Simplesmente

3 Capítulo 3: Um encontro inesperado


Notas iniciais
Galera, valeu pelos comentários, isso realmente anima pra postar para vocês. Boa leitura, se divirtam xD

Pov Shay

As festas de riquinhos eram as que me davam os maiores extras. Sempre que eu realizava muito bem o meu trabalho, o que sempre acontecia, ganhava um extra e um incentivo para continuar no ramo, além de um cartão para me comunicar com outro possível contrato. Naquele sábado não iria trabalhar no Fuego, o bar e boate de Alejandro, mas sim me dirigir para o bairro mais nobre da cidade.

Eu tinha posto minha melhor roupa de trabalho. Um short social preto curto, no meio das coxas, uma blusa de mangas curta completamente branca. Um chapéu estilo fedora preto com listras finas vermelhas repousava perfeitamente sobre meus cabelos soltos e arrumados propositalmente para ficar mais repicado por causa do chapéu. Para finalizar, um allstar tradicional preto e um suspensório vermelho escuro. A maquiagem não foi pesada, além do lápis ao redor dos olhos, cujo traço fiz com esmero. Eu sabia que meus olhos dourados eram chamativos e não custava nada valorizá-los.

-Vai vim dormir em casa? – Sean perguntou da porta de meu quarto.

-Provável que sim – o respondi terminando de ajeitar o suspensório – Como estou?

-Está pro gasto – ele sorriu divertido.

Ameacei correr para pegá-lo. Sempre que fazia isso ele sabia que vinha castigo pela frente: cosquinhas. Porém Sean começou a se afastar já com um riso brincando nos lábios e eu desisti, rindo da cara de assustado e divertida que ele fez.

-Se comporte com o Brandon, ok? – o alertei – E nada de doces até tarde.

-Vamos jogar Call of Duty a noite inteira mana – Sean explicou novamente revirando os olhos.

Sorri grande, aquele garoto chegara de um jeito bem estranho em minha vida, mas cuidar de Sean só me fez amadurecer mais rápido. O amava como a única pessoa de minha família que tinha. Aproximei dele e dei um abraço apertado, ele reclamou falando algo de estar meloso demais e eu apenas rir, terminando dando um beijo no rosto dele, deixando uma marquinha vermelha suave. Escutei a buzina do lado de fora de casa e sabia que era a minha deixa, minha carona até o local de festa já havia chegado.

Obviamente, era o Civic do Alejandro que me esperava. Indiquei o caminho para ele, já que havia ido mais cedo para preparar minha mesa de DJ e definir meu local de trabalho. Meu vizinho parou apenas quando chegamos a uma enorme mansão, com direito àqueles jardins de frente que parecia ter um quilometro de distancia da casa.

-Se eu pudesse nunca moraria em uma casa assim – Alejandro comentou observando a mansão – Uma casa arejada e a beira-mar é o suficiente para mim e o Brandon.

-Que romântico – zombei dele e dei de ombros – não me importaria em ter dinheiro suficiente para comprar uma casa dessas em um piscar de olhos.

-Ah isso ai já é outra história – Ale riu e apertou meu ombro – Boa sorte lá, qualquer coisa liga.

-Meu herói gay particular!

Alejandro riu alto enquanto eu saia do carro. Estava indo tudo tranquilamente. Não havia muitas pessoas na festa ainda, apenas uma pequena parte da família da garota que fazia aniversário e as melhores amigas dela. Elas me seguraram por um tempo, fazendo perguntas sobre o meu trabalho e onde já havia feito festas e tudo o mais. Alejandro adorava quando eu dizia que trabalhava na Fuego, um ou outro aparecia lá para me ver tocar e isso arrecadava na maioria das vezes fregueses de carteirinha para meu amigo. A aniversariante, Barbara, estava deslumbrante em um vestido vermelho um tanto ousado, era sua festa de 15 anos perfeita. Bom, eu fazia parte dessa perfeição e tinha de mostrar meu valor. Quando os convidados começaram mesmo a chegar, fui até o salão onde estava a boate e subi em meu palco, meu domínio. Comecei a ligar a aparelhagem, peguei meus fones de ouvido e o deixei pendurado em meu pescoço.

