Simplesmente Complicado

12 I can not breath without you.


Notas iniciais
:'( Bom galera é isso. Provavelmente a fic terá só mais dois ou três capítulos. Mas é esse o shipp. A história toda eu revesei entre Leyna (LEO+REYNA) e Jeyna (JASON+REYNA). E hoje, descobriremos qual é o destino de Reyna. Boa leitura.

P.O.V NARRADORA.

Leo e Reyna terminaram formalmente naquela tarde. Eles se esbarraram nas redondezas da quadra de vôlei, e Leo não disse nada, só a arrastou para a praia. E, lá, iniciou uma discussão.

– Eu não agüento mais, Reyna. Diga-me o que pensa desde o inicio e acabaremos logo com toda essa droga.

– Eu quero terminar, mas achei que já estava implícito com a maneira que eu estou te tratando. Eu não consigo nem te olhar, Leo. Como espera que um dia eu possa esquecer o que você fez? Como espera que um dia eu possa te olhar sem ter náuseas ou sem lembrar dos gritos de dor de Annabeth quando descobriu que a melhor parte dela havia sido morta por um de seus melhores amigos? Isso não tem como ser esquecido, perdoado, ou tolerado. Você errou. E eu não tenho nenhum interesse em ficar com um assassino.

– O que você está dizendo? Achei que nosso amor fosse forte o bastante para superar qualquer obstáculo! Claramente você não faz esforço algum para me perdoar. E claramente todos os discursos e declarações foram uma droga de uma mentira. Se você quer me chamar de assassino e me julgar, ok, vá em frente. Mas saiba que eu não preciso de seus conselhos ou de seus comentários sobre o que eu fiz. Eu sei que errei, e me desculpei milhões de vezes, e apesar disso não trazer Percy de volta, eu preciso tentar me redimir de todas as formas possíveis. E, eu não me sinto ofendido com o termo que você usou. Só está tornando mais claro tudo aquilo que os outros estão pensando.

– Claro que estão pensando isso, você matou seu melhor amigo, Leo. Você friamente enterrou uma faca no coração dele, e atingiu Annabeth com sua confissão, no meio do período mais confuso da vida dela! Você foi estúpido, egoísta, e frio. Três defeitos que eu não sabia que você possuía! E, sobre nosso amor ser forte o bastante... ele não é. Ele nunca foi, na verdade. Eu nunca vou ser capaz de esquecer o que você fez. E eu nunca, nunca mais, vou te ver com os mesmos olhos de antes.

– E você acha que eu olharei? Reyna, você acha que eu olho? Não consigo. Não consigo imaginar o dia em que tudo isso irá passar. Tudo o que eu queria era entrar no mar, e me permitir afundar, e nunca mais voltar. Mas eu sei que seria injusto. Eu sei que isso te levaria comigo. E eu não posso deixar você pagar por um erro meu. Porque a droga do meu amor por você me deixa feliz por ainda estar vivo.

– Não seja idiota. Se você realmente me amasse, nunca teria feito uma coisa dessas. Se realmente me mantivesse em seus pensamentos, nunca teria feito uma coisa assim, com alguém como Percy. Nunca teria ferido um amigo, sabendo que essa é a única coisa que eu jamais perdoaria! Foi como despedaçar meu coração. E eu quase pude ouvi-lo se quebrar em pedaços minúsculos. Logo você, que antes, juntou cada caquinho e os colocou no devido lugar.

– Eu não fiz isso. Foi você. Você escolheu ficar comigo, e, aos poucos, escolheu confiar em mim. Isso colou cada pedaço. Não eu.

– Eu odeio você.

– Por não juntar os pedaços?

– Por me fazer amar você. – Leo ficou em silencio depois daquela frase. Quase sentindo o calor do coração de Reyna acalmando o dele. Mas o que ele sentiu depois, foi diferente. – E você estragou tudo. Você quebrou meu coração. A única coisa que eu pedi pra você nunca fazer. Eu sempre estive contigo, Leo. Sempre. E agora, toda vez que eu te vejo, tudo o que eu me lembro é o quão difícil é sufocar o sentimento que eu tenho cada vez que eu olho pra você.

– Que sentimento? – e, me surpreendendo, Reyna dá um passo à frente, e lança sua mão em direção ao meu rosto, dando-me um tapa na face direita.

– Repulsa. – diz, depois de me olhar com olhos profundos e raivosos. Mas, por trás de toda aquela fachada, ela parecia decepcionada. E, ao vê-la se afastando, notei em sua expressão uma coisa nunca vista antes. Ela realmente me odiava.

