Simplesmente Complicado
22 Apenas Ignore.
Notas iniciais
Pov Rapunzel:
— Punzie...? – Alguém sussurrou no meu ouvido, seu hálito era gelado e me trouxe arrepios pela espinha. Apenas ignore.
— Punzie – Falou, dessa vez alguém perto do meu pescoço. Ignore Rapunzel. Senti a cama se mexer. Esse alguém, ficou em cima de mim, seu peso me cercando.
— Punzie, se não acordar. Eu te jogo no celeiro – Falou, dessa vez eu olhei para o dono da voz. Abri meus olhos para olhar os seus azuis. Ele sorriu e saiu de cima de mim, achei estranho por ele não fazer nenhum comentário sarcástico.
— A bela Adormecida acordou, – falou animadamente, antes de jogar um macacão para mim. — não me surpreende que sua nome é de uma personagem de contos de fadas. Vamos temos que pagar a estádia. – assim que falou saiu do quarto.
"Vamos, já era de se esperar"
— Você tem razão – murmura, — Eu achava que não iria ser capaz de olhar na cara dele e... – parei de fala assim que percebi o que eu iria dizer.
"Você está falando do beijo? Acho que minha opinião não vale nada para você, mas alguém tem que pensar aqui" falou, revirei os olhos.
—Então fale o majestade.
"Você gosto do beijo de ontem"
Apenas ignore, afinal é você que está afirmando isso. E ninguém te conhece como sua consciência. Mesmo pensando assim, é muito estranho.
— O-o que?. não. Não seja louca – falei sentindo meu rosto esquentar. Ela riu.
"Você está se chamando de louca?"
— Eu não sou louca – resmungo pegando o macacão. –Sim, eu sou louca e tudo o que eu falar discordando, é errado.
"Falou a louca que fala sozinha" riu.
— Eu não falo... – afirmei. Mas eu estava errada, eu estou falando com minha consciência. E quem fala com a si própria?, — Bem, se posso afirma uma coisa é que sempre falei com ela.
"Sim, você fala"
Eu vou ignora, quem sabe ela vai embora e me deixa em paz de uma vez por todas e eu sigo minha vida. O problema é que tudo que eu ignoro fica contra mim ou piora. Como se minha vida fosse escrita por alguém, e isso me assusto. (N/A: Não me diga queridinha :3). Algum dia eu gravo um filme, e esse maltido filme vai arrecada milhões só para ver o azar da minha vida.
"Agora vai me ignorar?"
Vou.
(...)
— Olha quem resolveu aparecer – falou suavimente. Parecia contente em me ver. Engraçado, ele não costuma ser assim na Agência, de rígido e intimidador, ele não tem nada disso. Eu havia vestido o macacão e as botas, ele estava vendo as galinhas.
— Você parece feliz – falo. Ele sorriu e me jogou milho.
— E estou, minha irmã adorava fazendas – suspirou, eu estava jogando o milho, mas parei para olhar para ele. — Ela iria adorar aqui – falou.
— Onde ela está? – Perguntei, ele olhou para o chão.
— Ela... Ela morreu de Hipertermia a 7 anos – ele falou olhando para baixa.
"Você é tão esperta"
— Você falou que só iria falar quando precisar! – murmuro, mas acho que não foi uma boa ideia ter perguntado isso. – como eu sou insensível.
— Ei – coloquei uma mão em seu ombro, — Eu não deveria ter tocado no assunto.
— Não faz mal, é sempre bom falar da Emma. Inclusive ela sempre quis corta o cabelo assim – ele apontou para meu cabelo curto em seguida afogou meus cabelos os bagunçando.
— Ela deveria ser super legal – falei arrumando meus cabelos. Ele sorriu.
— Ela iria gosta muito de você – falou olhando as galinhas. Uma delas foi bicar o meu pé. — Que inclusive está em uma bota. Jack pegou a galinha e me fez olha-la.
— Que tal essa? – perguntou, ela olhou para nos como se estivesse com medo. Ela parecia tão fofinha, Mas. Porque uma galinha?
