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1 Meu Primeiro Post
Notas iniciais
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Usuário: HoPelESsXP
20 de maio às 03:40 am.
E mais uma vez estou aqui, desta vez buscando refugio nas palavras. As mãos tremendo, errando sempre as teclas. As lágrimas já secaram e tudo que quero neste momento é descrever o que sinto.
Sinto-me sozinho. Tenho pais, família, colegas, porém mesmo assim eles não parecem presentes agora, na hora em que mais preciso. Não sei da onde vem tal sentimento, tão melancólico, embora eu tenha uma vida invejável por necessitados e que não me leva a faltar nada. Só sei que estou triste.
É um vazio dentro do peito. Um oco deixado pela solidão e a dor aguda dos cortes. E eu não tenho com quem desabafar, ninguém capaz de entender minha situação. Mas sempre foi assim, não foi? Ninguém nunca entende ninguém. O mundo escuro e frio sempre foi assim.
E mais uma vez estou aqui. Estou aqui porque a partir do momento em que eu postar isto, se tornará algo fictício. Contudo a verdade é que busco mais um que sinta as mesmas coisas que a mim, se é que você realmente existe.
Eu queria ouvir algo, mas sei que qualquer música que escutar agora, se tornará tão distante quanto a lua no céu. Inalcançável.
Aqueles que eu acreditava me fazerem feliz agora são um dos motivos por eu estar me sentindo assim, e então me pergunto: “Vale mesmo a pena?”. Eu preciso realmente continuar com isso? Fingir sorrisos? A verdade seja dita, sorrisos são as maiores mentiras da humanidade. Enganadores, como máscaras de atores, manipuladas por um marionetista invisível. Parou para perceber quantas vezes seus gestos de felicidade não passavam de uma farsa? Porque eu percebi. Percebi que quando sorria, era por pura educação. O que a maldita regra da sociedade impõe.
Detesto ter de segurar as lágrimas de dia sabendo que só poderei despejá-las ao cair da noite, junto com as constelações.
Sinto-me sozinho. Sinto-me doente. Sinto-me sem vontade de nada, nem ao menos de dormir, pois sei que sonharei e sei que uma hora terei de acordar. E não gosto da desilusão.
Quero viver, mas ao mesmo tempo estou indeciso se seria uma boa ideia jogar-me de um precipício. Um grande abismo chamado solidão onde tudo e todos não existem. Viver trancado em meu próprio mundo, sem interagir com as falhas de sistema registradas na realidade.
Quero ser a Alice com seus olhos de vidro, correndo atrás do tempo.
Eu quero voar somente por uma noite.
Quero entender o porquê de estarmos aqui ainda.
E quero entender o porquê deste ciclo-vicioso que se é “tudo que tem um começo tem um fim” e então “tudo que tem um fim, tem um começo”. Isto nunca irá parar? Isto me assombrará para sempre?
É então que entram as palavras. Elas me libertam, me fazem sentir melhor.
Alguém... Você já se sentiu assim? Largado no escuro,
Chutado mesmo depois de caído?
Se sentindo machucado,
Se sentido perdido?
Procurar uma saída é meu plano simples.
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