Enquanto eu terminava os últimos toques, os jovens já se aproximavam, alguns garotos apontavam para mim com um sorriso malicioso e eu tinha vontade de rir pois o resultado era sempre o mesmo. Garotos desapontados, meninas felizes. A primeira música que toquei foi uma clássica para festas de aniversário de minha playlist: Glad You Came, da banda Wanted. Os primeiros versos deixei em um toque normal, mas quando a música em si começou, comecei a fazer minha mágica de mixagem e a agitação se alastrou como fogo entre aqueles adolescentes.

Aquele foi apenas o ponto de partida. Quando comecei, não parei mais. Eu era dedicada e atendia aos pedidos, fazia mush-ups – mistura de duas músicas em uma só – e outras eu mesma cantava uma parte, pedindo para que eles cantassem junto comigo. A festava estava superlotada e isso fazia parte de um show perfeito. Eu fazia um pacote sempre completo, dançava ali encima me divertindo e por vários momentos esquecendo que era apenas trabalho e não uma festa da qual eu fazia parte. Já beirava uma hora da manhã, eu tinha uma garrafa de bebida ao meu lado já na metade quando senti alguém puxando meu suspensório por trás e o soltando fazendo bater de leve sobre minha blusa. Virei e fiquei realmente surpresa. Eu conhecia aquela garota, ela era da escola!

-Hey Shay! – Lindsay cumprimentava com um sorriso enorme no rosto – Poderia tocar uma música pra mim e para Ivy?

-Ivy está aqui?! – perguntei em um tom alto e chocado.

-Sim, olha ela ali toda de bico por eu ter vindo falar com você – Lindsay se aproximou de mim para apontar para algum canto da festa.

Segui a direção e vi Ivy. Ela estava de braços cruzados e quando viu o que a Lindsay fez, ela revirou os olhos e balançou a cabeça negativamente. Deus, ela estava tão linda! Usava uma calça preta totalmente colada às pernas bem torneadas, aliás, que pernas! Ela usava uma blusa mais solta e lilás, com um corte em V que ia até o umbigo, completada por um top escuro. O cabelo castanho clarinho estava solto e bem ondulado, caindo pelos ombros em uma cascata colorida por causa das luzes da boate. Acabei sorrindo sem perceber e ela arqueou uma sobrancelha me fazendo rir. Ela realmente me odiava... Então o que estaria pensando agora?

-Qual a música? – perguntei para Lindsay, virando o rosto para olhá-la.

-Good Feelin’ do Flo Rida – ela respondeu em meu ouvido de forma provocativa.

Fiz que sim com a cabeça e mexi em meu notebook em busca da música. Botei para tocar e logo comecei a fazer alguns efeitos de remix nela. Peguei a garrafa para beber um pouco mais e poder descontrair da surpresa. Ainda estava no trabalho e não podia me abalar tão fácil.

Pov Ivy

Para aquele sábado havia planejado apenas curtição e mais curtição. A festa que Lindsay havia arranjado para nós prometia muito, já que era de uma das garotas mais ricas da cidade. Isso atraia boa bebida e gente bonita. Havia me preparado para uma noite longa e sem problemas, mas assim que pisei na pista de dança, sendo puxada pela minha amiga, estaquei no lugar completamente paralisada e chocada.

-O que foi? Você está de boca aberta e travada! – Lindsay olhou para mim e depois seguiu meu olhar – Meu Deus! É a Shay!

Sim, era a garota que havia bagunçado minha vida. Havia chegado por volta das onze horas na festa, já estava superlotada e todos curtindo a boate. Mas nunca, jamais, em hipótese nenhuma passou em minha mente que eu veria aquilo. Puxei Lindsay para o canto, com um medo inexplicável de que Shay me visse. Ela estava deslumbrante! Mal parecia aquela garota largada da escola, com um estilo chamativo e descontraído, um sorriso fácil nos lábios e exibindo aquelas covinhas charmosas. Deus, o que estava pensando? Ou melhor, que forma era aquela de comparar uma garota?