— Ela parece boa – falei sorrindo, ele acenou com a cabeça e em seguida quebrou seu pescoço. Eu fiquei tão atordoada que recuei alguns passos.
— O que foi – Perguntou.
— V-você matou ela – falei, ele olhou para a ave morta em seus braços.
— Matei – falou com indiferença, — Por favor, não fique assim. Você come animais mortos quase todos os dias.
"Não é a mesma coisa"
— N-não é a mesma coisa seu idiota – Resmunguei marchando para a cozinha. Quem ele acha que ele é, Além de ser meu chefe e rico, e por ter um grande efeito em mim, ele é um idiota.
— Punzie! – Ouvir o mesmo gritar, eu continue andando até a cozinha, eu tinha pego essa tarefa antes da Merida, comecei a corta mesmo sabendo que a qualquer momento um imbecil de cabelos brancos iria entra pela aquela porta. E isso era naquele mesmo momento.
"Você tenho uma sorte"
— Punzie, fala comigo – apenas ignore, ele se aproximo de mim e colocou a galinha ao lado da pia. Olhei para a cabeça da galinha e voltei para a cenoura.
— Porque não quer falar comigo? – Falou indo para minhas costas e passando os braços pela minha cintura. Ignore. Rapunzel.
Falar é fácil, — Pense quando você encontrou ele com sua adorável prima, aquela inútil que sempre quis ser melhor que eu. Com esse pensamento conseguir aliviar um pouco da tensão e esquecer que ele estava com a cabeça em meu ombro.
— Até parece que você é vegetariana – resmungou, — Vamos fala comigo.
— Estou ocupada de ignorando – falei, ele riu e deu um beijo rápido em meu pescoço. Um rápido beijo, mas o bastante para me arrepiar. Ele saiu das minhas costas e foi colocar a água no fogão.
— Pra que a água? – Perguntei.
— Você não estava me ignorando? – riu pelo nariz, eu bufei e acabei errando o trajeto da minha faca.
"Eu falei"
— E-eu estava, e você não respondeu minha pergunta – exclamo ligando a torneira para lavar o corte, — Calada – sussurro. Quem é o ser que corta o indicador? Burra. Burra. Burra.
— Para tirar as penas, você nunca esteve em uma fazenda? – ele levantou uma sobrancelha para o que eu estava fazendo. Em cortes, eu costumo colocar o dedo na boca e chupar o sangue, eu sei que parece nojento. E eu acho isso totalmente nojenta, porque? Eu sou bipolar.
— J-já ouvir falar – Ótimo, como vou corta o resto das cenouras agora? Eu sou uma criatura brilhante. Ele percebeu que estava escondendo a mão e começou a se aproximar.
— O que você esconde? – perguntou, Fantástico. Ele vai pensar que sou retardada o bastante para corta o indicador, e vai começar a rir da minha cara. Pois estava prestando mais atenção na raiva do que nas drogas das cenouras.
— N-não, Escondendo? – soltei uma risada forçada pelo nariz. — Nada. – contemplei rapidamente. Merda, porque estou gaguejando.
— Então como explica esse sangue na faca? – ele apontou para a faca que estava em minha mãos, na ponta da lâmina estava um gotinha de nada. –Putz, essa cara tem uma super visão?
— Er... – Brilhantes ideia Rapunzel, cenouras sangram. Elas tem coração e quem sabem pulmões. Não, eles não tem. Quem sabem eu ignora-lo. Voltei para as cenouras, dessas vez com das duas mãos. Ele viu o meu pequeno corte, — Que azar. Pegando minha mão para examinar.
— Eu sabia, você cortou o dedo – Sorriu, senti meu rosto esquentar enquanto abaixava a cabeça. Senti ele me puxar para mais perto e isso instintivamente me fez olha-lo.
— O-o que voc..– Ele colocou o meu dedo cortado na boca e chupou levemente meu dedo antes de passar a língua. Eu arranquei, praticamente, a mão de perto dele e me afastei.
Ele deu uma risada rouca antes de falar — Melhorou? – eu olhei para meu dedo, estava molhado, e mesmo se for estranho isso, eu gostei. Mas...
— Seu idiota, agora está ardendo.
Fale com o autor