o por que ele vinha me ignorando.

– Leo?

– Hm?

– Eu vou perguntar uma coisa para o Connor, ok? Volto já. – ele murmurou um “volta logo” e deitou a cabeça sobre as mãos entrelaçadas.

Corro para alcançar Jason, e assim que fico ao seu encalço, toco levemente seu ombro. Percebo que ele carregava algumas malas. E o desespero me atinge.

– Hey!

Ele se vira, e ao notar quem havia o chamado, a mudança na expressão facial no rosto dele era evidente.

– Sim? – pergunta hesitante.

– Tudo bem? – deixo escapar certo receio na voz.

– Estou bem. E quanto a você?

– Bem. – ele fica em completo silencio, constrangido. Fico procurando palavras para articular uma frase que fizesse sentido. – Na verdade, eu não estou bem. Está tudo confuso, Jason. Eu preciso do meu melhor amigo. Preciso de você.

– Desculpe, eu não posso. – diz, se afastando.

– O que? Como assim não pode? – surpresa.

– Não posso.

– Pode me explicar o por que?

– Porque cada segundo que estou perto de você, eu só quero te agarrar. E isso é um problema, porque o Valdez é meu amigo. Eu não quero ser um problema na relação de vocês. Aliás, você já deixou claro que meus sentimentos não eram correspondidos.

– Podemos ser amigos! As coisas podem voltar a serem como eram antes.

– Não, não podem. Você não entende? Eu não quero ser seu amigo. Eu quero meu espaço, preciso ficar distante de tudo o que me magoa. Por favor, me deixe em paz.

– Jay... Não precisa ser assim.

– Eu sei, mas é a única maneira que eu encontrei pra dizer que não agüento ficar perto de vocês sem pirar.

Ele parece abatido, os olhos ficam marejados varias vezes, mas ele não permite que nenhuma lágrima caia. Talvez esteja com medo de que, se começar a chorar, não consiga mais parar, ou talvez esteja tentando me esconder o fato de que estou o ferindo. Ele sorri, um tanto triste, e eu percebo que não estou pronta para um adeus.

– Jason! Você disse como se sente, mas não me deixou falar. Por favor, tente ouvir. – ele se vira, e balança a cabeça positivamente. – Por toda a minha vida eu quis sair do acampamento, eu quis me sentir livre, e, por mais que estivéssemos em um lugar maravilhoso, eu me sentia cercada. Aí você chegou, trazendo com você todo o apoio que eu precisava. Você me fez rir, me fez chorar. E lá, dentro de toda aquela bagunça eu achei um irmão, um melhor amigo em quem eu podia confiar. Eu não estou pronta pra deixar tudo pra trás, e te deixar ir pra longe sem me contrapor. Eu te amo. E preciso de você aqui, me ajudando a segurar a barra. Como sempre fez.

– Eu não consigo ficar! Não entende? Reyna, tudo o que há em mim ama tudo o que há em você. Ama suas imperfeições, ama seus defeitos e qualidades, ama estar com você, mas odeia não poder ficar com você. Não é o amor fraternal que você sente. Eu não queria sentir isso, mas eu sinto, e por mais que eu me negue a sentir isso, eu apenas sinto. Partir me parece melhor do que estragar a minha relação com Leo. Ele ficaria extremamente magoado se pegasse seu melhor amigo agarrando a sua namorada.

– Todos aqui precisam de você. – de repente as palavras dele me surgem um efeito, como se todos meus instintos me forçassem a deixá-lo ir.

– Não precisam, além do mais, Percy e Nico podem me cobrir.

– Eu preciso. – sussurro. Mais pra mim, do que pra ele. O medo de perdê-lo me sufoca, como se estivesse me matando de dentro pra fora. Uma onda de ardor se concentra em meus olhos, e percebo que estou prestes a chorar. – Não vá.

– Eu preciso pensar em algumas coisas, Reyna. – ele nota algumas lágrimas em meu rosto. E, quando avança para limpa-las, se detêm e dá um passo para trás. – É melhor pra todos se eu for pra São Francisco ajudar na reconstrução do acampamento. E, quando você decidir em qual acampamento vai ficar, eu espero ter coragem o suficiente para escolher o oposto.

– Você não está pensando direito. Eu preciso de você aqui!

– Não, Rey. Você não precisa de ninguém. É a pessoa mais forte que eu conheço. – sorri consolador.

– Não conhece muitas pessoas, não é?

– Tudo o que eu queria era evitar tudo isso. Não chore, você está tornando as coisas mais difíceis. Está me magoando mais. Por favor, entenda que eu não posso ficar. Não enquanto o que eu sinto por você for tão forte. – e, sem mais nem menos, eu o deixo partir, temendo desmoronar na frente do filho de Júpiter. Ele se vira, parecendo ter esquecido algo para trás.

–Eu te amo. – dito isso, ele volta a caminhar. Agora, não se importando mais em segurar as lágrimas.

Notas finais
Ah mds, isso foi tão "Ai, eu ti amo" "Sai daqui, loca, eu não posso ti ama" KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Nos vemos na próxima! (e nos comentários) Beijinhos ;)