-O que ela esta fazendo aqui? Essa ragazza está me perseguindo! – reclamei em um tom de nervoso.

-Calma! Vamos descobrir!

Lindsay pegou em minha mão e me levou para o outro lado da festa, onde estava Barbara cumprimentando alguns convidados e forçando sorrisos, a garota estava linda e tinha todo o mundo girando ao seu redor. Talvez fosse o ápice de sua adolescência.

-Barbie! – exclamou Lindsay a cumprimentando com um abraço forte – Que festa incrível amiga!

-Nem me fale! Mas eu estou doida para ir para a pista! Você viu a DJ como é linda?! E as músicas parecem tão boas daqui, imagine lá? – Barbara sorria toda animada.

-Sobre a DJ – começou Lindsay com interesse disfarçado – O que sabe sobre ela? Me conte esse babado!

-Ah, meu pai a encontrou trabalhando em outro lugar e como a banda tinha cancelado de ultima hora resolveu contratá-la. Quando eu vi a deusa que ela era, perguntei tudo para meu pai.

Uma deusa? A Shay? Produção, onde estava a ordem lógica das coisas?!

-Então, o que descobriu? – perguntei um tanto brusca, mas logo forcei um sorriso para que continuasse simpática.

-Ah meu pai não perguntou muito, mas parece que ela trabalha a algum tempo assim e tem apenas 19 anos! Isso quer dizer que ela começou a trabalhar cedo. Parece que não conseguiu completar o colegial ainda. Ah, lembrei, meu pai disse que ela trabalha quase toda noite em um bar boate de classe média, mas muito popular depois que ela entrou... Qual o nome? AH Fuego.

-Opa, já trabalha então já pode me sustentar! – brincou Lindsay rindo.

-Ah não – Barbara fez biquinho – Hoje você vai dançar comigo, você prometeu.

-Claro que sim Barbie, a noite é sua, sou toda sua. Quando for na pista me chame, ok?

Lindsay se afastou me puxando também. Minha mente estava a mil e eu me recusei a ir para a pista de pronto. Shay trabalhava? Seria por isso que ela sempre chegava atrasada? Obviamente era um trabalho noturno, o que queria dizer que tinha poucas horas de sono. E ela se mantinha no topo das notas... Deus, quem era aquela garota? Porque ela precisava trabalhar? E os pais? Nada faziam? Minha mente estava tão confusa que eu pensei começar a ter dor de cabeça.

-Ah não, aquela ragazza não vai estragar minha noite – acabei falando alto e Lindsay virou para mim com um sorriso de lado – Vamos pegar bebida e procurar gatinhos, fora da pista. Depois vamos para lá.

A primeira bebida eu a consumi rapidamente, logo esquecendo qualquer outro problema que não fosse Shay, por vezes ela invadia a minha mente. Havia muitos garotos bonitos e eu sinceramente estava deslumbrante. Eu era a deusa ali, não a Shay! Nessa noite, não me fiz de difícil, chegando a beijar dois garotos diferentes e tendo um amasso mais avançado com um. Porém o interrompi antes que ficasse animado demais. Era meia noite e meia quando Lindsay me arrastou de volta para a pista, dizendo que não poderia fugir para sempre. Mas imagina, eu, Ivy Lazzini, fugindo de uma garota?! Caminhei decidida a esfregar na cara de minha amiga que nada havia de errado.

Quando voltei, meus olhos pararam em Shay e ela estava lá, dançando muito bem, balançando a cabeça de um lado para o outro segurando o chapéu para que não caísse. Por vezes ela colocava a mão sobre o fone de ouvido para escutar melhor a batida e mexia no equipamento, fazendo algumas gracinhas. E o melhor era o bom gosto musical da garota. Tocava músicas antigas, clássicos tão chatos que nas mãos dela se tornavam um delírio na pista. Barbara logo me roubou a Lindsay e eu tive de encontrar alguns conhecidos para me enturmar... O que não deu muito certo, volta e meia eu estava olhando para Shay, para o jeito totalmente diferente da garota, em como o corpo dela mexia sensualmente no ritmo da música.