E, enquanto eu acariciava minha bochecha, ela partiu, sem ao menos se despedir. E eu soube que aquele era o fim para nós dois.

SETE ANOS DEPOIS.

Reyna estava no auge de seus vinte e quatro anos. Cursava engenharia, e era seu último ano na faculdade de Nova Roma, mas ela preferiu morar na cidade. Apesar de São Francisco ser perigoso para semideuses, Lupa chegou à conclusão que a aura de Reyna não era tão chamativa, e portanto, deixou a garota finalmente ir conhecer o mundo. Apesar de não ter uma placa neon em sua cabeça atraindo monstros, seu namorado tinha. E, cada vez que ele fugia do acampamento para se encontrar com a garota, eles acabavam lutando com no mínimo, cinco monstros.

Por ser filho de Júpiter, a aura de Jason era incrivelmente forte, podendo atrair monstros que estão bem longe. E, isso parecia bem claro hoje, quando ele mandou uma mensagem de íris para a garota, a fim de chamá-la para sair.

P.O.V REYNA

Jason havia acabado de me convidar para sair. Era por volta de oito da manhã de um sábado nebuloso em São Francisco. Levanto-me e, após minha higiene matinal, visto roupas confortáveis e saio para correr.

Uma hora e meia depois eu volto pro apartamento. Ao abrir a porta, há uma pessoa me esperando.

– Jay! Achei que vinha só mais tarde pra cidade.

– Me dá um beijo! Senti sua falta! – diz, caminhando até mim. Eu desvio no ultimo segundo e me tranco no banheiro.

– Estou suada! – grito lá de dentro. E, em resposta, escuto um gemido triste e frustrado, depois vozes vindas da TV.

Saio de lá meia hora depois. E, depois de colocar uma roupa fresca, caminho para a sala e sento ao seu lado.

– Tudo bem? – questiono estranhando o fato dele estar batendo repetidamente o controle em seu joelho.

– Não. – ele desliga a TV e se vira pra mim. – Eu tenho que te contar uma coisa.

– Você matou alguém?

– Não. Não é bem contar, é meio que uma pergunta.

– Tudo bem então. Pergunte. – digo, me virando para ele.

– Ambos temos vinte e quatro anos e ambos sentimos uma coisa forte desde que nos conhecemos. Estamos acabando a faculdade e precisamos pensar no que vem após. E eu acho que nada melhor do que... – ele se ajoelha na minha frente e tira uma caixinha azul do bolso da calça. – começar com algo permanente.

“Você tem sido grande parte da minha vida nos últimos anos, e eu não quero mais perder tempo. Quero acordar ao seu lado, e poder te dar um beijo de boa noite antes de dormir. Eu quero chegar em casa e encontrar você me esperando. Quero passar noites assistindo TV e comendo porcarias. Quero ter uma vida Reyna, mas eu ainda não aprendi a viver sem você. E nem vou. Porque você é tudo pra mim. Depois de tantas interrupções e outras paixões, eu descobri que eu sou seu. E agora, eu estou pedindo para você ser minha. Pois ninguém nesse mundo te ama como eu te amo. E eu sempre, completamente, verdadeiramente vou amar você. Independentemente da sua resposta, o meu coração já é seu. Porque a vida que eu sonho em ter é caótica e sem sentido sem você. Então Reyna, eu quero saber. O que você acha de ser o amor da minha vida? Está disposta a me agüentar todos os dias? Porque eu quero me casar com você.”

E foi assim. Sem papas na língua. Sem flores. Sem mimis. Sem nada exagerado. Foi exatamente assim que eu aceitei me casar com ele.

E, mesmo assim, as coisas não poderiam ser mais perfeitas.

E foi assim, tão fácil que nós descobrimos uma vida juntos.

Porque ele é meu, e eu sou dele. E nenhum de nós precisou provar isso de novo. Pois estava escrito nas estrelas. Estavamos destinados. E, por mais que a vida tentasse interromper, achamos o caminho de volta um para o outro. Pois isso é o amor. Ele é confuso, complicado e sofrido. Mas é como se estivéssemos nos afogando, e ele fosse a superfície. Estamos sem ar, cansados, mas sabemos que se continuarmos a nadar conseguiremos respirar novamente. E quando chegamos lá, o doce ar enche nossos pulmões e nos sentimos mais vivos do que nunca. Esse é o empurrão que precisamos para viver. Com o amor, viveremos para sempre em lembranças e em corações. Afinal, imortal é aquele que é amado, pois o amor é a imortalidade.

Notas finais
Amém. Passei uma semana escrevendo esse capítulo. Mereço comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.