-Ivy! – Lindsay aproximou de novo, com Barbara ao seu lado – Vou ir pedir uma música para Shay!

-Cosa? No! – falei rapidamente – Deixe ela lá! Ela não me viu ainda!

-E o que é que tem? Está com medo dela te morder? – provocou Lindsay já se afastando.

Meu coração disparou e eu cruzei os braços tentando me controlar. Lindsay estava certa, porque eu estava daquele jeito? Mesmo tão confusa, eu não conseguia deixar de acompanhar o caminho de minha amiga até a DJ e puxar conversa com ela. Quando enfim apontou para mim, eu revirei os olhos tentando disfarçar. Mas então aqueles olhos dourados tão expressivos me fitaram. Tudo o que pude fazer, tudo o que consegui fazer, foi manter o olhar no dela. Shay sorriu, um sorriso só para mim e mais ninguém, aquela boca se destacava com o brilho labial e eu tive de balançar a cabeça para parar de olhá-la daquela forma. Só voltei a me concentrar quando começou a tocar a minha música e a da Lindsay. Todos melhores amigos que se presem tinha uma música, não é?

Não pude deixar de ir para o meio da pista dança-la, era como uma honra. Lindsay logo me acompanhou e eu finalmente me soltei. Dancei e dancei mesmo quando a música acabou, não queria olhar para Shay, não queria pensar nela e a única forma de fazer isso era dançando. Tive pares, homens e mulheres, mas não conseguia dar espaço para mais ninguém, queria apenas concentrar em mim mesma. Parei apenas quando Shay parou a música dizendo que era hora de cantar os parabéns. Aquela era minha chance e iria aproveitá-la, mesmo que estivesse levemente tremula. As pessoas começaram a sair e restavam muito poucos na pista, Shay havia sentado no palco para beber alguma coisa, ela estava levemente cansada e suada por causa do esforço.

-Io não esperava isso – admiti quando me aproximei o suficiente.

-Ninguém esperava – Shay deu de ombros levando a bebida aos lábios, então sorriu de lado fazendo apenas uma covinha aparecer – Surpresa?

-E confusa – admiti mais uma vez, soltando um suspiro exasperado – Mas o que infernos está acontecendo?! Eu quero explicações.

-Olha só, toda mandona! Peça por favor.

-O que? Você que tem de dar explicações!

-Peça por favor ou não direi nada.

-Ragazza stupida, eu posso descobrir sozinha, sabia?!

-Então boa sorte, nunca vai saber tudo mesmo – Shay deu de ombros, voltando a beber.

Fechei minha mão direita em punho. Porque ela tinha de ser tão irritante? Ou porque tinha de ficar observando aquela gota da bebida que deslizou pelo canto da boca dela? Respirei fundo para manter a calma e meu controle. Forcei o meu melhor sorriso, o que seria o mais falso deles.

-Per favore? – pedi então.

Shay riu baixo e terminou com sua bebida, sentando mais para o lado e dando tapinhas no espaço que ela abriu. Não reclamei e sentei, a curiosidade estava me matando por dentro.

-Hum, perfume gostoso o seu – ela comentou me olhando – Não é forte, e nem muito doce, só é suave.

Eu corei com o elogio dela. Deus, eu havia mesmo corado? Há quanto tempo isso não acontecia? Eu não tinha vergonha nenhuma quando o assunto era flerte e paquera, mas bastou um elogio daquela garota para que eu corasse!

-Fale logo, não enrole – reclamei tentando disfarçar.

-Ok – Shay pós um pé sobre o palco, ficando com a perna dobrada e usou o joelho como apoio para o braço – Então, isso pode já começar a constar em sua redação. Não pretendia contar, mas já que descobriu por si só... Eu trabalho, geralmente todos os dias, salvo os domingos quando não tem um contrato especial e caro. É meu dia de descanso.

-Trabalha apenas como DJ? – perguntei me rendendo a curiosidade.

-A maior parte do tempo. Mas comecei como bargirl de um bar chamado Fuego. Depois ele se transformou em uma boate também e fui dando meu jeito para aprender e comprar meu equipamento.

-Há quanto tempo?

-Desde os meus 16.

-Por quê?

-Preciso da grana, simples assim.

-Mas e seus pais? Não é responsabilidade deles?

Ela ficou tensa. Havia notado como os ombros dela se ergueram a menção dos pais dela e o olhar irritado que ela me lançou. Ok, parecia que era um assunto delicado. Até porque Shay levantou e deixou os suspensórios caírem ao lado do corpo.

-Por hoje é só, italiana. Tem um mês para me descobrir. Ah cara, você está realmente linda nessa roupa.

Novamente, fiquei sem jeito. A olhei ali parada a minha frente e quase disse o mesmo sobre ela. Mas eu a olhava diferente, não era um elogio que eu daria a uma amiga qualquer, mas sim a uma mulher. Shay era mais magra do que eu, mas não tanto quanto a maioria das garotas. Eu tinha minhas curvas e tudo perfeito, cuidava do meu corpo com um esmero sagrado.

-Está bêbada? – perguntei desconfiada.

-Não, quando se trabalha em um bar a primeira coisa que se aprende é a beber – Shay deu de ombros e desviou o olhar – Você está linda, só estou comentando.

-Então está dando encima de mim? – levantei também, mal percebendo que isso me deixou mais perto dela.

-E se estiver? Todos na escola sabem do que eu gosto – Shay finalmente me olhou com um brilho diferente no olhar dourado.

-Io gosto de homens – sorri divertida – Todos na escola sabem disso.

-A maioria das garotas de inicio gostavam de homens também – Shay provocou rindo baixo – Mas nada que me proíba de pensar coisas.

-Attesa! – mandei ela esperar, um pouco surpresa – Você está pensando coisas sobre mim?! Pare com isso!

-Não sabe o que eu estou pensando! Mas posso garantir que é bom... Muito bom.

-Io te proíbo de pensar coisas pervertidas comigo!

-E eu disse que eram pervertidas? Mas agora que você comentou... Uau...

Dei um tapa no braço dela zangada. Ela não podia pensar aquilo! Não podia me falar daquilo... Porque era realmente fácil pensar nela me beijando, deitando ali no palco e me mostrando ser verdade o que todos diziam. Eu nunca tive curiosidade com garotas, era sempre convicta do que queria e eu queria homens. Corpos malhados, peitorais definidos... Mas Shay chamava minha atenção de uma forma que nunca havia acontecido antes.

-Relaxe italiana, não farei nada – Shay prometeu erguendo as mãos em sinal de paz – Agora vou comer alguma coisa, minha barriga está vazia.

Ela começou a se afastar e meu olhar ganhou vida própria enquanto a admirava. Ela tinha um bumbum que deus planejou de uma forma especial. O jeito de andar dela não era nada feminino comparado com as outras garotas, era desleixado e despreocupado, mas isso parecia fazer parte de um pacote completo. Balancei minha cabeça forte, o que estava pensando? Talvez precisasse de um garoto para me lembrar do que realmente queria, mas só de pensar isso meu estomago embrulhava. Não, não queria mais beijar ninguém aquela noite. A não ser que fosse Shay. Deus, sim, eu queria beijá-la, queria ter aqueles lábios nos meus! E o que eu fiz ao descobrir isso? Fugi, literalmente, sai da festa me despedindo de Lindsay sem dizer muita coisa.

Notas finais
Se encontrarem algum erro me falem ok? Eu revisei rapidamente porque já estou indo para aula. Só uma dica, eu não sou de apressar as coisas, até porque acho que até mesmo em uma história tudo tem seu tempo certo para acontecer. Se tiver alguns reviews eu posto outro capítulo ainda hoje, se não só amanhã mesmo ~que ameaça, amanhã nem é tão longe assim q~